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LACLIMA lança estudo sobre o novo mercado global de carbono

Estudo analisa os desafios da implementação do Artigo 6.4 e os impactos da nova governança climática para países, investidores e projetos de mitigação

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LACLIMA lança estudo sobre o novo mercado global de carbono

A LACLIMA vai lançar o Policy Brief "A transição do MDL ao Artigo 6.4: Integridade, Assimetrias e o Futuro do Mercado de Carbono", que analisa uma das mudanças mais relevantes em curso na arquitetura internacional da política climática. O estudo examina como a substituição do antigo Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) pelo mecanismo do Artigo 6.4 está redefinindo as regras dos mercados de carbono, ampliando o papel dos governos nacionais e estabelecendo novos parâmetros para a integridade ambiental dos créditos gerados.

A publicação mostra que o Artigo 6.4 representa mais do que uma atualização regulatória. "Trata-se de uma transformação estrutural na forma como os mercados de carbono se relacionam com as metas climáticas dos países, com o financiamento da ação climática e com os compromissos assumidos no âmbito do Acordo de Paris. Ao mesmo tempo em que busca corrigir fragilidades identificadas no modelo anterior, o novo mecanismo introduz desafios relacionados à governança, à previsibilidade regulatória e à capacidade institucional necessária para sua implementação", diz Yago Freire, coordenador de Políticas Climáticas e Mercados de Carbono e coautor do relatório.

O relatório detalha as regras e os procedimentos que orientam a migração de projetos para o novo mecanismo e destaca que, diferentemente do regime anterior, as reduções de emissões passam a estar diretamente conectadas às Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs) dos países. Nesse contexto, os governos assumem papel central nas decisões sobre autorização, uso e transferência dos créditos, tornando os mercados de carbono mais integrados às estratégias nacionais de desenvolvimento e mitigação.

A análise identifica desafios para a consolidação do Artigo 6.4 e possíveis implicações, organizados em torno de quatro dimensões interdependentes. Como exemplo, o paper debate os desafios relacionados à integridade ambiental e à qualidade dos créditos emitidos, especialmente diante da necessidade de reavaliar metodologias e critérios desenvolvidos sob regras anteriores, um ponto que ganhou força em fevereiro de 2026, quando o mecanismo emitiu seu primeiro crédito sob o Artigo 6.4: o volume creditado veio 40% abaixo do que as regras do MDL teriam reconhecido para a mesma atividade, sinal do rigor metodológico mais exigente do novo sistema.

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Outro exemplo envolve a previsibilidade regulatória e operacional, uma vez que a transição depende de uma série de etapas técnicas e administrativas que podem gerar atrasos e incertezas para os participantes do mercado. Até maio de 2026, apenas 13% das atividades elegíveis haviam recebido aprovação formal de seus países anfitriões, e China e Índia, que concentram cerca de dois terços dos projetos elegíveis, ainda não haviam aprovado nenhuma.

"O Artigo 6.4 inaugura uma nova fase para os mercados internacionais de carbono. A discussão já não está centrada apenas na criação de regras, mas na capacidade de assegurar que essas regras produzam resultados climáticos reais, com integridade ambiental, transparência e alinhamento às metas nacionais de redução de emissões", afirma Freire.

Segundo o estudo, a nova arquitetura tende a impulsionar uma mudança significativa na lógica dos mercados de carbono. Em vez de priorizar o volume de créditos gerados, o mecanismo passa a valorizar atributos relacionados à qualidade, rastreabilidade e credibilidade das reduções de emissões. Como consequência, o mercado pode se tornar mais segmentado, com diferentes níveis de demanda e valorização para créditos originados de distintas metodologias e contextos regulatórios.

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"A credibilidade tende a se tornar um dos principais ativos dos mercados de carbono na próxima década. A forma como países, empresas e instituições implementarem o Artigo 6.4 será determinante para a confiança dos investidores e para a capacidade do mecanismo de mobilizar recursos para a ação climática", destaca o consultor da LACLIMA.

