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Brasília Ambiental lança sistema Harpia

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Iniciativa visa dar agilidade ao atendimento das demandas externas

O Instituto Brasília Ambiental vai lançar na próxima quarta-feira (6), às9h, no auditório do DER-DF, o Harpia: sistema de formulários eletrônicos que trará agilidade nos atendimentos feitos pelo órgão à população. O projeto foi desenvolvido pela Unidade de Tecnologia e Gestão da Informação Ambiental (Ugin) do Instituto, e será voltado às suas Superintendências de Licenciamento Ambiental (Sulam) e de Unidades de Conservação, Biodiversidade e Água (Sucon).

O presidente da autarquia, Rôney Nemer, destaca que o Harpia é um peticionamento eletrônico de grande importância para o Instituto e para os que buscam os serviços do órgão que facilitará não só o Brasília Ambiental, como a de todos os usuários demandante do órgão”. Segundo ele, o usuário poderá inserir, por meio do sistema, um documento direto no processo. Não terá a dinâmica atual, na qual o documento é entregue na Central de Atendimento do Instituto, que alimenta o processo, o que muitas vezes pode gerar “um delay”. “Com o novo sistema não vai mais acontecer isso. Da própria casa, do próprio computador o usuário acessa o sistema e insere os documentos que desejar e eles já ficam disponíveis na hora para o analista”, explica.

Segundo o chefe da Ugin, Alex Costa, a ferramenta veio para facilitar a criação e o desenvolvimento dos formulários do Instituto. Uma ferramenta low code, que dá condições para uma pessoa desenvolver um formulário sem, necessariamente, ter conhecimento avançado de programação e desenvolvimento. Desta forma. A autarquia poderá criar os formulários necessários, de forma a tornar os relatórios automatizados.

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“Também teremos interação com o requerente. O sistema permite ainda que suas áreas finalísticas acompanhem todas as etapas do processo de forma automatizada, gerando seus próprios relatórios. Com isso, alcançaremos efetividade, transparência dessas informações, o que nos dará agilidade na gestão das informações ambientais”, afirma Costa.

Áreas – Além da agilidade, a superintendente da Sulam, Nathália Almeida, destaca a segurança e disponibilidade do sistema. “O protocolo eletrônico vai proporcionar que as pessoas interessadas façam seus requerimentos das licenças ambientais de forma rápida, segura e 24 horas por dia, sete dias por semana”, disse.

Nathália considera o Harpia um grande marco para o licenciamento ambiental e uma grande entrega do Brasília Ambiental para a sociedade. Explica que ele vai auxiliar nas análises, tornando-as mais rápidas e com documentos disponíveis em tempo real. Uma comunicação com o interessado também em tempo real por meio de chats, além de um Banco de Dados cada vez mais diversificado e rico.

“O que vai nos permitir recuperar informações ambientais que foram declaradas ao longo do processo. Além disso, a geração de boletos para pagamentos de taxas de licenciamento serão feitos na hora. Então, no momento que se escolhe a modalidade de licença, já será disponibilizada o boleto para pagamento e assim será dada sequência a tramitação do processo”, enfatiza.

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Já a superintendente da Sucon, Marcela Versiani, ressalta que, no âmbito das Unidades de Conservação, o sistema conterá seis formulários diferentes: solicitações de eventos nas unidades, autorizações de atividades voluntárias feitas nas unidades, autorizações de pesquisas, criações de Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN), solicitações de adesão ao Programa Adote uma Nascente e solicitações de visitas técnicas nas UCs.

“Esses procedimentos estão sendo modernizados para poder trazer para o público usuário mais transparência e mais agilidade dentro do gerenciamento dessas informações que são trazidas para a Sucon. Teremos mais rapidez na entrega das respostas das solicitações de quem nos procura, e condições mais ágeis para o acompanhamento desses processos por parte dos solicitantes”, enfatiza.

A partir do seu lançamento o Sistema Harpia entra em período de ajustes. Sua disponibilização ao público em geral ocorrerá no mês de janeiro.

