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TCU alerta para falta de profissionais que sustentam serviço

O Tribunal de Contas da União (TCU) alertou para a dificuldade do governo federal em contratar e reter especialistas em tecnologia da informação, especialmente na carreira de Analista em TI (ATI). Essa situação pode comprometer serviços digitais usados por milhões de brasileiros, como Gov.br, Meu INSS e Carteira Digital de Trânsito. Conteudo revisado com foco editorial. Conteudo revisado com foco editorial.

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TCU alerta para falta de profissionais que sustentam serviço

Quem acessa o Gov.br, consulta benefícios pelo Meu INSS ou utiliza a Carteira Digital de Trânsito raramente pensa nos profissionais responsáveis por desenvolver, evoluir e garantir o funcionamento desses serviços. Mas uma decisão do Tribunal de Contas da União (TCU), publicada nesta quarta-feira (18), acendeu um alerta: o governo federal enfrenta dificuldades para atrair e reter especialistas em tecnologia da informação responsáveis pela sustentação da infraestrutura digital do Estado.

No âmbito do processo TC 007.353/2024-3, o TCU recomendou ao Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), por meio da Secretaria de Gestão de Pessoas (SGP), e à Secretaria de Governo Digital (SGD), a adoção de medidas para aumentar a atratividade da carreira de Analista em Tecnologia da Informação (ATI), considerada estratégica para a transformação digital do país.

Os Analistas em Tecnologia da Informação atuam em mais de 250 órgãos federais e são responsáveis pelo desenvolvimento de sistemas, segurança da informação, integração e governança de dados, fiscalização de contratos de tecnologia, além de contribuírem para a formulação e implementação de políticas públicas relacionadas à transformação digital e ao governo digital.

São esses profissionais que ajudam a manter e evoluir serviços amplamente utilizados pela população, como Gov.br, Meu INSS, Carteira Digital de Trânsito, plataformas de benefícios sociais e diversos sistemas que dão suporte às políticas públicas em áreas como saúde, educação, segurança e arrecadação.

A preocupação do tribunal é reforçada por dados do próprio governo. No Concurso Público Nacional Unificado (CPNU), foram aprovados e chamados 1.151 candidatos para a carreira de Analista em Tecnologia da Informação (ATI). O processo esgotou todo o cadastro reserva disponível, mas, apesar da autorização inicial para o preenchimento de 600 vagas, a expectativa é que apenas cerca de 420 profissionais permaneçam ao final das convocações, o que representa uma desistência de aproximadamente 63% dos candidatos chamados.

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O cenário evidencia a dificuldade do governo federal não apenas em atrair novos profissionais, mas também em efetivar a permanência dos especialistas que chegam ao serviço público.

Estudos técnicos do Ministério da Gestão apontam que uma das principais causas da baixa atratividade da carreira é a diferença salarial em relação ao mercado privado e a outras carreiras públicas com atribuições semelhantes. A perda de profissionais ocorre não apenas para empresas de tecnologia, bancos digitais, consultorias e multinacionais do setor, mas também para outras carreiras do próprio serviço público federal.

O alerta ocorre em um momento em que o governo amplia investimentos em inteligência artificial, computação em nuvem, segurança cibernética e digitalização de serviços públicos. Segundo documentos analisados pelo TCU, diversos órgãos relatam equipes reduzidas, sobrecarga de trabalho e dificuldades para executar projetos considerados estratégicos.

Na avaliação do TCU, as medidas adotadas até agora não foram suficientes para resolver o problema. Mesmo com novos concursos e mudanças na estrutura da carreira, o governo segue sem conseguir preencher todas as vagas e reter parte dos especialistas que ingressam no serviço público.

O alerta do tribunal vai além de uma discussão sobre remuneração. O que está em jogo é a capacidade do Estado de manter o conhecimento técnico necessário para gerir infraestruturas digitais, formular políticas públicas de transformação digital e garantir a continuidade de serviços essenciais relacionados a benefícios sociais, arrecadação tributária, saúde, educação e segurança.

Para o presidente da Associação Nacional dos Analistas em Tecnologia da Informação (ANATI), Luiz Alexandre, a decisão do TCU confirma uma preocupação antiga da categoria.

"Apesar das decisões e do reconhecimento da necessidade de fortalecimento do quadro de servidores, a formulação de políticas públicas raramente ocorre apenas a partir de relatórios técnicos. O Estado se movimenta diante de necessidades urgentes e decisões políticas. A conclusão do acórdão emitido pelo TCU evidencia uma inércia burocrática e perigosa: o Estado reconhece o risco de um apagão na área de tecnologia da informação, mas permanece limitado pelos obstáculos orçamentários. Apesar do alerta, esta é uma oportunidade para transformar esse diagnóstico em uma ferramenta de cobrança política. Caso contrário, o governo continuará assistindo à fuga de talentos e ao risco de comprometimento dos serviços digitais", afirma.

