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RH sob pressão por resultados redefine papel do gestor

A cobrança por impacto direto nos números transforma a rotina das áreas de pessoas e leva empresas a buscar formação prática; especialistas apontam caminhos para conectar gestão de gente a desempenho de negócio.

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RH sob pressão por resultados redefine papel do gestor

A área de Recursos Humanos vive uma mudança de exigência. Atrair e reter talentos, formar líderes preparados e comprovar o efeito das ações de gestão de pessoas deixaram de ser metas internas e passaram a ser cobrados como resultado de negócio. O problema tem tamanho: segundo a pesquisa Engaja S/A 2025, conduzida pela Flash em parceria com a FGV EAESP, a combinação de rotatividade e presenteísmo provocada pelo desengajamento gera perdas estimadas em R$ 77 bilhões por ano no Brasil, ou seja, cerca de 0,66% do Produto Interno Bruto (PIB).

O mesmo estudo, que ouviu 5.397 profissionais de todas as regiões do país entre junho e agosto de 2025, mostra que o engajamento caiu ao menor nível da série histórica. Apenas 39% dos trabalhadores se dizem engajados, cinco pontos a menos que em 2024. O recuo mais acentuado veio justamente da liderança, especialmente entre executivos; o índice caiu de 72% para 65% em um ano, e a média gerência passou de 54% para 49%.

Esse deslocamento pressiona o profissional de RH a ocupar espaço nas decisões estratégicas. Sem dados que liguem suas ações ao desempenho da empresa, o setor perde influência e cresce a procura por formação aplicada, capaz de traduzir gestão de pessoas em indicadores percebidos pela alta liderança.

Para Áurea Santos, especialista em Desenvolvimento Humano e Organizacional, com mais de 25 anos de experiência, a virada já chegou ao dia a dia das equipes. "O gestor de hoje não é mais avaliado pela quantidade de iniciativas que lança, e sim pelo que essas iniciativas mudam no resultado. Liderança, retenção e desenvolvimento viraram conversa de diretoria, não só de RH", afirma a top LinkedIn RH Influencer América Latina.

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Ela observa que parte da dificuldade está na formação. "Falta ao profissional referência prática. Ele entende a teoria, mas trava na hora de mostrar, em número, o impacto do que faz. É aí que perde espaço na mesa de decisão", diz Áurea.

O movimento aparece em iniciativas de educação voltadas ao tema. Uma delas é a HR Lab, escola de conteúdos sob demanda idealizada por Rafael Giupponi, CEO da InCicle e porta-voz do RH Extraordinário, que reúne especialistas de liderança, recrutamento, cultura organizacional, performance e experiência do colaborador em aulas gravadas com acesso contínuo.

Para Giupponi, a explicação para esse tipo de iniciativa está na lacuna entre conhecimento e aplicação. "Existe uma demanda crescente por aprendizado aplicado. Os profissionais querem entender como especialistas enfrentam problemas reais, e não apenas absorver conceitos. O desafio é transformar esse conhecimento em prática que apareça no resultado", destaca.

A programação cobre os eixos que mais aparecem nesse novo cenário de cobrança: liderança, recrutamento e seleção, cultura organizacional, desenvolvimento humano, experiência do colaborador, gestão de carreira, treinamento e performance, sempre puxando o conteúdo para a aplicação no resultado.

No eixo de liderança, Marcela Freitas questiona o mito do gestor pronto e discute o desenvolvimento contínuo de líderes em "Líder pronto ou líder em construção?", enquanto Luana Silva aborda a evolução do papel da liderança do operacional ao estratégico em "Como o RH desenvolve líderes que sustentam o negócio". Idealizador da escola, Rafael Giupponi também integra a grade com reflexões sobre formação de líderes capazes de sustentar cultura e resultado.

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Em recrutamento e seleção, Adrianne Levy mostra, em "Recrutamento de Influência", como a área pode ampliar sua atuação e ocupar espaços mais executivos. Milena Mendonça trata da seleção de posições estratégicas com foco em reduzir erros de contratação e elevar a assertividade dos processos, um dos temas que conversa diretamente com o custo do turnover. Já Jéssica Maidana orienta empresas em crescimento sobre como estruturar a área de pessoas em "Implantação de RH".

