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Alexandre Silveira reafirma que o Brasil não abrirá mão da soberania sobre seus minerais estratégicos

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O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, reafirmou nesta terça-feira (30/6) que o Brasil não abrirá mão da soberania sobre seus minerais críticos e estratégicos e defendeu que a riqueza mineral do país seja utilizada para impulsionar a industrialização, a inovação tecnológica e a geração de empregos de qualidade. A declaração foi feita durante o CNN Talks “A Nova Era da Mineração”, em São Paulo, evento que reuniu autoridades, setor produtivo e especialistas para discutir o papel da mineração na transição energética e na geopolítica global.

Segundo o ministro, o cenário internacional, marcado pela crescente demanda por minerais críticos utilizados na transição energética, na indústria de alta tecnologia e na inteligência artificial, representa uma oportunidade histórica para que o Brasil deixe de ser apenas fornecedor de matéria-prima e assuma posição estratégica nas cadeias globais de valor, sempre com foco na defesa do interesse nacional.

Ao defender uma política mineral voltada para o desenvolvimento do país, Silveira ressaltou que a soberania sobre os recursos naturais brasileiros deve ser o princípio que orienta esse processo.

“Precisamos defender a soberania sobre o nosso subsolo, sobre as nossas riquezas, para que elas se voltem tanto empresarialmente, como socialmente e ambientalmente, a favor da nação brasileira. E nós defendemos essa soberania”, disse Silveira.

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Na sequência, o ministro reforçou que esse conceito precisa se traduzir em benefícios concretos para a população brasileira.

“As nossas riquezas têm que se voltar à nossa soberania. Não é uma soberania de discurso, é uma soberania efetiva”, completou.

Silveira destacou que o Brasil possui uma das maiores reservas de minerais críticos do mundo, incluindo cerca de 25% das reservas conhecidas de terras raras, insumos estratégicos para a fabricação de veículos elétricos, turbinas eólicas, equipamentos eletrônicos, semicondutores e sistemas de defesa. Para o ministro, esse patrimônio deve impulsionar a industrialização nacional e ampliar a participação brasileira nas etapas de maior valor agregado da cadeia mineral.

Como exemplo desse desafio, Alexandre Silveira citou o cobre, considerado um dos principais minerais para a transição energética e para a indústria de novas tecnologias.

“Nós sabemos que temos uma demanda infinita pelo cobre hoje. Tudo que produzimos teria mercado internacional e nacional. E nós sequer temos aqui a industrialização suficiente do cobre para a transição energética no Brasil”, explicou.

Durante sua participação, Alexandre Silveira destacou ainda que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva estruturou uma nova governança para o setor mineral com a criação do Conselho Nacional de Política Mineral (CNPM), responsável por coordenar ações estratégicas voltadas ao fortalecimento da segurança jurídica, da competitividade e da industrialização dos minerais críticos.

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O ministro lembrou que o potencial mineral brasileiro é ainda maior do que o atualmente conhecido, uma vez que grande parte do território nacional ainda não foi completamente estudada do ponto de vista geológico, demonstrando que o país reúne condições de ampliar a sua produção.

“É importante destacar que a maior parte dos países das grandes potências já tem um mapeamento geológico de 100% do seu território e o Brasil tem apenas 30%”, finalizou.

Assessoria Especial de Comunicação Social – MME
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Fonte: Ministério de Minas e Energia

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MJSP capacita organizações da sociedade civil para acolhida de migrantes e refugiados

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Brasília, 1°/7/2026 – O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), em parceria com a Agência da ONU para Refugiados (Acnur), a Organização Internacional para as Migrações (OIM) e a Pathways International, iniciou, na terça-feira (30), a III Oficina de Fortalecimento de Capacidades das Organizações da Sociedade Civil (OSCs). A atividade reúne entidades credenciadas pelo Ministério para atuar na recepção, no acolhimento e na integração de pessoas migrantes, refugiadas e apátridas beneficiárias do Programa Nacional de Acolhida Humanitária por Patrocínio Comunitário.

A capacitação marca uma nova fase da estratégia, formalizada pela Portaria nº 1.242, de 22 de junho de 2026, assinada pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington Lima. O programa integra a Política Nacional de Migrações, Refúgio e Apatridia (PNMRA) e tem como objetivo promover deslocamento seguro, recepção digna, participação comunitária e autonomia de pessoas com necessidade de proteção internacional, beneficiárias de visto de acolhida humanitária.

