BRASÍLIA

Nacional

Salvador adere ao Programa Município Mais Seguro para fortalecer a Guarda Municipal

Publicado em

Salvador, 25/5/2026 – A capital da Bahia é a mais nova cidade a integrar o Programa Município Mais Seguro, iniciativa da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP). A ação é voltada ao fortalecimento da segurança pública local e à valorização das Guardas Civis Municipais (GCMs) como integrantes estratégicos do Sistema Único de Segurança Pública (Susp). A adesão foi formalizada nesta segunda-feira (25).

Durante a solenidade, foram assinados os termos de cooperação e anunciados investimentos para a modernização da Guarda Municipal de Salvador. O município receberá 465 kits de armas de incapacitação neuromuscular (Taser), no valor de R$ 1,94 milhão, além de 930 espargidores, que somam R$ 95,8 mil. O investimento total nesta etapa do programa supera R$ 2 milhões.

A cerimônia reuniu gestores municipais, integrantes da corporação e representantes da Senasp, que detalharam os eixos do programa. Segundo o coordenador-geral do Sistema Único de Segurança Pública, Marcio Mattos, a iniciativa busca fortalecer as capacidades institucionais das prefeituras tanto no planejamento quanto na gestão da segurança pública urbana.

Integração de dados e tecnologia

O diretor de Gestão e Integração de Informações da Senasp, Joaquim Carvalho Filho, destacou o papel da inteligência de dados na formulação de estratégias locais.

“Na DGI, somos responsáveis por promover a interoperabilidade e a integração de dados para garantir uma segurança pública efetiva e baseada em evidências. A participação da guarda nesse ecossistema é fundamental, pois não podemos mais trabalhar com informações isoladas; precisamos de um fluxo de dados cíclico e integrado”, afirmou o diretor.

Leia Também:  Brasil conclui oficinas para construção do primeiro Plano Nacional de Migrações, Refúgio e Apatridia

Carvalho também informou que a pasta desenvolve soluções tecnológicas para o setor, como ferramentas de inteligência artificial para atendimento automatizado e transcrição de ligações de emergência.

“Nosso objetivo na Senasp é oferecer ferramentas de ponta e atuar de forma integrada, com dados concretos e confiáveis, para construir políticas públicas mais eficientes para a população”, completou.

Valorização e saúde mental

Ao celebrar a nova parceria, Marcio Mattos ressaltou que o Município Mais Seguro não se limita à entrega de equipamentos e inclui ações de polícia comunitária e saúde mental.

“Estamos satisfeitos em trazer o programa para Salvador. Esse projeto vai além do material: engloba capacitações, como o Curso de Uso Diferenciado da Força, ações de polícia comunitária e, principalmente, suporte à saúde mental. Como tenente-coronel com 25 anos de serviço policial, sei que cuidar de quem nos protege é essencial. Por isso, oferecemos uma plataforma gratuita e anônima de apoio psicológico e psiquiátrico. Nosso objetivo é garantir segurança jurídica, equipamentos de qualidade e suporte humano para uma segurança pública eficiente”, explicou Mattos.

Segundo o diagnóstico apresentado no evento, Salvador possui população estimada em 2,4 milhões de habitantes e efetivo de 1.376 integrantes na Guarda Municipal, que atua de forma armada. Em 2025, o município registrou taxa de homicídios de 27,67 por 100 mil habitantes e taxa de feminicídios de 0,84 por 100 mil mulheres.

Investimentos nacionais

O Programa Município Mais Seguro prevê investimento superior a R$ 170 milhões, com recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP). O montante será destinado a projetos de gestão, governança, tecnologia, equipamentos, capacitação e valorização profissional.

Leia Também:  MME divulga resultados do Estudo das Linhas d’Água do Rio Parnaíba para fortalecer gestão de riscos hidrológicos e segurança hídrica

• Qualificação do Uso da Força: eixo que receberá mais de R$ 100 milhões para aquisição e doação de armas de incapacitação neuromuscular, espargidores e coletes balísticos às guardas municipais do país.
• Polícia Comunitária: projeto que contará com R$ 65 milhões para fortalecer a atuação preventiva das corporações em territórios de alta vulnerabilidade social.
• Capacitação Integrada: destinação de R$ 5,67 milhões para formações presenciais e integradas voltadas aos profissionais das Guardas Civis Municipais.

