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Do comércio à tecnologia: Malásia celebra Dia Nacional em Brasília e amplia pontes com o Brasil

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Celebração reuniu representantes do Governo brasileiro, do corpo diplomático, do setor privado e da comunidade malaia na capital federal

A Malásia celebrou, em Brasília, seu 69º Dia Nacional e o Dia da Malásia, em uma recepção que contou com a presença de representantes do Governo brasileiro, do corpo diplomático, do Parlamento, dos setores público e privado, da academia, da imprensa, da comunidade malaia e de amigos da Malásia.

A ocasião marcou dois momentos fundamentais da história do país: a independência da Federação da Malásia, em 31 de agosto de 1957, e a formação da Malásia, em 16 de setembro de 1963. Juntos, esses marcos refletem a unidade na diversidade do país e sua trajetória de desenvolvimento.

Em seu discurso, o Embaixador da Malásia no Brasil, Datuk Mohammad Ali Selamat, afirmou que a celebração não era apenas uma oportunidade para homenagear a história e as conquistas da Malásia, mas também para celebrar as amizades que o país construiu com o Brasil e com a comunidade internacional.

“Embora Malásia e Brasil estejam separados por quase 16 mil quilômetros e em lados opostos do globo, descobrimos que a distância não é um obstáculo para a amizade”, afirmou o Embaixador.

A Malásia e o Brasil mantêm relações diplomáticas há mais de seis décadas. A cooperação entre os dois países se expandiu para áreas como comércio, investimentos, energia, agricultura, educação, ciência, tecnologia, turismo e intercâmbio cultural. Ambos também apoiam o diálogo, o multilateralismo, o desenvolvimento sustentável e uma cooperação mais estreita entre os países do Sul Global.

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As relações ganharam novo impulso após a visita oficial do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Malásia, em outubro de 2025. Durante a visita, o Presidente Lula tornou-se o primeiro Chefe de Estado brasileiro a participar de uma Cúpula da ASEAN. Sua presença na 47ª Cúpula da ASEAN, em Kuala Lumpur, deu maior visibilidade às relações Malásia–Brasil e ao crescente envolvimento do Brasil com o Sudeste Asiático.

Os laços econômicos constituem uma base sólida para uma maior cooperação. O comércio bilateral alcançou aproximadamente US$ 4,46 bilhões em 2024. O Brasil é um dos principais parceiros comerciais da Malásia na América Latina, enquanto a Malásia é um importante mercado do Sudeste Asiático para produtos agrícolas e alimentícios brasileiros.

A relação também está avançando para novas áreas. Estão surgindo oportunidades em semicondutores, manufatura avançada, inteligência artificial, setor aeroespacial, energias renováveis, bioenergia, segurança alimentar e economia digital. Empresas malaias já possuem uma presença significativa no Brasil, especialmente nos setores de energia e offshore.

Como membro fundador da ASEAN, a Malásia também pode atuar como uma ponte para empresas brasileiras que buscam oportunidades no Sudeste Asiático, um mercado regional com mais de 680 milhões de habitantes. O Brasil, por sua vez, oferece às empresas malaias acesso à maior economia da América Latina e ao mercado mais amplo da América do Sul.

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O turismo e o intercâmbio cultural constituem outra dimensão promissora da relação. A Malásia oferece aos visitantes brasileiros cidades modernas, ilhas tropicais, antigas florestas tropicais, sítios reconhecidos como Patrimônio Mundial pela UNESCO e as paisagens únicas de Bornéu. Sua localização no coração do Sudeste Asiático também faz do país uma base conveniente para explorar a região.

A gastronomia malaia reflete a identidade multicultural do país, reunindo influências malaias, chinesas, indianas, indígenas e regionais. Assim como os brasileiros, os malaios valorizam a hospitalidade, os encontros familiares e o compartilhamento de refeições, criando uma conexão cultural natural entre os dois povos.

Durante a recepção em Brasília, a Embaixada apresentou elementos da cultura e da identidade nacional da Malásia, proporcionando aos convidados uma maior aproximação com sua sociedade multicultural e contribuindo para o fortalecimento dos laços entre os povos.

O Embaixador destacou que a próxima fase das relações Malásia–Brasil deve se concentrar na transformação da boa vontade política em projetos concretos, investimentos, parcerias empresariais e vínculos institucionais mais estreitos.

Ao celebrar seu 69º Dia Nacional, a Malásia transmite, em Brasília, uma mensagem voltada para o futuro. Apesar da distância geográfica, Malásia e Brasil possuem economias complementares, interesses comuns e uma sólida base sobre a qual podem construir uma parceria mais ampla e prática.

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Observadores internacionais destacam organização e participação nas eleições do primeiro Kurultai do Cazaquistão

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Representantes de organizações internacionais relataram participação ativa dos eleitores, treinamento das comissões e condições adequadas para o acompanhamento da votação

ASTANA — Observadores internacionais que acompanharam as eleições para o primeiro Kurultai do Cazaquistão apresentaram uma avaliação predominantemente positiva do processo eleitoral realizado neste domingo (23). Durante briefing realizado em Astana nesta segunda-feira (24), representantes de diferentes missões destacaram a organização das seções eleitorais, o treinamento dos integrantes das comissões e as condições oferecidas para o acompanhamento da votação.

