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Endolaser avança na cirurgia plástica reparadora

Segundo a revisão sistemática, que analisou 23 pesquisas sobre o tema, o endolaser de diodo 1470 nm mostrou potencial para aplicações em regiões como papada, abdômen, braços e coxas, além de procedimentos faciais e tratamento de algumas condições dermatológicas.

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Endolaser avança na cirurgia plástica reparadora

O uso do endolaser tem despertado interesse crescente na cirurgia plástica devido ao potencial de aplicação em procedimentos minimamente invasivos. De acordo com o estudo The Endo-lift Laser (Intralesional 1470 nm Diode Laser) for Dermatological Aesthetic Conditions: A Systematic Review, publicado em 2024, a tecnologia apresentou resultados promissores em diferentes indicações estéticas, incluindo retração da pele, remodelação corporal e redução de tecido adiposo, além de demonstrar perfil de segurança favorável nos estudos avaliados.

Segundo a revisão sistemática, que analisou 23 pesquisas sobre o tema, o endolaser de diodo 1470 nm mostrou potencial para aplicações em regiões como papada, abdômen, braços e coxas, além de procedimentos faciais e tratamento de algumas condições dermatológicas. Os autores ressaltam, entretanto, que ainda são necessários estudos clínicos com grupos de controle e amostras maiores para fortalecer o nível de evidência científica. Nesse cenário, profissionais da cirurgia plástica vêm estudando novas possibilidades de aplicação da tecnologia em diferentes contextos clínicos, incluindo procedimentos de retirada de metacril e outros materiais permanentes.

Entre esses profissionais está o cirurgião plástico e especialista em remoção de PMMA, Dr. Fernando Zeraik, que relata ter desenvolvido uma abordagem voltada à remoção de PMMA, Metacril e outros materiais previamente implantados na região glútea. Segundo o especialista, a proposta surgiu a partir da observação de um número crescente de pacientes que necessitavam realizar a retirada desses materiais, mas demonstravam receio das cicatrizes normalmente associadas aos procedimentos convencionais.

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Para o Dr. Fernando Zeraik, muitas pacientes deixam de buscar tratamento justamente pela preocupação com o aspecto estético das incisões. Segundo ele, ao longo da prática em cirurgia plástica reparadora foi possível identificar que o receio das cicatrizes representa uma das principais barreiras para quem necessita remover PMMA, Metacril ou outros materiais da região glútea. Diante desse cenário, o médico afirma ter desenvolvido uma técnica que associa endolaser e aspiração com o objetivo de auxiliar o tratamento desses casos, buscando reduzir o impacto estético das incisões e oferecer uma alternativa alinhada às expectativas das pacientes.

De acordo com o especialista, a técnica foi inspirada em conceitos já descritos para a retirada de materiais aloplásticos em outras regiões do corpo, especialmente na face, sendo posteriormente adaptada às características anatômicas da região glútea. Segundo o médico, em casos selecionados, essa abordagem pode ser associada às técnicas tradicionais de retirada em bloco, permitindo modificações estratégicas no posicionamento das incisões para áreas menos aparentes, localizadas abaixo e internamente no glúteo.

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Embora a revisão sistemática publicada em 2024 não tenha avaliado especificamente procedimentos para remoção de PMMA na região glútea, o estudo reforça o potencial terapêutico e estético do endolaser em diferentes aplicações médicas. Especialistas apontam que a incorporação de tecnologias já estudadas em novas abordagens cirúrgicas tende a impulsionar o desenvolvimento de técnicas voltadas a desafios específicos da cirurgia plástica reparadora, desde que respeitados critérios de segurança, indicação clínica e individualização do tratamento.

Segundo o Dr. Fernando Zeraik, a proposta da técnica não é substituir as abordagens cirúrgicas já consolidadas, mas ampliar as possibilidades de planejamento para pacientes criteriosamente selecionados. "Nosso objetivo foi desenvolver uma alternativa baseada em conceitos científicos já existentes, associando tecnologia, planejamento cirúrgico e experiência prática para oferecer uma abordagem que considere não apenas a remoção do PMMA ou de outros materiais, mas também a qualidade do resultado estético final e a individualidade de cada paciente", conclui.

