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Mudanças climáticas desafiam organização do SUS e reforçam adaptação dos serviços de saúde

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Os impactos das mudanças climáticas sobre a saúde da população e os desafios para fortalecer a capacidade de resposta do Sistema Único de Saúde (SUS) estiveram em debate durante painéis da programação técnica do 39º Congresso do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), em Porto Alegre/RS. Durante as atividades, representantes do Ministério da Saúde (MS) discutiram estratégias voltadas à adaptação do setor de saúde, à organização dos serviços e à proteção das populações em situação de maior vulnerabilidade.

Os técnicos do Ministério explicaram que as mudanças climáticas impactam tanto as pessoas quanto o sistema de saúde e, por isso, o problema não pode ser tratado de forma isolada. Os eventos extremos afetam a continuidade dos serviços, agravam doenças e ampliam desigualdades já existentes. Por esta razão, os integrantes da mesa alertaram que a equidade precisa ser um eixo transversal das políticas de adaptação.

Vulnerabilidades

Além dos eventos extremos, outros problemas ocorrem em decorrência das mudanças climáticas: aumento das temperaturas, maior frequência de dias de calor intenso, poluição do ar, insegurança alimentar e dificuldades de acesso à água e ao saneamento básico. São impactos tendem a ser mais intensos entre idosos, crianças, gestantes, pessoas com doenças crônicas e populações em situação de maior vulnerabilidade social.

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Um exemplo da gravidade dos problemas climáticos foi apresentado pela Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai). Segundo o relato, secas prolongadas, enchentes, queimadas e ondas de calor já estão afetando o deslocamento das equipes de saúde, o abastecimento de insumos e a continuidade da assistência em diferentes regiões do país.

Nesse contexto, o Ministério da Saúde ressaltou a necessidade de fortalecimento da Atenção Primária à Saúde como garantia de que os territórios tenham capacidade de responder aos efeitos das mudanças climáticas. A presença das equipes em todo o território nacional permite identificar vulnerabilidades, conhecer as características locais e organizar ações de prevenção, vigilância e cuidado de forma integrada.

Durante os painéis, foi apresentado aos gestores municipais de saúde o Plano Setorial de Adaptação à Mudança do Clima para a Saúde (AdaptaSUS). A estratégia, elaborada pelo Ministério da Saúde, integra o Plano Clima e orienta a incorporação da adaptação climática ao planejamento do setor. Ele estabelece diretrizes para fortalecer a vigilância em saúde, a gestão de riscos, a organização dos serviços, a produção e o uso de informações estratégicas e a resposta a emergências relacionadas ao clima. 

Infraestrutura resiliente

Na terça-feira, dia 14/07, os debates aprofundaram o papel da infraestrutura de saúde na adaptação às mudanças climáticas. Durante o painel “ADAPTASUS: Resiliência da infraestrutura de saúde, vigilância epidemiológica e proteção de populações vulneráveis” foi explicada a necessidade de garantir que os serviços permaneçam funcionando antes, durante e após eventos extremos, de forma a assegurar a continuidade da assistência mesmo em situações de crise.

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Segundo a equipe técnica do MS, a adaptação no setor saúde não se limita à resposta a desastres, mas envolve mudanças permanentes na forma de planejar e organizar os serviços. Isso inclui incorporar informações climáticas e ambientais ao planejamento em saúde, ampliar o uso de sistemas de alerta precoce, fortalecer a vigilância epidemiológica e priorizar ações voltadas às populações mais vulneráveis.

A infraestrutura resiliente envolve tanto aspectos físicos quanto organizacionais. Entre os exemplos citados estão a avaliação dos riscos climáticos na implantação e manutenção das unidades de saúde, a garantia de abastecimento de água, energia e comunicação, o fortalecimento das cadeias de suprimentos e a elaboração de planos de contingência capazes de assegurar a continuidade dos atendimentos durante eventos extremos.

O AdaptaSUS reúne 27 metas e 93 ações voltadas ao fortalecimento da adaptação do setor saúde e conta com a participação ativa de estados e municípios na elaboração de estratégias compatíveis com as características de cada território. Para apoiar esse processo, o Ministério da Saúde disponibiliza painéis de informações sobre saúde e clima e incentiva o uso de dados locais para orientar o planejamento das ações.

