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Empresas usam tecnologia e dados para manter o controle na expansão nacional

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Crédito: @kekage4242 / Creative Commons CC0

Monitoramento inteligente e gestão digital avançam com pressão por eficiência e redução de custos operacionais

Empresas brasileiras têm ampliado o uso de dados em tempo real para evitar perda de controle à medida que crescem. O avanço acompanha a expansão para diferentes regiões, o que exige maior coordenação sobre operações distribuídas. Dados da Pesquisa de Inovação Semestral (Pintec Semestral), do IBGE, mostram que 89,1% das companhias industriais já utilizam ao menos uma tecnologia digital avançada, com 90,3% apontando ganhos de eficiência.

A digitalização de processos também passou a influenciar diretamente a tomada de decisão. Com acesso contínuo a indicadores, gestores conseguem antecipar problemas, ajustar rotas e reduzir a dependência de controles manuais. “Com acesso a dados em tempo real, os gestores conseguem analisar indicadores com agilidade e tomar decisões mais seguras, baseadas em fatos”, afirma Cláudio Mohn França, CEO da Horus Distribuidora.

O avanço ainda passa pela evolução dos sistemas de monitoramento, que deixaram de ter função restrita à segurança e passaram a gerar inteligência operacional. Com análise automatizada, as ferramentas permitem acompanhar fluxos, identificar padrões e apoiar decisões no dia a dia das operações.

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Para França, o impacto está na capacidade de resposta. “Essas ferramentas geram informações que podem apoiar decisões sobre segurança, operação e circulação de pessoas”, diz.

Segundo o CEO da Horus, a tecnologia amplia a visibilidade da operação e permite ajustes mais rápidos em estruturas distribuídas. A integração dessas informações em plataformas centralizadas tem sido adotada como estratégia para empresas com presença nacional. A prática permite padronizar processos e acompanhar o desempenho de diferentes unidades de forma simultânea, reduzindo falhas e aumentando o controle.

“A centralização padroniza as operações e ajuda a identificar desvios rapidamente, tornando a gestão mais eficiente”, afirma Willy Alberto Gomes, gerente de projetos da Horus Distribuidora. Levantamento do IBGE também aponta que quase 90% das empresas relatam maior flexibilidade nos processos após a adoção dessas tecnologias.

Além do controle operacional, a tecnologia viabiliza expansão com menor pressão sobre custos. A estrutura baseada em dados permite replicar processos e manter consistência mesmo com crescimento geográfico.

“A tecnologia permite expandir sem que os custos cresçam na mesma proporção”, afirma Raul Victor Vieira, gerente de negócios da Horus Distribuidora. Segundo o IBGE, 74,1% das empresas também apontam redução de impactos operacionais, incluindo desperdícios, como resultado da digitalização.

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TECNOLOGIA

Projeto Entre Ciências seleciona seis propostas sobre sociobiodiversidade

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Como cuidar melhor da floresta, da terra e da biodiversidade? Parte dessa resposta está no diálogo entre diferentes formas de conhecimento. Com o objetivo de fortalecer a participação de povos indígenas, comunidades tradicionais e agricultores familiares na produção de conhecimento sobre a sociobiodiversidade, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) vai selecionar seis iniciativas para o projeto Entre Ciências: Territórios de Saber em Diálogo.     

Foram avaliadas 60 propostas de arranjos de pesquisa colaborativa, envolvendo comunidades e academia, vindas de diferentes regiões da Amazônia e do Cerrado. Os trabalhos foram selecionados por uma comissão formada por especialistas e representantes das próprias comunidades, levando em conta não só critérios técnicos, mas também a diversidade dos territórios e protagonismo de mulheres, jovens e anciãos.  

Projetos selecionados 

  • Associação dos Seringueiros do Seringal Cazumbá. Parceiro acadêmico: Instituto Federal do Acre (Ifac) — Campus Rio Branco;  

  • Associação Quilombo Kalunga. Parceiro acadêmico: Universidade de Brasília (UnB) – Programa de Mestrado Profissional em Sustentabilidade junto a Povos e Terras Tradicionais (Mespt) e Programa da Licenciatura em Educação do Campo (Ledoc); 

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  • Organização Baniwa e Koripako — NadzoeriParceiros acadêmicos: UnB, Universidade Federal Fluminense (UFF) e Universidade de São Paulo (USP);  

  • Associação de Mulheres Indígenas em Mutirão (Amim). Parceiro acadêmico: Instituto Federal do Amapá;  

  • Centro de Agricultura Alternativa Vicente Nica. Parceiro acadêmico: Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e do Instituto Federal do Norte de Minas Gerais (IFNMG) — Campus Almenara; 

  • Coletivo Mulheres Retireiras do Araguaia. Parceiro acadêmico: Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), vinculado ao MCTI, e Instituto Juruá.  

Com os novos arranjos selecionados, o projeto passa a apoiar oito experiências em diferentes territórios, ampliando uma rede que conecta ciência dos povos e comunidades com a ciência acadêmica, cultura e meio ambiente.  

Para a secretária de Políticas e Programas Estratégicos do MCTI, Andrea Latgé, a iniciativa reforça a importância de integrar diferentes formas de conhecimento na produção científica. “O Entre Ciências mostra que o conhecimento também nasce nos territórios. Ao valorizar saberes de povos indígenas, comunidades tradicionais e agricultores familiares, fortalecemos uma ciência mais diversa e conectada aos desafios do País”, destaca.  

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O Entre Ciências aposta em uma ideia simples e poderosa: quem vive nos territórios também produz conhecimento. O projeto fortalece o papel de povos indígenas e comunidades tradicionais na pesquisa sobre biodiversidade, em temas prioritários para o próprio território, incentivando a parceria com atores acadêmicos comprometidos e com respeito às diferentes formas de conhecimento.  

Além do apoio aos projetos, a iniciativa oferece formação, bolsas para pesquisadores locais das comunidades, intercâmbios e suporte para a gestão de dados e informações produzidas pelas próprias comunidades. 

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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