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Ministério da Saúde estabelece lista de medicamentos oncológicos de altíssimo custo

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O Ministério da Saúde publicou no Diário Oficial da União nesta quarta-feira (22) uma portaria que define os 18 medicamentos oncológicos considerados de altíssimo custo para oferta no Sistema Único de Saúde (SUS). A relação abrange fármacos para tratamento de diversos tipos de câncer, como o de mama, pulmão, gástrico, ovário, medula óssea e a leucemia.

A medida determina a forma como o medicamento será apresentado e os critérios analisados para definição de altíssimo custo. A portaria é assinada em conjunto pelas Secretarias de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde (SCTIE) e de Atenção Especializada à Saúde (SAPS), e entrará em vigor em 120 dias, a contar da data de sua publicação.

A maior parte dos medicamentos, 17 dos 18 listados, será adquirida com a participação ativa do Ministério da Saúde. A estratégia prioriza a economia em escala e a garantia de acesso aos medicamentos já incorporados pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec).

Nesse sentido, metade da relação será comprada de forma centralizada, modalidade em que a pasta negocia o fornecimento diretamente com o mercado farmacêutico e realiza o envio às Secretarias Estaduais e Distrital de Saúde. A partir disso, os insumos serão distribuídos aos Centros (Cacon) e às Unidades (Unacon) de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia habilitados pelo SUS para o diagnóstico e tratamento do câncer.

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Outros oito itens serão obtidos por meio de ata de negociação nacional. Nesse arranjo, o Ministério coordena o processo e estabelece um preço teto com os fabricantes, cabendo aos estados a execução da compra.

Apenas o blinatumomabe terá sua compra descentralizada, categoria em que estados e Distrito Federal negociam com os fornecedores e utilizam os repasses financeiros da União para efetuar a aquisição.

O pacote estabelecido integra a implementação do Componente da Assistência Farmacêutica em Oncologia (AF-Onco). Criada pelo Ministério da Saúde em outubro de 2025, a iniciativa é responsável pela organização, financiamento e acesso a medicamentos contra o câncer no SUS.

Priscila Leite
Roberta Paola
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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Nem só o peso importa: 5 motivos para acompanhar o percentual de gordura corporal

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Nutricionista explica por que esse parâmetro pode revelar mais sobre o organismo do que o número mostrado na balança

 

Reduzir o percentual de gordura virou uma meta frequente entre pessoas que desejam emagrecer ou ganhar definição muscular. No entanto, buscar o menor índice possível nem sempre representa uma condição mais saudável. Com a chegada do Dia Nacional da Saúde, celebrado em 5 de agosto, ganha espaço a discussão sobre quais fatores devem ser observados para compreender o estado do organismo além dos quilos registrados na balança.

O estudo Defining Overweight and Obesity by Percent Body Fat Instead of Body Mass Index, publicado em 2024 e incluído na edição de 2025 do The Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism, analisou dados de 16.918 adultos. Os resultados indicaram que a proporção de tecido adiposo pode representar melhor o risco de síndrome metabólica do que o Índice de Massa Corporal (IMC). A pesquisa propõe que homens com índices a partir de 25% e mulheres a partir de 36% sejam classificados com excesso de gordura. Para obesidade, os pontos de corte sugeridos são 30% e 42%, respectivamente.

Segundo Fernanda Lopes, nutricionista e responsável técnica da Six Clinic, iniciativa 100% online voltada ao cuidado em obesidade e sobrepeso, esse tipo de medição oferece informações que o peso isolado não consegue mostrar. “A balança revela quantos quilos uma pessoa tem, mas não esclarece quanto desse valor corresponde à massa muscular, aos líquidos ou ao tecido adiposo. Conhecer essa distribuição facilita a identificação de alterações que poderiam passar despercebidas e ajuda a definir condutas mais adequadas às necessidades de cada paciente”, explica.