Em vez de apontar uma solução única, o relatório aponta trade-offs estruturais que orientam o debate sobre a implementação do Artigo 6.4. Entre eles, o equilíbrio entre rigor metodológico e continuidade de projetos já existentes, e a tensão entre exigir os mesmos requisitos de todos os países ou adotar critérios escalonados conforme a capacidade institucional de cada um. "Não existe uma resposta certa para esses dilemas; existem escolhas, com seus respectivos custos e benefícios. O papel deste estudo é tornar essas tensões visíveis", acentua Yago.

A publicação, que pode ser acessada aqui, integra a série de estudos da LACLIMA voltada à compreensão da governança climática internacional e de seus impactos para formuladores de políticas públicas, organizações da sociedade civil, setor privado e profissionais que atuam na agenda climática.

Além do policy brief, também já está disponível para consulta a 2ª edição do Guia para Entender os Mercados de Carbono e Instrumentos de Cooperação do Artigo 6 do Acordo de Paris, que atualiza o guia publicado pela organização em 2024 ao incorporar as principais mudanças decorrentes das negociações internacionais recentes, incluindo decisões tomadas no âmbito da UNFCCC e das COPs.

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A Decade capta US$ 85 milhões na maior rodada seed da América Latina para criar uma nova geração de milionários com IA

O ex-CTO do Nubank, Vitor Olivier, e o fundador da Hyperplane, Felipe Meneses, a equipe por trás de uma das maiores apostas em IA do Nubank, lançam a Decade, uma empresa de consultoria de patrimônio nativa de IA

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A Decade, empresa de consultoria de patrimônio nativa de IA, anunciou hoje que está saindo do modo stealth com uma rodada seed de US$ 85 milhões, liderada por Greenoaks, Benchmark e Diffusion – o maior investimento seed já captado por uma startup latino-americana.

Este comunicado de imprensa inclui multimédia. Veja o comunicado completo aqui: https://www.businesswire.com/news/home/20260804837929/pt/

A ambição da Decade atraiu três empresas de investimento globais para apoiar uma empresa no Brasil: dois fundadores com um histórico de construção da infraestrutura bancária da região e um plano para criar uma categoria totalmente nova de serviços financeiros. Em vez de construir mais um banco, corretora ou plataforma de investimentos, a Decade pretende usar inteligência artificial para oferecer, em larga escala, um nível de inteligência financeira antes reservado aos indivíduos mais ricos e às grandes equipes de consultores que trabalham em seu nome — lançando as bases para o que a empresa acredita ser uma nova geração de milionários.

“Há dez anos, os brasileiros pagavam algumas das taxas bancárias mais altas do mundo”, disse Neil Mehta, fundador da Greenoaks. “O Nubank mudou isso para dezenas de milhões de pessoas, mas o mercado financeiro nunca teve a sua vez. Agora terá.”

Mehta acrescentou: “Vitor desenvolveu a tecnologia que impulsionou a ascensão do Nubank e está construindo uma nova plataforma de IA para transformar a gestão de patrimônio. A Decade elimina taxas que os clientes não deveriam pagar, revela oportunidades que eles jamais descobririam sozinhos e constrói um portfólio em torno de seus objetivos reais. Acreditamos que a Decade se tornará o lugar em que os brasileiros confiarão suas vidas financeiras, e estamos entusiasmados em firmar essa parceria por muitos anos.”

O cofundador e CEO Vitor Olivier ingressou no Nubank como um de seus primeiros engenheiros, ascendendo ao cargo de Diretor de Tecnologia (CTO) à medida que a empresa crescia e se tornava o maior banco digital do mundo, atendendo a mais de 100 milhões de clientes na América Latina. O cofundador e chefe de IA, Felipe Meneses, o primeiro brasileiro selecionado para o Thiel Fellowship, fundou a Hyperplane, uma empresa de IA focada em instituições financeiras que o Nubank posteriormente adquiriu – unindo os dois fundadores para liderar algumas das maiores iniciativas de IA do banco.

