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Jope Chaves transforma vivências negras, espiritualidade e cultura popular no primeiro EP autoral

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Raízes do Povo: Caminhos da Alma Afro-Brasileira chega às plataformas em 27 de agosto; pré-lançamento será realizado em Sobradinho, território de origem do artista

As experiências de um artista negro e periférico, nascido em Sobradinho e formado no encontro entre a música, as culturas populares e o terreiro, atravessam o primeiro EP autoral de Jope Chaves. Em Raízes do Povo: Caminhos da Alma Afro-Brasileira, o cantor, compositor e instrumentista reúne cinco faixas que percorrem ancestralidade, fé, resistência, afeto e conhecimentos transmitidos entre gerações. O trabalho chega às plataformas digitais em 27 de agosto, dia do aniversário do artista.

Antes da estreia digital, Jope apresenta o repertório em show gratuito no Festival Raízes do Povo, em 22 de agosto, na Praça das Artes Teodoro Freire, conhecida como Praça da Quadra 8, em Sobradinho I. A apresentação, prevista para às 20h20, marca o primeiro encontro do público com as canções.

Cantor, compositor, arranjador, instrumentista e diretor musical, Jope Chaves atua há cerca de 17 anos na cena cultural do Distrito Federal. Sua trajetória inclui a passagem pelos grupos Musubi e Soul Mandinga, nos quais trabalhou como vocalista, guitarrista, arranjador e diretor musical, além de gravações e colaborações com artistas e projetos como Venttura, Cerradims, Chamat, Eduardo Bahia Canta Djavan e o EP Pele, de Venusto. Em 2022, foi semifinalista do Brasília Independente com a canção “A Sina de um Malandro”.

O novo trabalho consolida essa trajetória em um repertório dedicado à sua identidade autoral. A criação parte das vivências de Jope como integrante das culturas populares e ogã do Candomblé Nagô-Vodum. Essas referências não aparecem apenas nos temas das composições, mas orientam sua maneira de compreender a memória, o pertencimento e a permanência das culturas de matrizes africanas no presente.

“O título fala do que recebemos de quem veio antes de nós e continuamos transmitindo: a música, a oralidade, a fé, os tambores e os ensinamentos ancestrais afro-brasileiros. As raízes não estão paradas no passado. Elas continuam vivas, multiplicando-se e abrindo novos caminhos para a experiência humana e, principalmente, para a experiência negra contemporânea, que, ainda nos dias de hoje, precisa resistir aos preconceitos com a afirmação da sua própria cultura”, explica Jope.

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Musicalmente, o EP aproxima samba, samba-rock, samba-canção, ijexá, maracatu e soul. A instrumentação estabelece diálogos entre a canção popular, os ritmos afro-brasileiros e diferentes vertentes da música brasileira, com arranjos que combinam cordas, percussões, metais e vozes.

Cinco caminhos de uma mesma raiz

As cinco faixas percorrem diferentes dimensões da experiência negra e afro-brasileira. O caminho começa com “Ato de Fé”, que aproxima tambor, dança, samba e Candomblé ao apresentar a fé como força de resistência e continuidade cultural. “O samba aparece como expressão artística, manifestação de memória e forma de enfrentamento ao preconceito”, comenta Jope Chaves.

Essa relação com o passado se aprofunda em “Raízes”, composição sobre as tradições orais, a terra, o uso das plantas e os ensinamentos preservados pelos mais velhos. “Gira Mundo” (ou viramundo), um método de tortura na época da escravização no Brasil Colônia e Império, foi escrita por Jope relatando a memória de um negro escravizado que sonhava na liberdade, assim como foi o território de resistência Quilombo dos Palmares. “Gira Mundo” fala, em tom de saudade e sofrimento, da vontade de liberdade de viver a própria cultura, cultivar a espiritualidade, celebrar, dançar e preservar costumes em contraponto à escravização que foi imposta”, explica o artista.

O repertório segue com “Ponto de Luz”, com letra de Gui Cerradim e melodia e harmonia de Jope, onde reúnem esperança, proteção e aprendizado espiritual com a entidade Zé Pilintra das Almas.“A fé é um aprendizado permanente, construído com o tempo e com a escuta”, resume. Por fim, em “Maria” segue pensando a memória coletiva com uma dimensão íntima em uma homenagem à sua avó, Maria de Nazaré, e que celebra também a identidade, a beleza e a força de tantas outras “Marias” desses Brasis.

A unidade entre esses diferentes caminhos é construída pelos arranjos e pela produção musical de Alberto Salgado. O EP reúne Jope Chaves na voz e na guitarra; Márcio Marinho no cavaquinho; Kai Kundrat no baixo; Léo Sena na bateria; Carlos Pial e Larissa Umaytá nas percussões; Felipe de Paulo no trombone; Paulo Black no trompete; Paula Vidal na sanfona; e Ana Quésia Silva, Carol Senna e Tarry Gonçalves nos coros. Tem produção executiva da Machado Produção Cultural. A direção artístico-musical do trabalho é compartilhada por Jope Chaves e pela Machado Produção Cultural, representada por Igor Machado, também conhecido como Igu Malagueta.

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Responsável pela co-produção musical, gravação, mixagem e masterização, Valerinho Xavier também participa de duas faixas: Ponto de Luz no violão sete cordas e Ato de Fé como cantor, enquanto Gui Cerradim divide a interpretação de “Ponto de Luz”.

