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DISCURSO do Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, em solenidade de Abertura do Ano Judiciário

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Foto: Ricardo Stuckert/Presidência da República

 

Íntegra do discurso lido pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, em solenidade de Abertura do Ano Judiciário, realizada no Supremo Tribunal Federal (STF), no dia 1º de fevereiro de 2023 (Brasília/DF)

 

Senhoras ministras, senhores ministros,

Quando tive a honra de participar da solenidade de abertura do ano judiciário de 2010, a última de meu segundo mandato, afirmei que nossa geração de governantes e de magistrados tinha uma nobre missão: deixar, para os que estão por vir, um ambiente democrático ainda mais sólido do que aquele que encontramos quando ingressamos em nossas funções.

Naquele momento, nem eu, nem as senhoras e os senhores, poderíamos imaginar a escalada de ataques às instituições e à democracia nos anos recentes; escalada que culminou com o bárbaro atentado às sedes dos três Poderes. Naquele dia 8 de janeiro, a violência e ódio mostraram sua face mais absurda: o terror. Não foi um episódio nascido por geração espontânea, mas cultivado em sucessivas investidas contra o direito e a Constituição, com o objetivo de sustentar um projeto autoritário de poder.

Ao fim desse período que marcou, certamente, o mais duro teste da democracia brasileira desde a Constituição de 1988, é nosso dever registrar o papel decisivo do Supremo Tribunal Federal e do Tribunal Superior Eleitoral na defesa da sociedade brasileira contra o arbítrio. Daqui desta sala, contra a qual se voltou o mais concentrado ódio dos agressores, partiram decisões corajosas e absolutamente necessárias para enfrentar e deter o retrocesso, o negacionismo e a violência política.

Em defesa da Constituição e dos direitos, esta Corte atuou durante a pandemia para tirar da inação um governo que se recusava a atender as necessidades básicas da população. Atuou para enfrentar a indústria de mentiras no submundo das redes sociais e para coibir os mais notórios propagadores do ódio político. Atuou, por meio de seus representantes na Justiça Eleitoral, para garantir nosso avançado processo eletrônico de votação e a própria realização das eleições do último ano.

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Esta Corte atuou e continua atuando para identificar e responsabilizar por seus crimes aqueles que atentaram, de maneira selvagem, contra a vontade das urnas.

A história há de registrar e reconhecer esta página heroica do Judiciário brasileiro.

Senhoras ministras, senhores ministros,

Assim como qualquer pessoa que preza a Constituição e a democracia, me senti profundamente indignado ao visitar esta Casa, ao lado de governadores de todo o Brasil, logo na noite seguinte aos ataques terroristas. Sei que levarei essa indignação para o resto da minha vida. E sei que ela me fez redobrar a disposição de defender a democracia, conquistada a duras penas pelo povo brasileiro.

É, portanto, com renovada esperança e, sobretudo, com profunda confiança nas instituições garantidoras do processo democrático, que me dirijo hoje às senhoras e aos senhores.

Mais do que um plenário reconstruído, o que vejo aqui é o destemor de ministras e ministros na defesa de nossa Carta Magna. Vejo a disposição inabalável de trabalhar dia e noite para assegurar que não haja um milímetro de recuo em nossa democracia.

Tenham a certeza de que, assim como em meus dois mandatos anteriores, a relação entre o Executivo Federal, a Suprema Corte e o Poder Judiciário como um todo terá como alicerce o respeito institucional.

O povo brasileiro não quer conflitos entre as instituições. Não quer agressões, intimidações nem o silêncio dos poderes constituídos. O povo brasileiro quer e precisa, isso sim, de muito trabalho, dedicação e esforços dos Três Poderes no sentido de reconstruir o Brasil.

Nossos reais inimigos são outros: a fome, a desigualdade, a falta de oportunidades, o extremismo e a violência política, a destruição ambiental e a crise climática. Tenho a certeza de que juntos vamos enfrentá-los. E de que juntos poderemos superá-los.

Senhoras ministras, senhores ministros,

Numa nação historicamente marcada pelas desigualdades, a tarefa de superá-las tem de ser compartilhada entre todas as pessoas e instituições com responsabilidade pelos destinos do país.

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A Constituição democrática de 1988 assegurou amplos direitos individuais, sociais e coletivos que apontam caminhos para grandes transformações. Cabe a nós tirar do papel este conjunto de direitos, assegurando a todos o acesso a uma vida digna, à educação e saúde, à renda, trabalho e oportunidades, à liberdade e ao desenvolvimento sustentável. Só assim a democracia será sempre defendida por aqueles que dela necessitam: a imensa maioria da população.

Uma democracia para poucos jamais será uma verdadeira democracia.

O Supremo Tribunal Federal, guardião da Constituição e dos direitos fundamentais, é também guardião da dignidade de cada brasileira e de cada brasileiro, e um ator fundamental na luta contra as desigualdades, onde quer que elas se manifestem.

