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Ministério da Saúde envia força-tarefa para enfrentar surto de gripe em indígenas de Maturacá, no Amazonas

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O Ministério da Saúde enviou, nesta sexta-feira (28), uma força-tarefa para intensificar o monitoramento e os atendimentos a casos de gripe registrados no Polo Base de Maturacá, no Amazonas. A medida faz parte das ações preventivas adotadas após a notificação do aumento recente de casos da doença na localidade. O foco principal é a proteção de crianças menores de cinco anos.

Na região, onde vivem cerca de 2.600 indígenas, foram registrados aumento de casos de gripe nas últimas semanas, chegando a mais de 130 casos e três óbitos confirmados, além de outros quatro em investigação. Todos de crianças. As amostras coletadas indicam circulação de diferentes agentes virais, como vírus sincicial respiratório, metapneumovírus, rinovírus e adenovírus. A equipe, que contará com cerca de 30 profissionais, vai atuar na contenção de casos e na assistência para evitar agravamento.

Segundo a secretária-adjunta de Saúde indígena, Lucinha Tremembé, o Ministério da Saúde tem garantido a maior presença de profissionais no território, além de enviar insumos, medicamentos e todo o aparato necessário para combater os agravos de saúde. “Reforçamos as equipes de rotina e vamos enviar uma força-tarefa com infectologistas, antropólogos e outros profissionais de saúde que vão se somar à equipe do polo e realizar busca ativa por pacientes para controlar o surto”.

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Os profissionais estão se deslocando para o município de São Gabriel da Cachoeira (AM), onde fica a sede do Polo Base Maturacá. Além de especialistas da Sesai, a força-tarefa contará agentes do Programa de Treinamento em Epidemiologia Aplicada aos Serviços do Sistema Único de Saúde (EpiSUS), que atuam em situações de surtos e epidemias, além de dois profissionais da Força Nacional do SUS para apoiar no diagnóstico da situação local. A equipe contará com médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, nutricionista, agente de endemias, entre outros profissionais.

O Polo Base Maturacá fica no estado do Amazonas no município de São Gabriel da Cachoeira e é atendido pelo Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) Yanomami. Essa população, assim como todas as demais atendidos pelos polos da região, recebem vacinas contra influenza e outras doenças. O número de doses aplicadas no primeiro semestre deste ano aumentou 59,5% em relação ao mesmo período em 2023.

O Esquema Vacinal Completo, que mensura a proporção de indivíduos com todas as vacinas preconizadas na rotina, por faixa etária, apresentou evolução contínua. Entre menores de 1 ano, o indicador passou de 32,2% em 2023 para 57,8% em 2025, enquanto entre menores de 5 anos evoluiu de 53,5% para 73,5% no mesmo período.

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Aumento de profissionais e escala de 30 dias

Entre 2022 e 2025, o Ministério da Saúde quase dobrou o número de profissionais atuando no polo base de Maturacá – passou de 20 para 35, entre médicos, enfermeiros e outros profissionais de saúde. As equipes permanecem 30 dias seguidos no território, garantindo assistência contínua aos indígenas.

Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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SAÚDE

Ministério da Saúde abre inscrições para observatório de boas práticas de equidade no SUS

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Uma iniciativa dedicada à troca de experiências dos profissionais de saúde, com foco em fortalecer a equidade na atenção primária do Sistema Único de Saúde (SUS): esse é objetivo do Observatório de Boas Práticas de Equidade, lançado pelo Ministério da Saúde nesta sexta-feira (1º). As inscrições para a divulgação das iniciativas de já estão abertas e seguem até 20 de maio.

O observatório possibilitará a análise e a divulgação de projetos de gestão do cuidado já realizados em diferentes localidades. A ideia é que as trabalhadoras e os trabalhadores compartilhem seus conhecimentos produzidos na prática profissional do dia a dia e, assim, contribuam para a melhoria do atendimento e da organização dos serviços.

Para a secretária de Atenção Primária à Saúde, Ana Luiza Caldas, esse espaço valoriza as iniciativas dos profissionais e incentiva o compartilhamento de saberes. “O observatório vai revelar as inovações da atenção primária que acontecem no cotidiano dos serviços. O papel do Ministério da Saúde é justamente dar visibilidade a essas experiências e criar condições para que elas ganhem escala, contribuindo para um SUS mais resolutivo e equitativo”, detalha.

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As experiências selecionadas terão seus relatos disponibilizados no site “APS nos territórios”, além de compor uma publicação institucional do Ministério da Saúde.

Eixos temáticos

As iniciativas inscritas, além de apresentarem soluções relevantes para o SUS, deverão estar obrigatoriamente vinculadas a um dos três eixos temáticos seguintes: equidade e acesso; cuidado integral e saúde mental; e participação social.

O primeiro abarcará ações e estratégias para diminuir desigualdades em saúde e superar barreiras geográficas, institucionais e sociais no acesso da população ao cuidado. Já o segundo terá ações intersetoriais de cuidado e acolhimento e de atenção em saúde mental com ênfase para populações em situação de vulnerabilidade. O terceiro reunirá iniciativas de fortalecimento do vínculo entre os serviços de saúde e o território.

Quem pode se inscrever   

Todos os profissionais de saúde da atenção primária que trabalham em espaços de saúde cadastrados e ativos no Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (Cnes) poderão participar. As propostas, que devem ser inovadoras e originais, precisam estar adequadas às diretrizes do SUS.

Confira os profissionais que atuam em equipes e serviços da atenção primária à saúde que podem participar:

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*Nos casos de experiências realizadas nos CEO, LRPD e Sesb, as inscrições devem ser realizadas por pelo menos um dos profissionais que atuam nesses estabelecimentos. 

Acesse a página de inscrição do Observatório de Boas Práticas de Equidade na APS

Acesse também o passo a passo para a inscrição.

Acesse o cronograma completo, critérios de análise e outros detalhes nas orientações.

Agnez Pietsch
Ministério da Saúde 

Fonte: Ministério da Saúde

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