A eleição de 23 de agosto marcou uma nova etapa da reforma política do Cazaquistão. Realizado sob a nova Constituição, aprovada em referendo nacional em março de 2026, o pleito definiu os integrantes do novo Legislativo unicameral do país, o Kurultai, que será composto por 145 deputados.

Entre os representantes internacionais que participaram das avaliações estava T. R. Midhun, vice-secretário-geral da Organização para Cooperação de Xangai (SCO) e chefe da missão de observação da entidade no Cazaquistão.

Antes da votação, Midhun havia afirmado que a missão tinha como objetivo acompanhar todas as etapas do processo eleitoral e produzir uma avaliação objetiva, baseada na observação direta e em informações verificáveis. A equipe da SCO iniciou seus trabalhos no país em 19 de agosto e acompanhou os preparativos para as eleições, incluindo reuniões com autoridades eleitorais e a organização das equipes de observadores.

Durante a avaliação apresentada nesta segunda-feira, Midhun destacou a preparação das seções eleitorais e a participação dos cidadãos. Segundo ele, os observadores visitaram diferentes locais de votação e acompanharam os procedimentos desde a abertura das urnas. A missão ressaltou ainda que seus integrantes tiveram liberdade para definir os locais que seriam visitados durante o acompanhamento do pleito.

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A preparação das comissões eleitorais também esteve entre os aspectos destacados. Os relatos mencionaram a realização de treinamentos padronizados e a atuação profissional das equipes responsáveis pela condução da votação, além das condições disponibilizadas para o trabalho dos representantes internacionais.

Outro ponto ressaltado foi a interação com os eleitores. De acordo com os observadores, iniciativas de informação e diálogo contribuíram para ampliar o conhecimento dos cidadãos sobre os procedimentos eleitorais e favorecer o exercício consciente do direito ao voto.

A participação de organizações da sociedade também foi mencionada durante o briefing. Segundo os relatos, diferentes grupos e entidades estiveram envolvidos no acompanhamento das eleições, ampliando a presença da sociedade no monitoramento do processo.

Entre as participantes estava Alena Bulgakova, presidente da Comissão de Controle Público e Trabalho com Apelações dos Cidadãos da Câmara Pública da Federação Russa. Com formação jurídica, Bulgakova atua há anos em iniciativas de observação e acompanhamento eleitoral e já integrou missões internacionais de monitoramento em diferentes países.

Também participou da missão Makhfirat Khidirzoda, integrante da Comissão Central de Eleições e Referendos do Tajiquistão. Ela possui experiência em iniciativas relacionadas à modernização e à transparência dos processos eleitorais e participa de missões internacionais de observação da SCO.

De acordo com as avaliações apresentadas, não foram relatadas ocorrências que comprometessem a organização geral da votação. Os observadores voltaram a destacar a disponibilidade de informações aos eleitores, a preparação dos integrantes das comissões e as condições oferecidas às missões internacionais durante o acompanhamento do processo.

A dimensão internacional da observação foi significativa. Segundo dados divulgados durante o processo eleitoral, 777 observadores estrangeiros, provenientes de 42 países e 13 organizações internacionais, foram credenciados para acompanhar a votação em todo o território do Cazaquistão.

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A cobertura internacional do processo eleitoral também contou com a participação da imprensa brasileira. A jornalista Fabiana Ceyhan, com atuação no meio diplomático e internacional em Brasília e à frente do portal Mundo Diplomático, acompanhou a agenda relacionada às eleições no Cazaquistão.

Foi a partir de convite de Fabiana Ceyhan que Gabriel Scórsin, do Radar Digital Brasília, passou a integrar a cobertura diretamente do Cazaquistão, em uma parceria entre o Mundo Diplomático e o Radar Digital Brasília. A participação permitiu acompanhar, em Astana, diferentes etapas e agendas relacionadas ao processo eleitoral, levando ao público brasileiro informações produzidas diretamente do país sobre este momento de transformação institucional.

A missão da SCO informou que seu relatório final será apresentado após a conclusão de todos os procedimentos eleitorais previstos pela legislação cazaque. Antes da votação, a organização já havia ressaltado que seus representantes atuariam de forma imparcial, independente e objetiva, respeitando a legislação nacional e o princípio da não interferência nos assuntos internos do país.

Ao final do encontro, representantes das missões parabenizaram o povo do Cazaquistão pela realização do processo eleitoral e destacaram a importância da participação dos cidadãos neste novo momento institucional do país.

A avaliação internacional ocorre em um momento de transformação da estrutura política cazaque. A eleição do primeiro Kurultai representa, na prática, a implementação de uma das principais mudanças estabelecidas pela reforma constitucional de 2026: a substituição do antigo Parlamento bicameral por um Legislativo de câmara única, inaugurando uma nova configuração institucional no Cazaquistão.

 

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