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Da venda de geladinhos à tecnologia: Érica Morais cria plataforma para fortalecer o comércio local

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Fundadora do LuziLeva transformou as experiências vividas desde a infância em uma solução digital que conecta comerciantes e consumidores em todo o Brasil

Aos oito anos de idade, Érica da Silva Morais já percorria as ruas de Anápolis, em Goiás, empurrando um carrinho de geladinhos e vendendo de porta em porta para ajudar a família. Era 1998. Enquanto muitas crianças dividiam o tempo apenas entre a escola e as brincadeiras, ela começava a aprender, na prática, algumas das lições que marcariam sua trajetória: disciplina, persistência, responsabilidade e coragem para enfrentar as dificuldades.

“Comecei a trabalhar aos oito anos vendendo geladinho nas ruas de Anápolis. Foi ali que aprendi que ninguém nasce pronto — a gente se constrói todos os dias, um passo de cada vez”, recorda.

Décadas depois, aquela menina se tornaria empresária, escritora e fundadora de uma empresa nacional de tecnologia. Hoje, Érica é a criadora do LuziLeva, aplicativo que conecta clientes e lojistas por meio de um modelo de e-commerce e marketplace hiperlocal.

A plataforma reúne características dos classificados digitais, dos aplicativos de entrega e dos grandes marketplaces, com uma diferença importante: a integração ao WhatsApp, ferramenta amplamente utilizada por pequenos comerciantes e consumidores brasileiros.

Disponível 24 horas por dia e com atuação em todo o território nacional, o LuziLeva funciona como uma vitrine digital destinada a aproximar quem deseja comprar de quem vende na mesma cidade ou região. A proposta é ampliar a presença digital dos negócios, facilitar o contato com os clientes e estimular a circulação de recursos dentro das próprias comunidades.

Tecnologia a serviço do pequeno comerciante

O conceito de marketplace hiperlocal utiliza a proximidade geográfica como um dos principais elementos da experiência de compra. Em vez de limitar a busca às grandes redes nacionais, o consumidor pode localizar produtos, serviços e estabelecimentos próximos, enquanto o comerciante ganha um novo canal de divulgação e relacionamento.

Com ambição de alcançar os quase 5.570 municípios brasileiros, o LuziLeva foi desenvolvido pela CNO – Cibernacional Operations, empresa fundada e presidida por Érica.

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A criação do empreendimento ocorreu após um período especialmente difícil. Atuando como microempreendedora individual, ela chegou a considerar o encerramento de suas atividades devido às dificuldades financeiras. O incentivo recebido no Sebrae de Luziânia, entretanto, ajudou-a a reorganizar o negócio, renegociar dívidas e continuar.

Sem o auxílio de um contador, Érica formalizou a CNO e avançou na construção de uma empresa brasileira de tecnologia. À frente da companhia, desenvolveu o LuziLeva com base em uma necessidade que conhece desde muito cedo: a realidade de quem precisa vender, conquistar clientes e garantir renda por meio do próprio trabalho.

A iniciativa também foi apresentada na quarta temporada do programa Batalha das Startups, da Record News, comandado pelo empresário Janquiel Diniz, levando o projeto ao conhecimento do público nacional.

Uma trajetória construída em diferentes áreas

Ao longo de aproximadamente 18 anos de carreira, Érica acumulou experiências em segurança pública, comunicação, marketing, empreendedorismo, tecnologia e acompanhamento da aplicação de recursos públicos.

Na área de segurança, desenvolveu a capacidade de trabalhar sob pressão e tomar decisões em situações de alta responsabilidade. Posteriormente, atuou no ambiente legislativo junto à Câmara dos Deputados e ocupou o cargo de Diretora Nacional de Fiscalização de Gastos Públicos da Confederação Nacional dos Conselhos do Brasil — experiência que reforçou seu compromisso com a transparência e o uso responsável dos recursos públicos.

Essa atuação inspirou a criação do Projeto 08 de Março, plataforma cívica desenvolvida para o monitoramento de gastos públicos. Sem finalidade comercial, a ferramenta foi doada à sociedade brasileira como um instrumento de acesso à informação e participação cidadã.

