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iFood oferece 60 mil bolsas de estudo para a formação de entregadores e restaurantes no Ensino Médio

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Empresa anuncia novidades para a terceira edição do programa Meu Diploma do Ensino Médio, com expansão para donos e funcionários de estabelecimentos parceiros e familiares de entregadores, além de parceria com a ferramenta de complemento escolar AprendiZAP

 

O iFood, empresa brasileira de tecnologia, anuncia uma série de novidades para a terceira edição do programa Meu Diploma do Ensino Médio, que oferece bolsas de estudo 100% gratuitas para o curso preparatório ao Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja). Entre elas, além de entregadores e entregadoras, as bolsas passarão a ser oferecidas aos familiares dos profissionais de delivery e também aos donos e funcionários dos estabelecimentos cadastrados na plataforma.

Outra nova frente do programa em 2024 é a disponibilidade do AprendiZAP Encceja, uma ferramenta, desenvolvida pela Fundação 1Bi, 100% gratuita de complemento escolar por WhatsApp, com uso de IA generativa. A ferramenta de suporte traz conteúdos de auxílio na aprendizagem e simulado da prova do Encceja com tutoria por meio de inteligência artificial. Além do apoio para o aprendizado, a ferramenta também ajuda na parte operacional do Programa, como lembrar as datas de inscrição e da prova Encceja.

Formatura Meu Diploma do Ensino Médio

As novidades foram anunciadas durante a cerimônia de formatura de entregadores e entregadoras do iFood no Ensino Médio, realizada na noite de ontem (27/02). Na segunda edição do programa, 5.264 parceiros conseguiram aprovação no Encceja – um crescimento de 500% em relação ao ano anterior. Mais de 14 mil entregadores e entregadoras de todo o país participaram no Meu Diploma em 2023, o que representou 2,3% de todos os inscritos no Encceja de 2023. Foram à prova 8.300. Para a terceira edição do programa, que será realizada ao longo de 2024, a empresa já registra cerca de 8.500 interessados.

O evento contou com o apresentador Manoel Soares como mestre de cerimônia e com um pocket show surpresa do grupo Exaltasamba, reunindo profissionais de delivery e seus familiares presencialmente, além de participantes de todo o Brasil de forma online.

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“A educação tem o poder de mudar a sociedade, criar oportunidades e construir um futuro mais igual para todos. Terminar o ensino médio abre possibilidades novas aos entregadores e também traz o sentimento de dignidade e de orgulho. O programa Meu Diploma existe para apoiar os parceiros nessa jornada de estudos e contribuir para que ampliem suas perspectivas. Queremos que todos os entregadores que não têm o ensino médio vejam que ainda há chance de recomeço”, comenta Luana Ozemela, vice-presidente de Impacto Social do iFood. “Segundo o IBGE, em 2022, apenas 53,2% das pessoas no Brasil com 25 anos de idade ou mais concluíram a educação básica. Cerca de 71 mil entregadores parceiros do iFood, o que representa 30% da base da plataforma, ainda não têm o Ensino Médio completo”, afirma Luana. “A partir da ampliação do programa para empreendedores e funcionários dos estabelecimentos, esperamos contribuir com a redução das desigualdades e jornada de aprendizado dessas pessoas”, conclui a executiva.

 

Continuidade nos estudos

Os entregadores do iFood têm acesso a até 80% de bolsa para cursos superiores pela Faculdade das Américas (FAM). Atualmente, 138 entregadores que se formaram pelo Meu Diploma do Ensino Médio em 2022 já estão na faculdade utilizando o apoio. É o caso da entregadora Kerolainy Lourenço da Silva, de 27 anos, que participou da edição anterior do programa.

“Participar do programa foi muito importante para abrir minha mente. Já fazia mais de 10 anos que não estudava e o curso deu um up no meu conhecimento, além de ter me ajudado na execução da prova. Tive um incentivo muito grande do iFood. Me sentia incapaz de voltar a estudar e a equipe me incentivou. Fiz o curso, passei na prova e acabei ganhando uma bolsa do iFood para fazer a faculdade. Entre os cursos disponíveis, o que eu mais me identifiquei foi o de Gastronomia pelo fato de atualmente trabalhar como confeiteira e possuir uma lojinha no iFood também, além de continuar atuando como entregadora. Estou encantada com a faculdade! Foi uma das melhores coisas que aconteceu! Estou entrando no segundo semestre e tem sido de muito aprendizado e realização”, diz Kerolainy.

