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MEC inaugura UTI Adulta do Hospital Universitário da UFCG

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Em uma série de agendas no estado da Paraíba, o ministro da Educação, Camilo Santana, inaugura, nesta segunda-feira, 15 de dezembro, o bloco da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Adulta e visita a área ampliada da internação pediátrica do Hospital Universitário Alcides Carneiro (HUAC), da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG). As entregas na universidade têm investimentos de R$ 8,5 milhões do Ministério da Educação (MEC). 

A construção da nova UTI Adulta abrigará dez leitos, enquanto a atual estrutura será reformada para implantação da UTI Pediátrica e Oncopediátrica, também com dez leitos. Atualmente, o hospital não conta com essa ala de atendimento a crianças. 

A obra, que está prevista para começar em janeiro de 2026, terá 753,88 m² de intervenção, incluindo renovação das instalações, correção de falhas estruturais e modernização de ambientes. Além disso, serão implantados um sistema de combate a incêndio; um sistema de proteção contra descargas atmosféricas, uma subestação de energia elétrica; e um abrigo de resíduos. As melhorias são essenciais para segurança; adequação às normas; eficiência energética; e oferta de um cuidado mais humanizado à população regional.  

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Agenda – Ainda na segunda (15), Santana participará da posse do professor Camilo Allyson Simões de Farias no cargo de reitor da UFCG. Mais tarde, o ministro seguirá para João Pessoa, onde visitará as obras do complexo cirúrgico e obstétrico do Hospital Universitário Lauro Wanderley (HULW), da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), orçadas em R$ 8,8 milhões, e assinará a ordem de serviço para a construção da nova subestação de energia elétrica, com investimentos de R$ 5,5 milhões do MEC. 

A comitiva do MEC também fará a vistoria das obras para a construção da nova sede da Reitoria do Instituto Federal da Paraíba (IFPB). A iniciativa tem investimentos de R$ 24,8 milhões do MEC, sendo R$ 4,1 milhões do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC).  

Encerrando a agenda de compromissos na Paraíba, o ministro Camilo Santana entregará, na terça-feira, 16 de dezembro, mil unidades da Carteira Nacional Docente do Brasil (CNDB) e 100 vales-computadores do programa Mais Professores para o Brasil. A cerimônia será em João Pessoa, com a participação de autoridades, gestores locais, professores e representantes da comunidade escolar. Na ocasião, também serão entregues ônibus escolares do Governo do Estado da Paraíba. 

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Novo PAC – O Novo Programa de Aceleração do Crescimento tem impulsionado investimentos significativos na educação da Paraíba, totalizando R$ 890,6 milhões em diferentes níveis de ensino. São investimentos de R$ 641,7 milhões para a educação básica, R$ 169 milhões destinados à educação profissional e tecnológica e R$ 79,9 milhões voltados à educação superior. Os recursos permitem a construção de 42 escolas em tempo integral e 43 creches; além da aquisição de 131 ônibus escolares. O programa também viabiliza a criação de quatro novos campi do IFPB na Paraíba — em Alagoa Grande, Mamanguape, Queimadas e Sapé — e a realização de 26 obras de melhoria em hospitais universitários, universidades e institutos federais já existentes, distribuídas por 17 municípios, ampliando o alcance e a qualidade da educação pública no estado. 

Resumo | Mais Educação para a Paraíba 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) 

Fonte: Ministério da Educação

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EDUCAÇÃO

Mulher Indígena: educação, protagonismo e enfrentamento à violência

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A partir de 2026, o dia 5 de setembro reúne dois marcos dedicados às mulheres indígenas. A data, tradicionalmente reconhecida como o Dia Internacional da Mulher Indígena, passa a ser também o Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres e Meninas Indígenas, instaurado pela Lei nº 15.382/2026

A celebração internacional foi instituída em 1983, durante a Segunda Reunião de Organizações e Movimentos das Américas, realizada em Tiwanaku, na Bolívia. A data homenageia Bartolina Sisa, mulher indígena aimara que liderou movimentos de resistência ao domínio espanhol no Alto Peru, atual Bolívia, e foi assassinada em 1782. 