João Moraes
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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BRASIL

Treino curto funciona? 5 mitos e verdades sobre como 40 minutos de exercício podem fazer diferença na rotina

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Dados do IBGE mostram que quase metade dos brasileiros não pratica a quantidade de exercícios indicada pela OMS; Especialista da Fast Treino desmistifica as principais dúvidas sobre a eficácia dos treinos de curta duração

Em meio à correria do dia a dia, encontrar tempo para praticar atividade física ainda é um dos principais desafios dos brasileiros. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelam que cerca de 47% da população do país não atinge o mínimo de atividade física recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Com esse índice, o Brasil lidera o ranking dos países mais sedentários da América Latina e ocupa a quinta posição no cenário mundial.

No entanto, a falta de tempo não precisa mais ser uma justificativa para o sedentarismo. A OMS recomenda entre 150 e 300 minutos de atividade física moderada por semana, o que pode ser alcançado com sessões curtas e regulares de exercício. Segundo José Adeirton, especialista em fisiologia do exercício e biomecânica da Fast Treino, rede de academias inteligentes que aposta em circuitos full body de até 36 minutos, é possível obter benefícios significativos para a saúde dedicando cerca de 40 minutos por dia à prática de exercícios.

“Muitas pessoas ainda associam resultados a treinos longos, mas a eficácia está muito mais relacionada à frequência semanal. É a regularidade que realmente promove evolução e qualidade de vida. Quando há planejamento, intensidade adequada e constância, treinos de aproximadamente 40 minutos podem contribuir para o fortalecimento muscular, melhorar o condicionamento cardiorrespiratório, aumentar o gasto calórico e proporcionar mais disposição para as atividades do dia a dia”, destaca.

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A preocupação é ainda maior diante das projeções da OMS de que, até 2030, mais de 500 milhões de pessoas no mundo poderão desenvolver doenças crônicas não transmissíveis associadas à inatividade física. Nesse contexto, o especialista esclarece alguns mitos e verdades sobre os treinos de curta duração.

1. Treinos de 40 minutos não ajudam a emagrecer

Mito. “O emagrecimento está relacionado ao gasto calórico total e à intensidade do exercício. Modalidades como o HIIT elevam rapidamente a frequência cardíaca e mantêm o metabolismo acelerado mesmo após o término da atividade. O segredo não está no tempo de treino, mas na intensidade aplicada”, ressalta.

 

2. É possível ganhar massa muscular com treinos curtos

Verdade. “Um treino de força bem estruturado, com foco em exercícios compostos e intervalos curtos de descanso, pode ser altamente eficaz para o ganho de massa muscular”, afirma José.

 

3. Apenas exercícios intensos trazem resultados

Mito. Caminhadas, pedaladas, dança e esportes também contribuem para a melhora do condicionamento físico e auxiliam na prevenção de doenças. “Não adianta treinar duas horas apenas duas vezes por semana. A regularidade é o principal pilar da saúde física. Manter o corpo em movimento ao longo de toda a semana gera benefícios muito maiores a longo prazo do que treinos esporádicos”, explica.

 

4. Treinos curtos são grandes aliados da saúde mental

Verdade. Cerca de quarenta minutos de atividade física são suficientes para estimular a liberação de endorfina e dopamina, hormônios relacionados à sensação de bem-estar. “Para quem tem uma rotina estressante, uma pausa breve para se exercitar funciona como uma válvula de escape, melhorando o foco, o humor e a qualidade do sono, sem a pressão de precisar reservar horas do dia para isso”, ressalta.

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5. Exercícios rápidos só funcionam para pessoas jovens

Mito. “Pessoas de todas as idades podem melhorar a saúde por meio da prática regular de exercícios, desde que respeitem suas condições individuais e limitações”, conclui o especialista.

A crescente procura por soluções mais práticas reflete uma mudança no comportamento do consumidor, que busca integrar a atividade física de forma mais eficiente à rotina. Nesse cenário, modelos como o da Fast Treino ganham espaço ao oferecer um circuito inteligente de apenas 36 minutos, aliado a equipamentos tecnológicos profissionais e uma metodologia desenvolvida para otimizar o tempo sem comprometer a qualidade e os resultados do treinamento.

 

Sobre a Fast Treino

A Fast Treino, rede de academias inteligentes que aposta em circuitos full body de até 36 minutos, que combina tecnologia, automação e eficiência operacional em um modelo que integra força e cardio. Com equipamentos tecnológicos, ambientação imersiva em LED RGB e operação altamente automatizada, as unidades funcionam com apenas um professor por turno, garantindo uma experiência diferenciada aos alunos e maior rentabilidade aos franqueados. Presente no franchising desde abril deste ano, a marca já soma 10 unidades entre comercializadas e em implantação.

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