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Economia brasileira pode ter o cotidiano impactado pelo 5G

A tecnologia 5G está disponível no Brasil e pode afetar diretamente os brasileiros; Marcus Policarpo explica o que é essa conexão e as implicações nas relações pessoais e nos setores da economia.

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Economia brasileira pode ter o cotidiano impactado pelo 5G

A tecnologia 5G está mudando a forma como as pessoas podem se conectar e interagir em todo o mundo. No Brasil, segundo informações do Ministério das Comunicações, esse recurso chegou com a promessa de abrir portas para uma infinidade de novas aplicações e serviços, impactando positivamente no cotidiano dos brasileiros, trazendo mais inclusão digital. De acordo com publicação da Agência Senado, 20% da população brasileira permanece sem acesso à internet e a expectativa com a nova conexão é de diminuir esse cenário e expandir a rede digital em todo o território nacional.

Em levantamento recente da Conexis Brasil Digital, instituição que reúne as empresas de telecomunicações e conectividade, com base em informações da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), desde a sua implementação no Brasil, o 5G obteve mais de 10,1 milhões de usuários em seus primeiros meses, superando a expectativa inicial. Como uma forma de manter os consumidores a par de toda a transformação, a Anatel disponibilizou um painel de acompanhamento para consultas acerca da rede 5G no Brasil.

Para explicar como funciona essa conexão e sobre as mudanças que serão ocasionadas tanto nas relações pessoais até os mais diversos setores da economia, Marcus Policarpo, especialista em rede de telecomunicações e gerente técnico em uma empresa provedora da tecnologia 5G, responde algumas perguntas:

O que é o 5G ou “quinta geração”?

Marcus: O 5G é a próxima evolução da tecnologia de comunicação móvel. É uma rede sem fio mais avançada, capaz de transmitir dados em altíssima velocidade, com menor latência (tempo de resposta) e maior capacidade de conexão simultânea. Em termos práticos, isso significa que será possível navegar na internet, assistir a vídeos em alta definição e utilizar aplicativos de forma simultânea de forma muito mais rápida e eficiente.

Quem pode utilizar essa tecnologia no Brasil?

Marcus: Não somente no Brasil, mas em todo o mundo o 5G poderá ser aplicada em diversos setores, impactando desde o consumidor final, como também a indústria, agricultura e pequenas e grandes empresas.

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Para o público em geral podemos citar como um exemplo prático, a implantação significativa da rede de internet em locais que não possuem uma rede residencial com  qualidade, que sofre com interferências constantes advindas de vandalismos, como furtos de cabos das operadoras. Para estes casos específicos poderá ser utilizado um modem adequado que receberá o sinal 5G diretamente da antena sem a necessidade de cabos, dessa forma beneficiando tanto os clientes como as empresas de telecomunicações.

Como as empresas podem ser impactadas por essa tecnologia?

Marcus: Em termos de aplicação no setor comercial, recentemente foi noticiado na mídia um teste realizado no hub de veículos (local onde ficam armazenados os veículos que serão exportados/importados) do Porto de Suape, em Pernambuco, utilizando a rede 5G em conjuntos com uma solução de vídeo analytics.

Essa automatização permite localizar e identificar os carros que estão sendo transportados, permitindo uma organização na disposição dos veículos, trazendo uma dinâmica maior em um ambiente portuário, onde o tempo e espaço são disputados. Além de agilidade e eficiência no controle das importações e exportações de carros.

Já se pode vislumbrar também melhorias significativas em todo o setor industrial, permitindo a implementação de processos de automação mais eficientes, como a utilização de robôs e sensores inteligentes, podendo resultar em maior produtividade, segurança e redução de custos nas fábricas e linhas de produção.

Quais os desafios estão sendo enfrentados para a implantação do 5G no mercado brasileiro?

Marcus: A implementação do 5G requer um investimento significativo na infraestrutura de telecomunicações, incluindo a instalação de novas antenas e novos equipamentos centrais, novos data centers, além da ampliação e modernização dos já existentes. Apesar do  desafio ser grande para as operadoras de telecomunicações, elas estão recebendo muito apoio dos seus fornecedores de infraestrutura. Outro ponto desafiador para o setor, é a necessidade de se instalar uma rede totalmente nova sem permitir a degradação dos serviços existentes das demais redes (2G, 3G e 4G).