Para citar apenas exemplos do nosso tempo, foi neste sentido que a Corte decidiu pela constitucionalidade da Lei de Cotas no acesso às universidades, da titulação das terras de comunidades quilombolas, da união estável entre pessoas homoafetivas, da pesquisa com células-tronco e da homologação da Terra Indígena Raposa-Serra do Sol.

Nenhuma daquelas decisões foi tomada sem debates profundos e muitas vezes acalorados na sociedade e no próprio colegiado; cobrando muitas vezes de ministras e ministros o preço da incompreensão, do preconceito e da contrariedade de interesses econômicos e políticos. No entanto, é esta a essência de sua missão, que seguiremos respeitando, em nome da democracia e do restabelecimento da harmonia entre as instituições

Quero, por fim, afirmar que o Poder Executivo estará à disposição do Supremo Tribunal Federal e do Conselho Nacional de Justiça para o diálogo e a construção de uma agenda institucional que aprimore a garantia e a materialização de direitos neste país, pois onde houver um só cidadão injustiçado não haverá verdadeira Justiça.

Renovando mais uma vez nosso compromisso com a democracia, tenho a mais absoluta certeza de que conseguiremos cumprir nossa missão.

Muito obrigado.

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Radiola é convidada a integrar programação do CRA-RJ no Rio Innovation Week 2026

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Peter Sola e André Vasquez apresentam a trajetória da agência e compartilham cases de branding, comunicação e inovação durante a programação do Conselho Regional de Administração do Rio de Janeiro

 

Os sócios da Radiola Publicidade, Peter Sola e André Vasquez, estão entre os convidados para participar da programação de pitches promovida pelo Conselho Regional de Administração do Rio de Janeiro (CRA-RJ) durante o Rio Innovation Week 2026, o maior evento global de tecnologia e inovação. As apresentações acontecem em 5 e 6 de agosto, no estande exclusivo do CRA-RJ, instalado no Píer Mauá, no Rio de Janeiro.

A convite do Conselho, os publicitários vão compartilhar a trajetória da agência brasiliense, apresentar cases que unem estratégia, branding, design e criatividade, além de discutir como a comunicação pode contribuir para processos de inovação, posicionamento de marcas e transformação de organizações públicas e privadas. A participação de Peter Sola e André Vasquez na programação do Rio Innovation Week integra as ações promovidas pelo CRA-RJ, que faz parte do porfólio de clientes da Radiola, reforçando a conexão entre comunicação estratégica, gestão e inovação.

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O estande do CRA-RJ foi concebido como um espaço voltado à troca de experiências e ao estímulo da inovação aberta, reunindo profissionais de administração, empresários, estudantes e especialistas em uma programação de palestras e experiências imersivas. A proposta é aproximar a gestão das novas tecnologias e demonstrar como ferramentas de inteligência artificial, transformação digital e governança estão redefinindo o futuro das organizações.

Para Peter Sola, sócio-diretor da Radiola, participar do Rio Innovation Week representa uma oportunidade de compartilhar experiências construídas ao longo de mais de duas décadas de atuação. “A criatividade só faz sentido quando gera resultados e transforma negócios. Participar desse ambiente de inovação é uma oportunidade de mostrar como estratégia, design e comunicação podem impulsionar organizações em diferentes segmentos”, afirma.

 

O convite acontece em um momento de reconhecimento e expansão da Radiola Publicidade. Recentemente, a agência foi destaque na 40ª edição do Prêmio Colunistas Brasília, a mais tradicional premiação da publicidade do Distrito Federal, conquistando com cinco cases desenvolvidos para clientes como Senac-DF, Grupo Santa, ParkShopping Brasília e Queijaria Matuh. Com 24 anos de atuação, a Radiola vive uma fase de crescimento e reposicionamento de mercado, ampliando sua presença em projetos institucionais e consolidando sua atuação junto a clientes públicos e privados.

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Para André Vasquez, esse convite para estar no Rio Innovation Week reforça o posicionamento da agência em um cenário cada vez mais conectado à inovação. “A comunicação deixou de ser apenas uma ferramenta de divulgação para se tornar parte da estratégia das organizações. Estar em um dos principais encontros de inovação do país mostra que criatividade, gestão e tecnologia caminham juntas e podem gerar impacto real para empresas e instituições”, destaca.

Realizado entre 4 e 7 de agosto, o Rio Innovation Week reúne pesquisadores, empreendedores, investidores, executivos e líderes de diferentes áreas para discutir tendências, tecnologia, inteligência artificial, sustentabilidade e os desafios do futuro. Nesta edição, o evento terá como tema “Simbiose – o futuro não acontece isolado” e contará com a participação de nomes de projeção internacional nas áreas de ciência, inovação, negócios e criatividade.

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