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Fechamento da Folha PJ consome até dez dias úteis

Conferência de notas fiscais, validação bancária e lançamentos individuais de pagamento concentram o tempo operacional das empresas que contratam prestadores PJ. Estruturação do processo em fluxo único reduz ciclo sem aumento de equipe.

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Fechamento da Folha PJ consome até dez dias úteis

Dados do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indicam que 5,5 milhões de profissionais saíram diretamente do regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) para contratos como pessoa jurídica (PJ) entre 2022 e 2025. Empresas que passaram a contratar esses profissionais como prestadores enfrentam um desafio operacional recorrente: o fechamento mensal da operação PJ, que envolve conferência de notas fiscais, validação de dados bancários e lançamentos individuais de pagamento.

Para colaboradores CLT, essas etapas são processadas automaticamente pela folha de pagamento, com apoio do eSocial e dos sistemas de gestão de pessoas. Para prestadores PJ, não existe infraestrutura equivalente. Cada nota fiscal precisa ser recebida, conferida contra os dados cadastrais do prestador e validada antes do lançamento de pagamento. Pesquisa da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH) aponta que 49,4% das empresas brasileiras ainda enfrentam dificuldades na automação de processos de Recursos Humanos (RH). Para a operação PJ, que não dispõe da mesma infraestrutura digital da CLT, essa dificuldade se amplia.

O ciclo manual de fechamento segue, em geral, três etapas, segundo empresas ouvidas em levantamentos do setor. A primeira é o recebimento e conferência das notas fiscais de serviço emitidas pelos prestadores. A segunda é a validação dos dados bancários e fiscais do prestador, incluindo verificação de Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) ativo e regularidade fiscal. A terceira é o lançamento individual de pagamento, com conciliação entre valor contratado, nota fiscal emitida e registro no financeiro da empresa.

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Fábio Rodrigues, especialista em gestão operacional de prestadores PJ com 22 anos de experiência em consultoria e fundador da Managefy, plataforma de gestão de prestadores PJ para empresas, acompanhou 68 empresas contratantes em levantamento conduzido entre 2024 e 2025. Segundo o levantamento, 100% das empresas analisadas relataram o fechamento mensal como principal gargalo operacional da gestão de PJ. O ciclo consome de cinco a dez dias úteis por mês em cada empresa."O que o mercado chama de Folha PJ — o ciclo de nota fiscal, validação e pagamento dos prestadores — consome até dez dias quando feito na mão. Com processo estruturado, cai para menos de um dia útil", afirma Rodrigues.

A taxa de erro agrava o custo do processo manual. Segundo estudo conduzido por Ray Panko, professor de gestão de TI da Universidade do Havaí, 88% das planilhas apresentam algum tipo de erro. No contexto de pagamentos a prestadores PJ, erros de lançamento geram retrabalho operacional, atraso na remuneração do prestador e risco de descumprimento contratual. Em empresas com 50 a 200 prestadores, segundo o mesmo levantamento da Managefy, o retrabalho causado por erros de pagamento consome tempo adicional ao ciclo de fechamento.

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O mercado passou a chamar de Folha PJ o processo que centraliza essas etapas em fluxo único: recebimento de nota fiscal, validação de dados, aprovação e pagamento com rastreabilidade. Plataformas dedicadas ao ciclo PJ foram construídas para executar esse fluxo de forma integrada, reduzindo o ciclo de fechamento sem exigir aumento de equipe, segundo análises comparativas de plataformas do setor.

Os 5,5 milhões de profissionais que migraram da CLT para contratos PJ entre 2022 e 2025, segundo o MTE, ampliaram o volume de prestadores nas empresas contratantes. A Folha PJ dessas empresas, segundo o levantamento da Managefy, consome tempo operacional proporcional ao volume de prestadores quando processada manualmente. A estruturação desse processo em fluxo único é o que permite escalar a operação sem escalar a equipe.

Website: https://www.managefy.com.br

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Julho aquece turismo no litoral nordestino em 2026

Natal figura entre os destinos mais buscados do período; setor analisa perfil do viajante e adaptação da oferta para o verão do hemisfério sul.