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A disponibilidade do 5G também requer a alocação de frequências de espectro adequadas, mas segundo a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) em comunicado oficial em 23 de junho de 2023, a faixa de 3,5 GHz já está liberada em 1.610 municípios, nos quais vivem 66,4% da população.

Você pode nos dar alguns exemplos de como o 5G pode atuar em diferentes segmentos?

Marcus: Esta nova era, em termos tecnológicos, viabiliza a conexão de uma infinidade de dispositivos, criando uma rede inteligente e interconectada, o que possibilitará  a implantação da automação residencial, cidades inteligentes e agricultura de precisão. Também será possível realizar consultas médicas remotas de alta qualidade, com transmissão de imagens em tempo real, possibilitando diagnósticos mais precisos. Experiências de entretenimento, como jogos on-line, streaming de vídeo e realidade virtual, atingirão um novo patamar. A alta velocidade e a baixa latência permitirão uma interação mais fluida e imersiva.

O desenvolvimento de soluções de mobilidade inteligente, como carros conectados e autônomos, trará avanços em segurança viária, gestão de tráfego e eficiência energética, além de proporcionar uma experiência de viagem mais conectada e confortável.

Para finalizar, o que podemos esperar de um futuro com essa tecnologia?

Marcus: Com o estímulo à transformação digital, com velocidade ultra rápida, baixa latência e capacidade de conexão massiva, a adoção do 5G abre um caminho para uma variedade de aplicações, e pode impulsionar uma mudança em diferentes setores da economia, incluindo saúde, indústria, agricultura e transporte. Isso pode resultar em melhorias significativas na eficiência operacional, criação de novos modelos de negócios e desenvolvimento de soluções tecnológicas avançadas.

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AHF e OPAS anunciam colaboração para fortalecer a resposta ao HIV na América Latina

A colaboração terá como foco ampliar o acesso ao diagnóstico precoce do HIV, acelerar a retenção no tratamento das pessoas que vivem com HIV, fortalecer os serviços comunitários e a cooperação técnica entre os países, a fim de alcançar mais cedo as pessoas atualmente diagnosticadas tarde demais.

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A AIDS Healthcare Foundation (AHF), presente em 11 países da América Latina e do Caribe, e a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) anunciaram hoje um acordo de colaboração para ampliar o diagnóstico precoce do HIV e levar os testes mais perto das pessoas.

O acordo tem como objetivo eliminar as lacunas que ainda causam altos índices de mortalidade evitável relacionada ao HIV na região, fortalecendo não apenas o acesso ao diagnóstico, mas também o encaminhamento oportuno aos cuidados de saúde, o início precoce da terapia antirretroviral (TARV) e a permanência no tratamento.

O anúncio foi feito pela Dra. Adele Benzaken, diretora médica sênior global da AHF, durante sua apresentação “Testagem de HIV e retomada do cuidado na América Latina e no Caribe”, na sessão satélite organizada pela OPAS “A última milha rumo à eliminação: reduzindo a mortalidade por doença avançada pelo HIV” realizada como parte da Conferência AIDS 2026, no Rio de Janeiro, Brasil.

Essa sessão paralela tem como objetivo impulsionar ações coordenadas entre governos, comunidades, organizações internacionais, a comunidade acadêmica e parceiros estratégicos para avançar rumo à meta de zerar as mortes relacionadas à AIDS até 2030.

A colaboração entre a AHF e a OPAS tem como objetivo transformar evidências e recomendações existentes em intervenções concretas, alcançando as pessoas mais cedo e de maneira mais eficaz. O acordo abrange o fortalecimento de modelos de diagnóstico diferenciados e inovadores, incluindo estratégias de autoteste e serviços baseados em redes comunitárias; a melhoria do encaminhamento e da permanência no tratamento; a integração da prevenção e de outros serviços relacionados a infecções sexualmente transmissíveis; e a geração de evidências para identificar e ampliar as intervenções de maior impacto.

