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Hospitalidade segura vira diferencial para as mulheres

Instituto Livre de Assédio aponta que a segurança deixou de ser apenas requisito operacional e passou a integrar a estratégia de hotéis, bares, restaurantes, eventos e destinos turísticos, impulsionada pelo aumento da participação feminina nas decisões de viagem e por políticas públicas voltadas à proteção da mulher viajante.

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Hospitalidade segura vira diferencial para as mulheres

O Instituto Livre de Assédio divulgou que a segurança passou a ser considerada elemento estratégico na experiência de hotéis, bares, restaurantes, eventos e destinos turísticos. O movimento ocorre em meio ao aumento da participação feminina nas decisões de viagem e ao lançamento de políticas públicas voltadas à proteção da mulher viajante.

De acordo com a Forbes, as mulheres respondem por cerca de 80% das decisões relacionadas a viagens. No Brasil, o Guia para Mulheres que Viajam Sozinhas, publicado pelo Ministério do Turismo em 2026, indica que 62,1% das mulheres já cancelaram viagens por motivos de segurança e que 60,6% das que viajam sozinhas relataram ter vivenciado situações de insegurança.

Esses indicadores explicam por que a segurança turística deixou de ser uma preocupação individual e passou a integrar a agenda estratégica de toda a cadeia de hospitalidade. Em 2026, o Ministério do Turismo lançou o Programa de Segurança Turística, que visa desenvolver e disseminar protocolos de segurança para o setor, com foco especial na proteção da mulher viajante. O programa está alinhado à Lei Federal nº 14.786/2023, conhecida como Lei "Não é Não", que estabelece protocolos de prevenção ao constrangimento e à violência contra a mulher em estabelecimentos e eventos.

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Para o setor privado, a tendência é integrar os protocolos de segurança a processos de treinamento, gestão de pessoas, experiência do cliente, governança, comunicação e gestão de riscos, deixando de tratá‑los como documentos isolados. O Instituto Livre de Assédio, especializado em prevenção ao assédio e em hospitalidade segura desde 2017, desenvolve protocolos, treinamentos e programas de governança para empresas, governos, hotéis, bares, restaurantes, eventos e destinos.

Um caso ilustrativo ocorreu em uma rede hoteleira de Brasília, na qual a implementação de políticas estruturadas de prevenção ao assédio e a capacitação de profissionais reduziram o turnover mensal nas áreas operacionais de 24% para 8%. O resultado demonstra que políticas de prevenção podem melhorar a cultura organizacional, a retenção de talentos e a qualidade do serviço.

A discussão também se estende à competitividade dos destinos turísticos. Em parceria com a Embratur, o Instituto Livre de Assédio realizou o webinar nacional "Como a Segurança e o Acolhimento valorizam o destino Brasil", direcionado a guias de turismo e profissionais da hospitalidade. A iniciativa abordou a prevenção e a resposta ao assédio contra mulheres viajantes, além da importância da preparação dos profissionais de linha de frente.

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Pesquisas da Travel Guard revelam que 67% das mulheres viajantes de negócios consideram a segurança da localização um fator decisivo na escolha do hotel, e 72% apontam assédio sexual e agressão como principais preocupações relacionadas à segurança durante viagens. Segundo Ana Addobbati, presidente do Instituto Livre de Assédio, "um destino seguro não é aquele em que nada acontece, mas sim aquele que possui estruturas preparadas para prevenir riscos, identificar situações de violência, acolher quem precisa de ajuda e responder de maneira adequada".

Para o Instituto, a evolução do setor indica a necessidade de um novo conceito de hospitalidade, que vá além do acolhimento e inclua a proteção, a prevenção e o apoio ao cliente. Isso implica preparar equipes, estabelecer protocolos claros, definir canais de apoio, treinar profissionais para reconhecer riscos, integrar a segurança à experiência do cliente e criar mecanismos de governança e monitoramento. Assim, a segurança deixa de ser um atributo opcional e passa a integrar a proposta de valor da hospitalidade, ao lado de conforto, qualidade, sustentabilidade, acessibilidade e experiência.

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“Brasil começa a se tornar o país da filosofia”, diz Marsili

Italo Marsili, fundador da Faculdade Mar Atlântico, leva à Universidade Católica de Petrópolis graduação em Filosofia, que já reúne mais de 1.100 alunos.

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“Brasil começa a se tornar o país da filosofia”, diz Marsili

E se o Brasil estivesse deixando de ser o país do futebol para se tornar o país da filosofia? A ideia, lançada pelo psiquiatra Italo Marsili, pode parecer exagerada à primeira vista. Até que se olhe para os números: mais de 1.100 alunos já passaram pela graduação em filosofia da Academia Atlântico, que agora chega à Universidade Católica de Petrópolis (UCP).

"Não sou eu que estou dizendo isso, são os nossos números. Nós temos a maior graduação em filosofia do Brasil, com mais de 1.100 alunos inscritos e matriculados hoje. Talvez seja a maior graduação em filosofia do mundo. Tenho a impressão de que o Brasil não é mais o país do futebol: ele começa a se tornar o país da filosofia", comenta Italo Marsili.

A parceria marca uma nova etapa de um projeto que começou em 2020. A graduação passa a ser oferecida a distância pela UCP. "Essa é uma nova fase da Academia Atlântico, ainda mais forte, ainda mais profunda", afirma Marsili.

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Fundada em maio de 1953 por iniciativa de dom Manoel Pedro da Cunha Cintra, a Universidade Católica de Petrópolis foi a primeira instituição de ensino superior instalada na cidade. Hoje, reúne 39 cursos de graduação, além de programas de mestrado e doutorado, e já formou mais de 20 mil profissionais.

À frente da reitoria desde janeiro de 2013, o padre Pedro Paulo destaca o corpo docente da área, formado por "100% de mestres e doutores", e resume o espírito do convênio como uma oportunidade "de unir aquilo que a gente tem de melhor".

A linha do curso

A formação proposta pela Academia Atlântico parte da filosofia clássica, debruçando-se sobre as obras de Sócrates, Aristóteles, Santo Agostinho e Tomás de Aquino, antes de avançar sobre os modernos e contemporâneos, com predominância tomista declarada. É justamente nesse ponto que as duas instituições encontram uma convergência: a filosofia como uma formação que busca a verdade, e não apenas como transmissão de conteúdo.

Para Marsili, essa dimensão sistemática é cada vez mais necessária em um ambiente em que o contato com a filosofia acontece, muitas vezes, de maneira fragmentada. "Os conteúdos fragmentários do YouTube são interessantes, mas não dão a visão sistemática da filosofia", diz. A proposta do curso é percorrer o arco inteiro do pensamento ocidental, dos pré-socráticos aos dias de hoje, "sem fragmentações de nenhuma ordem".

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As inscrições para a nova turma da graduação em filosofia estão abertas e podem ser feitas pelo site da Academia Atlântico: www.academiatlantico.com.br.

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