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O Meu Diploma do Ensino Médio é realizado em parceria com o Termine Seus Estudos, especializada no curso preparatório para o Encceja, oferecendo aos entregadores conteúdo com qualidade, tutoria humanizada e a construção de uma comunidade virtual para motivar o engajamento. O exame, aplicado pelo Governo Federal, é realizado presencialmente e a aprovação garante a emissão do certificado de conclusão pelas Secretarias de Educação e Institutos Federais, em conformidade com o Inep.

As inscrições para a terceira edição do programa já estão abertas, por meio do app para entregadores e comunicações oficiais para restaurantes.

Matheus Ferreira, entregador do iFood e formando no Ensino Médio

 

Sobre o iFood

O iFood é uma empresa brasileira de tecnologia referência em delivery online na América Latina, que aproxima clientes, restaurantes e entregadores de forma simples e prática. O iFood tem o propósito de alimentar o futuro do Brasil e do mundo, transformando a sociedade por meio da educação e da tecnologia, da segurança alimentar, da inclusão e com um impacto socioambiental positivo.

Com mais de 70 milhões de pedidos mensais, o iFood atua com inteligência de negócio e soluções de gestão para promover e desenvolver um ecossistema de mais de 300 mil estabelecimentos cadastrados, 200 mil entregadores conectados em mais de 1700 cidades em todo o Brasil. Há 11 anos no mercado, a empresa vai além do food delivery e cresce também em negócios de Mercado, Fintech e Benefícios, unindo tecnologia e conveniência na entrega de soluções aos parceiros. O iFood conta com um importante investidor também brasileiro, a Movile – líder global em marketplaces móveis.

Para mais informações sobre o iFood, suas novidades e a nossa fome de alimentar o mundo, acesse o iFood News.

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EDUCAÇÃO

Como escolas e famílias formam novos leitores

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A formação de leitores começa muito antes da alfabetização. O contato com livros, histórias, brincadeiras e manifestações artísticas desde a primeira infância é um direito fundamental das crianças e uma etapa essencial para o desenvolvimento. Nesse contexto, a implementação de políticas públicas possibilita a ampliação do acesso à literatura e garante que mais crianças tenham oportunidades de vivenciar a leitura. Para fortalecer essas ações, o Ministério da Educação (MEC) está formando a Comunidade Nacional de Gestores de Políticas de Primeira Infância. Municípios, estados e o Distrito Federal podem aderir à iniciativa até 31 de julho. 

Coordenada pela Subsecretaria da Política Nacional Integrada da Primeira Infância (SNPPI), a comunidade reúne gestores públicos responsáveis por políticas destinadas a bebês e crianças de até seis anos. A proposta busca fortalecer a implementação da Política Nacional Integrada da Primeira Infância (PNIPI) por meio de cooperação entre os entes federados, troca de experiências e desenvolvimento de capacidades institucionais para planejar, executar, monitorar e avaliar ações voltadas à infância. 

A importância dessa articulação entre políticas públicas, escolas, famílias e comunidade destacou-se na 24ª Festa Literária Internacional de Paraty (Flip). Ao longo da programação da Flipinha e da FlipEduca, educadores, escritores e artistas compartilharam experiências que mostram como o incentivo à leitura desde os primeiros anos de vida pode transformar a relação das crianças com a aprendizagem e a cultura. 

Para a atriz, educadora e pesquisadora em teatro, música, dança e literatura Cláudia Ribeiro, arte e educação caminham juntas no desenvolvimento infantil. Em seu trabalho, ela dirige grupos de teatro compostos por crianças, no contraturno escolar, que produzem espetáculos apresentados em escolas do município. A iniciativa aproxima os estudantes à literatura por meio da interpretação, criatividade e experiência artística, ao mesmo tempo em que incentiva a leitura e fortalece a participação das famílias no processo educativo. 