“Eliminar as disparidades que ainda persistem na resposta ao HIV exige muito mais do que dispor de ferramentas eficazes: precisamos garantir que elas cheguem às pessoas que delas necessitam, no momento certo e de maneiras que reflitam as realidades de cada país e comunidade”, afirmou a Dra. Adele Benzaken. “A colaboração entre a AHF e a OPAS representa uma oportunidade de combinar experiência em implementação, inovação e cooperação técnica sob uma perspectiva regional, acelerando, assim, nosso progresso rumo à eliminação do HIV nas Américas.”

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Um dos elementos centrais dessa colaboração é justamente sua perspectiva regional. Os países enfrentam desafios na resposta ao HIV, como a necessidade de ampliar o diagnóstico, garantir a continuidade do atendimento e alcançar populações que permanecem à margem dos serviços de saúde. O fortalecimento da coordenação e da colaboração regionais permite o compartilhamento de soluções, acelera o aprendizado entre os países, aproveita as capacidades existentes e adapta intervenções bem-sucedidas a diferentes contextos. Assim, a cooperação técnica e o intercâmbio regional podem fazer com que inovações e boas práticas transcendam as fronteiras nacionais e gerem maior impacto em toda a América Latina e no Caribe.

“Avançar rumo à eliminação do HIV exige um esforço coletivo e a implementação acelerada de intervenções que já demonstraram resultados, com as pessoas e as comunidades no centro da resposta”, afirmou a Dra. Mónica Alonso Gonzalez, chefe da Unidade de HIV/IST, Tuberculose, Hepatites Virais e Malária da OPAS. “A colaboração com a AHF ajudará a fortalecer estratégias voltadas à ampliação do diagnóstico precoce, à melhoria da continuidade do cuidado e à facilitação do intercâmbio de experiências, contribuindo para levar soluções eficazes em escala para toda a região.”

A parceria se baseia no reconhecimento de que, apesar dos avanços significativos na resposta ao HIV, o diagnóstico tardio, as interrupções no atendimento e as barreiras para alcançar e manter a supressão viral continuam contribuindo para a mortalidade evitável. A sessão da AIDS 2026, na qual o anúncio foi feito, concentra-se precisamente nessas lacunas e na necessidade de se fortalecer o diagnóstico precoce, o atendimento à doença em estágio avançado e o acesso a produtos e intervenções essenciais.

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A colaboração combinará a implementação de intervenções prioritárias em países selecionados com atividades regionais de cooperação técnica e de fortalecimento de capacidades. Essa abordagem tem por objetivo aproveitar a experiência acumulada em diferentes contextos nacionais e transformá-la em conhecimento compartilhado, de modo a contribuir para o fortalecimento da resposta ao HIV em toda a região.

Para a AHF, avançar rumo à eliminação da AIDS exige uma resposta que combine ação local, liderança nacional e uma coordenação regional mais forte. Trabalhar em conjunto com a OPAS ajuda a reduzir a fragmentação, conectar experiências e capacidades entre os países e acelerar a adoção de soluções que se mostraram eficazes.

Com esse novo acordo, a AHF e a OPAS reforçam sua colaboração para ajudar a construir uma resposta ao HIV mais acessível, equitativa, inovadora e centrada nas pessoas, reafirmando, ao mesmo tempo, o valor da cooperação regional como ferramenta fundamental para eliminar as lacunas que persistem na América Latina e no Caribe.

A AIDS Healthcare Foundation (AHF) é uma organização global sem fins lucrativos que oferece atendimento médico de ponta e apoio a mais de 3 milhões de pessoas em 50 países da África, Américas, Ásia/Pacífico e Europa. Atualmente, a AHF é a maior prestadora de atendimento médico para HIV/AIDS do mundo.

Para saber mais sobre a AHF, visite www.aidshealth.org, encontre-nos no Facebook em facebook.com/AHFcares, e siga-nos no Twitter e no Instagram: @aidshealthcare.

O texto no idioma original deste anúncio é a versão oficial autorizada. As traduções são fornecidas apenas como uma facilidade e devem se referir ao texto no idioma original, que é a única versão do texto que tem efeito legal.

Contato:

Assessoria de imprensa (AHF):

Sergio Lagarde Moguel

Diretor de Marketing e Relações Públicas,

AHF América Latina e Caribe

[email protected]

Fonte: BUSINESS WIRE

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