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Volta do Grêmio à Série A

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Depois de 318 dias, o Grêmio está de volta à primeira divisão do
Brasileiro. Mais uma vez o destino colocou o acesso nos Aflitos diante
do Náutico e a vitória por 3 a 0 ficou marcada internamente por
homenagens do técnico Renato ao presidente, que participou da
palestra antes do jogo, muita emoção no vestiário, saídas rápidas
após a celebração e até profecia de Lucas Leiva.
O dia 23 de outubro de 2022 vai ficar marcado. Claro que não era o
que os gremistas queriam, pois a Série B não condiz com o tamanho
do clube, mas a angústia chegou ao fim.
Tudo caminhou para o domingo ensolarado no Recife sacramentar o
acesso. Na verdade, o cenário começou no sábado. Após os
resultados paralelos que favoreceram ao Tricolor, se pôde notar um
clima diferente. O otimismo pela vitória ganhou uma injeção de ânimo.
Deu um salto.
Mas a partida começou tensa. Quem teve as melhores chances no
início do primeiro tempo foi o Náutico. Tanto que os lances tiraram
Renato do sério. O treinador não estava nada satisfeito com os erros
bobos dos jogadores. O gol de Bitello amenizou, mas não evitou a
bronca de Renato no intervalo. O treinador cobrou muito os atletas no
vestiário e pediu concentração.
Mas o segundo tempo foi mais tranquilo. Lucas Leiva ampliou e o
próprio Bitello, revelação do Grêmio em 2022, marcou mais uma vez
na etapa final e encerrou com o pesadelo da B.
O fim da partida trouxe também um alívio. Sentimento de dever
cumprido e que o principal objetivo do ano foi alcançado. Depois, foi
comemorar com os torcedores presentes no Aflitos. Os jogadores
foram para os braços da torcida, deram camisas e extravasaram.
Emoção e homenagens
De volta ao vestiário após o jogo, na tradicional roda, foi o momento
do treinador pedir a palavra. Com uma relação muito estreita com o
presidente Romildo Bolzan, Renato aproveitou o momento para
agradecer ao dirigente e homenageá-lo. O mandatário era um dos
mais emocionados.
O técnico pediu para que houvesse uma manifestação do dirigente
ainda na palestra pré-jogo – aliás, já havia pedido antes, mas Bolzan
ainda não via o momento certo. A prática não é comum e é realizada
em ocasiões especiais. Um dos pontos era passar o peso do jogo.

Romildo também passa por um momento familiar delicado. Sua neta,
que nasceu há um mês, está hospitalizada. Ao mesmo tempo que tem
vivido com a agonia por essa situação, a vitória no Recife foi como um
afago, uma forma de refúgio daquilo que tem pesado.
– Recebi telefonemas da família e me emocionei. Estou emocionado
agora. Pelas duas razões. Por uma tenho uma situação que eu
preciso resolver, que quero que se resolva familiarmente. E tenho uma
situação que me recompôs. Me deu alegria, me deu vida, me deu
alma, me deu satisfação de criar uma condição de conforto para
milhões de gremistas. Assim como me penitencio por ter criado a
condição, me conforto por ter criado com todos que trabalham no
sentido de uma situação recuperadora – desabafou Romildo.
Ainda dentro do campo, Diego Souza também não conteve a emoção.
O jogador conviveu durante toda temporada com dores por conta de
uma hérnia inguinal. Mas nem isso o impediu de ser o artilheiro do
Grêmio e o principal jogador na campanha do retorno à elite.
No entanto, seu futuro não está definido. Diego não sabe se fica para
a próxima temporada. Mas sabe que seu desejo é encerrar a carreira
no Grêmio. O jogador deve ser liberado para realizar sua cirurgia nos
próximos dias.
– Cara, estou chegando meu final de carreira (chora), ninguém sabe o
que vai acontecer, sou muito feliz pelo que aconteceu comigo aqui
nesses últimos três anos. Nada mais justo do que honrar a camisa e
vamos ver o que vai acontecer – se emocionou o centroavante.
Logo após a partida, Diego Souza, Renato e seu auxiliar, Alexandre
Mendes, já se deslocaram para o aeroporto, onde embarcaram para o
Rio de Janeiro na noite de domingo. O restante da delegação viajou
na manhã desta segunda-feira para a capital fluminense.
Acaso do destino e profecia
O gol de Lucas Leiva, aos 18 minutos do segundo tempo, roubou a
cena. É o único remanescente da Batalha dos Aflitos, em 2005, em
campo. O volante estava em seu primeiro ano como profissional. Após
17 anos, os deuses do futebol o colocaram de volta em Recife para
mais uma vez colocar o Tricolor de volta na Série A.
No entanto, até o gol do camisa 15 causou aflição, pois o auxiliar
marcou impedimento. Foram cerca de dois minutos até o VAR pegar a
posição legal de Lucas e confirmar aquilo que só o futebol pode
proporcionar. Além de tudo, foi na mesma meta da defesa épica de
Galatto em 2005.
A felicidade do jogador foi nítida e se destacou no vestiário. Na noite
anterior ao dia do jogo, Leiva chamou amigos mais íntimos, entre eles,
o coordenador de fisioterapia do Grêmio, Henrique Valente, que

