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Atlético-MG vence o Cruzeiro de virada e avança às semifinais da Copa do Brasil

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O Atlético-MG derrotou o Cruzeiro por 2 a 1, de virada, nesta terça-feira (01.09), na Arena MRV, e garantiu a classificação para as semifinais da Copa do Brasil. Com o resultado, o Galo fechou o confronto com vantagem de 3 a 2 no placar agregado.

O jogo

O Cruzeiro saiu na frente ainda no primeiro tempo. Aos 29 minutos, Kaio Jorge sofreu pênalti após ser empurrado por Vitão dentro da área. O atacante cobrou com precisão e acertou o ângulo esquerdo do goleiro Everson, colocando a equipe celeste em vantagem.

Antes do gol, o Atlético-MG já havia criado boas oportunidades. Mateo Cassierra acertou a trave em cobrança de falta, enquanto Otávio fez uma defesa à queima-roupa para evitar o empate. O Cruzeiro também levou perigo, com finalização de Matheus Pereira que passou próxima à trave.

Na segunda etapa, o Atlético voltou mais ofensivo e passou a pressionar o adversário. Aos 32 minutos, Victor Hugo recebeu passe de Fred dentro da área e bateu de pé direito para deixar tudo igual.

Pouco depois, o Galo quase virou em uma finalização de Victor Hugo que explodiu na trave. A recompensa veio aos 42 minutos. Após troca de passes na entrada da área, Fred recebeu de Victor Hugo e finalizou de primeira, no canto direito de Otávio, para marcar o gol da virada.

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O Cruzeiro ainda tentou buscar o empate nos minutos finais, mas encontrou dificuldades para sair do campo de defesa. A situação ficou ainda mais complicada aos 15 minutos, quando Lucas Villalba recebeu o segundo cartão amarelo e foi expulso.

Com um jogador a menos, a equipe celeste não conseguiu reagir. O Atlético-MG administrou a vantagem até o apito final e confirmou a vaga entre os quatro melhores da competição.

O Galo terminou a partida com 24 finalizações, sendo 11 no gol, contra 13 do Cruzeiro, com cinco na direção da meta. A equipe também teve maior posse de bola no segundo tempo e controlou as ações após a virada.

FICHA TÉCNICA
Partida Atlético-MG 2 x 1 Cruzeiro
Competição Copa do Brasil – quartas de final (jogo de volta)
Local Arena MRV, em Belo Horizonte (MG)
Data 1 de setembro de 2026 (terça-feira)
Horário 21h (de Brasília)
Gols Kaio Jorge, aos 30′ do 1ºT (Cruzeiro); Victor Hugo, aos 32′ do 2ºT (Atlético-MG); Fred, aos 43′ do 2ºT (Atlético-MG)
Cartões amarelos Natanael (Atlético-MG); Otávio, Kaio Jorge, Villalba, Arroyo e Romero (Cruzeiro)
Cartões vermelhos Villalba (Cruzeiro)
Árbitro Raphael Claus (SP)
Assistentes Danilo Ricardo Simon Manis (SP) e Victor Hugo Imazu dos Santos (PR)
VAR Rodrigo Guarizo Ferreira do Amaral (SP)
Atlético-MG Everson; Natanael (Gustavo Scarpa), Ruan Tressoldi (Vitão), Vitor Hugo e Renan Lodi; Alan Franco (Alan Minda), Kevin Castaño e Fred; Cuello, Bernard (Victor Hugo) e Cassierra (Reinier). Técnico: Eduardo Domínguez
Cruzeiro Otávio, Fagner, Fabrício Bruno, Jonathan Jesus (João Marcelo) e Villalba; Gerson (Matheus Henrique), Lucas Romero e Matheus Pereira (Gabriel Rojas); Arroyo, Wesley (Kenji) e Kaio Jorge (Villarreal). Técnico: Artur Jorge

Fonte: Esportes

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Ultramaratonista chega a Brasília após 4,1 mil km de mapeamento para corrida entre os extremos do Brasil

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Depois de percorrer 4.131 quilômetros pelo Brasil, o ultramaratonista Henrique Lobo chega nesta segunda-feira (31) a Brasília (DF) e entra na segunda metade da expedição de reconhecimento da rota que pretende correr em 2027, na Travessia dos Extremos. Aos 59 anos, o atleta de Taubaté já acumula aproximadamente 130 quilômetros de treinos de corrida desde o início da viagem, em 19 de agosto, quando deixou sua cidade rumo ao extremo norte do país.

A expedição começou em Oiapoque (AP) e vem avançando no sentido sul, com a equipe avaliando as condições das estradas, acessos, alternativas de percurso, pontos de apoio e toda a estrutura necessária para que Henrique possa enfrentar os cerca de 7.200 quilômetros entre Oiapoque e Chuí no próximo ano, quando completará 60 anos.

