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Projeto da BrasBio promete transformar o Piauí em polo de etanol de milho e sorgo

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O Piauí caminha para se tornar um novo protagonista no cenário nacional de biocombustíveis. Durante a 74ª edição da Expoapi, a BrasBio apresentou oficialmente seu projeto de produção de etanol a partir do milho e do sorgo, que será instalado no estado. A iniciativa promete movimentar a economia local, atrair investimentos, gerar empregos e fortalecer toda a cadeia produtiva do agronegócio piauiense.

Estrutura produtiva e foco em inovação energética

O diretor industrial da BrasBio, Neilton Barbosa, destacou que a usina será voltada para a produção de etanol anidro e hidratado, além de gerar subprodutos de alto valor agregado, como farelo proteico e óleo bruto. Esses itens devem beneficiar tanto o setor de nutrição animal quanto o de óleos vegetais.

“É um orgulho participar desse desenvolvimento no Piauí. A indústria vai produzir etanol e subprodutos que chegam até à mesa do consumidor. Toda a cadeia produtiva, do pequeno ao grande produtor, será beneficiada”, afirmou Barbosa.

Plano de expansão e geração de empregos

O projeto da BrasBio será executado em fases de expansão. Inicialmente, a usina terá capacidade para moer 1.500 toneladas por dia, podendo chegar a 4.500 toneladas diárias sem precisar interromper as operações.

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Neilton Barbosa também enfatizou o impacto social do empreendimento:

“Teremos oportunidades para formados e não formados; basta ter vontade de aprender. A operação interna deve empregar cerca de 180 pessoas, e a cadeia externa movimentará ainda mais fornecedores e prestadores de serviços.”

Produção local deve reduzir custos e ampliar consumo

Para o empresário Cornélio Sândalo, do Grupo Progresso, o projeto supre uma antiga demanda do estado: a industrialização local da produção agrícola.

“O biocombustível que consumimos vem de fora, o que encarece o frete. Com a produção dentro do estado, o custo do etanol deve cair cerca de 30%, estimulando o consumo e gerando emprego e renda”, avaliou.

Sândalo também destacou a importância dos subprodutos industriais:

“O DDG, com até 32% de proteína, é fundamental para ração animal e deve impulsionar a pecuária no Piauí”, completou.

Piauí reúne condições ideais para o projeto

Outro investidor, Mauro Carvalho, do Mato Grosso, ressaltou que o estado foi escolhido por reunir as condições ideais de produção e consumo.

“O Piauí tem oferta suficiente de milho e sorgo e um mercado consumidor com potencial de expansão, principalmente com preços mais competitivos na bomba”, explicou.

Segundo Carvalho, as obras já geram 1.200 empregos diretos, número que deve ultrapassar 2.000 nos próximos meses.

“Os acionistas da BrasBio estão extremamente satisfeitos com a recepção do Governo do Estado, da Investe Piauí e dos parceiros locais”, completou.

Banco do Nordeste apoia o maior contrato de crédito da história do estado

O Banco do Nordeste também é um dos principais parceiros da iniciativa. O gerente da Superintendência da instituição no Piauí, Thiago Ribeiro, destacou o papel estratégico do investimento para o desenvolvimento regional.

“Este é o maior contrato de crédito já assinado pelo Banco do Nordeste no Piauí, não apenas pelo valor, mas pelo impacto que representa. É um projeto que traz inovação, fortalece o agronegócio e estimula novas cadeias produtivas, como a pecuária e a irrigação.”

Ribeiro reforçou ainda que o projeto está alinhado à missão institucional do banco:

“Tudo isso gera emprego e renda, consolidando o compromisso do Banco do Nordeste com o desenvolvimento sustentável da região”, concluiu.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Gergelim: o novo trunfo do produtor mato-grossense para garantir o lucro

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Mato Grosso, tradicionalmente reconhecido pela hegemonia na produção de soja e milho, diversificou sua matriz produtiva e consolidou o gergelim como uma cultura estratégica para o desenvolvimento econômico estadual. Com uma participação de 73% na produção nacional, o estado deixou de ser um produtor de nicho para se tornar o principal fornecedor do mercado brasileiro, com reflexos diretos na balança comercial.

Dados comparativos entre as safras 2018/19 e a projeção para 2025/26 revelam a velocidade da expansão: a produção estadual cresceu 465%, enquanto a área cultivada avançou 588%. Esse movimento é resultado da adaptação da oleaginosa à janela da safrinha, período em que o gergelim demonstra maior resiliência a condições climáticas adversas em comparação a outras culturas, garantindo estabilidade produtiva.

A escala alcançada por Mato Grosso permitiu a conquista de mercados externos exigentes. Entre 2020 e 2025, o volume de exportações de gergelim teve alta de 600%. A demanda é sustentada principalmente pela China e pela Índia, países que utilizam o grão tanto para o consumo in natura quanto para a extração de óleo e processamento industrial.

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Para o produtor rural, a adoção do gergelim atua como um mecanismo de proteção de receita. A cultura oferece uma alternativa de fluxo de caixa que reduz a dependência exclusiva das oscilações de preços internacionais da soja e do milho, permitindo a manutenção da rentabilidade mesmo em ciclos de retração das commodities principais.

O próximo estágio do setor, segundo analistas, é a elevação do valor agregado. Embora o estado domine o volume exportado, o desafio atual é a industrialização. A transformação do grão em derivados, como óleo e farelos, dentro de Mato Grosso, é vista como o passo necessário para maximizar a captura de margens na cadeia produtiva e encerrar a dependência da exportação da matéria-prima bruta.

Fonte: Pensar Agro

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