Sua passagem pelas áreas de comunicação e marketing também contribuiu para o desenvolvimento de competências relacionadas à construção de marcas, produção de conteúdo e relacionamento institucional — conhecimentos que seriam aplicados posteriormente em seus próprios projetos.

A escritora por trás da empreendedora

A trajetória de Érica também passa pela literatura. Ela é autora de duas obras publicadas na Amazon: O Certo é Errar? e Porque Deus é Brasileiro?

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No primeiro livro, a autora aborda os erros como parte fundamental do caminho até o acerto. A temática dialoga diretamente com sua própria história, marcada por desafios, recomeços e pela decisão de transformar dificuldades em aprendizado. A obra está em processo de adaptação para o cinema, sob direção de Doriel Francisco.

Porque Deus é Brasileiro? conquistou projeção . De acordo com informações apresentadas pela autora, o livro chegou ao primeiro lugar nas buscas da Amazon, consolidando um novo capítulo de sua atuação como escritora.

Érica também coordenou o projeto comemorativo dos 60 anos de carreira do cantor Sérgio Reis e participou da mobilização para a produção de um filme em homenagem ao artista. Sua trajetória recebeu ainda diferentes reconhecimentos, entre eles o título de Comendadora, o Prêmio Nacional de Justiça, a Comenda Chico Xavier, a Medalha Cruz por Dotes Civis e premiações nas áreas de Cultura, Empreendedorismo e Comunicação.

A força de quem aprendeu a recomeçar

Da venda de geladinhos nas ruas de Anápolis à criação de uma plataforma tecnológica com alcance nacional, Érica Morais construiu uma trajetória orientada pela capacidade de recomeçar.

O LuziLeva representa mais do que uma iniciativa empresarial. A plataforma traduz, em ambiente digital, uma realidade que sua criadora conhece desde a infância: por trás de cada produto vendido existe uma pessoa trabalhando, sustentando uma família e buscando uma oportunidade para crescer.

Ao aproximar consumidores e comerciantes, a proposta procura fortalecer os pequenos negócios e dar visibilidade a quem movimenta diariamente a economia das cidades brasileiras.

A menina que aprendeu cedo a bater de porta em porta agora usa a tecnologia para abrir novas portas para milhares de empreendedores.

Serviço

Plataforma: LuziLeva
Site: luzileva.com.br
Atendimento: 24 horas por dia
Abrangência: todo o território nacional

 

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Cultura

Morador do DF une Filosofia, Psicologia e Inteligência Artificial em nova obra literária

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Em Reflexões ao Entardecer, Elexandro Ferreira reúne aforismos, conceitos da psicologia analítica e recursos visuais produzidos com apoio de inteligência artificial para provocar reflexões sobre a vida contemporânea

Em meio à velocidade das redes sociais, à rotina acelerada das cidades e à presença cada vez maior da tecnologia no cotidiano, parar por alguns minutos para refletir pode parecer um exercício cada vez mais raro. É justamente essa pausa que o filósofo e servidor público Elexandro Ferreira propõe em seu livro Reflexões ao Entardecer.

Formado em Filosofia pela Universidade de Brasília (UnB), com atuação na Gestão Pública e trajetória ligada ao Recanto das Emas, no Distrito Federal, Elexandro reúne na obra diferentes campos do conhecimento para abordar questões relacionadas à existência humana e aos desafios da vida contemporânea.

O livro combina Filosofia, aforismos e referências da Psicologia Analítica de Carl Gustav Jung, acrescentando ainda um elemento bastante atual: o uso da inteligência artificial como recurso para a construção das artes visuais que acompanham as reflexões.

A proposta é estabelecer um diálogo entre conhecimentos construídos ao longo de séculos e ferramentas que começam a modificar profundamente a maneira como a sociedade trabalha, produz conteúdo e se relaciona com a criatividade.

