BRASÍLIA

BRASIL

Dia da Amazônia: aquário de SC apresenta espécies e ajuda a entender a vida no bioma

Publicado em

Pirarucu, sucuri-verde, tartaruga-da-Amazônia, lontra e tambaqui mostram diferentes formas de adaptação aos rios e às áreas alagadas da floresta

Um peixe que precisa subir à superfície para respirar, uma serpente que caça sem veneno e um tambaqui que encontra alimento em árvores durante a cheia. No Oceanic Aquarium, em Balneário Camboriú (SC), espécies amazônicas são apresentadas ao público a partir de características relacionadas aos ambientes onde vivem.
Na Amazônia, o nível dos rios varia ao longo do ano, áreas de floresta ficam alagadas e praias surgem nas margens durante a vazante. Essas mudanças interferem na alimentação, na reprodução e no deslocamento dos animais.
É nesse cenário que vivem o pirarucu, a sucuri-verde, a tartaruga-da-Amazônia, a lontra-neotropical e o tambaqui. No aquário catarinense, os cinco animais permitem conhecer diferentes estratégias desenvolvidas pela fauna para viver nessas condições.
O Dia da Amazônia, celebrado em 5 de setembro, serve de mote para apresentar as espécies e suas características.
O peixe que precisa respirar fora d’água
O pirarucu (Arapaima gigas) está entre os maiores peixes de água doce do mundo. Possui um órgão respiratório especializado que permite retirar oxigênio do ar.
Por isso, mesmo vivendo na água, precisa chegar regularmente à superfície para respirar. As escamas, grandes, resistentes e flexíveis, também ajudam a proteger o corpo.
A serpente que não precisa de veneno
A sucuri-verde (Eunectes murinus) usa a força da musculatura para capturar suas presas. Ao contrário das serpentes peçonhentas, não possui veneno.
Associada a rios, lagoas e áreas alagadas, consegue se deslocar na água e permanecer à espera de uma oportunidade para atacar. O tamanho e a massa corporal estão entre as características mais marcantes da espécie.
Celeste, a sucuri-verde mantida pelo Oceanic Aquarium, foi resgatada no Mato Grosso e chegou a Santa Catarina após o fechamento do zoológico onde vivia.
A tartaruga que depende das praias dos rios
O ciclo de vida da tartaruga-da-Amazônia (Podocnemis expansa) está ligado à variação do nível dos rios.
A espécie utiliza a água para alimentação e deslocamento, mas depende das praias de areia formadas nas margens para se reproduzir. Esses locais mudam conforme os períodos de cheia e vazante.
A reprodução do animal acompanha, portanto, uma paisagem que se transforma ao longo do ano.
A lontra entre a água e as margens
A lontra-neotropical (Lontra longicaudis) utiliza os ambientes aquáticos para se deslocar e buscar alimento. O corpo alongado e as patas adaptadas à natação favorecem a movimentação na água, enquanto as margens oferecem áreas de abrigo.
No Oceanic Aquarium, Eva e Carlos participam de atividades de enriquecimento ambiental preparadas pela equipe técnica, com estímulos relacionados à busca por alimento e à movimentação.
O peixe que encontra alimento na floresta
A relação entre floresta e rio aparece de forma direta na alimentação do tambaqui (Colossoma macropomum).
Durante a cheia, a água avança sobre áreas de vegetação. Frutos e sementes que caem das árvores podem chegar aos ambientes aquáticos e servir de alimento aos peixes.
O tambaqui está entre as espécies que aproveitam esse recurso. A cheia, assim, modifica também as fontes de alimento disponíveis para os animais.
Da Amazônia a Santa Catarina
As cinco espécies vivem naturalmente em diferentes ambientes da Amazônia, mas podem ser conhecidas também por quem está distante do bioma. No Oceanic Aquarium, em Balneário Camboriú, elas são apresentadas em habitats de água doce.
A educação é uma das principais funções deste trabalho. Em visitas escolares, estudantes podem conhecer espécies que não fazem parte de seu cotidiano e relacionar características dos animais às condições dos ambientes onde vivem.
“O animal é o ponto de partida para falar sobre o ambiente. Quando uma criança entende por que o pirarucu precisa subir para respirar ou como o tambaqui encontra alimento na floresta alagada, ela passa a compreender que essas características dependem das condições do lugar onde a espécie vive. É esse conhecimento que dá sentido ao trabalho de educação para a conservação”, afirma Juliana Formágio, veterinária e gerente de operações técnicas do Oceanic Aquarium.
O aquário reúne mais de 170 espécies em 30 habitats, entre animais de água doce e salgada. Para muitos estudantes, a visita representa uma oportunidade de conhecer espécies amazônicas que estão fora de seu cotidiano e entender, a partir delas, aspectos de um dos principais biomas brasileiros.
Campanha Feriadão pede Diversão
Para aproveitar o feriadão com muita diversão, o Grupo Oceanic preparou uma condição especial entre os dias 1º e 7 de setembro. Durante o período, o Passaporte 4 Atrações estará disponível por R$149,90, enquanto o Passaporte 5 Atrações poderá ser adquirido por R$179,90, ambos com uso em qualquer dia.
A promoção é válida para os parques participantes do Grupo Oceanic e é uma oportunidade para quem deseja conhecer diferentes atrações de Balneário Camboriú com mais economia. Já os ingressos do Oceanic Aquarium terão condições especiais durante todo o mês de setembro, com valores a partir de R$89,90 no ingresso antecipado.
Serviço
Oceanic Aquarium
Aberto diariamente, a partir das 9h.
Ingressos disponíveis em www.oceanicaquarium.com.br, pontos de vendas oficiais e na bilheteria.

