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Uso de informações científicas como base para ações de adaptação do Brasil é destaque em evento paralelo da COP30

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A experiência de utilização de evidências científicas para elaborar o Plano Clima Adaptação e do Primeiro Relatório Bienal de Transparência do Brasil à Convenção do Clima será apresentada pelo projeto Ciência&Clima durante a 5a edição do Seminário Global sobre Adaptação à Mudança do Clima, que será realizado nos dias 11 e 12 de novembro, em Florianópolis (SC).

O simpósio deste ano tem como tema ‘Adaptando o mundo para um clima em mudança’ e ocorre em paralelo à agenda oficial da COP 30, que acontece em Belém (PA), e reunirá, segundo os organizadores, mais de cem pesquisadores do Brasil e exterior. Serão debatidas ideias, tendências, abordagens e métodos inovadores para avançar na agenda climática, especialmente em relação à transformação climática e à implementação dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU.

O plano nacional de adaptação é o principal instrumento na política para o tema, consolidando estratégias, planos e metas até 2035. O relatório de transparência é o início da plena implementação da estrutura aprimorada de transparência do Acordo de Paris.

O projeto Ciência&Clima colaborou ativamente para a elaboração da Estratégia Nacional de Adaptação e dos 16 planos setoriais e temáticos. Em parceria com a GIZ Brasil e a Rede Clima, e envolvendo 11 instituições de pesquisa, o projeto forneceu subsídios técnico-científicos para 25 pastas ministeriais, orientou mais de 870 representantes de governo e sociedade, avaliou mais de 700 referências científicas e recomendou cerca de 200, que culminaram na produção de 12 sínteses que apoiaram o trabalho.

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As especialistas em impactos, vulnerabilidades e adaptação do projeto Ciência&Clima, Mariana Paz e Natália D’Alessandro, apresentarão dois artigos científicos que foram selecionados para o evento e integrarão publicação científica. Um dos papers aborda a contribuição da ciência para a construção do Plano Clima Adaptação do Brasil, como as orientações metodológicas para a agenda climática; a avaliação de ferramentas, políticas, oportunidades e desafios para a adaptação no Brasil e as lições do processo nacional de planejamento da adaptação do Brasil para construir resiliência climática.

“A apresentação desses trabalhos busca estimular novas pesquisas que dialoguem com as demandas da agenda climática, tanto na produção de dados sobre impactos, riscos e vulnerabilidades, quanto no desenvolvimento de soluções de adaptação”, afirma Mariana Paz.

As especialistas colaboraram com a revisão do Relatório Global sobre a Lacuna de Adaptação, lançado recentemente pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (UNEP, na sigla em inglês).

O evento é organizado pela Universidade de Ciências Aplicadas de Hamburgo, Universidade do Sul de Santa Catarina (Unisul), Programa Internacional de Pesquisa e Informação sobre Mudança do Clima (ICCIRP), e Rede de Pesquisadores em Tecnologia e Ciência Brasil-Alemanha (GERBRAS-SCIENCENET), entre outros.

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Saiba mais: Ciência&Clima é o projeto de cooperação técnica internacional executado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), com apoio do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) na sua implementação e recursos do Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF), que elabora as Comunicações Nacionais, os Relatórios de Atualização Bienal e os Relatórios Bienais de Transparência do Brasil à Convenção do Clima. O projeto trabalha para fortalecer as capacidades nacionais na implementação da Convenção do Clima e promover a conscientização sobre os impactos da mudança do clima no país. Acesse: https://www.gov.br/mcti/cienciaclima

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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Mais Ciência na Escola em Pernambuco ganha reforço e dobra número de escolas atendidas

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O programa Mais Ciência na Escola em Pernambuco vai receber um reforço financeiro de R$ 7,5 milhões para ampliar as atividades. Com o recurso, o alcance dobra: mais 75 escolas serão atendidas e 750 estudantes impactados, em 23 municípios. Agora, com o investimento total de R$ 15 milhões, o programa vai envolver 150 escolas e 1,5 mil alunos. Nesta nova etapa no estado, a iniciativa é desenvolvida em parceria com a Universidade de Pernambuco (UPE) e faz parte da Rede Mais Ciência na Escola — UPE na Escola, as Mãos na Ciência. 

“Quando esse projeto chega às escolas, ele não leva apenas equipamentos, mas possibilidades: a chance de uma menina se enxergar como cientista e a oportunidade de um jovem descobrir que pode transformar a sua realidade por meio do conhecimento. Com o programa, os estudantes passam a entender que o conhecimento também pertence a ele”, disse a titular do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Luciana Santos, durante a cerimônia de lançamento da nova etapa do programa em Pernambuco, nesta quinta-feira (30). 

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Para a coordenadora da rede, Luciana Coutinho, quando a ciência, a tecnologia e a criatividade encontram a educação pública, a escola passa a fazer mais sentido. “Hoje não é apenas o lançamento de um projeto, mas o encontro entre a escola e o mundo. Entre o que somos hoje e o que podemos nos tornar. Quando falamos das escolas que fazem parte dessa iniciativa, não estamos falando de números, mas de pessoas, de histórias, de territórios”, afirmou. 

O programa agora chegará aos municípios Buenos Aires, Carpina, Nazaré da Mata, Paudalho, Recife, Paulista, Camaragibe, Águas Belas, Canhotinho, Inajá, Lajedo, Garanhuns, Altinho, Arcoverde, Bonito, Capoeiras, Chã de Alegria, Gameleira, Ibimirim, Moreno, Pesqueira, Poção e Sanharó 

Segundo a ministra, o programa é uma escolha política, uma prioridade e um compromisso com o País. “A ciência não é feita por máquinas, mas por gente. Ela é feita por estudantes curiosos e professores comprometidos, por comunidades que resistem e reinventam suas formas de existir. Quando a ciência dialoga com a realidade local, ela deixa de ser abstrata e passa a ser ferramenta de transformação social. A ciência precisa estar onde o povo está”, afirmou a ministra. 

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Em 2025, o MCTI já havia lançado a primeira etapa do programa no Sertão, em parceria com o Instituto Federal do Sertão Pernambucano (IFSertãoPE). No primeiro momento, foram 75 escolas atendidas e 750 alunos beneficiados com o programa em quatro regiões de desenvolvimento do estado. 

A coordenadora regional da iniciativa e professora de química da UPE, Lidiane Lima, comemora a nova etapa. “O projeto vai não somente impactar a vida desses estudantes, como vai movimentar todo o ecossistema de Pernambuco, trazendo mais ciência, tecnologia e inovação”, disse. 

Lançado em 2024, o programa tem o objetivo de promover o letramento digital e a educação científica com a implementação de laboratórios Mão na Massa, espaços montados dentro das escolas públicas em que os estudantes colocam em prática ideias e criações inovadoras. A iniciativa ainda oferece formação de professores e bolsas para educadores e alunos. 

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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