BRASÍLIA

DISTRITO FEDERAL

Espetáculo “Qualquer Um” chega a Planaltina para últimas apresentações

Publicado em

Ingressos gratuitos precisam ser retirados no Sympla e peça aborda os desafios da mobilidade urbana para pessoas com deficiência

 

Quem ainda não assistiu ao espetáculo “Qualquer Um” do coletivo Poéticas da Meia Noite, terá a oportunidade de ver as últimas apresentações gratuitas que acontecem nesta sexta e sábado, no Complexo Cultural de Planaltina. Os ingressos precisam ser retirados na plataforma Sympla. “Qualquer Um” é um trabalho que escancara uma verdade dolorosa: a de que as grandes cidades têm pressa para tudo, menos em se adaptar para incluir pessoas com deficiência.

A peça construída com narrativa lírico-poética, é marcada por intensa subjetividade e atmosfera emocional que busca sensibilizar o olhar do público. O espetáculo já passou pelo espaço cultural Renato Russo e agora chega a Planaltina para duas apresentações para a comunidade. A montagem transforma histórias reais dessas pessoas invisibilizadas em dramaturgia cênica para debater acessibilidade, inclusão, empatia e direito à cidade.

O trabalho do coletivo chama a atenção para uma dura realidade. Embora a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência estabeleça critérios para acessibilidade, a garantia desses direitos ainda não foi assegurada. Ônibus e estações não adaptadas, terminais sem piso tátil, calçadas esburacadas, falta de rampas, passageiros que não respeitam os assentos reservados. Estes são alguns dos problemas enfrentados diariamente por pessoas com deficiência que utilizam o transporte público. E a falta de mobilidade urbana influencia diretamente o acesso a outros direitos básicos, como saúde, educação e trabalho.

Leia Também:  Frango no Pote lança ‘’Pote do Noel’’ e brinca com sabores natalinos em edição limitada

O espetáculo

No palco, as atrizes Fernanda Duarte e Gabriela Vasconcelos interpretam duas vendedoras ambulantes, mulheres que comercializam seus produtos pelas ruas e, por isso, são testemunhas de muitas dessas histórias. “Qualquer Um” é uma obra de teatro documental construída a partir de relatos de pessoas com deficiência sobre o uso do transporte público no Distrito Federal. Após cada apresentação, serão realizados bate-papos com o público, promovendo diálogo e troca de experiências. Além disso, as apresentações contarão com audiodescrição, intérprete de Libras e monitoria de acessibilidade, assegurando a participação inclusiva do público.

Com direção de Thiago Carvalho, o espetáculo “Qualquer Um” é um projeto do Coletivo Poéticas da Meia Noite, realizado com recursos da Política Nacional Aldir Blanc – Edital de Apoio a Produções Audiovisuais e Produções Culturais (2025), reafirmando o compromisso com a democratização da cultura, a acessibilidade plena e a valorização das experiências de pessoas com deficiência.

 

Sobre o Coletivo Poéticas da Meia Noite – Fundado em 2021, o Coletivo é uma ponte permanente entre a Bahia e o Distrito Federal para desenvolvimento de trabalhos cênicos que partem de pesquisas sobre memória e alteridade na construção dramatúrgica. Atualmente, o grupo reúne duas estudantes de graduação e um de mestrado da Universidade de Brasília (UnB), além de dez profissionais baianos e quatro brasilienses que desenvolvem cenografia, luz, design, fotografia, comunicação e mediação. Em 2023, o grupo estreou o seu primeiro espetáculo, “Pititinga – Peixe Pequeno” (2023), seguido de “Solos Flutuantes” (2024) e do infantil “A Pequena Casa Flutuante” (2025).

Leia Também:  Boulevard Shopping Brasília recebe exposição coletiva de graffiti

 

SERVIÇO:

ESPETÁCULO QUALQUER UM

04 de abril, às 19h e 21h

05 de abrilàs 18h

Complexo Cultural de Planaltina

Gratuito – Disponível no Sympla: https://www.sympla.com.br/evento/qualquer-um/3346025

Ficha Técnica

Direção geral, texto e argumento: Thiago Carvalho

Assistente de Direção: Davi Dias

Dramaturgia: Flora Scartezini e Thiago Carvalho

Pesquisadores: Abigail Castilho, Fernanda Duarte, Flora Scartezini, Gabriela Vasconcelos e Thiago Carvalho
Atrizes: Fernanda Duarte e Gabriela Vasconcelos
Preparação Vocal: Abigail Castilho

Consultoria de Movimento: Aroldo Fernandes

Intérprete de Libras: Barbara Querubina
Audiodescrição: Thiago Carvalho
Monitoria de Acessibilidade: Davi Dias
Assessoria de Imprensa: Gabriela Fonseca
Gestão de Mídias Sociais: Jaitai Ribeiro
Produção Executiva: Anna Ju Carvalho e Davi Dias