Leia Também:  Artistas goianos realizam exposição na Espanha
Advertisement

BRASIL

Reforma Tributária e saúde mental no trabalho entram em debate na Associação Comercial de Pernambuco

Published

on

By

Evento ACP Reforma reuniu especialistas nesta quarta-feira (2), no Palácio do Comércio, para discutir mudanças que impactam diretamente empresas e trabalhadores

As transformações no cenário tributário brasileiro e os novos desafios relacionados à saúde mental no ambiente de trabalho estiveram no centro dos debates da ACP Reforma, promovida pela Associação Comercial de Pernambuco, nesta quarta-feira (2), no Palácio do Comércio, no Bairro do Recife.

O encontro reuniu especialistas para discutir duas mudanças que já exigem atenção do empresariado: a implementação da Reforma Tributária e as novas diretrizes relacionadas aos riscos psicossociais no ambiente corporativo previstos pela NR-1.

Participaram do evento o contador e consultor tributarista Anderson Silva, CEO da Prospecont Contabilidade e diretor financeiro da ACP, o mentor, educador e advogado Yago Crepaldi e a psicóloga organizacional Bruna Crepaldi, além do vice-presidente da ACP, Isaías Carneiro Neto.

Para Anderson Silva, a Reforma Tributária representa muito mais do que uma mudança na forma de cobrança e apuração de impostos. Segundo ele, as novas regras devem provocar uma transformação na maneira como as empresas administram seus negócios.

“A grande discussão não deve ser apenas sobre os novos tributos. O empresário precisa entender como a reforma vai impactar o lucro da empresa, a formação de preços, os custos, as despesas, os contratos e toda a relação com fornecedores e clientes”, destaca.

Leia Também:  Artistas goianos realizam exposição na Espanha

Entre os principais desafios apontados pelo especialista está a necessidade de uma gestão mais estratégica. Com a mudança no sistema tributário, empresários deverão revisar processos internos, analisar suas cadeias de fornecedores, avaliar contratos comerciais e compreender os impactos da nova tributação sobre a competitividade e a rentabilidade dos negócios.

A Reforma Tributária prevê a substituição de tributos atualmente existentes por novos modelos de cobrança, como a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS). A proposta busca simplificar o sistema tributário brasileiro, mas exigirá um período de adaptação das empresas.

“Quem não começar a olhar para o negócio de forma estratégica poderá sofrer impactos importantes no resultado final. A preocupação precisa ser: como gerir a empresa para preservar a margem e o lucro diante dessa nova realidade?”, afirma Anderson Silva.

Saúde mental nas empresas

Outro tema abordado durante a ACP Reforma foi a importância da segurança psicológica e da saúde mental no ambiente de trabalho, especialmente diante das mudanças relacionadas à NR-1.

De acordo com Yago Crepaldi, segurança no trabalho hoje vai além das tradicionais questões relacionadas a equipamentos de proteção e ergonomia.

“Quando falamos em segurança do trabalho, muitas pessoas pensam apenas em EPI ou em questões ergonômicas. Mas as relações interpessoais e o ambiente organizacional também fazem parte da segurança. Relações fragilizadas e uma pressão exacerbada podem provocar adoecimento”, explica.

Leia Também:  Nesta terça-feira, série Crua apresenta o artista niteroiense Marcelo Conceição

A proposta das novas diretrizes é estimular ambientes de trabalho mais seguros e saudáveis, considerando também os chamados riscos psicossociais.

Para o especialista, a discussão deve ser encarada pelas empresas como uma estratégia de gestão, e não apenas como uma obrigação legal.

“Um ambiente que favorece boas relações também favorece bons resultados. O empresário que compreender que não estamos falando apenas de multas, mas de proporcionar melhores condições para que as pessoas trabalhem de forma saudável, estará dando um passo importante para o próprio crescimento do negócio”, afirma.

Yago ressaltou ainda que o cuidado deve alcançar empresas de todos os portes. “Mesmo uma empresa com apenas um colaborador precisa olhar para essa questão. Estamos falando da preservação da saúde mental das pessoas e da construção de ambientes capazes de gerar resultados de forma saudável.”

A ACP Reforma é uma oportunidade para empresários, gestores e profissionais aprofundarem o conhecimento sobre mudanças que devem impactar diretamente a rotina e o planejamento das organizações nos próximos anos.

Continue Reading

politica

DISTRITO FEDERAL

BRASIL E MUNDO

ECONOMIA

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA

Botão WhatsApp - Canal TI
Botão WhatsApp - Canal TI