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Rota de charme: Como Corumbá de Goiás uniu história e experiências aos 296 anos

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Foto: Corumbá de Goias/Haissam Massouh

Fusão de patrimônio histórico, ecoturismo e enologia e mercado imobiliário transforma a tricentenária cidade goiana no novo polo de refúgio exclusivo do Centro-Oeste

Prestes a completar 296 anos no dia 9 de julho, Corumbá de Goiás vive o seu ciclo econômico mais próspero ao transformar o antigo solo minerador do século XVIII em um polo de turismo sustentável e condomínios de alto padrão. O município, que abriga casarios coloniais tombados pelo Iphan e manifestações como as Cavalhadas, integra a Rota dos Pirineus  – formada também pelos municípios de Cocalzinho e Pirenópolis – e atrai hoje de 80 mil a 120 mil visitantes mensais.
O apelo do ecoturismo local, impulsionado pelo Salto Corumbá, somou-se a uma gastronomia sofisticada de vinhos de altitude e queijarias premiadas. Como aponta o proprietário do Salto Corumbá, Rodrigo Estivallet, “as pessoas vão até Corumbá de Goiás em busca de contato com a natureza, viver experiências, e estar em um contexto de desaceleração e contemplação”.
Essa engrenagem transformou a região serrana em um fenômeno imobiliário focado em segundas moradias e investimentos. O marco dessa transição é o condomínio horizontal Salto Imperial, desenvolvido pela ABL Prime e Trinus.co, cuja primeira etapa teve 98% dos lotes vendidos e valorização média de 70% em dois anos. O sucesso motivou o recente lançamento da fase Reserva da Serra, com 260 novos lotes.
“Os terrenos acidentados são os queridinhos do público, os primeiros a acabar porque a intenção dos proprietários é fazer casas instagramáveis e inspiradoras”, explica o coordenador de vendas Rodrigo Ribeiro. Complementando a visão mercadológica, o sócio-diretor da ABL Prime, Fernando Fonseca, salienta que “trata-se de um empreendimento em uma região serrana, carregada de charme em razão de sua história e que agora vem se consolidando como um polo de vitivinicultura, queijos e charcutaria”.

Foto: Corumbá de Goias/Haissam Massouh

O perfil dos compradores redefine o fluxo do interior goiano, atraindo investidores de short stay e nômades digitais. O gestor comercial da ABL Prime, Robério Siquiero, destaca que o projeto une o lazer ao retorno financeiro: “Os compradores estão enxergando esta possibilidade de unir estes dois interesses, uma vez que há alta demanda e ele não usará o imóvel em tempo integral”. A proximidade estratégica com grandes centros — a 89 km de Brasília e 123 km de Goiânia pela GO-139 — também seduz quem trabalha de forma remota. “Os nômades digitais crescem a cada dia, a exemplo dos profissionais de tecnologia, especialmente de Brasília, que tem sido um público recorrente para nós. Como a distância é curta, eles enxergaram a possibilidade de viver com muito mais qualidade de vida por aqui”, complementa Rodrigo Ribeiro.

Foto: Corumbá de Goias/Luiz Vagner Jacintoás

Buscando atender a esse público hiperconectado, o condomínio aposta em tecnologia, oferecendo gestão de serviços domésticos via aplicativo e comodidades como transfer exclusivo para as cidades históricas vizinhas. Para a secretária de turismo do município, Gheovanna Lowrranny, essa expansão imobiliária é reflexo direto do novo momento da cidade, sendo estratégica para o desenvolvimento ao ampliar a rede de hospitalidade e experiências. “E este condomínio abriu as portas para a chegada de outros”, afirma a secretária, revelando que o volume de consultas para novos projetos é crescente. Paralelamente, o município desenha com o Sebrae sua conversão em um Destino Turístico Inteligente oficial pelo Ministério do Turismo. “Estamos implementando as mudanças necessárias para que nosso destino alcance mais pessoas”, conclui Gheovanna, consolidando Corumbá como referência onde o passado colonial e a inovação caminham juntos.

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Turismo

‘Melhores Vilas Turísticas do Mundo’: Delfinópolis (MG) é um dos destinos brasileiros na disputa

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O aroma do café passado na hora e o sabor inconfundível do legítimo Queijo Canastra dão as boas-vindas a quem chega a Delfinópolis (MG), um dos sete destinos brasileiros que concorrem ao selo ‘Melhores Vilas Turísticas do Mundo’. A iniciativa da ONU Turismo reconhece os locais que se destacam pela valorização do patrimônio cultural e natural, pelo compromisso com a sustentabilidade e pela promoção do desenvolvimento local.

Situado a cerca de 420 quilômetros de Belo Horizonte, o município transformou a vida simples do campo em poesia para os olhos e o paladar, consolidando-se como um polo de turismo gastronômico e rural. Essa engrenagem econômica é impulsionada ainda pela forte produção local de banana e soja, que conecta o visitante diretamente às raízes da terra.

