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MCTI abre edital de R$ 50 milhões para fortalecer a Rede Nacional de Métodos Alternativos

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O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) anunciaram a Chamada CNPq/MCTI Nº 11/2026. O edital destina R$ 50 milhões para estruturar a Rede Nacional de Métodos Alternativos (Renama) e impulsionar a transição tecnológica dos atuais testes com cobaias para novas metodologias na ciência brasileira. 

Durante a cerimônia de lançamento, a secretária de Políticas e Programas Estratégicos (Seppe) do MCTI, Andrea Latgé, destacou que a ação materializa uma política de Estado. “O investimento robusto desta chamada posiciona o Brasil em um patamar de destaque, sinalizando um compromisso concreto com o avanço científico, a inovação regulatória e a adoção de práticas éticas e modernas”, apontou a secretária. 

A transição tecnológica baseia-se no princípio global dos 3Rs — Substituição, Redução e Refinamento (ReplacementReduction and Refinement). As linhas temáticas contemplam projetos focados em métodos computacionais, tecnologias de biologia molecular, modelos 3D baseados em células humanas e sistemas microfisiológicos. 

Segurança jurídica e regulação sanitária 

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O financiamento atende a uma demanda estruturante da indústria e da regulação no País. A articulação do edital envolve o Conselho Nacional de Controle de Experimentação Animal (Concea), responsável por estabelecer as diretrizes e atestar a validade jurídica das inovações; e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que incorpora as novas metodologias no processo regulatório. 

A expectativa governamental é que o desenvolvimento nacional gere dados capazes de fortalecer a Farmacopeia Brasileira. 

“A articulação entre a Renama, o Concea e a Anvisa é essencial para garantir que os avanços científicos em métodos alternativos se traduzam, de fato, em inovação regulatória. Não basta desenvolver novos métodos, pois é preciso assegurar sua validação, reconhecimento e adoção nos processos regulatórios, com previsibilidade, segurança jurídica e alinhamento internacional”, pontuou Andrea Latgé. 

A chamada prioriza o trabalho em rede. A prioridade é a formação de consórcios entre laboratórios centrais e associados, capacitando a infraestrutura nacional. “Mais do que uma exigência normativa, trata-se de um compromisso ético da ciência com a sociedade, que reconhece a necessidade de reduzir o uso de animais sempre que existam métodos cientificamente validados e igualmente eficazes”, completou a titular da Seppe. 

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Como e até quando inscrever o seu projeto 

Pesquisadores e instituições científicas têm de 6 de maio a 3 de julho de 2026 para submeterem as propostas. O processo de inscrição é inteiramente digital. 

Para participar, siga o passo a passo: 

  1. Acesse o Portal do CNPq (Plataforma Carlos Chagas) 

  1. Consulte a íntegra do documento oficial da Chamada CNPq/MCTI Nº 11/2026 

  1. Leia o documento de Perguntas Frequentes – FAQ para o esclarecimento de dúvidas pontuais 

  1. Preencha o formulário eletrônico de submissão, anexe o plano de pesquisa e detalhe a atuação do grupo ou consórcio 

A gestão do edital e o acompanhamento das contratações são coordenados pelo CNPq. Dúvidas técnicas sobre a elaboração dos projetos, critérios de financiamento ou uso da Plataforma Carlos Chagas devem ser encaminhadas pelo e-mail [email protected]. 

 

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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TECNOLOGIA

Mais Ciência na Escola em Pernambuco ganha reforço e dobra número de escolas atendidas

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O programa Mais Ciência na Escola em Pernambuco vai receber um reforço financeiro de R$ 7,5 milhões para ampliar as atividades. Com o recurso, o alcance dobra: mais 75 escolas serão atendidas e 750 estudantes impactados, em 23 municípios. Agora, com o investimento total de R$ 15 milhões, o programa vai envolver 150 escolas e 1,5 mil alunos. Nesta nova etapa no estado, a iniciativa é desenvolvida em parceria com a Universidade de Pernambuco (UPE) e faz parte da Rede Mais Ciência na Escola — UPE na Escola, as Mãos na Ciência. 

“Quando esse projeto chega às escolas, ele não leva apenas equipamentos, mas possibilidades: a chance de uma menina se enxergar como cientista e a oportunidade de um jovem descobrir que pode transformar a sua realidade por meio do conhecimento. Com o programa, os estudantes passam a entender que o conhecimento também pertence a ele”, disse a titular do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Luciana Santos, durante a cerimônia de lançamento da nova etapa do programa em Pernambuco, nesta quinta-feira (30). 

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Para a coordenadora da rede, Luciana Coutinho, quando a ciência, a tecnologia e a criatividade encontram a educação pública, a escola passa a fazer mais sentido. “Hoje não é apenas o lançamento de um projeto, mas o encontro entre a escola e o mundo. Entre o que somos hoje e o que podemos nos tornar. Quando falamos das escolas que fazem parte dessa iniciativa, não estamos falando de números, mas de pessoas, de histórias, de territórios”, afirmou. 

O programa agora chegará aos municípios Buenos Aires, Carpina, Nazaré da Mata, Paudalho, Recife, Paulista, Camaragibe, Águas Belas, Canhotinho, Inajá, Lajedo, Garanhuns, Altinho, Arcoverde, Bonito, Capoeiras, Chã de Alegria, Gameleira, Ibimirim, Moreno, Pesqueira, Poção e Sanharó 

Segundo a ministra, o programa é uma escolha política, uma prioridade e um compromisso com o País. “A ciência não é feita por máquinas, mas por gente. Ela é feita por estudantes curiosos e professores comprometidos, por comunidades que resistem e reinventam suas formas de existir. Quando a ciência dialoga com a realidade local, ela deixa de ser abstrata e passa a ser ferramenta de transformação social. A ciência precisa estar onde o povo está”, afirmou a ministra. 

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Em 2025, o MCTI já havia lançado a primeira etapa do programa no Sertão, em parceria com o Instituto Federal do Sertão Pernambucano (IFSertãoPE). No primeiro momento, foram 75 escolas atendidas e 750 alunos beneficiados com o programa em quatro regiões de desenvolvimento do estado. 

A coordenadora regional da iniciativa e professora de química da UPE, Lidiane Lima, comemora a nova etapa. “O projeto vai não somente impactar a vida desses estudantes, como vai movimentar todo o ecossistema de Pernambuco, trazendo mais ciência, tecnologia e inovação”, disse. 

Lançado em 2024, o programa tem o objetivo de promover o letramento digital e a educação científica com a implementação de laboratórios Mão na Massa, espaços montados dentro das escolas públicas em que os estudantes colocam em prática ideias e criações inovadoras. A iniciativa ainda oferece formação de professores e bolsas para educadores e alunos. 

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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