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Além de manter plataformas essenciais para a população, os profissionais da carreira também contribuem para a eficiência do gasto público. Em 2025, revisões técnicas realizadas em grandes contratações de tecnologia permitiram uma economia de R$ 831 milhões aos cofres públicos, resultado obtido a partir de ajustes em processos que somavam mais de R$ 5 bilhões em investimentos previstos.

Dados do Portal da Transparência, atualizados até abril de 2026, mostram ainda que, dos 170 servidores que tomaram posse em 2025, 163 permanecem em exercício. Embora o número represente a situação registrada até aquele período, os dados de desligamentos e movimentações continuam sendo atualizados, e a diferença entre o total de ingressantes e o número de servidores em atividade tende a se ampliar ao longo dos meses. As informações também são acompanhadas pelo painel ConectATI, da ANATI.

Ao determinar o monitoramento das ações do Ministério da Gestão, por meio da Secretaria de Gestão de Pessoas, e da Secretaria de Governo Digital, o tribunal deixa uma mensagem clara: a transformação digital do Brasil não depende apenas de inteligência artificial, softwares ou novas plataformas. Ela depende, principalmente, de profissionais qualificados, capazes de desenvolver, proteger, formular estratégias e manter funcionando os sistemas que sustentam os serviços públicos digitais.

Assessoria de Imprensa ANATI – Vanessa 61 99330-2147

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DNVB Brands transforma importação da China em marca própria

À frente da DNVB Brands, Bruno Homero desenvolve ecossistema que reúne educação, sourcing internacional, missões à China e operação de marcas próprias para empresários brasileiros

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DNVB Brands transforma importação da China em marca própria

O Brasil importou US$ 70,9 bilhões em produtos chineses em 2025, alta de 11,5% em relação ao ano anterior, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. O volume crescente, no entanto, não tem se convertido em diferenciação para a maioria dos pequenos e médios empresários: sem estratégia de marca, boa parte segue revendendo produtos genéricos e disputando preço com concorrentes que acessam os mesmos fornecedores. Para mudar esse quadro, Bruno Homero fundou a DNVB Brands, ecossistema que combina formação empresarial, curadoria de fornecedores, desenvolvimento de produtos, importação, operação comercial e construção de marcas próprias.

"Importar por importar não constrói valor. O que transforma um negócio é usar a importação como ferramenta para criar marca, posicionamento e diferenciação no mercado", afirma Homero.

Segundo o especialista, o erro mais comum entre empresários é ver a China apenas como um lugar para comprar mais barato. O verdadeiro diferencial, defende, está em transformar a importação em alavanca para desenvolver produtos, criar identidade própria e construir um ativo de marca. A marca própria tira o empresário da guerra de preço, reduz a dependência de fornecedores tradicionais, amplia o controle sobre produto e posicionamento e fortalece a percepção de valor diante do consumidor.

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Na frente educacional, a Marca Própria Academy (MPA) capacita empresários que querem criar ou acelerar suas marcas próprias com mais clareza estratégica. A mentoria aborda escolha de produto, validação, posicionamento, fornecedores, importação, canais de venda, marketing, métricas e crescimento empresarial.

Já a Missão Importação China (MIC) leva empresários brasileiros aos principais centros de fornecedores do mundo, com imersão em feiras, mercados, fábricas e polos comerciais. A proposta é dar ao empresário uma visão real do processo de importação, do desenvolvimento de produto e da construção de relacionamento com fornecedores internacionais.

Além da formação e das missões empresariais, a DNVB Brands atua com Sourcing Internacional, apoiando empresários no desenvolvimento de fornecedores, produtos e operações de importação. O trabalho envolve pesquisa, curadoria, negociação, amostras, personalização e apoio na conexão entre fornecedores internacionais e empresários brasileiros, com foco em evitar erros como escolha inadequada de fornecedores, falta de validação de produto e ausência de negociação técnica.

A autoridade do modelo se sustenta também na operação das marcas próprias do grupo. A Born Active é uma marca de equipamentos fitness para treino em casa, com esteiras compactas, bicicletas ergométricas e equipamentos para treino indoor. Já a Bralo Atacadista é a frente B2B do grupo, dedicada à importação e distribuição de produtos para utilidades domésticas, pet, limpeza e utensílios de cozinha. As duas marcas funcionam como laboratórios reais da metodologia: escolher produtos com potencial, desenvolver posicionamento, importar com estratégia e construir canais de venda no Brasil.

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"O empresário brasileiro não precisa mais aprender errando sozinho. Nosso trabalho é encurtar esse caminho, conectando experiência prática, método, fornecedores certos e visão de marca própria", conclui Homero.

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