Suporte aos profissionais e capacitação integrada

Uma das prioridades do MJSP é o Escuta Susp, iniciativa voltada ao atendimento especializado em saúde mental para profissionais da segurança pública. Desenvolvido em parceria com cinco universidades federais, o projeto de apoio psicológico e psiquiátrico on-line foi ampliado e agora contempla também integrantes das guardas municipais dos municípios aderentes.

Além disso, a Senasp disponibiliza aos municípios cursos estratégicos de qualificação, incluindo formação de Operador de Polícia Comunitária Aplicada, capacitação para atuação nas Patrulhas Maria da Penha — com foco no atendimento humanizado a mulheres vítimas de violência — e o Curso Nacional de Operador de Uso Diferenciado da Força, voltado à padronização de procedimentos operacionais de acordo com os protocolos nacionais vigentes.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

Nacional

Ricardo Morishita participa de evento sobre fortalecimento do bem-estar financeiro das mulheres no Banco Central

Published

on

Brasília, 25/5/2026 – O secretário nacional do Consumidor, Ricardo Morishita Wada, do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), destacou a importância de promover inclusão financeira sem responsabilizar consumidores por situações de vulnerabilidade nas relações de consumo durante a 13ª Semana Nacional de Educação Financeira, realizada na sexta-feira (22), no edifício-sede do Banco Central do Brasil (BCB).

A convite da diretora de Cidadania e Supervisão de Conduta do BCB, Izabela Correa, o titular da Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) participou da abertura do painel Finanças, cidadania e bem-estar: os desafios das mulheres no Brasil, que reuniu especialistas para discutir os obstáculos enfrentados pelas mulheres no acesso à cidadania e ao bem-estar financeiro.

De acordo com Izabela Correa, “a educação financeira é um dos propulsores do bem-estar financeiro”.

Durante o debate, Morishita ressaltou que as políticas de educação financeira precisam considerar as desigualdades estruturais que impactam especialmente as mulheres consumidoras.

“Quando tratamos de educação financeira e pesquisamos como raça e gênero são afetados nesse processo, é preciso lidar com sinceridade e entender em que medida as mulheres são impactadas. Isso é muito caro para a defesa do consumidor”, afirmou.

Leia Também:  Luz do Povo: gratuidade na tarifa de energia para quem consome até 80 kWh começa a valer neste sábado (5/07)

Segundo o secretário, é essencial evitar a responsabilização dos consumidores em situações de vulnerabilidade. “Dar oportunidade e incluir é bem diferente de culpabilizar. Muitas vezes, o consumidor contrata por necessidade ou em razão de práticas abusivas. É preciso construir caminhos de inclusão sem responsabilizar quem já está em situação de vulnerabilidade”, enfatizou.

Pesquisas destacam impacto das desigualdades nas finanças das mulheres

O evento apresentou estudos e pesquisas do BCB e do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) sobre gênero, raça e acesso ao crédito no Brasil, além de resultados de pesquisa qualitativa voltada à educação financeira das mulheres. O debate também reuniu diferentes perspectivas sobre estratégias e iniciativas para fortalecer a proteção e a inclusão financeira das mulheres brasileiras.

Segundo pesquisas apresentadas pela assessora do Departamento de Promoção da Cidadania Financeira do Banco Central, Lívia Gratz, 98% das mulheres brasileiras participam do Sistema Financeiro Nacional em proporção semelhante à dos homens, e 25,3% utilizam mais o limite de crédito e apresentam maior comprometimento de renda.

Leia Também:  MJSP defende regulação responsável da inteligência artificial em audiência pública na Câmara dos Deputados

Conforme dados da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), as mulheres demonstram mais preocupação com o pagamento de dívidas do que os homens. Em relação ao uso de crédito e às taxas de juros, o BCB aponta que as mulheres utilizam mais instituições de crédito digitais do que os homens.

Ao final do debate, o secretário destacou a atuação do Banco Central na promoção da educação financeira e reforçou o compromisso da Secretaria Nacional do Consumidor com políticas de proteção às mulheres consumidoras.

“Procuramos manter a proteção dos consumidores como política de Estado e ter um olhar muito especial para as mulheres. Vamos aprender com essas pesquisas para ampliar a inclusão e a proteção das consumidoras no Brasil”, concluiu.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

COMENTE ABAIXO:
Continue Reading

politica

DISTRITO FEDERAL

BRASIL E MUNDO

ECONOMIA

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA

Botão WhatsApp - Canal TI
Botão WhatsApp - Canal TI