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Câncer Ósseo Aparece Em Mais De 7 Mil Pacientes Em Base Nacional E Tem Dor Como Principal Sintoma Registrado

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Levantamento da iHealth Clinical Insights mostra maior concentração de registros entre pessoas de 60 a 79 anos e destaca alta frequência de quimioterapia, exames de imagem e procedimentos cirúrgicos na jornada de cuidado

 

Um levantamento da iHealth Clinical Insights dimensiona a presença do câncer ósseo na rede hospitalar brasileira. A análise, realizada em uma base de aproximadamente 3,26 milhões de pacientes atendidos em 49 instituições de saúde de 14 estados, nas cinco regiões do país, identificou 7.086 pacientes com relato clínico de câncer ósseo presente, histórico ou em investigação. O número corresponde a 0,22% da base analisada, com uma média mensal de aproximadamente 409 pacientes com registros de atendimento entre 2021 e 2025.

Do total de pacientes identificados, 54,6% são mulheres e 45,3% são homens. Os dados permitem observar padrões relacionados à jornada clínica desses pacientes, incluindo sintomas, doenças associadas, exames laboratoriais, biomarcadores, medicamentos e procedimentos realizados ao longo do acompanhamento.

A distribuição etária mostra maior concentração dos casos em pessoas entre 60 e 79 anos, que representam 30,7% dos registros identificados. Em seguida aparecem pacientes de 40 a 59 anos, com 28,3%, e aqueles entre 18 e 39 anos, com 24,5%. Pacientes de 0 a 17 anos correspondem a 8,7% dos casos, enquanto pessoas com 80 anos ou mais representam 7,9%.

Entre as condições clínicas associadas mencionadas nos prontuários, a hipertensão arterial sistêmica aparece como a mais frequente, presente em 38,4% dos pacientes. Também são recorrentes tabagismo (21,8%), diabetes mellitus (21,5%), metástase (21,3%), câncer de mama (14,3%), etilismo (12,4%), trombose venosa profunda (8%), câncer de próstata (6,8%), obesidade (6,3%) e dislipidemia (6,2%).

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A análise mostra que a dor é o sintoma mais frequentemente relatado ao longo da jornada clínica dos pacientes, presente em 78,2% dos casos. Também aparecem com frequência edema (44,9%), nódulo (37,7%), febre (31%), dispneia (26,8%) e astenia, ou sensação de fraqueza e fadiga, em 18,8% dos registros. O conjunto de manifestações evidencia o impacto funcional da doença e sua repercussão sobre a qualidade de vida dos pacientes.

Os dados também apontam ampla utilização de exames laboratoriais para acompanhamento clínico. Entre os mais frequentes estão creatinina (66,2%), plaquetas (63,6%), leucócitos (58,7%), fosfatase alcalina (30,2%) e LDH, ou lactato desidrogenase (16,7%), exames frequentemente relacionados ao monitoramento do estado clínico e da atividade tumoral.

A presença de biomarcadores também aparece nos registros analisados. O Ki-67, marcador associado à proliferação celular, foi identificado em 15,4% dos casos. Também aparecem HER2 (13,8%), CEA ou antígeno carcinoembrionário (10,9%), CA125 (4,1%) e CA15-3 (2,7%). A diversidade dos marcadores observados reflete a complexidade clínica dos casos e a possibilidade de associação com tumores primários de diferentes origens.

 

A jornada assistencial dos pacientes é marcada por elevada frequência de tratamentos oncológicos e exames de imagem. Entre os procedimentos registrados, a quimioterapia aparece em 48,4% dos casos, seguida por tomografia computadorizada de tórax (47,1%), cirurgia de ressecção (43,4%), biópsia (38,5%), radioterapia (31,7%), ressonância magnética (28%), tomografia computadorizada de abdome (25,6%) e cintilografia óssea (15,3%).

Entre os medicamentos mais frequentemente mencionados na história clínica dos pacientes estão morfina (31,3%), tramadol (14,5%), omeprazol (12,7%), cisplatina (8,4%) e enoxaparina (7,8%). A elevada presença de analgésicos opioides reforça a importância do manejo da dor ao longo da jornada de cuidado desses pacientes.

A análise também mostra que o atendimento ocorre em diferentes perfis de instituições de saúde. Do total de pacientes identificados, 54,7% estão em instituições que combinam atendimento público, convênio ou particular. Outros 36,9% estão em unidades exclusivamente públicas e 8,4% em instituições voltadas apenas para convênio ou atendimento particular.

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Para Karlyse C. Belli, Diretora de Dados da iHealth, os resultados ajudam a compreender a complexidade clínica envolvida no acompanhamento desses pacientes.

