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Uso excessivo de telas pode causar “demência digital”; neurocirurgião comenta

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Dr. Antônio Araújo, da Clínica Araújo & Fazzito, comenta os malefícios do vício digital, que vem aumentando em todas as idades e impacta no desenvolvimento cerebral e na educação

Com o passar dos anos, vemos que o uso excessivo de telas vem aumentando, independente da idade. O vício, que parece inofensivo, pode gerar diversos problemas ao longo do tempo. Essa preocupação ganha destaque devido ao crescente uso de telas por crianças, adolescentes e adultos, levantando questões sobre os impactos no desenvolvimento cerebral e na educação.

 

De acordo com uma pesquisa realizada com crianças pelo Instituto de Pesquisa do Hospital Infantil de Alberta (Canadá), o uso de telas aumentou mais de 50% desde o ano de 2020, correspondendo a um acréscimo de uma hora e vinte minutos em média.

 

O neurocirurgião Dr. Antônio Araújo, da Clínica Araújo & Fazzito e membro do Corpo Clínico do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, alerta para os perigos do mau uso de dispositivos eletrônicos, popularmente conhecido como “demência digital”, que afeta o rendimento cognitivo dos usuários.
Diminuição do rendimento cognitivo
O uso excessivo de telas, principalmente em idades precoces, está relacionado à diminuição da função cognitiva. Crianças e adolescentes expostos a dispositivos eletrônicos têm dificuldades em manter a atenção na sala de aula, ler regularmente – com estatísticas indicando que apenas 30% das crianças do ensino fundamental leem diariamente -, e desenvolver habilidades de memorização.

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“A exposição precoce a telas oferece estímulos intensos em termos de cores e sons, tornando desafiador competir pela atenção dessas crianças em ambientes educacionais tradicionais. Isso leva a uma geração de crianças distraídas e com dificuldades de aprendizado”, alerta o médico.

 

Impacto na memória e concentração
Além da distração, a dependência digital também afeta a memória e a concentração.

 

“Informações consumidas de maneira superficial e sem conexões emocionais tendem a ser esquecidas rapidamente. A memória eficaz depende da associação de informações e do vínculo emocional com o conteúdo”, explica.

 

Atrofia cerebral e déficit de tela
A exposição excessiva às telas pode levar a atrofia cerebral, afetando áreas responsáveis pela memória e concentração. “Esse processo pode ser acelerado, especialmente em crianças e adolescentes, que passam em média 45% do tempo de vigília em frente a telas. No longo prazo, isso pode resultar em perda neuronal significativa.”
“Outro fenômeno observado é o “déficit de tela” na educação, onde a aprendizagem através de telas retém apenas cerca de 5% do conteúdo em comparação com a aprendizagem presencial, criando um desafio significativo para a educação.”, complementa o Dr. Araújo.
Impacto na Geração Z
Embora a geração Z, nascida entre 1990 e 2010, tenha crescido em um ambiente digital, qualquer geração que desenvolva uma dependência digital está em risco. O que importa é o nível de envolvimento e atenção dedicado às telas, aplicativos e redes sociais.

 

“Não é porque a geração Z cresce juntamente à tecnologia que eles possuem uma facilidade maior para o vício. Independente da idade, se você dedica muito tempo às telas, você está suscetível a isso”, esclarece o neurocirurgião.

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Recomendações para um uso saudável
Para reduzir esses efeitos negativos, é importante estabelecer limites para o uso de dispositivos eletrônicos. Recomendações da Sociedade Americana de Pediatria incluem:

 

Abaixo de 6 anos: Proibir o uso de telas.

Entre 6 e 12 anos: Limite diário de 30 minutos a 1 hora.

Acima de 13 anos: Limite diário de 2 horas.

Redes sociais: Apenas acima de 16 anos de idade.

 

Além disso, é fundamental evitar o uso de telas antes da aula e antes de dormir, retirando a tela pelo menos duas horas antes de dormir. Evitar a presença de televisão no quarto e monitorar cuidadosamente o conteúdo acessado por crianças e adolescentes são medidas cruciais.

 

“O uso responsável de dispositivos eletrônicos é essencial para proteger a saúde cognitiva das gerações atuais e futuras, bem como para garantir um desenvolvimento educacional saudável e produtivo”, finaliza.

 

Sobre a Clínica Araújo e Fazzito – Localizada em São Paulo, é especializada no atendimento ao paciente neurológico, oferece tratamento abrangente. Conta com uma equipe multidisciplinar de profissionais gabaritados e com formação nacional e internacional, que inclui neurologistas clínicos, neurocirurgiões e neuropsicólogos. A clínica preza pela excelência no atendimento, estabelecendo uma relação de confiança, cuidado e transparência. Oferece o tratamento mais adequado, considerando cada caso, através de abordagem personalizada e humanizada.

 

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SAÚDE

Cirurgião plástico paraense estreia em rede nacional pela Record News como novo especialista do programa Fala Doutor

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Dr. André Melo passa a integrar o time de especialistas da atração nacional apresentada por Amanda Meirelles O cirurgião plástico paraense Dr. André Melo passa a integrar o time de especialistas do Fala Doutor, programa exibido nacionalmente pela Record News e apresentado pela médica Amanda Meirelles. A estreia acontece na edição deste domingo, quando o médico participa do quadro Giro Doc Especialistas, levando ao público informações sobre cirurgia plástica, saúde e qualidade de vida. Em sua primeira participação, Dr. André responde a uma dúvida comum entre os brasileiros: afinal, cirurgia plástica é apenas estética ou também pode ser uma aliada da saúde?

Com atuação reconhecida na cirurgia plástica, o especialista passa a fazer parte do elenco médico da atração, que semanalmente reúne profissionais de diferentes especialidades para esclarecer dúvidas da população, combater a desinformação e levar conteúdo baseado em evidências científicas. Apresentado por Amanda Meirelles, o Fala Doutor é um dos programas de saúde da programação da Record News e aborda temas relacionados à prevenção, diagnóstico, tratamentos e qualidade de vida, sempre com a participação de especialistas convidados.

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A participação de Dr. André Melo marca mais um passo na projeção nacional do trabalho desenvolvido pelo médico paraense, que agora passa a compartilhar sua experiência com telespectadores de todo o Brasil por meio da Record News.

Programa: Fala Doutor

Apresentação: Amanda Meirelles

Emissora: Record News

Exibição: Domingos, às 8h30

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