BRASÍLIA

Cultura

Companhia Lamira chega ao CCBB Brasília com dois espetáculos que unem teatro, dança e palhaçaria

Publicado em

Grupo tocantinense celebra 15 anos de trajetória com temporada de Gibi e Luna de Miel, integrando circulação nacional pelos Centros Culturais Banco do Brasil

 

Do Tocantins para os palcos dos Centros Culturais Banco do Brasil, a Companhia Lamira celebra 15 anos de uma trajetória marcada por uma pesquisa cênica desenvolvida a partir do teatro, da dança, da palhaçaria e de outras linguagens do corpo. Com patrocínio do Banco do Brasil, por meio do Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), o grupo desembarca em Brasília com os espetáculos Gibi e Luna de Miel, como parte de uma circulação nacional que também passa por Belo Horizonte, Salvador e São Paulo. Além das apresentações, a programação inclui três ações voltadas à formação de público e artistas: uma residência artística, vivências e mediações, que ampliam a experiência do público e promovem o intercâmbio entre espectadores, artistas e pesquisadores das artes da cena.

Fundada em 2010, em Palmas (TO), por Carolina Galgane e João Vicente, a Lamira Artes Cênicas consolidou uma linguagem própria ao longo de 15 anos de atuação. Entre teatro, dança, palhaçaria e formas animadas, a companhia desenvolve uma pesquisa que aproxima diferentes linguagens e investe em experiências cênicas voltadas à imaginação, ao movimento e à relação direta com o público.

Para Carolina Galgane, diretora-geral da Lamira, a circulação comemorativa representa um marco na trajetória da companhia. “Celebrar esses 15 anos com uma circulação do nosso repertório, oficinas, mediações e vivências é a consolidação de uma trajetória construída com muito trabalho e dedicação às artes cênicas, especialmente na região Norte, onde a Lamira nasceu. Estar no circuito dos Centros Culturais Banco do Brasil representa um reconhecimento nacional do trabalho que realizamos diariamente”, afirma.

Dois espetáculos, dois universos

A programação reúne duas obras que revelam diferentes aspectos da pesquisa artística da companhia. Voltado especialmente ao público infantil, Gibi mergulha no universo das histórias em quadrinhos para criar uma experiência visual, lúdica e poética. Em cena, quatro palhaços descobrem um mundo de possibilidades a partir das páginas de um grande gibi, em uma montagem que combina comicidade física, coreografia e música para estimular a imaginação de crianças e adultos.

Leia Também:  Funcionários do ParkShopping são capacitados pelo protocolo ‘Por Todas Elas’

Já Luna de Miel parte das relações afetivas para investigar, com humor e delicadeza, as contradições da vida a dois. Inspirado em histórias reais compartilhadas pelo público, o espetáculo transforma pequenos acontecimentos do cotidiano em cenas marcadas pela poesia, pelo movimento e pela comicidade, aproximando artistas e espectadores em uma experiência de troca e identificação.

Vivências e mediações

Nos dias de apresentação dos espetáculos, o professor, pesquisador, crítico de dança e doutor em Artes da Cena Henrique Rochelle conduz as vivências e mediações que integram a programação.

Antes das sessões, as vivências convidam o público a experimentar os universos de Gibi e Luna de Miel por meio de propostas de aproximação e imersão nas linguagens de cada obra. Em Gibi, crianças e adultos são estimulados a criar histórias visuais inspiradas na estrutura dos quadrinhos, explorando personagens, narrativas e possibilidades cênicas. Já em Luna de Miel, o ponto de partida são histórias reais compartilhadas pelo público em um jogo de troca de relatos anônimos sobre a vida a dois, criando conexões com o universo do espetáculo.

Após as apresentações, Rochelle conduz as mediações, promovendo um encontro entre artistas e espectadores para ampliar a experiência da plateia. Os diálogos abordam os processos criativos, as escolhas de linguagem e as diferentes interpretações despertadas pelas obras, aproximando o público do fazer artístico e das pesquisas desenvolvidas pela companhia.

Lamira Artes Cênicas

Criada em 2010, em Palmas (TO), a Lamira Artes Cênicas nasceu da necessidade de desenvolver uma pesquisa autoral nas artes cênicas. Fundada por Carolina Galgane e João Vicente, a companhia construiu uma trajetória marcada pela experimentação entre teatro, dança, palhaçaria e formas animadas, aliando criação artística, formação de público e ações pedagógicas. Ao longo de seus 15 anos de atuação, realizou centenas de apresentações pelo país, consolidando-se como uma das principais referências da produção cênica contemporânea da região Norte.

