BRASÍLIA

Literatura

Radar na Literatura com Gustavo Dourado – MACHADO DE ASSIS

Publicado em

 

“Parabéns, Gustavo Dourado.
Bela obra literária em homenagem a Machado de Assis.”

Academia Brasileira de Letras.

Joaquim Machado de Assis
Do Morro do Livramento
De um moleque baleiro
A gênio e ás no talento
Mago da literatura
Luzeiro do pensamento

No ano 1839
Deu-se o seu nascimento
Veio ao mundo no Rio
Na Quinta do Livramento
Mestre Machado de Assis
Expressão do pensamento

Francisco José de Assis
Leopoldina Machado
Genitores do escritor
Mestre, acadêmico, letrado
A gênese do romancista
Tenho comigo anotado

Bem pequeno ficou órfão
De sua mamãe querida
Foi-seu o pai logo depois
Uma machadada na vida
Maria Inês, a madrasta
Deu-lhe amor, pão e guarida

Ele não pode estudar
Nem teve acesso à escola
Era vendedor de bala
Para não pedir esmola
O preconceito era grande
Ainda não havia bola

Sacristão de Lampadosa
Aprendeu latim e francês
Estudou o alemão
O idioma inglês
Se estivesse por aqui
Falaria até chinês

Garoto pobre mulato
Na Capital Federal
Época de febre amarela
Mínima era industrial
Tudo era importado
O Brasil era quintal

Padre Silveira Sarmento
Incentivou a Machado
Um menino inteligente
Logo se tornou letrado
Para sair do sofrimento
Da triste vida de gado

Veio de família pobre
Persistente e esforçado
Teve aos 16 anos
Um poema publicado
O livreiro Paula Brito
Contratou nosso Machado

Londres ditava a moda
Imperava a escravidão
Fabricaram dívida externa
A capital submissão
E Machado no cenário
Fluía arte e criação

Publicou o soneto era “Ela”
Que grande coisa não era
Na Marmota Fluminense
Deu asas à quimera
Foi caixeiro e vendedor
E um revisor bem fera

Na Marmota Fluminense
Começou a escrever
Era 1855
Como pude perceber
Até 1861
Colaborou pra valer

Em 1856
Tipografia Nacional
Manuel Antônio de Almeida
Influência natural
Em 1858
Consciência literal

Tornou-se um ajudante
Do Diário Oficial
Registro em periódicos
Sua obra inicial
Trabalhou em Ministério
Foi primeiro oficial

Colaborou na imprensa
No Correio Mercantil
Diário Rio de Janeiro
Machado a mais de mil
Jornal da Tarde, O Globo
Na Capital do Brasil

Leia Também:  RADAR DA LITERATURA COM GUSTAVO DOURADO- 5ª Bienal Internacional do Livro de Brasília

E no Jornal das Famílias
Na Revista Brasileira
Na Gazeta de Notícias
Sua prosa de primeira
Na Ilustrada e o Cruzeiro
Machado na dianteira

Em 1866
Carolina chega ao Rio
(Irmã do poeta Faustino)
Sempre foi mulher de brio
Foi na vida de Machado
Sol, poesia, amore mio

Ministério Agricultura
Oficial de gabinete
Gostava de circular
Pela Rua do Catete
E no Largo do Machado
Bebia café com leite

Em 1869
Casou-se com Carolina
O Machado, quase gago
Escritor de bela sina
Lutou contra o preconceito
E conquistou a menina

Machado é Rio Antigo
Cosme Velho, Ouvidor
E na Rua dos Andradas
Exercitou o amor
Com a musa Carolina
Um romance alentador

Histórias da Meia-Noite
O livro Ressurreição
Morou na Rua da Lapa
Inícial transformação
Na Rua das Laranjeiras
Deu-se a iniciação

Poesia, Americanas
A musa a lhe inspirar
Crisálidas foi o início
De um poeta a germinar
Gil, Job, Platão e outros
Pseudônimos soube usar

Falenas, Ocidentais
Helena, A Cartomante
Histórias sem Data…Contos
Machado, sempre adiante
Missa do Galo, Alienista
Pulsa alto como Dante

Teceu A Mão e a Luva
A obra Iaiá Garcia
Fez os Contos Fluminenses
Estudou Filosofia
Histórias da Meia-Noite
Reflexos do dia a dia

A crítica de Araripe
Mostrou-se a má vontade
Machado ultrapassou
Toda a criticidade
Foi além e transmutou-se
Em ouro imortalidade

O Vitor de Paula…Job
Max e depois também Lara
Publicou com vários nomes
Uma obra que não para
Criativo e talentoso
Flui o gênio que Deus dará

República e abolição
O grito da liberdade
Combate à escravidão
Ares de civilidade
Época de realismo
De nova sociedade

Nova poesia realista
Distante do Romantismo
Campanha abolicionista
Marxismo e comunismo
Machado além do real
Bebeu no Naturalismo

1878/9
Em Friburgo, temporada
Tratamento de saúde
Novo alento na jornada
Um novo escritor de obra
Prima…vera – madrugada

