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Protocolo Zero Trust amplia segurança contra deepfakes

Manipulação de voz por inteligência artificial reforça a necessidade de estratégias para garantir autenticidade em eventos com transmissão ao vivo, afirma José de Souza Junior, advogado e professor especialista em cibersegurança e diretor jurídico do Grupo RG Evento

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Protocolo Zero Trust amplia segurança contra deepfakes

As transmissões ao vivo deixaram de ser apenas operações audiovisuais e passaram a ocupar um papel crítico na segurança digital de instituições públicas e privadas. Em eventos híbridos e corporativos, em que estão presentes autoridades, executivos, investidores e informações sensíveis, o risco de fraude ganhou novas dimensões. A manipulação de voz por inteligência artificial, conhecida como deepfake, já é considerada uma ameaça real em 2026, capaz de comprometer reputações e gerar crises em tempo real.

Segundo levantamento da Sumsub divulgado pelo TecMundo, as fraudes com deepfake cresceram 126% no Brasil nos últimos dois anos, tornando o país responsável por quase 39% dos ataques na América Latina. Embora o número seja alarmante, o Brasil lidera na taxa de detecção de fraudes em comparação com Colômbia, Argentina e Chile.

Nos Estados Unidos, uma pesquisa conduzida pela empresa de segurança McAfee registrou aumento de 1.740% no volume de deepfakes usados em golpes desde 2024. O estudo mostra ainda que cerca de 22% dos entrevistados admitiram ter sido enganados em algum momento por conteúdos manipulados.

Nesse contexto, protocolos de segurança Zero Trust estão se consolidando como referência ao permitir que eventos sejam monitorados em tempo real com validação de acessos e detecção de comportamentos anômalos. José de Souza Junior, advogado e professor especialista em cibersegurança e diretor jurídico do Grupo RG Evento, explica que o modelo parte de uma premissa simples: ninguém e nenhum dispositivo deve ser considerado confiável automaticamente.

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"Nenhuma ferramenta isolada resolve o problema. Para mitigar riscos de deepfake em transmissões ao vivo, as soluções precisam combinar tecnologia e governança, como autenticação multifator para equipes técnicas, credenciais individuais e não compartilhadas, acesso por perfil de função, segmentação de rede, validação de dispositivos, controle dos links de transmissão, proteção das chaves de streaming, registro de logs, monitoramento contínuo e plano de resposta a incidentes", alerta.

De acordo com o especialista José de Souza Junior, o risco de invasão por meio da simulação de voz gerada por IA deixou de ser apenas uma hipótese. "Um conteúdo falso, uma fala manipulada ou uma inserção indevida pode circular antes que a organização consiga checar, responder e controlar o dano. Por isso, a segurança em eventos híbridos não pode mais ser tratada como item acessório. Ela precisa fazer parte da arquitetura do evento desde o planejamento", afirma.

No campo eleitoral, Junior ressalta que o TSE já começou a tomar medidas contra fraudes. Recentemente, o órgão aprovou uma resolução que proíbe a publicação, republicação ou impulsionamento de conteúdos produzidos ou alterados por inteligência artificial nas 72 horas que antecedem o pleito e nas 24 horas posteriores ao seu encerramento. A medida reflete a preocupação institucional com o impacto da manipulação digital na confiança pública.

Entre os principais riscos apontados pelo especialista estão o reputacional, quando um áudio falso atribuído a uma autoridade compromete a credibilidade de uma instituição; o operacional, quando um deepfake induz equipes a seguirem orientações falsas; e o jurídico, já que, sem registros técnicos, a organização pode ter dificuldade em comprovar que foi vítima de fraude.

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"O risco não está apenas na tecnologia em si, mas no uso estratégico dela. O deepfake não precisa enganar para sempre; basta agir por tempo suficiente para gerar dúvida, pânico, rejeição ou decisão precipitada", exemplifica.

Um levantamento da Fortune Business Insights estima que o mercado global de segurança Zero Trust ultrapasse faturamento de US$ 49 bilhões em 2026, com projeções de atingir US$ 148,68 bilhões até 2034. O crescimento reflete a necessidade crescente de proteger ambientes digitais diante da sofisticação das fraudes habilitadas por inteligência artificial.

Diante desse panorama, José de Souza Junior destaca que uma empresa especializada é capaz de atuar em todas as fases de um evento. "Antes, ela realiza análise de risco, mapeamento da infraestrutura e testes de vulnerabilidade. Durante, acompanha em tempo real a estabilidade da transmissão, identifica acessos suspeitos e monitora redes sociais para detectar conteúdos manipulados. Depois, entrega relatórios técnicos, evidências e recomendações de melhoria."