Pré-lançamento no território de origem

A escolha de Sobradinho para apresentar o EP pela primeira vez recupera o território onde Jope nasceu, cresceu e estabeleceu sua relação com as culturas populares e afro-brasileiras. O show integra o Festival Raízes do Povo, evento gratuito que reúne música e atividades formativas ao longo do dia.

“Apresentar essas músicas primeiro em Sobradinho é devolver ao meu lugar de origem um trabalho que nasceu das experiências construídas aqui. É onde estão parte das pessoas, das memórias e das referências que ajudaram a formar o artista que sou”, ressalta.

Realizado com recursos do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal, o festival contará com interpretação em Libras, com Luana Neves e Edilene Silva e audiodescrição com Cinema Cego. O projeto do EP também prevê a disponibilização das faixas no YouTube com interpretação em Libras, além de conteúdos com legendas.

Serviço:

Pré-lançamento do EP Raízes do Povo: Caminhos da Alma Afro-Brasileira
Artista: Jope Chaves
Evento: Festival Raízes do Povo
Data: 22 de agosto de 2026
Horário do show: 20h20
Local: Praça das Artes Teodoro Freire – Praça da Quadra 8, Sobradinho I, Distrito Federal
Entrada: gratuita
Acessibilidade: interpretação em Libras e audiodescrição

 

Lançamento digital:
EP: Raízes do Povo: Caminhos da Alma Afro-Brasileira
Faixas: “Ato de Fé”, “Raízes”, “Gira Mundo”, “Ponto de Luz” e “Maria
Data: 27 de agosto de 2026, à 0h
Disponibilidade: principais plataformas digitais
Conteúdo acessível: faixas com interpretação em Libras no YouTube
Instagram: @jopechaves

Projeto realizado com recursos do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal – FAC-DF, da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal.
Produção: Machado Produção Cultural.

Vídeos:

Maria – https://www.youtube.com/watch?v=hC29aCbQC4k

Raízes – https://www.youtube.com/watch?v=2JMkURvhFlE&list=RD2JMkURvhFlE

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“O Figurante”, comédia dramática com Mateus Solano dá luz aos invisibilizados

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O cotidiano de um figurante do audiovisual dá luz aos invisibilizados, de todos os seguimentos da sociedade, que nem sempre se percebem apagados dentro de um coletivo

A comédia dramática, com direção de Miguel Thiré, parceiro de Mateus Solano também na dramaturgia ao lado de Isabel Teixeira, cumpre breve temporada no Teatro Royal Tulip dias 22 e 23 de agosto. Os ingressos já estão à venda em https://bileto.sympla.com.br/event/121946/d/391490. O espetáculo tem duração de 70 minutos e classificação indicativa de 12 anos.

“Somos um animal que cria histórias para viver e um mundo para acreditar. Na ânsia em fazer parte desse mundo, acabamos por nos afastar de nós mesmos a ponto de não saber se somos protagonistas ou figurantes de nossa própria história”, reflete Mateus Solano sobre a criação da peça.

Augusto (Mateus Solano) é um figurante dedicado, experiente e acostumado a atuar em produções audiovisuais. Vive uma rotina previsível como se fosse figurante de sua própria história. Aos poucos, ele vai despertando e questionando a importância de seu trabalho e de sua vida. Como ressignificar sua existência?

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A peça dá continuidade à pesquisa de linguagem desenvolvida há anos por Miguel Thiré e Mateus Solano: uma encenação essencial, que se vale basicamente do corpo e da voz como balizas do jogo cênico. No palco nu, Mateus dá vida ao Figurante e demais personagens através do trabalho mímico.

“Sempre acreditei em um teatro que debate direto com a sociedade, que toca o público. O que queremos dizer? Como vamos dizer?”, indaga Miguel Thiré, que descreve: “neste quinto trabalho juntos, ao invés de dividirmos o palco, passo eu para esse lugar de ‘espectador profissional’ que é a direção”, pontua. “Neste trabalho, acompanho o brilhante ator (Mateus Solano) que dá vida a um outro ator (o personagem) que, por sua vez, não consegue brilhar”, detalha o diretor.

 

Ficha técnica:

Dramaturgia: Isabel Teixeira, Mateus Solano e Miguel Thiré | Atuação: Mateus Solano | Direção: Miguel Thiré | Direção de produção: Carlos Grun | Direção de movimento: Toni Rodrigues | Desenho de luz: Dani Sanches | Direção musical e trilha original: João Thiré | Design gráfico: Rita Ariani | Desenho de som: João Thiré | Fotos: Guto Costa | Equipe de produção: Flavia Espírito Santo, Glauce Guima, Kakau Berredo, Cleidinaldo Alves | Idealização e realização: Mateus Solano, Miguel Thiré e Carlos Grun | Uma produção Bem Legal Produções | Assessoria de imprensa em Brasília: Território Comunicação | Produção em Brasília: DECA Produções | Patrocínio local: BRASAL

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Serviço:

O Figurante, com Mateus Solano

Gênero: comédia dramática

Local: Teatro Royal Tulip – Hotel Royal Tulip Alvorada

Dias: 22 e 23 de agosto

Horários: sábado, às 17h30 e às 20h, e domingo, às 17h e às 19h30

Ingressos: a partir de R$ 25

Vendas: Belini (113 Sul), ou https://bileto.sympla.com.br/event/121946/d/391490. Na bilheteria, apenas nos dias de apresentação

Capacidade do teatro: 500 lugares

Duração: 70 min

Classificação indicativa: 12 anos

Estacionamento pago

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