Mas a identidade local vai muito além da boa mesa: ela também pulsa no som das Folias de Minas, celebrações religiosas que unem música, fé e história e ganha forma nas mãos do grupo Arteiras da Canastra. Essas artesãs usam matérias-primas naturais para confeccionar peças que retratam o cotidiano e a fauna da região, transformando tradição em lembranças vivas para os viajantes.

Toda essa efervescência cultural tem como moldura os paredões rochosos e a biodiversidade do Parque Nacional da Serra da Canastra. O ecoturismo e o turismo de aventura são os grandes atrativos da região, convidando os desbravadores a explorar uma infinidade de cachoeiras e trilhas intocadas.

A seleção dos concorrentes

As localidades que disputam o selo internacional foram escolhidas pelo Ministério do Turismo (MPor), após a seleção de dez inscrições. Entre os critérios, estão ter população de até 15 mil habitantes, estar situada em uma paisagem com presença significativa de atividades tradicionais, como agricultura, silvicultura (cultivo e manejo de florestas), pecuária ou pesca, e compartilhar valores e estilo de vida comunitário.

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O resultado final das vilas selecionadas será divulgado em dezembro, em Buenos Aires, na Argentina. As vilas brasileiras concorrem com outras 261 espalhadas por todos os continentes.

Sobre o Selo

Desde sua criação, a ONU Turismo recebeu mais de mil inscrições, de mais de 100 países. Atualmente, a Rede de Melhores Vilas Turísticas da ONU Turismo tem 319 destinos rurais em todo o mundo. No total, contabilizado este ano, 27 vilas turísticas brasileiras já foram indicadas. Duas delas alcançaram o reconhecimento internacional, sendo Testo Alto, em Pomerode (SC), conhecida pela Rota do Enxaimel, e Antônio Prado (RS).

A Rota do Enxaimel reúne a maior concentração, fora da Europa, de casas construídas com a técnica arquitetônica trazida por imigrantes alemães, em que estruturas de madeira são construídas sem pregos ou parafusos, apenas com encaixes. São cerca de 50 residências ao longo de 16 km, em um percurso tombado como patrimônio paisagístico pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

Já Antônio Prado é referência na preservação da herança da imigração italiana no Brasil. O município gaúcho possui um valioso patrimônio histórico e cultural: aproximadamente 80% dos moradores falam talian, dialeto resultante da mistura de idiomas do norte da Itália com o português.

Conheça os outros representantes do Brasil na edição deste ano:

  • Conceição de Ibitipoca (Lima Duarte/MG): situada na Serra da Mantiqueira, a vila preserva um rico patrimônio histórico e cultural ligado aos antigos caminhos do ciclo do ouro. Com cerca de 1.100 moradores é conhecida por sua proximidade com o Parque Estadual do Ibitipoca, um dos principais destinos de ecoturismo do país, reunindo trilhas, cachoeiras, grutas e experiências voltadas ao bem-estar e à contemplação da natureza.

  • Araçá (Porto Belo/SC): com pouco mais de 1.100 habitantes, a Vila do Araçá destaca-se pela combinação entre natureza preservada e tradições comunitárias. Localizada em uma área de proteção ambiental no litoral catarinense, a comunidade mantém forte ligação com a pesca artesanal, a gastronomia baseada em frutos do mar e experiências turísticas autênticas, como passeios em embarcações tradicionais, trilhas e atividades costeiras.

  • Holambra (SP): Conhecida como a Capital Nacional das Flores, Holambra preserva a herança cultural deixada pelos imigrantes holandeses em sua arquitetura, gastronomia e manifestações culturais. O município responde por grande parte da produção e exportação de flores do país e tem como um de seus principais símbolos o Moinho Povos Unidos, o maior da América Latina.

  • Lençóis (BA): Porta de entrada da Chapada Diamantina, Lençóis reúne patrimônio histórico, riqueza natural e forte participação comunitária no desenvolvimento do turismo. Cercada por cachoeiras, cavernas, rios e cânions, a cidade oferece experiências de ecoturismo e aventura, associadas à valorização das tradições culturais locais e ao protagonismo de guias e empreendedores da própria comunidade.

  • São José do Barreiro (SP): Localizada no Vale do Paraíba e cercada pela Serra da Bocaina, a cidade combina natureza exuberante e patrimônio histórico. O destino preserva fazendas e construções ligadas ao Ciclo do Café e oferece atrativos como a Trilha do Ouro, cachoeiras e experiências gastronômicas baseadas em produtos artesanais da região.

  • Vila Flores (RS): Localizado na Serra Gaúcha, o município de Vila Flores (RS) combina tradições, gastronomia típica, turismo rural e paisagens preservadas da Mata Atlântica, em um modelo de turismo baseado na autenticidade e na valorização da comunidade local. O principal símbolo dessa identidade é o Filó Italiano, tradição que garantiu a Vila Flores o título de Capital Estadual do Filó.

Por André Martins
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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