"No entanto, não basta apenas ter um detector de deepfake. É preciso protocolo, governança, cadeia de custódia e resposta rápida. Em eventos de alta exposição, a segurança deve funcionar como uma sala de situação digital: identificar rapidamente, classificar o risco, preservar a prova e comunicar com precisão antes que a fraude domine a narrativa", conclui o especialista.

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Gestão redefine papel do chef na gastronomia

Chef Internacional Thiago Duwe explica que operações de grande porte exigem técnica, liderança e planejamento, além da cozinha

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Gestão redefine papel do chef na gastronomia

O setor de restaurantes no Brasil vive um ciclo de crescimento acelerado e consistente. Segundo dados da Associação Nacional de Restaurantes (ANR), em abril de 2026 o segmento registrou alta nominal de 15% em relação ao mesmo mês de 2025, alcançando um mercado de R$ 261 bilhões nos últimos 12 meses. O desempenho confirma a relevância da gastronomia como parte essencial da economia nacional, representando 8,5% do varejo total.

Apesar da expansão, um estudo realizado pelo Sebrae e Abrasel revela desafios estruturais: apenas 53,1% dos empreendedores utilizam fichas técnicas para padronizar pratos, e menos de 10% possuem programas permanentes de treinamento de equipe. Esses indicadores evidenciam a relevância de chefs com experiência em gestão e liderança para garantir qualidade e produtividade em operações de grande porte.

É nesse contexto que se insere a trajetória do Chef Internacional Thiago Duwe, cuja carreira exemplifica como a atuação de um chef pode ir além da cozinha. Formado como Chef Internacional de Cozinha, Duwe acumula experiências em mais de 68 países, domínio de cinco idiomas e vivência em navios de cruzeiro, atuando em diferentes funções, além de consultorias e estruturação de cozinhas profissionais.

Um dos marcos de sua carreira foi a responsabilidade pela cozinha da Fenarreco, considerada a segunda maior festa de Santa Catarina. Durante quatro anos consecutivos, liderou uma equipe com mais de 50 profissionais, elaborando fichas técnicas, listas de compras e organização de insumos para servir cerca de 3 mil refeições por dia. Além disso, participou de eventos regionais de grande escala, como macarronadas, feijoadas e paellas preparadas para milhares de pessoas em um único dia.

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Para Duwe, a diferença entre cozinhar em um restaurante tradicional e liderar uma operação de grande porte está na logística. "Não se trata apenas de entrar numa cozinha e cozinhar. É necessário planejamento, cálculo de quantidades para atender à demanda, contratação de profissionais, escolha de fornecedores, verificação de equipamentos e licenças", explica.

Diante disso, o chef ressalta que a gastronomia profissional exige muito mais que habilidade culinária; ela envolve gestão de insumos, liderança de equipes e planejamento logístico em larga escala.

"Nessa profissão é preciso estar atento em todas as estações da cozinha e também do salão. A comunicação é fundamental. No meu caso, ter passado por todas as etapas dentro de uma cozinha faz com que seja natural estar atento e verificar cada detalhe", conta.

Na visão do chef, a gastronomia profissional evoluiu nos últimos anos com a introdução de equipamentos modernos e métodos de cocção que facilitam o desempenho dos cozinheiros, além de processos de higienização mais eficientes. "Na parte de gestão, a inteligência artificial (IA) trouxe facilidade no controle de estoque, dados de vendas e custos", observa.

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Essa percepção está em sintonia com tendências globais. Durante a NRA Show 2026, em Chicago, especialistas destacaram que sistemas de IA já são usados para prever demanda por pratos e ingredientes, otimizando compras e reduzindo desperdícios em cozinhas de grande porte.

No Brasil, o ACOMXperience apresentou soluções que apoiam decisões gerenciais, identificam gargalos operacionais e aumentam a eficiência financeira das operações gastronômicas. Essas aplicações mostram que a tecnologia tem se consolidado como ferramenta estratégica para chefs e gestores, permitindo maior precisão, eficiência e sustentabilidade na gestão de insumos.

Com uma trajetória marcada por atuações internacionais e em eventos de grande escala, Duwe mostra como a gastronomia profissional é um campo que une técnica, disciplina e gestão. Em um setor que movimenta a economia e emprega milhões de pessoas, chefs com capacidade de conduzir operações complexas tornam-se peças-chave para garantir qualidade e inovação. "Cozinhar é mais do que desempenhar uma função, é servir ao próximo com excelência", conclui.

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