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Imposto de Renda: checklist essencial ajuda declarante a evitar erros e cair na malha fina

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A contadora Érica Gomes reforça a importância da organização prévia para evitar pendências e agilizar a restituição

Com a proximidade do período de entrega da Declaração do Imposto de Renda 2025, referente ao ano-calendário 2024, especialistas alertam que a organização antecipada dos documentos é um dos principais fatores para evitar inconsistências, cair na malha fina e até atrasos na restituição.

Segundo a contadora Érica Gomes, a preparação deve começar com a separação dos documentos pessoais e financeiros, reunindo comprovantes que detalhem a real situação patrimonial e de rendimentos do contribuinte ao longo do ano. “Ter todos os documentos em mãos antes de iniciar a declaração reduz significativamente o risco de erros e retrabalho. Além disso, garante que o contribuinte aproveite corretamente as deduções permitidas por lei”, explica.

Entre os documentos básicos, estão CPF do titular e dependentes, acesso ao Gov.br ou procuração eletrônica, comprovante de endereço atualizado, dados bancários e a última declaração do Imposto de Renda, quando houver. Essas informações facilitam o preenchimento e a conferência dos dados já registrados pela Receita Federal.

Outro ponto de atenção são os comprovantes de rendimentos, que incluem informes fornecidos por empregadores, aposentadorias do INSS, rendimentos de aluguel, atividades como autônomo ou profissional liberal, além de distribuição de lucros e pró-labore para sócios de empresas. Rendimentos provenientes de pensão alimentícia, heranças ou doações também devem ser informados.

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De acordo com Érica Gomes, a omissão de rendimentos é um dos erros mais comuns. “Muitas pessoas esquecem de declarar rendas extras, como aluguéis ou trabalhos autônomos. A Receita cruza dados automaticamente, então qualquer divergência pode gerar pendências”, alerta.

A declaração também exige atenção ao patrimônio. Bens e direitos com valor acima de R$5 mil, como imóveis, veículos, aplicações financeiras, previdência privada, criptomoedas e participações societárias, devem ser devidamente informados, com documentação como escrituras, contratos, extratos e registros oficiais.

Além disso, dívidas e ônus reais superiores a R$5 mil, como empréstimos, financiamentos e parcelamentos junto à Receita Federal ou outros órgãos públicos, precisam constar na declaração para que o patrimônio seja demonstrado corretamente.

As despesas dedutíveis também desempenham papel estratégico na redução do imposto devido. Gastos com saúde, educação, previdência privada do tipo PGBL e pensão alimentícia judicial podem diminuir a base de cálculo do tributo, desde que comprovados. “Guardar recibos médicos, notas fiscais e comprovantes de pagamento ao longo do ano é fundamental. Sem comprovação, a dedução pode ser glosada pela Receita”, ressalta a contadora.

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Investidores devem redobrar a atenção. As operações na bolsa de valores exigem informes das corretoras, extratos da B3, DARFs pagos sobre ganho de capital, além do controle mensal de lucros, prejuízos e posição em custódia. Outro item relevante, conforme a especialista, são as doações e incentivos fiscais, como contribuições para fundos da criança e do adolescente, idosos, cultura, esporte e saúde, que podem gerar dedução do imposto devido quando devidamente comprovadas.

Para ela, a principal recomendação é não deixar a organização para a última hora. “A declaração do Imposto de Renda não deve ser feita com pressa. Um checklist completo de documentos garante mais segurança, evita problemas com a Receita Federal e ainda pode resultar em uma restituição mais rápida”, conclui.

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Fragilidade masculina: livro rompe com mito do homem “forte” e emocionalmente inabalável

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Com uma narrativa que vai do suspense à crítica social, em “O Cidadão Incomum 3” escritor e quadrinista Pedro Ivo levanta questionamentos sobre desigualdade, poder, masculinidade e colapso social

Uma onda de calor extrema toma a capital paulista enquanto uma sequência de mortes misteriosas começa se espalha pela cidade. Todas as vítimas foram mortas sob o mesmo modus operandi: carbonizadas em ambientes fechados, sem sinais aparentes de incêndio no restante do local. Em meio ao caos social e político de um Brasil cada vez mais dividido, o super-herói Caliel tenta descobrir a origem dos próprios poderes ao mesmo tempo em que se torna alvo de conspirações, perseguições e da crescente desconfiança pública em torno de sua figura.