Mais do que simplesmente percorrer o trajeto, o reconhecimento tem permitido à equipe identificar antecipadamente situações que poderão interferir na futura travessia. Entre os primeiros desafios encontrados estão a necessidade de estruturar pontos de apoio em áreas pouco povoadas e os longos deslocamentos por balsa, que podem interromper a corrida por muitas horas e exigir uma estratégia específica para evitar que o corpo do atleta perca ritmo.

“Cada quilômetro que estamos fazendo agora tem um propósito. Estamos conhecendo a estrada em que vou correr, entendendo onde estão as dificuldades e buscando soluções antes da travessia. É muito melhor descobrir esses problemas agora do que durante os 7.200 quilômetros do ano que vem”, afirma Henrique.

Treinamento
Enquanto a equipe percorre o país, Henrique mantém a preparação física. Até a chegada a Brasília, foram realizados aproximadamente 130 quilômetros de treinos.

A estratégia é utilizar os diferentes ambientes encontrados ao longo da rota como parte da preparação para o desafio. Calor, variações de terreno, longos deslocamentos e mudanças na rotina fazem parte do processo de adaptação para uma prova que deverá durar cerca de quatro meses.

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“Não estamos fazendo apenas uma viagem de reconhecimento. Para mim, cada treino também é uma oportunidade de entender como o corpo responde às condições que vou encontrar em 2027. O terreno muda, o clima muda, a rotina muda. Tudo isso faz parte da preparação”, explica.

A experiência acumulada durante a viagem também vem ajudando a equipe a aperfeiçoar a logística da futura travessia, desde os locais de descanso e abastecimento até as estratégias para lidar com trechos em que a corrida precisará ser interrompida.

Rumo ao Sul
Depois de Brasília, a expedição entra em uma nova etapa. Durante a próxima semana, Henrique e sua equipe passam por cidades de Minas Gerais, antes de retornarem ao Vale do Paraíba, em São Paulo, região de origem do ultramaratonista.

Na sequência, o grupo segue para o Sul do país. A previsão é chegar ao Paraná em 5 de setembro, avançar por Santa Catarina e Rio Grande do Sul e concluir o reconhecimento no Chuí, no extremo sul do Brasil, em 8 de setembro.

“Quando chegarmos ao Chuí, vamos ter muito mais do que uma quilometragem registrada. Teremos informações sobre o caminho, as estradas, as pessoas, os pontos de apoio e os desafios que precisaremos enfrentar. O reconhecimento é uma etapa fundamental para transformar esse sonho em um projeto possível”, diz Henrique.

Divulgação
Toda a expedição vem sendo registrada pela equipe formada por Henrique, sua esposa Roseli Lobo e os filmakers Bianca e Luiz.

Os conteúdos são produzidos durante a própria viagem e publicados nas redes sociais, permitindo que o público acompanhe os bastidores da preparação.

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Além dos registros em vídeo, Henrique mantém um diário de bordo com relatos sobre as experiências encontradas no caminho, as dificuldades, os treinamentos e as reflexões provocadas pela jornada.

Nas redes sociais, o atleta tem reforçado justamente essa perspectiva: a expedição não representa apenas uma preparação esportiva, mas uma oportunidade de conhecer o país e as estradas que farão parte de uma das maiores empreitadas de sua carreira.

A proposta também amplia o alcance do projeto para além do universo das corridas. Comunidades, corredores, apoiadores e pessoas encontradas ao longo do caminho passam a fazer parte da construção da Travessia dos Extremos.

Aos 60 anos, um novo limite
A Travessia dos Extremos será o próximo capítulo de uma trajetória marcada pela transformação. Há cerca de 13 anos, Henrique era obeso e sedentário e havia enfrentado dois infartos e um câncer. Foi por meio da corrida que iniciou uma mudança radical de vida.

Desde então, acumulou mais de 20 mil quilômetros em provas e treinamentos e enfrentou desafios extremos no Brasil e no exterior. Entre eles está a Badwater 135, nos Estados Unidos, prova de 217 quilômetros realizada no Vale da Morte.

Em julho deste ano, aos 59 anos, Henrique completou 470 quilômetros da UAI Internacional, em Minas Gerais, em 87 horas e 49 minutos. Venceu a categoria Double e estabeleceu o recorde da primeira etapa da competição.

“Eu comecei a correr para transformar a minha própria vida. Agora quero levar essa mensagem para todo o Brasil. A Travessia dos Extremos não será apenas sobre distância. Será sobre pessoas, lugares, desafios e sobre acreditar que sempre é possível ir além.”

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