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também estava em 2005, e contou que sonhou que iria balançar a
rede.
Foi a confirmação de que valeu a pena atender ao pedido da família
no meio do ano. Na sua coletiva de apresentação, o volante disse que
o retorno ao Grêmio era um desejo não só seu, mas de seus filhos e
esposa.
– Eu estou muito feliz em poder estar vivendo isso novamente. Eu com
35 anos pensei que não poderia viver momentos tão incríveis na
minha carreira e estou vivendo hoje com a camisa do Grêmio, que é
ainda mais gratificante – disse Lucas.
Apoio a Guilherme
Outro jogador que foi abraçado pelo grupo foi Guilherme. Desde que
retornou ao clube gaúcho, não conseguiu balançar a rede e tem sido
alvo de críticas da torcida.
Porém, o atacante tem prestígio dos colegas e é muito querido por
todos do clube. Todos sentiram o momento do companheiro e, até por
ter que substituir Biel, entregaram muito apoio na preleção e no
vestiário antes da bola rolar.
Desde o início notou-se uma atmosfera de concentração por parte dos
jogadores. Como dito anteriormente, os jogos de sábado deram um
incentivo, um otimismo maior e virou totalmente o clima.
A vitória diante do Náutico foi apenas a terceira longe da Arena em 36
rodadas da Série B. Mas agora isso pouco importa. O que realmente
interessa é que o Tricolor é vice-líder do campeonato com 61 pontos e
vaga no G-4 garantida.
Na segunda-feira a delegação viaja para o Rio de Janeira e o dia é de
folga aos atletas. Lá, a comissão vai definir que retornar para Porto
Alegre, quem está liberado na temporada e quais jogadores da
transição irão reforçar o grupo. Comissão e jogadores ficarão por lá
até quinta, quando viaja para Muriaé, onde enfrenta o Tombense.

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Esportes

Fluminense reage no segundo tempo, empata com o Botafogo, mas amplia jejum no Brasileirão

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Fluminense e Botafogo empataram por 1 a 1 neste sábado, no Estádio Nilton Santos, pela 22ª rodada do Campeonato Brasileiro. O time alvinegro saiu na frente com Alex Telles, ainda no primeiro tempo, mas o Tricolor conseguiu igualar o placar na etapa final, com Ignácio.

Apesar de evitar a derrota no clássico, o Fluminense chegou ao sexto jogo consecutivo sem vencer no Brasileirão. Considerando também as demais competições, a sequência negativa passou a ser de sete partidas.

Com o empate, o Fluminense alcançou 35 pontos e permanece na quarta colocação, mas corre o risco de deixar o G4 ao fim da rodada. O Bahia, que soma 32 pontos, pode ultrapassar o Tricolor caso vença o Vasco por pelo menos dois gols de diferença.

O Botafogo continua na sétima posição, com 30 pontos, mas ainda pode perder posições dependendo dos outros resultados da rodada.

O jogo

O Botafogo começou o clássico ocupando mais o campo de ataque, mas encontrou dificuldades diante da marcação tricolor. A primeira boa chance apareceu aos 19 minutos, quando Arthur Cabral recebeu na entrada da área, passou pela marcação e finalizou rasteiro. Fábio defendeu.