No Brasil, a criação da data nacional acrescenta ao 5 de setembro uma dimensão específica de proteção e enfrentamento à violência contra mulheres e meninas indígenas. 

A valorização e a proteção das mulheres indígenas também passam pela garantia de acesso a direitos e pela possibilidade de ocupar diferentes espaços da sociedade. Na educação, essas trajetórias podem ser vistas no ingresso e na permanência das mulheres indígenas em escolas e universidades, onde levam consigo saberes, conhecimentos e experiências construídas em seus territórios. 

Educação e Protagonismo – A trajetória de Luizete Nukini ajuda a mostrar como a educação pode transformar trajetórias individuais e ampliar possibilidades para as comunidades indígenas. Natural de Mâncio Lima, no Acre, e integrante do povo Nukini, chegou à Universidade de Brasília (UnB) para cursar farmácia depois de uma trajetória escolar marcada por limitações de acesso. 

Na infância, Luizete estudou em uma escola composta por apenas uma sala, onde estudantes de diferentes séries compartilhavam o espaço e tinham aulas com uma única professora. Anos depois, já adulta, retomou o projeto de ingressar no ensino superior. Foi aprovada no processo seletivo e passou a integrar a universidade. 

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Para a estudante, a chegada à universidade representa também uma possibilidade de inspirar outras meninas e crianças de sua comunidade a reconhecerem a educação como um caminho possível. “Assim como eu consegui, como eu estou conseguindo, elas também têm essa capacidade, principalmente nós, como mulheres”. 

Hoje, Luizete busca aproximar os conhecimentos adquiridos na formação acadêmica dos saberes tradicionais de sua comunidade. Entre seus futuros projetos está a produção de uma cartilha sobre plantas medicinais, construída a partir do diálogo entre os conhecimentos aprendidos na universidade e aqueles transmitidos pelas demais gerações. 

A experiência também evidencia como a presença de mulheres indígenas em espaços de formação pode contribuir para ampliar referências para outras gerações. Para Luizete, ocupar a universidade representa também a possibilidade de levar novos conhecimentos para sua comunidade e fortalecer os vínculos com os saberes tradicionais. 

A diretora de Políticas de Educação Escolar Indígena no Ministério da Educação (MEC), Rosani Kamuri Kaingang, também destaca a importância da presença de mulheres indígenas em diferentes espaços da sociedade. 

“Apoiar a presença das indígenas mulheres em todos os espaços de poder é garantir o rompimento de um silenciamento histórico e é fortalecer a nossa luta pela valorização das nossas línguas, dos nossos territórios, das nossas culturas e das nossas tradições”. 

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Proteção Contra Violência – A instituição do Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres e Meninas Indígenas estabelece um marco para ampliar a atenção à proteção desse público e ao enfrentamento das diferentes formas de violência. 

A escolha do 5 de setembro conecta essa agenda à memória de Bartolina Sisa e à trajetória histórica de resistência das mulheres indígenas. A data passa, assim, a reunir duas dimensões: o reconhecimento do protagonismo das mulheres indígenas e a necessidade de garantir seus direitos e sua proteção. 

No campo educacional, essa perspectiva também envolve assegurar condições para que meninas e mulheres indígenas possam acessar, permanecer e avançar em suas trajetórias escolares e acadêmicas, preservando os vínculos com seus territórios, culturas e comunidades. 

A data reforça ainda a importância de reconhecer as mulheres indígenas como sujeitos de direitos e protagonistas na construção de seus próprios caminhos, seja nas comunidades, nas escolas, nas universidades ou em espaços de participação e decisão. 

Multimídia

 Assista ao vídeo:

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi) 

Fonte: Ministério da Educação

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