“Quando analisamos dados clínicos em larga escala, conseguimos observar não apenas a presença da doença, mas também os sintomas mais frequentes, as condições associadas, os biomarcadores avaliados e os tratamentos empregados ao longo da jornada assistencial. No câncer ósseo, os dados mostram uma forte presença de dor, alta utilização de exames de imagem e uma carga assistencial significativa, reforçando a importância de um acompanhamento multidisciplinar e baseado em evidências de mundo real”, afirma.

Para especialistas, o câncer ósseo representa um desafio importante devido à sua diversidade clínica e à necessidade frequente de abordagens combinadas envolvendo cirurgia, quimioterapia e radioterapia. Nesse contexto, o uso de dados clínicos estruturados contribui para ampliar o entendimento sobre o perfil dos pacientes, apoiar estratégias de cuidado, fortalecer a geração de evidências e orientar decisões assistenciais mais precisas.

 

Sobre iHealth

A iHealth atua na transformação de dados clínicos em inteligência aplicada à saúde. A empresa utiliza inteligência artificial para processar grandes volumes de informações assistenciais, estruturando dados e gerando relatórios que apoiam hospitais, indústria farmacêutica e centros de pesquisa em ações estratégicas relacionadas à gestão do cuidado, geração de evidências, identificação de perfis clínicos e desenvolvimento de soluções analíticas para o setor.

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SAÚDE

Brasil vai ampliar prevenção do HIV com oferta de PrEP injetável de longa duração no SUS

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O Brasil sediou, nesta segunda-feira (27), pela primeira vez na América do Sul, a 26ª Conferência Internacional de Aids, encontro que reúne especialistas, gestores e representantes de governos para discutir estratégias de prevenção, diagnóstico e tratamento do HIV. Durante o evento, o Ministério da Saúde apresentou dados sobre a resposta brasileira à infecção e as iniciativas em avaliação para ampliar as opções de prevenção no Sistema Único de Saúde (SUS).

Está em avaliação a incorporação de novas tecnologias de prevenção, incluindo a PrEP injetável de longa duração. Uma proposta de incorporação dessa tecnologia, administrada a cada dois meses, foi encaminhada à Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) e será analisada em agosto.

“O Brasil quer incorporar novas tecnologias de prevenção do HIV porque elas podem ampliar as possibilidades de cuidado e oferecer alternativas para pessoas que enfrentam dificuldades de adesão ao uso diário da medicação”, afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

Padilha destacou ainda que a avaliação de novas tecnologias para o SUS considera critérios técnicos, científicos e econômicos, além das condições de acesso à população. “Para nós, inovação sem acesso não deveria ser chamada de inovação. Inovação sem acesso é injustiça”, afirmou.

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Prevenção combinada

A PrEP é uma estratégia de prevenção do HIV destinada a pessoas que não vivem com o vírus e podem estar expostas a maior risco de infecção. Atualmente, o SUS oferece a PrEP oral, com acompanhamento das equipes de saúde. Desde a incorporação da PrEP oral ao SUS, 356 mil pessoas já iniciaram o uso da profilaxia no Brasil. A escolha da estratégia mais adequada considera as necessidades e condições de cada pessoa.

O Ministério da Saúde também acompanha o desenvolvimento de novas tecnologias de prevenção do HIV, incluindo iniciativas de pesquisa e inovação realizadas no país, como o desenvolvimento de medicamentos de ação prolongada pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), em parceria com instituições privadas.

No SUS, estão disponíveis estratégias de prevenção, como preservativos, gel lubrificante, PrEP, PEP, testagem rápida e autoteste. A rede também oferece tratamento antirretroviral, acompanhamento clínico, monitoramento laboratorial e atendimento multiprofissional para as pessoas vivendo com HIV.

Eliminação da transmissão vertical

Em dezembro de 2025, o Brasil foi certificado pela OPAS/OMS pela eliminação da transmissão vertical do HIV como problema de saúde pública, tornando-se o único país continental a alcançar esse marco. Para isso, o país manteve a taxa de transmissão vertical abaixo de 2% e a incidência da infecção em crianças inferior a 0,5 caso por mil nascidos vivos, além de superar 95% de cobertura em pré-natal, testagem e tratamento das gestantes que vivem com HIV.

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De acordo com relatório da Unaids, o número de mortes relacionadas à aids caiu 57% desde 2010 nos continentes analisados, passando de 1,3 milhão de óbitos, em 2010, para 570 mil, em 2025.

Dados do Ministério da Saúde mostram que, em 2024, o Brasil registrou 9,1 mil óbitos por aids, uma redução de 13% em relação ao ano anterior, quando foram registradas mais de 10 mil mortes.

Além disso, nos últimos três anos, a oferta de testes rápidos para HIV no SUS aumentou 100%. Atualmente, 22% das pessoas que recebem o diagnóstico de HIV iniciam o tratamento no mesmo dia da confirmação da infecção, e mais da metade começa a terapia antirretroviral em até 30 dias.

Deborah Novais
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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