É diante desse cenário que o leitor é apresentado ao enredo de O cidadão incomum 3 – Experiência de quase morte. Publicada pela Editora Conrad, a obra encerra a trilogia de origem do protagonista Caliel ao combinar suspense investigativo, ficção científica, horror psicológico e crítica social em uma narrativa ambientada no Brasil contemporâneo. Ao longo da série, o escritor, quadrinista e roteirista Pedro Ivo transforma o universo dos super-heróis em uma reflexão sobre amadurecimento, responsabilidade e pertencimento.

Longe de ser um vigilante sem problemas ou defeitos, o personagem é descrito como um homem emocionalmente instável, marcado por crises de ansiedade, culpa e pelas consequências dos próprios atos. Ao descobrir que será pai, passa a lidar com responsabilidades familiares que parecem ainda mais assustadoras do que os perigos que enfrenta nas ruas. Enquanto tenta proteger Lígia, companheira que vive uma gravidez de risco, ele se questiona até onde alguém consegue permanecer humano quando se torna símbolo, ameaça e alvo ao mesmo tempo.

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Seus poderes, ao contrário da narrativa super-heroica comum, potencializam seus problemas
pessoais para muito além dos clássicos dilemas de responsabilidade do gênero. Ele talvez
goste de brincar de super-herói, mas não quer salvar o mundo. Quer o que nós queremos.
Uma vida boa. Minimamente previsível. Útil. Relevante, se possível.
(O cidadão incomum 3 – Experiência de quase morte, p. 8)

 

Conforme se aprofunda nas conspirações que cercam sua existência, Caliel mergulha em uma trama que atravessa diferentes períodos da história brasileira. Entre laboratórios clandestinos, interesses corporativos e segredos ligados à Amazônia, a narrativa conecta acontecimentos do presente ao passado político do país, em momentos que remontam à ditadura militar, ao passar por temas como exploração territorial, violência estrutural e o uso da ciência como ferramenta de poder.

Com experiência em literatura, quadrinhos e roteiro, o autor conduz a história em ritmo cinematográfico, revelando os mistérios da trama aos poucos e equilibrando ação, tensão psicológica e crítica social sem abrir mão da fluidez. Sua escrita aposta menos na idealização clássica dos super-heróis e mais na dimensão humana dos personagens, trazendo dilemas emocionais, crises de identidade e os impactos reais do poder sobre a vida cotidiana. Com ilustrações próprias e elementos metalinguísticos (como a peça teatral escrita por Caliel ao longo da trama), Pedro Ivo amplia as reflexões sobre identidade, pertencimento e a relação entre ficção e realidade, reforçando o caráter visual, autoral e artístico do projeto.

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Além dos aspectos políticos e investigativos, O cidadão incomum 3 – Experiência de quase morte amplia o universo da série ao apresentar personagens que rompem com os modelos tradicionais do gênero, como Tito, reconhecido como o primeiro super-herói trans brasileiro. Entre paranoia coletiva, relações fragilizadas e disputas de poder, o escritor transforma o heroísmo em uma lente para observar o Brasil contemporâneo e discutir questões ligadas à masculinidade, desigualdade social e pertencimento.

 

Ficha técnica:
Título:  O Cidadão Incomum 3
Subtítulo: Experiência de Quase Morte
Editora: Conrad
ISBN: 978-6558034841
Autor: Pedro Ivo
Edição: 1ªed., 2026
Páginas: 448
Preço: R$ 99,90
Onde encontrar: Amazon

Sobre o autor: Pedro Ivo é escritor, quadrinista e roteirista, criador da série literária Cidadão Incomum, universo de livros e quadrinhos que está em adaptação para o cinema pela O2 Filmes. Suas histórias combinam ficção científica, crítica social e elementos sobrenaturais para abordar temas como identidade, desigualdade e ética no Brasil contemporâneo. Também é coautor de Entre Mundos, obra de terror e sci-fi ambientada na periferia de São Paulo, cujos direitos de adaptação foram adquiridos pela Intro Pictures. Além da literatura e dos quadrinhos, desenvolve projetos narrativos que conectam audiovisual, games e novas tecnologias.

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