A seguir, a nutricionista apresenta cinco razões para observar esse parâmetro. Confira:

 

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1. O peso não revela toda a composição do corpo

O peso registrado na balança é resultado da soma de músculos, ossos, água, órgãos e tecido adiposo. Isso significa que duas pessoas com a mesma quantidade de quilos podem apresentar composições corporais completamente diferentes e, consequentemente, condições de saúde distintas. Da mesma forma, quem está em processo de emagrecimento pode manter o mesmo peso e, ainda assim, reduzir gordura e ganhar massa muscular. “A balança informa apenas quantos quilos uma pessoa tem, mas não mostra o que realmente mudou na composição corporal. É possível perder gordura, ganhar massa muscular e manter praticamente o mesmo peso. Por isso, acompanhar esse parâmetro ajuda a avaliar se o emagrecimento está acontecendo de forma saudável e orienta estratégias mais adequadas para cada paciente”, afirma Fernanda.

 

2. Cada organismo responde de uma forma

Sexo, idade, massa muscular, nível de atividade física e histórico clínico influenciam diretamente esse resultado. Por isso, comparar os próprios números com os de outras pessoas pode levar a interpretações equivocadas e expectativas irreais. “As faixas de referência servem como orientação, mas não devem ser encaradas como uma meta igual para todos. A análise precisa considerar as características, os objetivos e a evolução de cada paciente”, orienta.

 

3. O excesso pode aumentar o risco de doenças

Além de funcionar como reserva de energia, o tecido adiposo participa da produção de substâncias que influenciam o metabolismo, os hormônios e processos inflamatórios. Quando se acumula acima do recomendado, favorece alterações que podem comprometer a saúde ao longo do tempo. “Esse acompanhamento permite identificar alterações precocemente e aumentar as chances de prevenir complicações futuras. Quanto antes esse excesso é reconhecido, maiores são as possibilidades de adotar estratégias para melhorar a saúde e a qualidade de vida”, explica a nutricionista.

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4. O local onde a gordura se concentra importa

Não é apenas a quantidade que merece atenção. A forma como o tecido adiposo está distribuído pelo corpo também interfere no risco de doenças. A gordura visceral, localizada ao redor dos órgãos internos, apresenta maior associação com problemas cardiometabólicos do que a gordura localizada sob a pele. “A circunferência da cintura complementa essa avaliação porque ajuda a identificar o acúmulo na região abdominal. Nenhum método deve ser interpretado isoladamente. O conjunto das informações oferece uma visão mais ampla da condição de saúde”, destaca.

 

5. A evolução vai muito além da estética

“Existem diferentes ferramentas para acompanhar a composição corporal, como a bioimpedância, mas seus resultados podem sofrer influência de fatores como hidratação, alimentação, prática de atividade física e horário da avaliação. Por isso, ela deve ser interpretada em conjunto com a avaliação clínica e outros parâmetros”, compartilha a profissional. O acompanhamento com médicos e nutricionistas permite analisar essas informações de forma individualizada. “Hoje, a telemedicina também facilita esse cuidado, ajudando o paciente a manter regularidade no tratamento e construir hábitos saudáveis ao longo do tempo”, conclui Fernanda.

 

Sobre a Six Clínic

A Six Clínic é uma iniciativa 100% online dedicada a democratizar o tratamento da obesidade e sobrepeso no Brasil, oferecendo cuidado médico, suporte nutricional diário e acompanhamento 24 horas totalmente à distância. Inspirada em modelos internacionais e adaptada para a realidade brasileira, a empresa utiliza tecnologia, metodologia exclusiva e logística integrada para ampliar o acesso a tratamentos seguros, eficazes e baseados em evidências. Com o Projeto Emagreça em Casa, a Six Clínic tem o propósito de alcançar 100 mil pessoas até 2026, levando saúde, bem-estar e autoestima a regiões onde o acesso ao atendimento especializado ainda é limitado.

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