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Investimentos em saneamento atingem R$ 33,3 bilhões em 2025

Em 2025, os investimentos em infraestrutura de saneamento no Brasil totalizaram R$ 33,3 bilhões, representando crescimento real de 11% em relação a 2024, segundo o Radar ASFAMAS elaborado pela Associação Brasileira dos Fabricantes de Materiais para Saneamento em parceria com a Ex‑Ante Consultoria Econômica. O levantamento indica que o setor ainda precisa alcançar R$ 50 bilhões anuais para cumprir a meta de universalização

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Investimentos em saneamento atingem R$ 33,3 bilhões em 2025

Os investimentos em infraestrutura de saneamento no Brasil alcançaram R$ 33,3 bilhões em 2025, crescimento real de 11% em relação ao ano anterior. Seis anos após a aprovação do Novo Marco Legal do Saneamento, os indicadores mostram que o setor ganhou tração, mas ainda precisará superar a marca de R$ 50 bilhões anuais para cumprir as metas de universalização dos serviços de água e esgoto até 2033. Os dados são do Radar ASFAMAS da Indústria do Saneamento, publicação desenvolvida pela Associação Brasileira dos Fabricantes de Materiais para Saneamento (ASFAMAS) em parceria com a Ex-Ante Consultoria Econômica.

Na avaliação da ASFAMAS, os números confirmam que o Novo Marco Legal do Saneamento cumpriu papel decisivo ao criar um ambiente mais favorável aos investimentos e impulsionar a expansão da infraestrutura. Os avanços registrados desde a aprovação da legislação demonstram que o caminho adotado vem produzindo resultados concretos. Agora, o desafio é manter esse ciclo de crescimento em ritmo compatível com a universalização dos serviços.

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"Os números mostram que o Novo Marco Legal do Saneamento produziu resultados concretos. Os investimentos cresceram, novos projetos foram estruturados e o setor ganhou capacidade de expansão. Esse avanço precisa ser preservado e ampliado para que o Brasil consiga universalizar os serviços dentro do prazo estabelecido", afirma Edson Silveira Sobrinho, diretor de Relações Institucionais e Governamentais da ASFAMAS.

O levantamento também mostra que esse movimento tem impacto direto sobre a indústria nacional. Em 2025, o setor de materiais para saneamento movimentou R$ 27,6 bilhões em faturamento e manteve cerca de 59,1 mil empregos, reforçando seu papel estratégico para a expansão da infraestrutura brasileira. Ao mesmo tempo, o crescimento nominal de 0,8% no faturamento, abaixo da inflação, indica que a demanda ainda pode evoluir à medida que os investimentos avancem em maior escala.

Para a ASFAMAS, investir em saneamento significa também fortalecer a indústria nacional, ampliar a geração de empregos, estimular a inovação e movimentar uma cadeia produtiva responsável pelo fornecimento de tubos, conexões, válvulas, reservatórios, louças sanitárias e outros componentes essenciais para as obras de abastecimento de água e esgotamento sanitário.

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Com menos de oito anos até o prazo estabelecido para a universalização, a entidade entende que o foco da agenda do saneamento deve estar na execução dos investimentos. Preservar a segurança jurídica, ampliar a capacidade de financiamento, reduzir entraves que retardam a implantação dos empreendimentos e garantir previsibilidade aos investimentos de longo prazo são fatores considerados essenciais para que o país acelere a expansão da infraestrutura.

"O momento não é de revisar as regras que permitiram essa evolução, mas de garantir que elas continuem produzindo resultados. O país precisa acelerar a execução dos investimentos, ampliar a capacidade de financiamento e criar condições para que os projetos avancem com mais agilidade. É isso que permitirá transformar investimentos em obras e obras em saneamento para milhões de brasileiros", conclui Edson.

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