BRASÍLIA

Educação

Com o tema “O futuro é coletivo”, Semana de Inovação 2026 está com inscrições abertas

Publicado em

 

Maior evento de inovação pública da América Latina será realizado pela Enap em novembro, com atividades presenciais em Brasília e centenas de atividades com transmissão on-line

O futuro não se espera, ele se constrói junto. Com essa premissa, a Escola Nacional de Administração Pública (Enap) anuncia a 12ª Semana de Inovação, marcada para os dias 10, 11 e 12 de novembro de 2026. Serão mais de 400 horas de programação gratuita, tanto on-line, quanto presencial na sede da Enap, em Brasília. As inscrições já estão abertas pelo site ou pelo aplicativo do evento (IOS e Android).

Com o tema “O futuro é coletivo: colaborar para imaginar e realizar futuros sustentáveis e inclusivos”, a SI terá dois princípios transversais que guiam toda a programação: o diálogo intergeracional, com ênfase na participação da juventude, e o uso da imaginação, da arte e da cultura como ferramentas legítimas de inovação.

A programação está organizada em cinco eixos temáticos, cada um voltado a um aspecto central do debate sobre inovação e futuro:

1. Colaboração e participação democrática para futuros coletivos — processos de coprodução e fortalecimento do espaço público;
2. Tecnologias, dados e humanização do futuro — Inteligência Artificial e automação sob perspectiva ética e de interesse público;
3. Ação climática, justiça e regeneração — inovação voltada à emergência climática e a soluções territoriais sustentáveis;
4. Capacidades do Estado para o futuro — transformação das instituições para lidar com incerteza e complexidade;
5. Territórios e comunidades como sementes do amanhã — valorização de saberes locais, periféricos e tradicionais na criação do futuro.

Leia Também:  Escrita de trabalhos acadêmicos não deve ser vista como algo extremamente complicado

“O futuro não se constrói sozinho. Ele nasce da colaboração entre pessoas, instituições e territórios. A Semana de Inovação 2026 convida a imaginar e a realizar, de forma conjunta, soluções públicas mais sustentáveis, inclusivas e conectadas com a realidade das pessoas”, ressalta a presidenta da Enap, Betânia Lemos.

A grade oficial do evento já conta com 189 atividades provenientes da Chamada Pública, sendo 113 presenciais e 76 on-line. Além da programação sugerida por participantes, temos as atividades da curadoria ativa, que já confirmou palestrantes como Felipe Koch, doutor em Sociologia do Imaginário e titular de uma Cátedra UNESCO; David Eaves, professor de Governo Digital no UCL/IIPP e ex-Harvard e Christian Schuster, especialista em gestão pública comparada. Confira o que já está confirmado aqui.

Quem acompanhar pelo computador ou por dispositivo móvel, contará com transmissão ao vivo, gamificação e conteúdos exclusivos para este ambiente. Já nas atividades presenciais, na Enap, haverá espaços para networking, atividades culturais, vivências, oficinas, palestras e mesas redondas.

A 12ª edição ganha ainda um peso simbólico especial: 2026 marca os 40 anos da Enap e os 10 anos da Diretoria de Inovação (GNova). Nesse contexto, a SI 2026 se firma como um espaço de experimentação para conectar técnica, humanidade e colaboração. A edição também celebra os 30 anos do Concurso Inovação, uma das iniciativas mais tradicionais do campo da gestão pública no Brasil. Para marcar a data, será lançada uma categoria especial dedicada a práticas inovadoras com uso de Inteligência Artificial.

Leia Também:  PND: 139 municípios do Rio Grande do Sul aderiram ao exame

Sobre a Semana de Inovação

A Semana de Inovação 2026 é realizada pela Enap em parceria com a Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (Flacso), o Tribunal de Contas da União (TCU), a Secretaria de Relações Institucionais (SRI), a Secretaria-Geral da Presidência da República (SG/PR), o Ministério do Planejamento e Orçamento (MPO) e o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI).

SERVIÇO
O quê: Semana de Inovação 2026
Tema: O Futuro é Coletivo
Data: 10 a 12 de novembro de 2026
Local: Enap, Brasília — e On-line
Chamada Pública: 27 de abril a 24 de maio de 2026
Mais informações: semanadeinovacao.enap.gov.br

Advertisement

EDUCAÇÃO

Ideb: Amazonas análise de resultados nas redes

Published

on

O Ministério da Educação (MEC) iniciou o Brasil Aprende+, estratégia nacional criada para apoiar os estados, os municípios e o Distrito Federal na transformação dos resultados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) 2025 em ações de melhoria da aprendizagem. A iniciativa orienta as redes a analisarem os dados, identificar desafios, definir prioridades e elaborar planos de ação de acordo com a realidade de cada território. 

A mobilização será desenvolvida em oito etapas, desde análise dos resultados até o acompanhamento das ações realizadas pelas escolas. O encontro realizado na quarta-feira (2) reuniu o MEC, a Secretaria de Estado da Educação do Amazonas, a presidência estadual da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), além de secretários e representantes técnicos dos municípios amazonenses. O objetivo foi apresentar a estratégia nacional e os materiais que serão disponibilizados, bem como aprofundar a discussão sobre os indicadores de aprendizagem, com foco no ensino fundamental. 

Presente no Amazonas para acompanhar de perto a mobilização, a secretária de Educação Básica, Kátia Schweickardt, destacou a importância de aproximar o MEC das redes de ensino e de construir, de forma conjunta, estratégias para enfrentar os desafios de aprendizagem. Durante o encontro, ela reforçou que o momento exige a participação integrada de estados e municípios para transformar os resultados das avaliações em ações concretas nas escolas. 