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Na Carreta QualificaDF Móvel, aluna supera desafios e conquista certificado de qualificação

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Foto: Guilherme Câmara

Cerimônia realizada nesta segunda-feira (27) marcou a conclusão dos cursos oferecidos pela unidade móvel de qualificação profissional. Entre os alunos certificados, a história de Janaína chamou a atenção pela determinação em superar desafios de saúde para receber o certificado.

A Carreta QualificaDF Móvel, unidade móvel de qualificação profissional vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda do Distrito Federal (SEDET) e executada pelo Instituto Nacional de Empoderamento Social e Qualificação (INESQ), realizou nesta segunda-feira (27) a cerimônia de certificação dos alunos que concluíram os cursos ofertados na 7ª etapa do 4º ciclo de formação.

A solenidade reuniu alunos, familiares, professores e equipes pedagógicas. Entre os formandos, a trajetória da ex-professora Janaína, de 50 anos, se destacou pela determinação em concluir o curso de Administração e Empreendedorismo mesmo diante dos desafios impostos por sua condição de saúde.

A história de Janaína começou a mudar em 2010, quando ela ainda trabalhava como professora em uma escola em Luziânia (GO). Na época, passou a sentir dores intensas e dificuldades para realizar atividades que antes faziam parte da rotina, como carregar uma bolsa ou se deslocar até o trabalho.

Após buscar atendimento médico e realizar exames, recebeu o diagnóstico de doença mista do tecido conjuntivo, condição que desencadeou complicações graves de saúde. O quadro evoluiu para uma trombose pulmonar, levando Janaína a uma internação em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e à realização de um procedimento de alto risco.

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Durante a internação, Janaína precisou tomar uma decisão diante dos riscos do tratamento. Segundo ela, a fé foi fundamental naquele momento.

“Minha filha perguntou se eu não tinha medo de morrer. Eu respondi que confiava em Deus. Fiz o procedimento e, quando acordei, perguntei se já tinha acabado. A enfermeira disse que sim e que tinha dado tudo certo. Desde então, digo que Deus me deu uma segunda oportunidade”, relembra.

Após a internação, Janaína passou a conviver com as sequelas deixadas pela doença. Hoje, utiliza um concentrador de oxigênio durante 24 horas por dia para auxiliar no funcionamento do coração e dos pulmões. Mesmo diante da nova rotina, decidiu continuar ativa e buscar novas possibilidades.

Foi nesse processo que encontrou uma nova atividade. Janaína começou a produzir bandanas e acessórios para animais de estimação, transformando o trabalho artesanal em uma alternativa de renda. Ao receber de uma vizinha um panfleto com informações sobre os cursos oferecidos pela Carreta QualificaDF Móvel, enxergou na qualificação uma oportunidade de adquirir conhecimentos para fortalecer o próprio negócio.

Interessada em aprender mais sobre administração e empreendedorismo, ela se inscreveu no curso realizado na unidade móvel no Núcleo Bandeirante. Para acompanhar as aulas, precisou adaptar a rotina e manter o equipamento de oxigênio conectado durante as atividades.

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“Muita gente falou: ‘Mas você vai fazer esse curso numa carreta? E o oxigênio?’. Eu dizia: eu chego lá, peço uma tomada e eles me ajudam. Eu tenho uma vida normal, igual a vocês. A única diferença é essa. Eu brinco que só tenho três pulmões”, conta.

Para Janaína, o curso representa uma oportunidade de aprimorar o trabalho que já desenvolve e buscar novos conhecimentos.

“Eu escolhi Administração e Empreendedorismo para me ajudar a crescer no que eu já estou fazendo. Não pretendo parar por aqui. Quero fazer outros cursos da carreta também.”

Durante a cerimônia desta segunda-feira (27), Janaína recebeu o certificado ao lado dos demais alunos formados nas unidades da Estrutural, Núcleo Bandeirante, Planaltina e Riacho Fundo I. Para ela, o momento representa mais uma conquista pessoal e um incentivo para continuar aprendendo.

A certificação marcou o encerramento das turmas da 7ª etapa do 4º ciclo de formação e reuniu diferentes trajetórias de dedicação aos estudos, como a de Janaína, que encontrou no aprendizado uma forma de seguir desenvolvendo novos projetos.

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