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Escola de Brasília conquista 54 medalhas na Olimpíada Canguru de Matemática

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Alunos da Maple Bear Brasília somam 6 ouros, 24 pratas e 24 bronzes na maior competição de matemática do mundo, que reúne mais de 6,4 milhões de estudantes em mais de 100 países

A Olimpíada Canguru de Matemática é uma das maiores competições estudantis do mundo. Presente em mais de 100 países, o concurso reúne anualmente mais de 6,4 milhões de estudantes em provas que desafiam habilidades de raciocínio lógico, interpretação e resolução de problemas. No Brasil, a edição de 2026, aplicada em 19 de março, contou com a participação de mais de 7 mil escolas.

Entre os destaques da edição estão os alunos da Maple Bear Brasília, que somaram 54 medalhas na competição, com 6 ouros, 24 pratas e 24 bronzes, além de 31 certificados de honra ao mérito.

Diferentemente de avaliações tradicionais focadas na memorização de fórmulas, o Canguru de Matemática propõe desafios que estimulam o pensamento crítico e a busca por soluções criativas. Para Raquel Nazário, diretora regional da Maple Bear Brasília, esse é um dos aspectos que tornam a conquista ainda mais significativa.

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“O Canguru não premia quem decorou mais conteúdo, premia quem sabe pensar. Quando a matemática é trabalhada desde cedo como ferramenta de raciocínio, e não como uma lista de exercícios, a criança chega à prova com mais confiança para analisar situações e encontrar caminhos para resolvê-las”, afirma.

Segundo a educadora, o desenvolvimento dessas competências faz parte de uma formação que vai além dos números. “A matemática ajuda a criança a construir autonomia intelectual, capacidade de argumentação e persistência diante dos desafios. São habilidades que ela leva para toda a vida”, destaca.

Raquel também aponta o bilinguismo como um aliado no processo de aprendizagem. “O aluno que aprende em duas línguas exercita flexibilidade cognitiva todos os dias. Ele se acostuma a observar diferentes perspectivas para compreender um mesmo problema, e isso pode contribuir positivamente em desafios que exigem raciocínio lógico”, explica.

Além do reconhecimento acadêmico, olimpíadas científicas têm ganhado relevância no acesso ao ensino superior. Instituições como Unicamp, Unesp, UFABC e UFMS já possuem modalidades de ingresso ou reserva de vagas destinadas a estudantes medalhistas em competições de conhecimento.

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“Mais do que a medalha em si, o que nos alegra é ver os alunos descobrindo suas potencialidades. Muitas vezes, uma conquista como essa fortalece a confiança da criança e transforma sua relação com os estudos. É um reconhecimento que pode marcar sua trajetória acadêmica”, conclui a diretora.

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Exposição “Perder a Borda”, de Daniel Jacaré, segue em cartaz no Espaço Cultural Renato Russo até o próximo domingo (28/06)

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Mostra gratuita transforma pintura em experiência imersiva e convida o público a “perder a borda” em Brasília

Quem ainda não visitou a exposição Perder a Borda, do artista visual Daniel Jacaré, tem até o próximo domingo (28/06) para conhecer a mostra gratuita em cartaz no Espaço Cultural Renato Russo, na Asa Sul. Com curadoria e idealização da art advisor Monica Tachotte, a exposição ocupa a Sala Aquário com uma instalação imersiva concebida especialmente para o local, além de pinturas inéditas que expandem os limites tradicionais da linguagem pictórica.

A proposta é direta e, ao mesmo tempo, sensorial: mais do que observar, o visitante é convidado a entrar na obra. Em Perder a Borda, a pintura deixa de ser superfície e se transforma em ambiente. Camadas, apagamentos e gestos acumulam tempo e constroem um espaço que envolve o corpo, altera a escala e desacelera o olhar.

A paisagem já não é cenário, mas condição, algo que atravessa o espectador. “Daniel propõe uma pintura que não se contempla à distância, mas que se vivencia. É um convite a perder a borda entre obra e corpo, entre imagem e presença”, afirma Monica Tachotte.

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A exposição marca um novo momento na trajetória de Daniel Jacaré, que vem consolidando sua pesquisa na interseção entre pintura, espaço e experiência. Formado pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de Brasília (FAU-UnB), o artista incorpora noções de estrutura, escala e ambiente à prática artística, deslocando a pintura para além do suporte tradicional.

A mostra é apresentada como uma ruptura com a lógica contemplativa da arte. “A imagem deixa de ser janela e torna-se superfície: matéria espessa, campo vibrátil, território onde o gesto se acumula como tempo sedimentado”, explica Monica. Nesse contexto, cada obra deixa de representar um lugar para instaurar uma presença, um espaço que se constrói em camadas e se completa na relação com o público.

O próprio artista destaca o caráter intuitivo de seu processo. “Meu desenho é feito a partir de uma construção contínua de traços, que vão se ajustando à proporção e ao que meu olhar pede no momento. É tudo muito intuitivo e rápido”, ressalta Daniel. A instalação central da mostra amplia essa lógica ao transformar a pintura em experiência física.

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O visitante não se coloca diante da obra, mas a atravessa como quem adentra um pensamento ainda em formação. A matéria pictórica extrapola a tela, envolve, circunda e sugere novos limites entre dentro e fora.

Em um cenário marcado pelo consumo acelerado de imagens, Perder a Borda propõe outra temporalidade. A exposição aposta na permanência, na desaceleração e na construção de uma experiência sensível. “Entrar é aceitar perder a borda e, talvez, por um instante, redescobrir o lugar”, destaca o artista.

SERVIÇO

Exposição: Perder a Borda – Daniel Jacaré
Curadoria: Monica Tachotte
Local: Espaço Cultural Renato Russo – Sala Aquário
Últimos dias de visitação: até 28 de junho de 2026 (domingo)
Horário: terça a sexta, das 10h às 20h
Entrada gratuita

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