A coordenadora-geral do Comitê Nacional para os Refugiados (Conare), Amarílis Busch, enfatizou que a oficina coincide com o primeiro ano de implementação do Programa e representa uma oportunidade importante para avaliar a experiência acumulada até aqui.

“Ao longo desse período, identificamos boas práticas, desafios e oportunidades de aperfeiçoamento que agora podem ser incorporados à política. Esse processo depende da troca permanente entre o Ministério, as organizações da sociedade civil e os parceiros da iniciativa, porque é na implementação que conseguimos identificar o que funciona bem e o que pode ser aprimorado”, explicou.

Durante o encontro, as organizações participantes recebem orientações técnicas sobre as etapas do programa, que vão desde a preparação para a chegada ao Brasil até o acompanhamento no território de acolhida. Entre os temas abordados estão apoio no deslocamento, recepção inicial, regularização migratória, acesso a direitos, inclusão socioeconômica, fortalecimento de vínculos comunitários e promoção progressiva da autonomia das pessoas beneficiárias.

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Para o diretor do Departamento de Migrações da Secretaria Nacional de Justiça (Senajus), Victor Semple, a capacitação fortalece a atuação conjunta entre Estado e sociedade civil na implementação da política migratória brasileira.

“Estamos em uma nova fase do programa. As organizações da sociedade civil credenciadas ao MJSP têm papel central na recepção de pessoas migrantes, refugiadas e apátridas beneficiárias de vistos humanitários. Com a portaria assinada, o programa passa a estar formalmente instituído dentro da PNMRA, o que fortalece a capacidade do Estado brasileiro de acolher com segurança, integração e responsabilidade”, disse.

Segundo Semple, a retomada do programa ocorre com foco inicial na população afegã e em pessoas apátridas, em um contexto de ampliação da capacidade dos postos consulares brasileiros no exterior para emissão de vistos humanitários. “A partir dessa experiência, o objetivo também é avaliar a expansão do programa para outras nacionalidades”, complementou.

Corresponsabilidade

O patrocínio comunitário é uma estratégia de acolhida e integração local baseada na corresponsabilidade entre o Estado, as organizações da sociedade civil executoras e as redes comunitárias locais. As OSCs credenciadas atuam mediante instrumento formal de cooperação com o MJSP e são responsáveis por apoiar, por período determinado, o deslocamento seguro, a recepção, o acolhimento, o acesso a direitos e a inclusão socioeconômica das pessoas beneficiárias.

A atuação das organizações deve estar articulada às comunidades de acolhida, compostas por órgãos públicos, prestadores de serviços, entidades comunitárias, instituições religiosas, atores do setor privado e moradores dos territórios onde as pessoas beneficiárias passam a residir. A proposta é garantir que a chegada ao Brasil ocorra de forma organizada e que a integração local seja acompanhada por redes de apoio capazes de responder às necessidades concretas de cada pessoa ou família acolhida.

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O programa está estruturado em três pilares: pré-partida e deslocamento; recepção e acolhimento; e participação comunitária e promoção da autonomia. Essas etapas envolvem orientação intercultural, apoio no planejamento da viagem, recepção digna, documentação, moradia temporária ou assistida, acesso a políticas públicas, aprendizado da língua portuguesa, qualificação profissional, inserção laboral e fortalecimento de vínculos sociais.

Política migratória

A oficina também se insere no processo de fortalecimento da governança migratória no País. O I Plano Nacional de Migrações, Refúgio e Apatridia (I PlaNaMigra) prevê ações voltadas à cooperação intersetorial e interfederativa, à proteção de direitos, à inclusão socioeconômica e ao protagonismo de pessoas migrantes, refugiadas e apátridas na formulação e implementação de políticas públicas.

Fazem parte das diretrizes o envolvimento ativo da sociedade civil, de comunidades migrantes e refugiadas, organismos internacionais, instituições de ensino e pesquisa e entidades do setor privado na construção de respostas integradas para essa população.

No âmbito do Programa Nacional de Acolhida Humanitária por Patrocínio Comunitário, compete ao MJSP coordenar, regulamentar, monitorar e promover a estratégia, além de articular a atuação com demais órgãos públicos, organismos internacionais e parceiros não governamentais. A capacitação das OSCs é uma das medidas para qualificar a implementação do programa e garantir que a acolhida humanitária seja realizada com planejamento, proteção de direitos e participação comunitária.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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