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Proadi-SUS vai investir mais R$ 34,5 milhões em estratégias para a saúde indígena

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A Secretaria de Saúde Indígena (Sesai) do Ministério da Saúde acaba de ter seu quarto projeto aprovado no Programa de Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde, o Proadi-SUS. A aprovação pelo Comitê Gestor Deliberativo, formado pelo Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), Secretaria Executiva e Departamento de Cooperação Técnica e Desenvolvimento em Saúde (Decoop), aconteceu nesta terça (25), em sessão no Auditório Emílio Ribas, do Ministério da Saúde, em Brasília. 

Intitulado Promoção de melhorias assistenciais no cuidado integrado e na articulação da rede em relação às linhas de atenção ao câncer do colo do útero e atenção à saúde materna e infantil na saúde indígena, o projeto é direcionado à construção, a partir de metodologias participativas, de um conjunto de melhorias voltadas aos serviços organizados na atenção primária, envolvendo os demais níveis de atenção da rede, média e alta complexidade.   

“Na prática, esse projeto se propõe apoiar e qualificar o acesso das mulheres indígenas aos exames de rastreamento do câncer de colo do útero, ao diagnóstico e tratamento das lesões precursoras. E vamos também promover ações voltadas para a saúde materna (ciclo gravídico-puerperal), atenção ao recém-nascido (até o 28º dia de vida) e crianças (até o 12º mês de vida), considerando os principais agravos prevalentes na infância, bem como o acompanhamento do crescimento e desenvolvimento neuropsicomotor, vigilância alimentar e nutricional e o seguimento das vacinas preconizadas para a faixa etária conforme calendário nacional de vacinação definido pelo Ministério da Saúde”, afirma a diretora do Departamento de Atenção Primária à Saúde Indígena (DAPSI), Putira Sacuena. 

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O secretário da Sesai, Weibe Tapeba, explicou que esta parceria contemplará a população dos DSEI Xavante e Vale do Javari, e a escolha se deu após análise dos dados de saúde nos territórios. “Na saúde indígena, o tipo de câncer que mais acomete as mulheres é o de colo do útero, e nós identificamos no DSEI Xavante a urgente necessidade de diagnosticar e tratar essas mulheres. Já no DSEI Vale do Javari o foco maior desse projeto se dará para ações de saúde às crianças. Nos dois territórios há outras necessidades, tanto das mulheres quanto das gestantes e puérperas e seus filhos até 1 ano de idade, que serão atendidas, otimizando significativamente as estratégias de saúde em curso”, frisa Weibe. E completa: “Esse é o projeto com maior incremento de orçamento através do Proadi-SUS, no total de 34,5 milhões, representa sim mais um marco para a Saúde Indígena, que vem sendo beneficiada pelo Ministério da Saúde em ações de extrema importância”. 

A coordenadora da Coordenação-Geral de Projetos de Saúde Indígena (CGPROJ), Fernanda Conde, ressalta que a Secretaria foi contemplada no Proadi-SUS, pela primeira vez, nesta gestão, atingindo agora 4 projetos. Os outros três projetos já em fase de execução são: 

  1. Formação em Saúde Ambiental para profissionais de Saúde Indígena, em parceria com o Hospital Moinhos de Vento –  Visa formar multiplicadores para atuar na qualificação de Agentes Indígenas de Saneamento – AISAN, e Técnicos em Saneamento na temática de Saúde Ambiental Indígena até 2026. Os 34 DSEI foram contemplados neste projeto. Com orçamento atualizado no total de R$ 10,3mi; 
  2. Cuidado Especializado Digital, em parceria com o Hospital Sírio Libanês – Visa Implementar o Modelo de Atenção às Condições Crônicas (MACC) por meio de soluções digitais para promoção da regulação do acesso à assistência e da atenção secundária ambulatorial orientadas por linhas de cuidado para população indígena usuárias no Subsistema da Atenção à Saúde Indígena no Sistema Único de Saúde. Cinco DSEI contemplados. Com orçamento de R$ 25,4mi; 
  3. Projeto VIGIAMBSI, em parceria com o Hospital Israelita Albert Einstein – Visa o desenvolvimento de uma plataforma de integração de dados de saneamento, qualidade da água e saúde que será utilizada na rotina de trabalho dos profissionais dos 34 DSEIs; e analisar amostras ambientais e biológicas em 10 DSEIs visando fornecer subsídios para o planejamento de ações de saúde e vigilância ambiental da população. Com orçamento de R$ 25,4mi. 
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A execução do projeto aprovado esta semana deve ter início através de um diagnóstico situacional realizado com os indígenas nos territórios contemplados, a partir de março.

Sílvia Alves
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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SAÚDE

Brasil completa 10 anos sem raiva humana transmitida por cães e reforça vacinação antirrábica na fronteira

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O Brasil completa, em 2026, dez anos sem registrar casos de raiva humana transmitida pelas variantes de cães (AgV1 e AgV2). Para reforçar a prevenção e o controle da doença, especialmente nas áreas de fronteira, o Ministério da Saúde realiza neste sábado (22) a abertura simultânea da Campanha de Vacinação Antirrábica Canina e Felina na Fronteira, com mobilizações no Acre, em Rondônia, no Mato Grosso do Sul e na Bolívia, reunindo representantes do Brasil, da Bolívia e do Peru.

Para apoiar a campanha, o Ministério da Saúde disponibilizou vacinas antirrábicas para cães e gatos e materiais para as ações de vacinação nos três municípios brasileiros, além de apoiar atividades na Bolívia e no Peru. Foram fornecidos equipamentos como caixas térmicas, termômetros, cambões, cordas e focinheiras, utilizados para garantir a conservação adequada das vacinas e a segurança dos profissionais e dos animais.

“Essa ação fortalece a vigilância integrada da raiva e a vacinação de cães e gatos em regiões de fronteira, onde a circulação de pessoas e animais entre diferentes países exige ações coordenadas de prevenção e controle”, explica o diretor do Departamento de Doenças Transmissíveis (DEDT), Francisco Edilson Ferreira.

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CIRCULAÇÃO DO VÍRUS

Apesar de o país não registrar casos de raiva humana transmitida pelas variantes caninas há uma década, o vírus continua circulando entre animais silvestres, principalmente morcegos, primatas e raposas.

O cenário reforça a importância de manter a vacinação de cães e gatos, a vigilância de animais suspeitos e, principalmente, a procura rápida por atendimento de saúde após situações de risco.

Entre 2016 e 2026, foram confirmados 37 casos de raiva humana no Brasil, todos associados a variantes silvestres. Os morcegos estiveram envolvidos em 22 casos. Também houve registros relacionados a primatas (7), felinos infectados com variante de morcego (4), raposas (2), cão infectado com variante de morcego (1) e bovino infectado com variante de morcego (1).

TRATAMENTO NO SUS

A raiva é uma doença viral grave, com alta taxa de letalidade o início dos sintomas. Em caso de mordida, arranhão ou contato de risco com a saliva de mamíferos, a orientação é procurar imediatamente um serviço de saúde, mesmo que o ferimento pareça pequeno.

Após avaliação, o profissional de saúde indicará, quando necessário, a profilaxia antirrábica, que pode incluir vacina e soro ou imunoglobulina. Também é importante evitar o contato com morcegos e outros animais silvestres encontrados mortos ou com comportamento incomum. A profilaxia antirrábica humana é oferecida gratuitamente pelo 

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Suellen Siqueira
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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