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Economia

Vítima relata golpe de R$ 90 mil aplicado por intermediário de consórcios em Campinas (SP)

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No final de junho de 2025, um homem identificado como Igor foi vítima de um golpe financeiro estimado em R$ 90 mil, relacionado à compra de uma cota de consórcio imobiliário supostamente ofertada por um intermediário chamado Taoan, residente no bairro Guanabara, em Campinas (SP).

Segundo relato da vítima, no dia 25 de junho, ele visualizou um anúncio de uma cota da administradora União Catarinense com valor total de R$ 376 mil. A entrada exigida era de R$ 99,9 mil, seguida por 194 parcelas mensais de R$ 2.683,51. O anúncio foi divulgado por Taoan, que já havia realizado duas negociações legítimas com a vítima e era administrador de um grupo de referências no WhatsApp que se propunha a combater golpes nesse setor.

Diante da confiança construída, Igor compartilhou a oportunidade com um parceiro de negócios chamado Guilherme. Para garantir a reserva da cota, Taoan exigiu o pagamento de um sinal no valor de R$ 5 mil. No dia 26/06, Igor transferiu R$ 3 mil enviados por Guilherme e complementou com R$ 2 mil de seus próprios recursos. O grupo criou um canal de comunicação direto e assinou um contrato provisório, ficando acordado que o termo de transferência oficial seria emitido em breve.

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No dia 27 de junho, após repassarem os dados do novo cessionário, os envolvidos efetuaram o pagamento integral de R$ 95 mil. Taoan prometeu emitir o termo de transferência na segunda-feira seguinte. Em 1º de julho, a vítima recebeu por e-mail um documento com aparência irregular. Ao solicitar a emissão via sistema oficial da administradora, Taoan passou a se esquivar. Poucos dias depois, Igor descobriu que a mesma cota já havia sido vendida a outro comprador.

Com isso, apenas os R$ 5 mil referentes ao sinal foram recuperados por meio de contestação bancária via PIX. O prejuízo final gira em torno de R$ 90 mil.

O autor do golpe continua em liberdade. Ao relatar o caso no grupo de referências do WhatsApp, a vítima foi procurada por outras pessoas que afirmam terem sido enganadas pelo mesmo indivíduo, sugerindo a existência de múltiplas vítimas com modus operandi semelhante.

Igor registrou boletim de ocorrência e apresentou às autoridades todos os documentos relacionados ao caso, incluindo comprovantes de transferência, contratos assinados, conversas com o suspeito e o documento falsificado. Já iniciou os trâmites para mover uma ação judicial nas esferas cível e criminal.

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Segundo a vítima, Taoan costuma atuar de forma estratégica: infiltra-se em grupos especializados como figura confiável, constrói reputação ao ajudar outros usuários e, em seguida, publica ofertas atraentes de cotas de consórcio. Após receber pagamentos, envia documentos falsos e vende o mesmo bem para terceiros, desaparecendo em seguida.

Além do prejuízo financeiro, o golpe causou abalo emocional, desgaste pessoal e perda de confiança em transações online. Igor reforça que continua em contato com outras vítimas e espera que a união de relatos fortaleça as denúncias e leve a uma investigação efetiva.

Como forma de alerta à população, a vítima recomenda que negociações envolvendo consórcios sejam feitas apenas com validação direta da administradora. É essencial desconfiar de intermediários que atuam fora dos canais oficiais e jamais realizar transferências bancárias sem garantias legais verificáveis.

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ECONOMIA

Inadimplência de aluguel no Brasil registra menor taxa dos últimos 11 meses, aponta Índice Superlógica

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  • Índice traz ranking das regiões com maior taxa de inadimplência de aluguel
  • Após alta em fevereiro, quando chegou a 3,35%, inadimplência marca 3,21% em março
  • Imóveis residenciais na faixa de aluguel até R$ 1.000 registram maior taxa de inadimplência (5,98%) no período, enquanto a menor foi nos imóveis entre R$ 3.000 a R$ 5.000 (1,89%)
  • Imóveis comerciais na faixa de até R$ 1.000 registram queda (7,41%), mas seguem na liderança da maior inadimplência deste tipo de aluguel
  • Criado para apoiar imobiliárias em decisões estratégicas e servir como um indicador da economia nacional, índice analisa dados anonimizados de mais de 800 mil clientes

 

Abril de 2026 – A inadimplência de aluguel no Brasil registrou queda em março, com taxa de 3,21% – a menor dos últimos 11 meses –, após apontar alta em fevereiro (3,35%), com variação de 0,14 ponto percentual. Na comparação com março de 2025, quando o índice foi de 3,09%, a inadimplência no último mês apresenta um recuo de 0,12 ponto percentual. Os dados são do Índice de Inadimplência Locatícia (IIL) da Superlógica, principal plataforma de soluções tecnológicas e financeiras para o mercado do morar.