As Memórias de Brás Cubas
Arte de lapidação
Texto de engenharia
Sentimento e emoção
Criação à flor da pele
Deu asas ao coração

Publicou Memórias Póstumas
Na Revista Brasileira
É um livro essencial
Que marca a sua carreira
Na Gazeta de Notícias
Foi cronista de primeira

Leia Também:  CURSO: A FEIRA DO LIVRO DE LISBOA: EXPERIÊNCIAS COM O PROGRAMA CONEXÃO CULTURA DF

Memórias saiu em livro
Destaque para Machado
Publicou Papéis Avulsos
Texto bem elaborado
Rua Cosme Velho, 18
Muito bem acomodado

Em Machado há ironia
Dúvida e questionamento
Capitu traiu ou não?!
A resposta voa ao vento
O amor tudo ultrapassa
Revela-se o sentimento

Oficial da Ordem da Rosa
Por decreto imperial
Diretor de Viação
Várias histórias, afinal
Machado se consagrou
No cenário mundial

Fundou a Academia
Logo eleito presidente
Quincas Borba refletido
Um escritor sapiente
O romance Dom Casmurro
Eis um livro consciente

Da Cadeira 23
Brasileira Academia
José de Alencar, patrono
Machado o enaltecia
O mestre de Iracema
Machado lia e relia

13 comédias ligeiras
A verve de dramaturgo
Tu, só tu, puro amor
Foi além de taumaturgo
Fez a Lição de Botânica
Um texto pra demiurgo

Velhas histórias editou
Boas Páginas Recolhidas
Fez Poesias Completas
Suas obras sempre lidas
Vejo os seus personagens
Em praças, ruas, avenidas

Em 1904
Morreu a sua Carolina
Companheira solidária
Luminosa feminina
Amada de toda a vida
Uma perda repentina

Romance Esaú e Jacó
Fez-se a publicação
Relíquias de Casa Velha
Processo, elaboração
Em 1906
Teve a editoração

Relíquias de Casa Velha
Dedicou a Carolina
Ao pé…leito derradeiro
Soneto de verve fina
Pérola na poesia
A boa prosa matutina

Em 1908
Pediu licença Machado
Para tratar da saúde
Estava debilitado
O livro Memorial de Aires
Foi o último publicado

29 de setembro. (3h20)
Morte do grande escritor
Em 1908
Foi-se embora o criador
Saudado por Rui Barbosa
Magistrado e orador

Foi cronista, teatrólogo
E crítico literário
Jornalista, pensador
Decifrou o dicionário
Shakespeare tupiniquim
Mestre do vocabulário

Ficou a sua obra-prima
Grandiosa, genial
Há muito influencia
A cultura nacional
Machado eternizou-se
Na cultura universal

Muitos anos sem Machado
E ele sempre presente
Sua arte é escultura
Que orgulha nossa gente
É cânone literário
Do Ocidente ao Oriente

Seu romance transcendeu
Para além da dialética
É obra de bom calibre
Que equilibra a ética
É pedra filosofal
Quintessência da estética

Advertisement

RADAR NA LITERATURA

Radar na Literatura com Gustavo Dourado – FERNANDO PESSOA

Published

on

FERNANDO PESSOA
Gustavo Dourado

Pessoa enigmágico
No dia 13 nasceu
Lisboa, no mês de junho
Sua mãe o concebeu
Em 1888
O fato assim se deu

Fernando A. N. Pessoa
Germinou e floresceu
Criador heteronímico
Portugal o escolheu
Poeta desde menino
A boa arte concebeu

Fernando Pessoa é:
Poeta-mor de Portugal
13 de junho nasceu
O criador magistral
Poeta que frui magia
Artista quintessencial

Na terra dos navegantes
Registro do surgimento
Dum dos maiores poetas
Habemos conhecimento
Mestre Fernando Pessoa
Viajor do pensamento

E na Igreja dos Mártires
Foi Fernando batizado
No dia 21 de julho
O vate foi consagrado
Dentro do Cristianismo
Fernando foi iniciado

Joaquim e Maria a raiz
Foram os seus genitores
Fernando ainda menino
Padeceu algumas dores
Aos cinco anos de idade
Conhece os dissabores

Joaquim Seabra Pessoa
Era o nome do seu pai
Em 1893
O seu genitor se esvai
Foi visitar outras plagas
Chega o dia a alma vai

Fernando, poeta infante
Perde o seu pai Joaquim
A tristeza o atormenta
Parecia que era o fim
Era o Chevalier de Pás
Na heteronímia, enfim

Partiu o pai de Pessoa
E deixou muita saudade
O poeta ainda criança
Deu asas à liberdade
O Chevalier de Pás
A alma de Pessoa invade

Ao sete anos Pessoa
O Atlântico navegou
Vai para a África do Sul
Novo tempo começou
Contata a língua inglesa
O poeta transfigurou

A mãe Maria Magdalena
Contrai novo casamento
Com o João Miguel Rosa
Renova o sentimento
Muda a vida de Pessoa
É a vida em movimento

Com a morte de Joaquim
A mãe casou novamente
Durban, África do Sul
O poeta seguiu em frente
Com estudos e poesia
Literatura na mente