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O Brasil tem liderado repetidamente o mundo em inovação financeira. O Pix, sistema de pagamentos instantâneos do país, processa cerca de 100 bilhões de transações por ano e se tornou uma referência global para bancos centrais. O Open Finance deu aos brasileiros acesso padronizado aos seus próprios dados financeiros em uma escala que a maioria dos mercados ainda não alcançou. No entanto, apenas cerca de um terço dos brasileiros possui algum investimento financeiro e somente 7% conseguem viver de suas próprias economias após a aposentadoria. Embora os produtos e as informações sejam mais abundantes do que nunca, tornou-se cada vez mais difícil sintetizá-los em decisões financeiras sólidas que protejam o legado construído pelas pessoas ao longo de anos de trabalho árduo.

“Gerenciar seu próprio dinheiro é um segundo emprego”, disse Vitor Olivier, cofundador e CEO da Decade. “Se você fizer isso bem, poderá realizar seus sonhos, construir uma família, cuidar de si mesmo e das pessoas ao seu redor. Se fizer mal, ficará endividado e ansioso, a um passo da falência e estruturalmente incapaz de se aposentar. Muitas pessoas estão no ramo de fazer você desempenhar mal o seu segundo emprego.”

A Decade conecta cada cliente a um consultor humano sênior e a um modelo de IA proprietário que conhece todo o seu contexto financeiro e se lembra de cada conversa. Isso dá aos consultores a capacidade de analisar e modelar dados de mercado com mais precisão do que qualquer pessoa conseguiria sozinha. O consultor fornece ao modelo de IA o discernimento e o relacionamento que nenhum outro modelo possui. Juntos, eles monitoram os gastos diários e os portfólios de investimento dos clientes 24 horas por dia, para que a decisão certa possa ser tomada em um instante e se multiplique por décadas.

“Há um ano, seria impossível construir o que estamos construindo”, disse Felipe Meneses, cofundador e chefe de IA. “Os serviços financeiros são complexos por natureza e frequentemente monetizados por meio da assimetria de informações. A IA elimina essa assimetria. A Decade é nativa de IA desde o primeiro dia: agentes que leem cada extrato, monitoram cada posição e raciocinam sobre todo o seu balanço patrimonial, continuamente. Esse nível de atenção costumava ser reservado para os ultrarricos. Agora podemos criar uma geração inteira de milionários.”

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Sobre a Decade

A Decade combina inteligência artificial e conhecimento humano para ajudar as pessoas a fazerem seu dinheiro render. Fundada pelo ex-CTO do Nubank, Vitor Olivier, e pelo fundador da Hyperplane, Felipe Meneses, a Decade oferece a cada cliente uma visão integrada de sua vida financeira e orientação personalizada para que tomem as decisões financeiras mais adequadas. O acesso está disponível atualmente por meio de lista de espera. Saiba mais em decade.com

Sobre a Greenoaks

A Greenoaks é uma parceira dedicada e de longo prazo para fundadores extraordinários que constroem negócios que perduram por gerações. A empresa investe em fundadores desde o início de suas jornadas, construindo parcerias que duram décadas. A Greenoaks já apoiou empresas como Coupang, Stripe, Brex, Revolut, Databricks e Anthropic.

Sobre a Benchmark

A Benchmark trabalha em parceria com empreendedores para transformar startups em empresas transformadoras. Conhecida por seu modelo de parceria igualitária e por investimentos iniciais em empresas como Cerebras, eBay, Instagram, Snap e Uber, a empresa realiza um número reduzido de investimentos de alta convicção a cada ano.

Sobre a Diffusion

A Diffusion é uma empresa de capital de risco fundada por Victor Lazarte e Kris Fredrickson para apoiar empresas de IA em estágio inicial e de crescimento. Antes de se tornar investidor, Lazarte cofundou a Wildlife Studios e a transformou na maior empresa de jogos da América Latina; como sócio da Benchmark, ele apoiou a Mercor, a HeyGen e a Applied Compute. Fredrickson já havia investido na Harvey e na Perplexity por meio de seu fundo Verified.

O texto no idioma original deste anúncio é a versão oficial autorizada. As traduções são fornecidas apenas como uma facilidade e devem se referir ao texto no idioma original, que é a única versão do texto que tem efeito legal.

Contato:

Catarina Cicarelli [email protected]

Amanda Cruz [email protected]

Fonte: BUSINESS WIRE

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