Filosofia para o cotidiano

Em Reflexões ao Entardecer, o aforismo ocupa posição central. Caracterizado pela capacidade de condensar ideias em frases ou pequenos textos, esse gênero permite que questões complexas sejam apresentadas de maneira breve, convidando o leitor a desenvolver sua própria interpretação.

Mais do que oferecer respostas prontas, a obra propõe perguntas e reflexões.

Temas relacionados à existência, ao comportamento humano, às escolhas individuais e à maneira como cada pessoa percebe a própria trajetória aparecem associados a conceitos filosóficos e psicológicos.

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A presença da Psicologia Analítica amplia essa perspectiva. Desenvolvida pelo psiquiatra suíço Carl Gustav Jung, essa corrente trabalha conceitos relacionados, entre outros aspectos, ao inconsciente, aos símbolos e ao processo de compreensão de si.

Ao aproximar essas referências da linguagem dos aforismos, Elexandro busca tornar a reflexão filosófica mais próxima da experiência cotidiana.

Inteligência artificial também entra no processo criativo

Outro aspecto que diferencia a obra é a utilização da inteligência artificial na construção de elementos visuais.

A tecnologia foi incorporada como recurso estético para representar conceitos presentes nas reflexões do livro, estabelecendo uma relação entre palavra e imagem.

A experiência coloca Reflexões ao Entardecer dentro de uma discussão cada vez mais presente no universo cultural: qual será o papel da inteligência artificial na produção artística e literária?

No caso da obra de Elexandro, a ferramenta tecnológica participa da dimensão visual do projeto, enquanto as ideias, escolhas conceituais e reflexões partem da trajetória intelectual do autor.

A combinação também estabelece um contraste interessante: pensamentos inspirados pela Filosofia e pela Psicologia dialogam com uma das tecnologias mais recentes da sociedade contemporânea.

Um convite à pausa

O próprio título Reflexões ao Entardecer remete a um momento de transição e pausa.

Em uma sociedade marcada pela rapidez da informação, notificações constantes, redes sociais e múltiplas demandas, a obra procura estimular justamente o movimento contrário: diminuir o ritmo por alguns instantes e observar questões que normalmente ficam escondidas pela rotina.

A leitura dos aforismos não exige necessariamente uma sequência rígida. Cada reflexão pode funcionar como ponto de partida para que o leitor estabeleça conexões com suas próprias experiências.

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Nesse sentido, o livro se apresenta menos como um conjunto de respostas e mais como um convite à introspecção.

Produção intelectual também nasce nas regiões administrativas

A trajetória de Elexandro Ferreira acrescenta ainda uma dimensão regional ao lançamento.

Sua relação com o Recanto das Emas ajuda a colocar em evidência uma produção intelectual e cultural que acontece para além das áreas tradicionalmente associadas à agenda cultural de Brasília.

As regiões administrativas do Distrito Federal reúnem escritores, músicos, artistas, pesquisadores e produtores culturais que contribuem para uma identidade brasiliense diversa e descentralizada.

Dar visibilidade a essas trajetórias significa também reconhecer que a produção cultural do DF não está concentrada apenas no Plano Piloto.

Formado pela Universidade de Brasília e atuando também no serviço público, Elexandro leva para a literatura experiências construídas entre formação acadêmica, trabalho e vivência comunitária.

Entre o pensamento antigo e as ferramentas do presente

Ao colocar Filosofia, Psicologia, aforismos e inteligência artificial dentro de um mesmo projeto, Reflexões ao Entardecer aproxima linguagens de épocas diferentes.

De um lado estão questões humanas antigas: identidade, escolhas, sentimentos, relações e a busca pela compreensão de si.

Do outro, uma tecnologia que avança rapidamente e provoca novos debates sobre criatividade, autoria e os limites da relação entre pessoas e máquinas.

No encontro dessas duas dimensões, Elexandro Ferreira propõe algo essencialmente humano: parar, observar e refletir.

Em tempos em que quase tudo parece exigir respostas imediatas, talvez esse seja justamente um dos maiores desafios contemporâneos.

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