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MEC fortalece laços com universidades de Macau

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O Ministério da Educação (MEC) recebeu na segunda-feira, 13 de outubro, delegação da Região Administrativa Especial de Macau (Raem), território chinês que tem o português como uma das línguas oficiais. O encontro buscou estreitar laços e explorar novas oportunidades de cooperação em educação e pesquisa. O grupo foi recebido pelo secretário de Educação Superior do MEC, Marcus Vinícius David. 

A reunião destacou as afinidades entre Brasil e Macau como destinos acadêmicos de excelência, reconhecidos internacionalmente pela qualidade de suas universidades e pela diversidade de suas comunidades estudantis. Durante a reunião, foi destacada também a presença crescente da comunidade brasileira no país, considerada já significativa e com amplo potencial de expansão. 

Marcus Vinícius David agradeceu a visita e reforçou o compromisso do MEC em apoiar a integração entre os países, incentivando novas parcerias em mobilidade estudantil, intercâmbio docente e pesquisa científica conjunta. 

A delegação macaense apresentou um panorama do seu sistema de ensino superior, sublinhando que diversas instituições oferecem cursos completos em língua inglesa e em língua portuguesa, simultaneamente, ampliando as possibilidades de mobilidade e integração linguística.  

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Além de representantes da Diretoria de Educação e Desenvolvimento da Juventude da Raem, a delegação de Macau foi composta por profissionais de oito instituições de ensino superior: Universidade de Macau; Universidade Politécnica de Macau; Universidade de Turismo de Macau; Universidade de São José; Universidade de Ciência e Tecnologia de Macau; Escola Superior das Forças de Segurança de Macau; Instituto de Enfermagem Kiang Wu de Macau; e Universidade da Cidade de Macau. 

Os dirigentes manifestaram o desejo de estreitar laços com instituições brasileiras e divulgaram oportunidades de bolsas integrais e hospedagem gratuita para estudantes internacionais, disponíveis em algumas das instituições macaenses. 

Relações bilaterais Em novembro do ano passado, Brasil e China firmaram dois Memorandos de Entendimento (MoU, na sigla em inglês). O primeiro deles, sobre mobilidade acadêmica, tem a intenção de fortalecer o ensino de português na China. Atualmente, há mais de 5 mil estudantes de língua portuguesa na China, distribuídos em cerca de 40 universidades. Como consequência dessa demanda, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) abriu um polo aplicador do Certificado de Proficiência em Língua Portuguesa para Estrangeiros (Celpe-Bras), na Universidade de Ciência e Tecnologia de Macau. 

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O segundo MoU, sobre certificados e diplomas de educação superior, visa facilitar a compreensão e acelerar os processos de acesso à educação superior para estudantes dos dois países. Brasil e China contam com mais de 155 acordos de educação superior em andamento, envolvendo 39 universidades de ambos os lados. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Assessoria Internacional 

Fonte: Ministério da Educação

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EDUCAÇÃO

Mulher Indígena: educação, protagonismo e enfrentamento à violência

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A partir de 2026, o dia 5 de setembro reúne dois marcos dedicados às mulheres indígenas. A data, tradicionalmente reconhecida como o Dia Internacional da Mulher Indígena, passa a ser também o Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres e Meninas Indígenas, instaurado pela Lei nº 15.382/2026

A celebração internacional foi instituída em 1983, durante a Segunda Reunião de Organizações e Movimentos das Américas, realizada em Tiwanaku, na Bolívia. A data homenageia Bartolina Sisa, mulher indígena aimara que liderou movimentos de resistência ao domínio espanhol no Alto Peru, atual Bolívia, e foi assassinada em 1782. 

No Brasil, a criação da data nacional acrescenta ao 5 de setembro uma dimensão específica de proteção e enfrentamento à violência contra mulheres e meninas indígenas. 

A valorização e a proteção das mulheres indígenas também passam pela garantia de acesso a direitos e pela possibilidade de ocupar diferentes espaços da sociedade. Na educação, essas trajetórias podem ser vistas no ingresso e na permanência das mulheres indígenas em escolas e universidades, onde levam consigo saberes, conhecimentos e experiências construídas em seus territórios. 

Educação e Protagonismo – A trajetória de Luizete Nukini ajuda a mostrar como a educação pode transformar trajetórias individuais e ampliar possibilidades para as comunidades indígenas. Natural de Mâncio Lima, no Acre, e integrante do povo Nukini, chegou à Universidade de Brasília (UnB) para cursar farmácia depois de uma trajetória escolar marcada por limitações de acesso. 

Na infância, Luizete estudou em uma escola composta por apenas uma sala, onde estudantes de diferentes séries compartilhavam o espaço e tinham aulas com uma única professora. Anos depois, já adulta, retomou o projeto de ingressar no ensino superior. Foi aprovada no processo seletivo e passou a integrar a universidade. 

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Para a estudante, a chegada à universidade representa também uma possibilidade de inspirar outras meninas e crianças de sua comunidade a reconhecerem a educação como um caminho possível. “Assim como eu consegui, como eu estou conseguindo, elas também têm essa capacidade, principalmente nós, como mulheres”. 

Hoje, Luizete busca aproximar os conhecimentos adquiridos na formação acadêmica dos saberes tradicionais de sua comunidade. Entre seus futuros projetos está a produção de uma cartilha sobre plantas medicinais, construída a partir do diálogo entre os conhecimentos aprendidos na universidade e aqueles transmitidos pelas demais gerações. 

A experiência também evidencia como a presença de mulheres indígenas em espaços de formação pode contribuir para ampliar referências para outras gerações. Para Luizete, ocupar a universidade representa também a possibilidade de levar novos conhecimentos para sua comunidade e fortalecer os vínculos com os saberes tradicionais. 

A diretora de Políticas de Educação Escolar Indígena no Ministério da Educação (MEC), Rosani Kamuri Kaingang, também destaca a importância da presença de mulheres indígenas em diferentes espaços da sociedade. 

“Apoiar a presença das indígenas mulheres em todos os espaços de poder é garantir o rompimento de um silenciamento histórico e é fortalecer a nossa luta pela valorização das nossas línguas, dos nossos territórios, das nossas culturas e das nossas tradições”. 

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Proteção Contra Violência – A instituição do Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres e Meninas Indígenas estabelece um marco para ampliar a atenção à proteção desse público e ao enfrentamento das diferentes formas de violência. 

A escolha do 5 de setembro conecta essa agenda à memória de Bartolina Sisa e à trajetória histórica de resistência das mulheres indígenas. A data passa, assim, a reunir duas dimensões: o reconhecimento do protagonismo das mulheres indígenas e a necessidade de garantir seus direitos e sua proteção. 

No campo educacional, essa perspectiva também envolve assegurar condições para que meninas e mulheres indígenas possam acessar, permanecer e avançar em suas trajetórias escolares e acadêmicas, preservando os vínculos com seus territórios, culturas e comunidades. 

A data reforça ainda a importância de reconhecer as mulheres indígenas como sujeitos de direitos e protagonistas na construção de seus próprios caminhos, seja nas comunidades, nas escolas, nas universidades ou em espaços de participação e decisão. 

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 Assista ao vídeo:

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi) 

Fonte: Ministério da Educação

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