“Esse trabalho ajuda a formar a plateia e despertar o interesse das crianças ao incentivá-las a produzir arte e, principalmente, a entrar no mundo da leitura. No teatro, eu estou sempre incentivando o ato de ler, porque é importante ler o texto, entender o personagem, interpretar as intenções das falas. Quando as famílias entendem que esse processo de junção de arte e educação é muito produtivo e benéfico para as crianças, elas dão a mão para a gente, enquanto educadoras e artistas, e aí a criança só tem a ganhar com tudo isso”. 

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As experiências apresentadas na Flip reforçam que o acesso à literatura também passa pelo fortalecimento dos vínculos familiares. A escritora, poeta e produtora cultural Elisa Pereira, que vive em Paraty e é autora do livro infantil Quintal do Vô Benê, explica que o contato com os livros pode começar ainda na primeira infância – e até antes do nascimento. Em sua obra, ela escolheu retratar um avô como personagem central para destacar que o cuidado, o afeto e a transmissão de conhecimentos também fazem parte do papel dos homens na criação das crianças. 

“Eu acho que é fundamental. Eu cresci, na verdade, sem essa vivência. Eu não tive mãe ou pai que lessem para mim, mas eu percebo a diferença entre crianças que, desde pequenas – hoje em dia, a gente sabe que pode ler até para os bebês –, tiveram acesso à leitura, e crianças que não tiveram. Eu acho que é fundamental o papel da mãe, do pai e dos cuidadores, de uma forma geral, nessa formação de leitores”. 

A professora da rede municipal do Rio de Janeiro Glaucia Abreu, que atua com contação de histórias e literatura na infância, observa que muitas crianças têm seu primeiro contato sistemático com os livros no ambiente escolar. Segundo ela, o hábito da leitura nem sempre está presente no ambiente familiar, o que amplia o papel da escola em despertar a imaginação, a criatividade e o interesse pela literatura. Ao mesmo tempo, ela ressalta que esse trabalho alcança melhores resultados quando a família também participa desse processo. 

“Muitas das vezes, a escola introduz esse papel por meio de uma contação simples ou, às vezes, uma contação para dormir para crianças que não vivenciaram isso. Então, a escola está cumprindo um papel que é básico, que aflora a criatividade da criança, assim como a capacidade de ela desenvolver a imaginação e a fantasia, que faz parte do universo infantil. A gente precisa incentivar isso além das portas da escola. A gente precisa incentivar isso na base familiar”. 

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Cooperação – Os relatos apresentados durante a Flip dialogam com os objetivos da Comunidade Nacional de Gestores de Políticas de Primeira Infância, criada pelo MEC para fortalecer políticas públicas voltadas aos primeiros anos de vida. 

Instituída pela Portaria nº 540/2026, a comunidade reúne gestores públicos indicados pelos municípios, estados e Distrito Federal em uma rede de cooperação federativa. A iniciativa busca fortalecer as capacidades institucionais dos entes para planejar, executar, monitorar e avaliar políticas públicas destinadas a bebês e crianças de até seis anos, além de promover a troca de experiências, a difusão de conhecimentos técnicos e o aprimoramento contínuo das ações voltadas à primeira infância. 

A comunidade está estruturada em dois eixos. O primeiro, Pactuação e Articulação Federativa, prevê oficinas, encontros técnicos e seminários para discutir iniciativas, projetos e programas voltados à primeira infância e incentivo à cooperação entre os entes federativos. Já o eixo Desenvolvimento de Capacidades Institucionais contempla a criação de instrumentos de gestão, protocolos, sistemas de informação, monitoramento e avaliação, além da oferta de ações formativas voltadas ao fortalecimento das capacidades individuais e coletivas da gestão pública. 

As experiências compartilhadas por educadores, artistas e escritores na Flip mostram que formar leitores desde a primeira infância depende da atuação conjunta de escolas, famílias, espaços culturais e políticas públicas. Ao criar uma rede permanente de cooperação entre gestores, a Comunidade Nacional de Gestores de Políticas de Primeira Infância busca fortalecer essa articulação para que mais crianças tenham acesso a experiências de leitura, cultura e aprendizagem desde os primeiros anos de vida. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC 

Fonte: Ministério da Educação

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