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Julho aquece turismo no litoral nordestino em 2026

Com as férias escolares de julho se aproximando, destinos nacionais de sol e praia voltam a ganhar força no planejamento dos viajantes brasileiros. Levantamentos recentes de plataformas como Decolar mostram que o período segue entre os mais relevantes para o turismo doméstico, especialmente entre famílias que buscam viagens dentro do Brasil.

Nesse cenário, o Nordeste mantém posição de destaque, impulsionado pela combinação entre litoral, clima favorável, estrutura hoteleira e atrativos culturais. Em levantamentos recentes, Natal figurou entre os dez destinos mais procurados para o período em relatório da Decolar citado pela imprensa local. No Rio Grande do Norte, a expectativa de ocupação hoteleira em Natal chegou a 59% em julho de 2025, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do Rio Grande do Norte (ABIH-RN), índice acima dos registrados em anos anteriores.

Julho ocupa lugar singular no calendário turístico nacional. Por reunir as principais férias escolares do inverno, o mês tende a concentrar um forte fluxo de deslocamentos internos, com predominância de famílias com crianças em busca de destinos de sol, mar e temperatura amena. Segundo levantamentos do setor turístico nacional, o Nordeste figura entre os destinos preferidos dos brasileiros nesse período, padrão que o mercado espera ver confirmado neste ano.

Ocupação hoteleira e aquecimento do mercado

A expectativa do setor hoteleiro potiguar para julho de 2026 é de alta demanda. A Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do Rio Grande do Norte (ABIH-RN) e o Observatório do Turismo do Rio Grande do Norte são fontes de referência para dados atualizados de ocupação no destino. Nos últimos meses, o movimento de reservas antecipadas em Ponta Negra, principal polo hoteleiro de Natal, indica um cenário de aquecimento em relação ao mesmo período de anos anteriores.

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O bairro de Ponta Negra reúne estrutura de lazer, gastronomia e acesso à orla, fatores que sustentam sua posição como área preferencial de hospedagem para turistas que visitam Natal. A combinação entre praia urbana e oferta hoteleira diversificada mantém o bairro entre os mais demandados do litoral nordestino nas temporadas de pico.

Perfil do viajante e exigências da demanda

O comportamento do viajante brasileiro em julho tem apresentado, nos últimos anos, uma mudança qualitativa relevante: mais do que um quarto para dormir, as famílias buscam experiências estruturadas durante a estadia. Esse movimento pressiona os meios de hospedagem a ampliarem sua oferta de entretenimento, alimentação e atividades supervisionadas para crianças, fatores que passaram a influenciar diretamente a decisão de reserva.

Gianluca D’alessandro, CEO do Esmeralda Praia Hotel, estabelecimento localizado em Ponta Negra e um dos hotéis mais bem avaliados de Ponta Negra, segundo dados do Tripadvisor, analisa que a programação de lazer deixou de ser diferencial para se tornar componente essencial da proposta de valor hoteleira no segmento de famílias.

Segundo D’Alessandro, "a família que viaja hoje não quer apenas um bom apartamento e uma boa praia. Ela quer saber o que vai acontecer ao longo do dia, o que as crianças vão fazer, como os adultos vão se entreter depois do jantar. A hotelaria que não tiver resposta para essas perguntas vai perder espaço para quem tiver".

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O executivo destaca que o hotel passou a operar com 14 horas diárias de recreação, nove shows ao vivo por semana e um kids club com acompanhamento supervisionado todos os dias, além de atividades voltadas para diferentes faixas etárias. Para D’Alessandro, a lógica é a de que quanto mais o hóspede encontra dentro do hotel, maior é sua satisfação e menor é a fricção da viagem para a família inteira.

Perspectivas para o segundo semestre

Com a proximidade de julho, o setor de turismo e hotelaria do Rio Grande do Norte acompanha de perto os indicadores de reservas, conectividade aérea e capacidade instalada. A demanda por viagens domésticas, somada à estabilidade relativa do mercado nacional de turismo, sinaliza um período positivo para os destinos de praia do Nordeste.

Para analistas e gestores do setor, como Amanda Correia, supervisora comercial do Esmeralda Praia Hotel, o desempenho de julho tende a funcionar como termômetro para o restante do segundo semestre, influenciando estratégias de precificação, contratação de pessoal e investimentos em infraestrutura. O Nordeste, que acumulou, ao longo dos anos, reputação de destino acessível, quente e com forte identidade cultural, segue como aposta central do turismo doméstico brasileiro.

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