Leia Também:  Icab abre as portas para sarau de cultura árabe neste sábado (22/10)

 

SERVIÇO

Lamira no CCBB Brasília
De 06 a 23/08

Espetáculos Gibi e Luna de Miel

 

ESPETÁCULO GIBI

Local: Centro Cultural Banco do Brasil Brasília – SCES, Trecho 2 – Brasília/DF

06 e 07 de agosto

Horário: Às 10h e às 15h

08 e 09 de agosto

Horário: Às 11h e às 15h

Classificação indicativa: Livre

Duração: 50 minutos

Ingressos: R$ 30 (inteira) R$ 15 (meia)

 

ESPETÁCULO LUNA DE MIEL

Local: Centro Cultural Banco do Brasil Brasília – SCES, Trecho 2 – Brasília/DF

De 06 a 23/08
Sessões: Quinta a domingo
Horário: 19:30h

Classificação indicativa: 10 anos

Duração: 50 minutos

Ingressos: R$ 30 (inteira) R$ 15 (meia)

 

Vivências

Gibi
Vivência 08/08 (Sábado) às 15h

Apresentação do espetáculo às 15h30
Mediação após espetáculo às 16h30

Luna de Miel

Vivência 15/08  (Sábado) às 19h

Apresentação do espetáculo às 19h30

Mediação após espetáculo às 20h30

Acessibilidade

Espetáculo Gibi com Intérprete de Libras e audiodescrição

08/08 às 15h

Luna de Miel

15/08 às 19h

 

Ficha Técnica GIBI

Concepção: Carolina Galgane

Coreografia e Cenografia: João Vicente

Execução de Iluminação: Charles Nunes

Figurino: Silma Dornas

Artistas: Ana Julya, Gabriela Reis, João Vicente, Yasmim Lima

 

Ficha Técnica Luna de Miel

Coordenação Geral: Carolina Galgane
Coreografia: João Vicente

Diretor de Palhaçaria: Oscar Zimmernann
Execução da Iluminação: Charles
Figurino: Adriana Vaz, Rogerio Romualdo e Oscar Zimmermann

Artistas: Carolina Galgane, João Vicente

Redes Lamira: @lamiraartescenicas

 

CCBB Brasília

Aberto de terça a domingo, das 9h às 21h

Endereço: SCES Trecho 02 Lote 22 – Edif. Presidente Tancredo Neves – Setor de Clubes Especial Sul – Brasília – DF

E-mail: [email protected]

 

Informações

Fone: (61) 3108-7600

E-mail: [email protected]

Site: bb.com.br/cultura

Facebook: @ccbb.brasilia

Instagram: @ccbbbrasilia

YouTube: bancodobrasil

TikTok: @ccbbcultura

Advertisement

Cultura

Espetáculo leva a escolas de Sobradinho reflexão sobre violência doméstica e feminicídio

Published

on

By

“Os Sapatos que Atravessam a Rua” transforma objetos cotidianos em memória, poesia e instrumento de conscientização para estudantes da rede pública

Um par de sapatos esquecido em uma prateleira torna-se o ponto de partida para falar sobre uma ausência definitiva. Em “Os Sapatos que Atravessam a Rua”, a delicadeza da linguagem teatral encontra a urgência do enfrentamento à violência doméstica e ao feminicídio, em uma montagem voltada a estudantes da rede pública de ensino de Sobradinho. Serão seis apresentações: três no Centro de Ensino Médio 02 de Sobradinho (CEM 02), em 06 de agosto, e três no Centro de Ensino Fundamental 01 de Sobradinho (CEF 01), em 20 de agosto. O espetáculo é realizado com recursos do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal (FAC-DF).

Escrito e dirigido por Áurea Liz, o espetáculo tem como protagonista Mió, uma sapateira de 65 anos interpretada por Gelly Saigg. Ela herdou do pai o ofício e uma pequena banca de consertos diante de uma pista movimentada. Enquanto observa as pessoas atravessarem a rua para deixar seus calçados, Mió percebe que cada par carrega uma história. Um deles, porém, permanece esquecido. Sua dona nunca voltou para buscá-lo.

A partir dessa ausência, a dramaturgia revela a história de uma mulher vítima de feminicídio. Sem recorrer ao sensacionalismo, a peça utiliza o silêncio, a memória, os objetos cotidianos e a presença da personagem para provocar identificação, escuta e reflexão.

Ao final de cada sessão, será realizada uma roda de conversa sobre violência doméstica, redes de apoio, abandono e envelhecimento, aproximando a experiência artística da realidade dos jovens.

Mais do que apresentar uma obra teatral, a proposta busca criar um espaço protegido de diálogo. Como explica a atriz Gelly Saigg, proponente do projeto, ao colocar o tema em cena, o projeto contribui para que estudantes reconheçam diferentes formas de violência, compreendam a importância do acolhimento e conheçam caminhos possíveis para romper ciclos de silêncio.

 

Arte como espaço de escuta

Na montagem, a banca de Mió deixa de ser apenas um lugar de conserto de sapatos. Ela se transforma em território de cuidado, resistência e preservação de histórias. Atravessar a rua, nesse contexto, representa também a disposição de olhar para o outro e ouvir aquilo que, muitas vezes, permanece escondido.