Em 1895
Transmuta o poeta ligeiro
Para a sua amada mãe
Faz o seu verso primeiro
Tempoiesis jorra nalma
De um poeta verdadeiro

Leia Também:  Radar da Literatura com Gustavo Dourado - Transformação": confira atrações da 5ª Bienal Internacional do Livro de Brasília

No dia 26 de julho
O poeta na dianteira
A poesia de Pessoa
Tranbordou-se por inteira
Ofereceu à sua mãe
Dona Maria Nogueira

À minha querida mamã
É sua poesia primeira
Escritura linha quadra
Inspiração verdadeira
Pessoa tornou-se vate
Dando início à carreira

Convento de West Street
E depois na High School
University do Cabo
Numinoso como o sol
Prêmio Rainha Vitória
Em conquista de escol

Cursou o grau secundário
Despertou o escritor
University do Cabo
Desvelou novo pendor
Tem a poesia na alma
Quintessêncial criador

Camões o influenciou
Shakespeare, Poe, Milton
Keats, Baudelaire, Pope
Shelley, Homero, Byron
Mallarmé, Goethe, Dante
Cesário Verde:Tennyson

Poetas de língua inglesa
Pessoa bastante leu
Poe:MIlton.Byron.Shelley
Pesquisou, leu e releu
Retornou a Portugal
Um novo homem nasceu

Letras: Curso Superior
Pessoa é matriculado
Estuda por pouco tempo
Na carreira de letrado
Deixa o curso no começo
Tendo-o abandonado

Ele dissecou os sermões
Do Padre Antônio Vieira
Um jesuíta erudito
Sapiência brasileira
Que viveu na Boa Terra
Quase a sua vida inteira

Depois de estudar Vieira
Cesário Verde buscou
Adentrou em sua obra
Muito leu e pesquisou
Foi grande a influência
Que Cesário lhe passou

As cartas comerciais
Davam-lhe vital sustento
Em cafés, na boemia
Extravasava o talento
No Brasileira do Chiado
Revelava o pensamento

No ano 1912
O Mário de Sá-Carneiro
Conhecimento, amizade
Criação o dia inteiro
Elos da literatura
Luminoso candeeiro

Boa amizade com Mário
Bom diálogo e poesia
Revista Orpheu e luzes
Transcendência e magia
Mário, Almada e Luís
Bem além da Ontologia

A Revista Orpheu, marco
Modernismo em Portugal
Crítica e admiração
No ambiente cultural
E com Antinous..Sonnets
Em inglês bem literal

Leia Também:  Radar da Literatura com Gustavo Dourado - Dia dos Reis Magos

Anos de obscuridade
Com ocultismo e magia
Revistas.poemas.ensaios
Estudos de astrologia
Cabala com esoterismo
Quintessêncialchemia

Guardador de Rebanhos
Versos de Alberto Caeiro
Eis Álvaro de Campos
Um multiverso inteiro
Ricardo Reis na poesia
Foi archote e luzeiro

Cria Bernardo Soares
Livro do Desassossego
Pessoa sempre desperto
Poesia…o seu emprego
Criou vários heterônimos
O verso era seu apego

Caieiro sem misticismo
Com lógica…coerência
De expressão natural
Simplicidade na essência
Um poeta camponês
A busca da consciência

Ricardo Reis erudito
Poeta semi-helenista
Valores tradicionais
Jesuíta e latinista
Do Porto para o Brasil
Médico emitologista

Vate Álvaro de Campos
Foi poeta simbolista
Estudou engenharia
Poética futurista
Viveu na desilusão
Amargura, pessimista

Pessoa no cancioneiro
Com Autopsicografia
Métrica, rima e lírica
Fluente simbologia
Mensagem no pensamento
Sentimento da poesia

A mensagem de Pessoa
Saudade e messianismo
A missão de Portugal
Poesia e misticismo
Terramar, quinto império
Língua…Sebastianismo

No ano 1934
Surge o livro Mensagem
Com recurso emprestado
Sobrevivia à margem
Prêm. Antero de Quental
Revelou-se a linguagem

Mensagem: português
Flui o sebastianismo
Epopeia portuguesa
Místico nacionalismo
O mar português: brasão
Oculto messianismo

Os mistérios em sua obra
In.coerência…ilusão
Sonhos e passividade
Com dúvida e hesitação
Temor do des.conhecido
Busca da trans.mutação

No ano 1935
A morte o arrebatou
Cirrose hepática mal
O poeta nos deixou
Foi parar no além-mundo
Bela Mensagem ficou

Pessoa não teve em vida
O seu reconhecimento
Trouxe a modernidade
E a luz do pensamento
Alguns livros publicados
Pouco, para o seu talento

Pessoa eternizou-se
Patrimônio mundial
Poesia de infinitude
Luminar de Portugal
Um navegante do Ser
Sol poeta universal…

Gustavo Dourado

Continue Reading

politica

DISTRITO FEDERAL

BRASIL E MUNDO

ECONOMIA

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA

Botão WhatsApp - Canal TI
Botão WhatsApp - Canal TI