Segundo Manoel Gonçalves, Diretor de Negócios para Imobiliárias do Grupo Superlógica, “a queda na inadimplência em março reflete um alívio para as famílias no período, principalmente após a alta em fevereiro. Mas ainda é cedo para avaliar se esse respiro se manterá nos próximos meses, visto que o cenário ainda exige atenção, pois juros e inflação podem impactar a renda familiar e, em consequência, o pagamento, em dia, do aluguel”.

Entre a base analisada, a inadimplência em imóveis residenciais com aluguel de até R$ 1.000 teve uma queda de 0,21 ponto percentual, de 6,19%, em fevereiro, para 5,98%, em março. Pelo terceiro mês consecutivo, a inadimplência nos imóveis populares superou a do segmento de alta renda, apesar do recuo geral. Os imóveis com aluguel acima de R$ 13.000, que lideraram os atrasos em 2025, agora ocupam o segundo lugar: a taxa caiu para 5,83% em março, ante os 6,01% registrados em fevereiro. Do outro lado, as faixas entre R$ 2.000 e R$ 5.000 mantiveram os menores índices do mercado, com taxas em torno de 1,9%.

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“Mesmo com uma queda na inadimplência em nível nacional, a taxa alta na faixa de até R$ 1.000, desde janeiro, reforça uma dificuldade maior entre as famílias de menor renda para manter o aluguel em dia. A inflação e juros elevados têm um efeito desproporcional sobre a inadimplência, neste caso. Isso porque a maior parte do orçamento está concentrada em despesas essenciais, como alimentação e transporte, que costumam ser mais pressionadas pela inflação”, analisa Gonçalves. “Fora isso, dados recentes (Quaest Pesquisa) apontam que essa faixa de renda tem, possivelmente, sofrido para honrar o custo básico de vida em função de um comportamento de apostas digitais. Na tentativa de expandir a renda por meio das bets, no fim das contas, acaba por drená-la.”

Já em relação aos imóveis comerciais, a faixa até R$ 1.000 continua com a maior taxa, de 7,41%, mesmo com uma baixa de 0,57 ponto percentual na comparação com o mês anterior (7,98%). A segunda maior taxa de inadimplência foi em imóveis acima de R$ 13.000, com 5,19%. Já a menor foi na faixa de R$ 2.000 a R$ 3.000, de 3,81%.
Em relação ao tipo de imóvel, as taxas recuaram nas três categorias em março. A inadimplência de apartamentos teve uma leve queda de 0,03 ponto percentual, com 2,30% no período; a de casas ficou em 3,60%, após 3,85% em fevereiro. Já os imóveis comerciais tiveram 4,54% de inadimplência em março – baixa de 0,21 ponto percentual em relação ao mês anterior.

 

IIL por região

Em março, a região Nordeste se manteve no topo do ranking de inadimplência, com uma taxa de 4,77%, alta de 0,10 ponto percentual em relação a fevereiro (4,67%). Já o Norte, ficou em segundo lugar, com 4,29%, redução de 0,32 ponto percentual, ante os 4,61% de fevereiro. A região Centro-Oeste marca o terceiro lugar com 3,17%, um recuo de 0,54 ponto percentual, após os 3,71% do mês anterior. O Sudeste aparece em seguida, com taxa de 3,14% – queda de 0,14 ponto percentual em relação a fevereiro –, e o Sul com 2,77%, mantendo a menor taxa do país, com baixa de 0,10 ponto percentual entre fevereiro e março.

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Principais dados do Índice de Inadimplência Superlógica:

 

Sobre o Índice Superlógica

Índice de Inadimplência Locatícia da Superlógica é um levantamento mensal de dados exclusivos e internos que apresenta o cenário de dívidas do mercado brasileiro de locação imobiliária. O índice leva em consideração o valor do boleto, o tipo de imóvel (apartamento, casa ou comercial) e a sua localização, além das datas de vencimento e pagamento, que mostram se há inadimplência ou não.

Esta edição do estudo contou com dados de mais de 800 mil clientes locatários em todo o Brasil, sendo considerados inadimplentes aqueles que possuem boletos que estão há mais de 60 dias sem pagamento ou que foram pagos com atraso de mais de 60 dias. Todos os dados são anonimizados, não sendo passíveis de associação a um indivíduo, direta ou indiretamente.

 

Sobre o Grupo Superlógica

Líder em soluções tecnológicas e financeiras para os mercados condominial e imobiliário, a Superlógica detém 50% do mercado endereçável no segmento condominial no país e oferece um vasto portfólio de produtos, incluindo softwares de gestão, relacionamento e de controles de acesso, além de serviços financeiros como crédito, pagamentos e conta digital. A Superlógica possui mais de mil funcionários e transaciona mais de 35 bilhões de reais em seu sistema. A empresa realizou 8 aquisições nos últimos anos e já recebeu 450 milhões de reais em aportes para expansão de seus produtos e serviços. O investimento foi liderado pelo fundo norte-americano de private equity Warburg Pincus.

 

Grupo Superlógica / NOVA PR

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imprensa.superlogica.com

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