Leia Também:  Nova profissão ganha destaque na Capital Federal: conheça os celebrantes de casamentos

A iniciativa parte do entendimento de que a cultura pode desempenhar um papel importante na prevenção da violência. Ao tratar o feminicídio por meio de uma narrativa simbólica e sensível, o espetáculo cria condições para que um assunto difícil seja discutido sem perder sua gravidade.

Em edição anterior do projeto, o espetáculo percorreu escolas da rede pública de ensino de Samambaia, Sobradinho e Ceilândia, sempre acompanhado por rodas de conversa com os estudantes e equipes pedagógicas. As apresentações despertaram reflexões profundas e estimularam a participação do público, que frequentemente permanecia após o encerramento para compartilhar experiências, dúvidas e percepções sobre os temas abordados.

Como esperado, a peça abriu portas para o diálogo. Muitos jovens encontraram naquele momento um espaço seguro para falar, ouvir e refletir sobre situações que, muitas vezes, permanecem em silêncio. Isso reforça o papel da arte como instrumento de educação, escuta e transformação“, afirma Moara Barbosa, produtora executiva do projeto. A repercussão positiva e o envolvimento das comunidades escolares reforçaram a importância de ampliar a circulação do espetáculo e de fortalecer ações que promovam o diálogo e a formação cidadã no ambiente escolar.

A realização destinada à comunidade escolar também reforça o compromisso do projeto com a descentralização cultural, ao levar uma obra de relevância artística e social a estudantes de Sobradinho.

 

Reconhecimento

Além do impacto junto às comunidades escolares, “Os Sapatos que Atravessam a Rua” também coleciona reconhecimento no cenário cultural do Distrito Federal. A montagem esteve entre as vencedoras da 3ª edição do FestCaras, competição de esquetes realizada no Gama com o objetivo de fortalecer as artes cênicas do DF. Em 2025, o festival reuniu 14 companhias de teatro, que concorreram em 14 categorias, destacando produções pela qualidade artística e relevância de suas propostas.

A trajetória de suas criadoras também tem recebido reconhecimento público. A dramaturga e diretora Áurea Liz foi homenageada com uma Moção de Louvor pela Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), durante sessão solene promovida pelo Programa Nacional dos Comitês de Cultura no Distrito Federal, em parceria com a CLDF e o Sindicato dos Professores do Distrito Federal, em reconhecimento à sua contribuição para a integração entre arte, cultura e educação. Na mesma solenidade, a atriz Gelly Saigg, que interpreta a personagem Mió, também recebeu a homenagem por sua atuação no fortalecimento da cultura e da educação por meio das artes.

Leia Também:  Distrito Federal integra rota da Caravana da Cultura que amplia acesso a financiamento cultural

 

Acessibilidade integrada à experiência

“Os Sapatos que Atravessam a Rua” incorpora recursos destinados a ampliar o acesso de pessoas com deficiência. O projeto prevê sessões com interpretação em Libras e audiodescrição simultânea, programas em Braille, vídeos com legendas, Libras e audiodescrição, além da possibilidade de reconhecimento tátil do cenário e dos figurinos antes das apresentações.

A acessibilidade não aparece apenas como um recurso complementar, mas como parte da concepção do projeto, permitindo que diferentes públicos tenham contato com a obra de maneira autônoma e com qualidade estética.

Formada majoritariamente por mulheres e com a presença de profissionais com deficiência, a equipe reúne artistas e técnicos de diferentes áreas. Além de Gelly Saigg e Áurea Liz, integram a ficha técnica profissionais de produção, comunicação, música, iluminação, caracterização, Libras, audiodescrição e consultoria de acessibilidade.

As apresentações são direcionadas a estudantes e à comunidade escolar previamente mobilizada pelas instituições participantes.

 

Ficha técnica

Gelly Saigg – Atriz

Áurea Liz – Dramaturgia e Direção

Moara Barbosa – Produção Executiva

O Carcará – Coordenação Administrativa

Ale Capone – Consultoria de Acessibilidade

Patrícia Albuquerque – Interpretação em Libras

Jane Menezes Cinema Cego – Audiodescrição

Cruziá Comunicação – Design, Gestão de Redes Sociais,

Fotografia, Captação e Edição de vídeo

Miccael Grandis – Assistência de comunicação

Ana Luiza Aguiar – Produção de Conteúdo

Alexandra Vinagre – Caracterização e maquiagem

Tauana Barros – Iluminação

Vitor Barbosa – Operação de som e Trilha sonora original

Pedro Barbosa – Coordenação Técnica e Trilha sonora original

Monyelle Faria – Assistencia de Produção

Fabiana Paula – Contraregragem e assistência de produção

Charlotte Vilela – Assessoria de imprensa

Continue Reading

politica

DISTRITO FEDERAL

BRASIL E MUNDO

ECONOMIA

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA

Botão WhatsApp - Canal TI
Botão WhatsApp - Canal TI