O Fluminense respondeu com chutes de longa distância. Otávio arriscou de fora da área e mandou perto da trave. Pouco depois, Soteldo também levou perigo em uma finalização forte.

O time alvinegro voltou a ameaçar aos 29 minutos. Medina tabelou com Arthur Cabral, invadiu a área e bateu para fora. Em seguida, o volante completou cruzamento de Villalba, mas acertou apenas a parte externa da rede.

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O Botafogo abriu o placar aos 43 minutos. Em cobrança de falta próxima à área, Alex Telles bateu com precisão. A bola tocou no travessão antes de entrar no ângulo de Fábio, em um belo gol para colocar a equipe da casa em vantagem antes do intervalo.

Segundo tempo

O Fluminense retornou para o segundo tempo mais ofensivo e quase empatou logo aos dois minutos. Samuel Xavier cruzou para Serna, que cabeceou sem força e facilitou a defesa de Warleson.

Com maior participação de Soteldo pelo lado direito, o Tricolor passou a encontrar mais espaços na defesa adversária. A pressão surtiu efeito aos 12 minutos.

Serna recebeu pela esquerda, cortou para o meio e fez o cruzamento na direção da segunda trave. Ignácio apareceu livre e cabeceou no canto. A bola ainda bateu na trave antes de entrar, deixando o placar igualado.

O Botafogo teve uma boa oportunidade de retomar a vantagem pouco depois. Montoro encontrou Villalba com um passe de trivela, mas o atacante finalizou fraco, facilitando a defesa de Fábio.

O Fluminense também ficou perto da virada aos 21 minutos. Nonato recebeu livre dentro da área e bateu forte, mas Warleson fez uma defesa inusitada com a cabeça e evitou o segundo gol tricolor.

Na reta final, os dois goleiros voltaram a trabalhar. Aos 25 minutos, Barrera passou pela marcação e finalizou com força da entrada da área, obrigando Fábio a fazer uma grande defesa. Na sequência, Matheus Martins chutou rasteiro e Montoro tentou de fora da área, mas o goleiro do Fluminense apareceu novamente.

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Sem novas mudanças no placar, o clássico terminou empatado em 1 a 1.

Próximos jogos

Cianciano x Botafogo
Competição: Copa Sul-Americana – oitavas de final (ida)
Data e horário: 13.08 (quinta-feira), às 21h30 (de Brasília)
Local: Estádio Inca Garcilaso de la Vega

Fluminense x Independiente Rivadavia
Competição: Copa Libertadores – oitavas de final (ida)
Data e horário: 11.08 (terça-feira), às 19h (de Brasília)
Local: Estádio do Maracanã

FICHA TÉCNICA
Resultado Botafogo 1 x 1 Fluminense
Competição Campeonato Brasileiro — Série A, 22ª rodada
Data e horário Sábado, 8 de agosto de 2026, às 21h, de Brasília
Local Estádio Nilton Santos, Rio de Janeiro (RJ)
Cartões amarelos — Botafogo Ferraresi
Cartões amarelos — Fluminense Zubeldía, Ignácio, Nonato e Samuel Xavier
Cartões vermelhos Nenhum
Gols Alex Telles, aos 44 minutos do 1º tempo — Botafogo | Ignácio, aos 13 minutos do 2º tempo — Fluminense
Árbitro Bruno Arleu de Araujo (RJ)
Assistentes Rodrigo Figueiredo Henrique Correa e Luiz Claudio Regazone (RJ)
VAR Rodolpho Toski Marques (PR)
Botafogo Warleson; Vitinho, Gabriel Justino, Ferraresi e Alex Telles (Paulinho); Danilo, Medina e Montoro (Danilo); Villalba (Matheus Martins), Kauan Toledo (Jordan Barrera/Lucas Emanuel) e Arthur Cabral.Técnico: Franclim Carvalho
 Fluminense Fábio; Samuel Xavier, Ignácio, Jemmes e Renê; Otávio, Nonato (Savarino), Ganso (Hércules); Kevin Serna (Canobbio), Soteldo (Luciano Acosta) e Rodrigo Castillo (Hulk).Técnico: Luis Zubeldía

Fonte: Esportes

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