Gestão Financeira: Gabriela Vasconcelos
Iluminação: Lacerda

Sonoplastia: Caléo e Thiago Carvalho
Figurino: Lucimaureen Agra e Rino Carvalho

Costureira: Angélica

Cenário: Rino Carvalho e Lucimaureen Agra
Fotografia e Vídeo: Jaitai Ribeiro

Designer Gráfico: Fernando PJ

Realização: Coletivo Poéticas da Meia Noite

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

DISTRITO FEDERAL

Memorial Severina destaca histórias e raízes da Umbanda, em terreiro de Samambaia

Published

on

By

Memorial Severina abre ao público no Templo Rosa Branca, em Samambaia, celebrando ancestralidade e diversidade das Umbandas

A força da ancestralidade e da memória ganha um novo espaço de expressão em Samambaia Sul. No próximo dia 1º de maio, o Templo Espiritual Rosa Branca inaugura o Memorial Severina, iniciativa que valoriza as histórias, saberes e tradições que estruturam a Umbanda brasileira, com visitação aberta ao público das 14h às 17h.

Instalado no próprio templo, o memorial nasce como um espaço de preservação cultural e espiritual, reunindo narrativas que atravessam gerações e reafirmam a contribuição dos povos negros e originários na construção das práticas umbandistas. A proposta é oferecer ao público uma vivência de reconhecimento e respeito às raízes diversas que compõem a fé, destacando o papel do sincretismo e das diferentes linhagens presentes nas casas de Umbanda.

“Dentro do nosso seguimento da Umbanda, nós nos aliamos e apoiamos a nossa comunidade, trazendo cultura, diversão e espiritualidade. Para não morrer essa memória, estamos fundando o Memorial Severina, que era minha mãe biológica, que era umbandista, juremeira e feita no Xangô de Pernambuco”, explica Mãe Cícera d’Oxum, líder da Rosa Branca.

Antes da sua inauguração, o memorial já recebeu, na sexta-feira (24/4), os seus primeiros visitantes. Alunos do CED 15, de Ceilândia, foram conhecer o espaço e aprender mais sobre a história afro-candanga.

Após o dia 1º de maio, a visitação deve ser previamente agendada por e-mail, pelo endereço  [email protected].

Memória, força e ancestralidade

“O Memorial Severina foi concebido a partir da vontade de mostrar a força das histórias da ancestralidade das umbandas brasileiras, o que foi vivido e ensinado pelo povo preto e pelos povos originários. Mostrar também o que eles viveram, da necessidade do sincretismo dentro da umbanda e que cada casa tem sua raiz e que essa diversidade tem muito valor. Passar essas histórias para frente é a manutenção desses ensinamentos e da cultura dentro das casas de umbanda”, afirma Marcelle Amaro, mãe pequena do terreiro.

A construção do Memorial Severina contou com a contribuição do Instituto Rosa dos Ventos, que também participou da consolidação das memórias do Boi do Seu Teodoro, em Sobradinho, e do Memorial Ilê Axé Oyá Bagan. “É uma honra fazer parte da construção de mais um memorial dedicado à ancestralidade afro-candanga. As umbandas trazem muito das culturas afros e indígenas, que são raízes da nossa identidade brasileira, e o memorial Severina é muito diverso dentro da dança, gastronomia e dos toques. São memórias e saberes profundos que merecem ser apresentados para o mundo”, assinala a presidenta do instituto, Stéffanie Oliveira.

Templo Rosa Branca

Localizado na QN 317, Conjunto C, Lote 09, o Templo Espiritual Rosa Branca atende à comunidade de Samambaia Sul desde 2008, com trabalhos de cura na linha de Umbanda e Jurema. A casa é guiada por Mãe Cícera de Oxum e Pai Adaguberto, referências de dedicação e cuidado com os filhos da Umbanda. Ao longo de sua trajetória, o templo também se destaca por ações sociais e festejos tradicionais, como as celebrações dedicadas a Ogum, Exu, Ibeji e aos Caboclos.

Fundado em 19 de março de 2008, o espaço reúne uma ampla diversidade de linhas espirituais — entre elas Orixás, Exus, Pomba Giras, Caboclos, Pretos Velhos e Mestres Juremeiros — e é frequentado regularmente por mais de 50 pessoas. Além das atividades espirituais, Mãe Cícera organiza campanhas de apoio a famílias em situação de vulnerabilidade social, reforçando o papel do templo como ponto de acolhimento e solidariedade na região.

A inauguração do Memorial Severina convida o público a conhecer de perto esse universo de fé, cultura e resistência, fortalecendo o diálogo entre tradição e contemporaneidade. Mais informações sobre o trabalho do templo estão disponíveis no site do templo.

 

Serviço:

Inauguração do Memorial Severina

Data: 1º de maio

Horário: 14h às 17h

Local: Templo Espiritual Rosa Branca

Endereço: QN 317, Conjunto C, Lote 09 – Samambaia Sul (DF)

Agendamento para visitação: [email protected]

COMENTE ABAIXO:
Leia Também:  Aniversário de Brasília: tradição e crescimento caminham junto com o desenvolvimento da cidade
Continue Reading

politica

DISTRITO FEDERAL

BRASIL E MUNDO

ECONOMIA

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA

Botão WhatsApp - Canal TI
Botão WhatsApp - Canal TI