A cultura organizacional aparece com Pollyana Brasil em "O algoritmo invisível que guia a sua empresa", sobre os padrões implícitos que moldam o comportamento das equipes. O bloco de desenvolvimento humano reúne Janaina Gomes, que discute como conectar treinamento aos objetivos do negócio em "T&D Estratégico", e Daniela Scherer, dedicada à mobilidade e ao crescimento dentro da própria empresa em "Carreira Interna".

A grade ainda contempla carreiras femininas em RH, com Priscilla Couto em "Invisibilidade ao reconhecimento", gamificação aplicada ao desenvolvimento de pessoas, com Juliana Chíxaro, experiência do colaborador como estratégia de negócio, com Débora Andrade, a atuação global do profissional de RH, com Bel Freitas, e os desafios da NR-1 e da avaliação de riscos psicossociais, com Silvino Santos, pauta reforçada pela atualização da norma, que passou a exigir das empresas o mapeamento e a gestão desses riscos no ambiente de trabalho.

Para Giupponi, o futuro da área será definido pela capacidade de integrar pessoas, estratégia e resultado. "Quem conseguir conectar comportamento humano e desempenho terá mais espaço nas decisões. O RH que só descreve o problema perde para o que entrega solução medível", conclui.

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DNVB Brands transforma importação da China em marca própria

À frente da DNVB Brands, Bruno Homero desenvolve ecossistema que reúne educação, sourcing internacional, missões à China e operação de marcas próprias para empresários brasileiros

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DNVB Brands transforma importação da China em marca própria

O Brasil importou US$ 70,9 bilhões em produtos chineses em 2025, alta de 11,5% em relação ao ano anterior, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. O volume crescente, no entanto, não tem se convertido em diferenciação para a maioria dos pequenos e médios empresários: sem estratégia de marca, boa parte segue revendendo produtos genéricos e disputando preço com concorrentes que acessam os mesmos fornecedores. Para mudar esse quadro, Bruno Homero fundou a DNVB Brands, ecossistema que combina formação empresarial, curadoria de fornecedores, desenvolvimento de produtos, importação, operação comercial e construção de marcas próprias.

"Importar por importar não constrói valor. O que transforma um negócio é usar a importação como ferramenta para criar marca, posicionamento e diferenciação no mercado", afirma Homero.

Segundo o especialista, o erro mais comum entre empresários é ver a China apenas como um lugar para comprar mais barato. O verdadeiro diferencial, defende, está em transformar a importação em alavanca para desenvolver produtos, criar identidade própria e construir um ativo de marca. A marca própria tira o empresário da guerra de preço, reduz a dependência de fornecedores tradicionais, amplia o controle sobre produto e posicionamento e fortalece a percepção de valor diante do consumidor.

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Na frente educacional, a Marca Própria Academy (MPA) capacita empresários que querem criar ou acelerar suas marcas próprias com mais clareza estratégica. A mentoria aborda escolha de produto, validação, posicionamento, fornecedores, importação, canais de venda, marketing, métricas e crescimento empresarial.

Já a Missão Importação China (MIC) leva empresários brasileiros aos principais centros de fornecedores do mundo, com imersão em feiras, mercados, fábricas e polos comerciais. A proposta é dar ao empresário uma visão real do processo de importação, do desenvolvimento de produto e da construção de relacionamento com fornecedores internacionais.

Além da formação e das missões empresariais, a DNVB Brands atua com Sourcing Internacional, apoiando empresários no desenvolvimento de fornecedores, produtos e operações de importação. O trabalho envolve pesquisa, curadoria, negociação, amostras, personalização e apoio na conexão entre fornecedores internacionais e empresários brasileiros, com foco em evitar erros como escolha inadequada de fornecedores, falta de validação de produto e ausência de negociação técnica.

A autoridade do modelo se sustenta também na operação das marcas próprias do grupo. A Born Active é uma marca de equipamentos fitness para treino em casa, com esteiras compactas, bicicletas ergométricas e equipamentos para treino indoor. Já a Bralo Atacadista é a frente B2B do grupo, dedicada à importação e distribuição de produtos para utilidades domésticas, pet, limpeza e utensílios de cozinha. As duas marcas funcionam como laboratórios reais da metodologia: escolher produtos com potencial, desenvolver posicionamento, importar com estratégia e construir canais de venda no Brasil.

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"O empresário brasileiro não precisa mais aprender errando sozinho. Nosso trabalho é encurtar esse caminho, conectando experiência prática, método, fornecedores certos e visão de marca própria", conclui Homero.

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