A secretária também ressaltou a importância de aproveitar os meses que antecedem as próximas avaliações para apoiar gestores, professores e estudantes. Segundo Kátia, a atuação presencial junto às redes permite compreender melhor as realidades locais e fortalecer a parceria com estados e municípios na implementação das ações de recomposição das aprendizagens. 

Ao final da reunião, os participantes tiveram a oportunidade de tirar dúvidas e compartilhar experiências e ações já desenvolvidas em suas redes. Além disso, o momento permitiu discutir iniciativas que poderão ser implementadas para melhorar os níveis de aprendizagem, definir prioridades e estabelecer metas para o fortalecimento da educação. 

A estratégia será apresentada em 27 encontros técnicos estaduais, envolvendo os 26 estados e o Distrito Federal. Ao longo do processo, as redes terão acesso a ferramentas, painéis de dados e materiais para apoiar gestores, coordenadores pedagógicos e professores na implementação e no acompanhamento das ações. 

Amazonas – De 2023 a 2025, em uma escala de 0 a 10, o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) do ensino fundamental do Amazonas passou de 5,7 para 6 nos anos iniciais e de 4,8 para 4,9 nos anos finais. Já o Ideb do ensino médio se manteve em 3,8. Na rede pública do estado, o resultado passou de 5,6 para 5,9 nos anos iniciais; de 4,7 para 4,8 nos anos finais; e permaneceu em 3,7 no ensino médio. Com esses resultados, o Ideb alcançou, nas três etapas avaliadas, os maiores valores da série histórica iniciada em 2005.    

Leia Também:  MEC se reúne com Ministério da Educação Superior de Cuba

Os dados serão utilizados como ponto de partida para o trabalho do Brasil Aprende+ no estado. A partir da análise dos resultados, as redes serão apoiadas na identificação dos principais desafios de aprendizagem e na construção ou revisão de seus planos de ação. Os documentos deverão definir prioridades, estratégias e resultados esperados com base nas evidências de cada território. 

Para os municípios prioritários, o MEC disponibilizará ainda uma área específica no Sistema Integrado de Monitoramento, Execução e Controle (Simec), destinada ao detalhamento das ações relacionadas à recomposição das aprendizagens. 

Ideb Nacional – Entre 2023 e 2025, o Ideb nacional também avançou nas três etapas avaliadas, considerando as redes públicas e privadas. Em uma escala de 0 a 10, o índice passou de 6,0 para 6,3 nos anos iniciais do ensino fundamental, de 5,0 para 5,3 nos anos finais e de 4,3 para 4,5 no ensino médio. 

Considerando apenas a rede pública, o Ideb passou de 5,7 para 6,1 nos anos iniciais, de 4,7 para 5,0 nos anos finais e de 4,1 para 4,3 no ensino médio. Com esses resultados, o país alcançou, nas três etapas, os maiores valores da série histórica iniciada em 2005. 

Os resultados do Ideb e do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) 2025 foram divulgados em 5 de agosto pelo MEC, por meio do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). 

Brasil Aprende+ – Entre os instrumentos previstos pelo Brasil Aprende+ está uma caixa de ferramentas, com painéis interativos, relatórios personalizados por rede de ensino, materiais orientadores, guias e ferramentas para gestores escolares, coordenadores pedagógicos e professores. 

Leia Também:  Secretaria de Saúde mantém a entrega de medicamentos de alto custo em casa

Ainda em agosto, o painel de priorização vai disponibilizar dados de todas as escolas do país. A ferramenta permitirá comparar os resultados de 2025 e a trajetória das unidades entre 2023 e 2025, ajudando a identificar escolas com resultados baixos, queda ou estagnação no desempenho. 

Na segunda semana de setembro, será realizado o Dia D, mobilização nacional para apropriação dos resultados nas escolas. Cada rede poderá escolher a data, entre 8 e 11 de setembro, para reunir gestores, coordenadores pedagógicos e professores, analisar o desempenho dos estudantes, identificar lacunas de aprendizagem e definir prioridades. 

Depois do Dia D, cada escola será estimulada a elaborar seu próprio plano de ação, conectado à realidade da unidade e integrado ao planejamento da rede. O trabalho será acompanhado ao longo do ano, com apoio do MEC na análise das evidências e no direcionamento de formação, apoio técnico e financeiro e outras políticas e programas, conforme os desafios identificados. 

O Brasil Aprende+ integra o Pacto Nacional pela Recomposição das Aprendizagens, política construída em colaboração com o Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) e a Undime para apoiar os entes federativos na recomposição das aprendizagens de estudantes da educação básica. A iniciativa busca contribuir para a redução das desigualdades e o fortalecimento da equidade na educação. 

Ideb – O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica, criado em 2007, no âmbito do Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE), é um indicador que combina o desempenho dos estudantes em Língua Portuguesa e Matemática no Saeb com as taxas de aprovação apuradas pelo Censo Escolar, permitindo acompanhar a qualidade da educação básica brasileira. Integra o conjunto de indicadores utilizados para o monitoramento das metas educacionais previstas no Plano Nacional de Educação (PNE). Considerando que a vigência do PNE foi prorrogada até 31 de dezembro de 2025, o índice permanece como referência para o monitoramento das políticas educacionais e para a avaliação dos avanços e desafios na consecução dos objetivos estabelecidos pelo PNE durante o período de vigência.   

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Básica (SEB)

Fonte: Ministério da Educação

Continue Reading

politica

DISTRITO FEDERAL

BRASIL E MUNDO

ECONOMIA

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA

Botão WhatsApp - Canal TI
Botão WhatsApp - Canal TI