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Júlia Fialho celebra herança musical e ancestralidade brasileira em “Nego Angola”, ao lado de Ilessi

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Single antecipa álbum de estreia da cantora carioca, construído a partir de composições de seu avô

A cantora carioca Júlia Fialho apresenta “Nego Angola”, com participação da cantora Ilessi. O single antecipa o primeiro álbum de sua carreira e nasce de uma herança musical familiar: Júlia revisita composições de seu avô, o artista plástico, poeta e compositor Renato Fialho, figura fundamental em sua formação artística. “Nego Angola”
está disponível nas plataformas digitais.

Composta por Renato Fialho e Beto Fininho, “Nego Angola” mergulha em elementos da cultura afro-brasileira, passando pela capoeira, pelo jongo, pelo toré, pela Jurema e por referências como Dandara. A canção também evoca a relação com a mata, as ervas, a mandinga e as tradições de terreiro, construindo uma narrativa marcada por ancestralidade, fé e identidade.

Júlia Filho e Ilessi

Foto: Divulgação

A faixa ganha ainda a participação especial de Ilessi, cantora, compositora e pesquisadora musical reconhecida por um trabalho dedicado às múltiplas expressões da música brasileira e à investigação de suas matrizes afro diaspóricas. Com seis álbuns lançados, incluindo Atlântico Negro (2024), Ilessi desenvolve uma trajetória marcada pela pesquisa, pela experimentação vocal e pela valorização de repertórios menos conhecidos da música brasileira. A parceria aproxima duas artistas que compartilham uma relação profunda com a tradição e a reinvenção da música brasileira.

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O arranjo de Luis Barcelos reúne violão de seis cordas (Iuri Bittar), violão de sete cordas (Rafael Mallmith), cavaquinho (Luis Barcelos), percussões de Marcus Thadeu e André Vercelino, viola caipira de Diego Sili e coro formado por Leo Pereira, Julieta Brandão, Luis Barcelos e Julia Felix. Barcelos, que também arranjou o primeiro álbum de Ilessi, Brigador, reencontra a cantora agora na interpretação de “Nego Angola”.

“Desde a infância eu tive o privilégio de ver meu avô criar, tanto como artista plástico, que foi inclusive premiado pelo Salão Nacional de Belas Artes, quanto como poeta e compositor. Crescer sob a influência de alguém tão criativo e generoso me deu uma abertura e uma inclinação para o mundo das artes desde cedo”, conta Júlia.

A relação da artista com a música brasileira começou justamente nesse ambiente familiar. Renato frequentava rodas de samba, blocos, escolas de samba e outros espaços da cultura carioca e também promovia encontros musicais em sua casa, em Jacarepaguá.

Foi nesse contexto que Júlia cresceu, desenvolvendo uma relação com o samba e o choro
que posteriormente se transformaria em trajetória profissional.

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Desde 2022, quando estreou o Júlia Fialho Quarteto com um tributo a João Gilberto, a cantora transita por Bossa Nova, samba e MPB. Ela também integra o Coletivo Lado Alado, juntamente com Cecília Einsfeld, Fabiano Bianco, Manu Santos, Vall Coutinho, Oseas Farias, Beto Rocha e Leandro Corin. No recém-lançado “Pelo Tempo que Durar”, o grupo interpreta dez canções de Adriana Calcanhotto, Arnaldo Antunes, Carlinhos Brown, Marisa Monte e Nando Reis. O álbum foi destacado pelo jornalista Mauro Ferreira, do G1, pela seleção de repertório menos óbvio e pelo diálogo entre as obras dos cinco compositores.

Com “Nego Angola”, Júlia amplia esse percurso ao voltar o olhar para dentro da própria história. Se no Lado Alado sua voz encontra diferentes autores da música brasileira, neste novo single ela parte de uma memória familiar para dar uma nova interpretação a uma composição que atravessa sua história familiar.

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Dra. Sarah Dantas debate os limites da medicação no transtorno borderline em congresso nacional de psicofarmacologia

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A médica Dra. Sarah Dantas participa do Congresso BRAPSI, que reúne especialistas em torno do tema “Psicofarmacologia em Debate: Ciência, Tratamento e Subjetividade”. Em sua palestra, a médica aborda um dos assuntos mais delicados da prática clínica atual: “Psicofarmacologia no Transtorno Borderline: o que os medicamentos podem, e não podem, fazer”.

O transtorno de personalidade borderline é marcado pela instabilidade emocional, pela dificuldade de regular sentimentos e pela intensidade nas relações. Justamente por isso, o papel da medicação nesses casos costuma gerar dúvidas tanto entre pacientes quanto entre profissionais. A proposta da Dra. Sarah é trazer clareza sobre esse ponto, mostrando onde a psicofarmacologia realmente ajuda, quais expectativas precisam ser ajustadas e por que o tratamento raramente se sustenta apenas com o remédio.

A discussão dialoga com o eixo central do congresso, que busca equilibrar o rigor da ciência com a subjetividade de cada história. Mais do que apresentar protocolos, o evento propõe uma reflexão sobre o cuidado integral em saúde mental, aquele que enxerga a pessoa antes do diagnóstico.

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A participação da Dra. Sarah Dantas reforça o seu trabalho de aproximar a saúde mental do público, traduzindo temas complexos em uma linguagem acessível e responsável.

O congresso é online e gratuito, com transmissão ao vivo pelo YouTube, às 17h.

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