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Atividade física como antídoto para o estresse

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A prática esportiva libera endorfina e fortalece a mente contra os desafios diários

 

Excesso de trabalho, rotinas corridas e cansativas são os principais vilões da saúde mental na atualidade. Chamados de “doença do século”, os transtornos psiquiátricos já afetam 56 milhões de brasileiros, conforme pesquisa Covitel de 2024. Para prevenir esses impactos, é essencial buscar por atividades que promovam o equilíbrio emocional. Mais do que performance e competição, o esporte se mostra uma ferramenta poderosa para o combate aos desafios psicológicos.

Considerado o “hormônio da felicidade”, a endorfina ajuda a manter a saúde mental em dia. Independente de qual esporte seja, enquanto praticado, há a liberação desse hormônio, aliviando o estresse e melhorando o humor. Por outro lado, a atividade física ajuda na melhora da autoestima, controle da ansiedade e melhora da concentração.

 

Muitos são os benefícios de se manter ativo e saudável ao mesmo tempo, com a prática dos esportes, mas é necessário manter uma constância para os efeitos serem observados a longo prazo. Ewerthon Henrique fez história nos gramados jogando pelos times Corinthians, Borussia Dortmund e Palmeiras, mesmo após 10 anos de aposentado, nunca deixou de estar em forma ou praticar os esportes.

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“O futebol sempre foi minha paixão, mas depois que saí do campo, percebi o quanto ele também era meu suporte emocional. Hoje em dia, pratico boxe, futevôlei, corrida e tênis. Manter a atividade física me ajuda a ter equilíbrio e energia para lidar com os desafios da vida”, afirma Ewerthon.

 

O professor de jiu-jitsu Flávio Guilherme Gilli observa que muitos alunos chegam na academia buscando uma forma de ocupar a mente: “Muitos alunos vêm em busca de um hobby para se ocupar no tempo livre, mas acabam descobrindo um verdadeiro alívio no jiu-jitsu para o estresse e a ansiedade. O esporte ajuda a canalizar a energia, melhorar a disciplina e construir uma mentalidade mais forte, o que reflete diretamente na saúde mental de quem pratica”, afirma.

Cuidar da saúde mental parece uma tarefa difícil, mas quando contamos com a ajuda dos esportes, fica tudo mais fácil. Encontrar tempo para uma atividade física não deve ser um luxo e sim como uma necessidade para manter a saúde mental.

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SAÚDE

Ministério da Saúde apresenta a secretários estaduais plano de preparação para o El Niño 2026-2027

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O Ministério da Saúde apresentou nesta quarta-feira (26), durante a 7ª Assembleia do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), em Brasília, o Plano de Preparação e Resposta a Emergências em Saúde Pública associadas ao El Niño 2026-2027. A reunião reuniu gestores estaduais para discutir medidas de preparação do Sistema Único de Saúde (SUS) diante dos possíveis impactos do próximo ciclo do fenômeno climático.

O fenômeno está classificado como “forte” e pode atingir o patamar “muito forte” já em setembro, com janela crítica prevista entre outubro de 2026 e março de 2027. Os efeitos variam de acordo com a região: seca, estiagem e queimadas no Norte e Centro-Oeste; aprofundamento da seca e calor no Nordeste; ondas de calor e temporais no Sudeste; e chuvas intensas, com risco de inundação, no Sul.

Durante a apresentação, o secretário-executivo do Ministério da Saúde, Adriano Massuda, explicou que a preparação para os possíveis impactos do fenômeno está organizada em cinco eixos: governança federativa, com Sala de Situação de Emergências Climáticas; governança interna, por meio da Sala de Situação Saúde e Clima; recursos e kits emergenciais de assistência farmacêutica; atuação da Força Nacional do SUS (FN-SUS), com bases regionais capazes de deslocar equipes em até 48 horas; e organização de serviços e protocolos técnicos de acordo com as características de cada bioma.

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“A preparação do SUS para o El Niño é um tema bastante desafiador. A gente tem trabalhado junto ao Conass e ao Conasems na preparação do SUS para os efeitos das mudanças climáticas”, afirmou Massuda.

Entre as ferramentas utilizadas para o monitoramento estão o Painel Nacional de Excesso de Calor, o VigiAR e o GeoRisk, além dos Centros de Informação em Saúde e Clima (CISC), projeto-piloto desenvolvido em oito cidades das cinco regiões do país. A estratégia também prevê a integração dos sistemas e-SUS Notifica, Sivep-Gripe e Sinan para auxiliar na detecção precoce de surtos.

No médio prazo, o Plano Setorial de Adaptação à Mudança do Clima do Ministério da Saúde, o AdaptaSUS, estabelece 27 metas e 93 ações até 2035. A estratégia reúne medidas voltadas à preparação do setor saúde diante dos impactos das mudanças climáticas.

Entre as ações relacionadas à segurança hídrica em áreas sujeitas à seca e à estiagem, a Fundação Nacional de Saúde (Funasa) contratou 18,8 mil cisternas em 397 municípios de sete estados, com aporte de R$ 226,6 milhões destinado a unidades de melhoria sanitária.

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“Agora, o El Niño exige que a gente acelere o passo na preparação dos planos de resposta aos diferentes impactos que o fenômeno pode produzir no Brasil. É um fenômeno recorrente, mas este vem com uma gravidade bastante intensa. Precisamos preparar o país, considerando as características dos diferentes biomas e os efeitos previstos para cada região”, disse o secretário-executivo.

Na Amazônia, a preparação considera ainda a organização da rede de atenção e a estrutura disponível para atendimento às populações em áreas de difícil acesso, incluindo equipes de saúde e Unidades Básicas de Saúde Fluviais.

O Ministério da Saúde também deverá publicar, nos próximos dias, portaria para instituir um painel de especialistas em clima e saúde, que terá a função de subsidiar tecnicamente as decisões relacionadas à preparação e à resposta aos impactos dos eventos climáticos.

“A gente também ouviu os estados para identificar os diferentes estágios de preparação e os ajustes necessários em questões específicas, como as arboviroses, que tendem a se agravar em função do impacto do El Niño”, completou Massuda.

Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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