BRASÍLIA

João Costa

Presidente da Câmara Brasileira do Livro concede entrevista exclusiva

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Vitor Tavares é formado em administração pela PUC-SP, é presidente da CBL Câmara Brasileira do Livro, é sócio da Drummond Livraria, é sócio diretor da Distribuidora Loyola de Livros e foi diretor e presidente da ANL Associação Nacional de Livraria por dois mandatos.

Para falar sobre os desafios de se empreender em tempos de pós-pandemia, a inauguração da livraria Drummond dentre outros assuntos, que eu entrevistei, o presidente da Câmara Brasileira do livro e sócio da livraria Drummond, Vitor Tavares.

Qual o nome dos sócios e como surgiu a parceria entre vocês para o investimento na livraria Drummond?

R: A parceria surgiu durante a pandemia. Com várias livrarias fechadas e outras encerrando as atividades percebemos que faltariam locais para lançamentos de novos livros, eventos literários e agendas de autógrafos com autores, assim que a pandemia passasse. Conversando com os amigos da Faro Editorial tivemos a ideia de abrir uma livraria para em parte suprir essa carência. É uma sociedade que busca unir forças de duas empresas do nosso setor; a Faro Editorial com a Distribuidora Loyola de Livros representadas pelos Sres. Diego Drummond, Pedro Almeida, pela Faro, por Vitor Tavares e pela Distribuidora Loyola.

Quais foram os maiores desafios em empreender em tempos de pós-pandemia com a abertura da livraria Drummond?

R: Sim, tivemos vários desafios tais como:

1º) Encontrar um ponto comercial ideal e em um local de fácil acesso aos visitantes e com público diverso.
2º) Contratar pessoal qualificado e com experiência em lidar com o público frequentador de livraria.
3º) Selecionar o acervo ideal para uma livraria por ser nova e público plural.

4º Encontrar o ponto de equilíbrio entre despesas versos vendas, o quanto precisaríamos faturar para cobrir todos os custos.

Qual a sua análise acerca da importância de uma nova livraria?

R: Na minha opinião a livraria é tão importante para cidade, para o acesso à cultura, na formação de leitores, na difusão do conhecimento, no estudo da história e na melhoria do nível educacional que esses equipamentos, as livrarias e os livros, deveriam ser considerados atividades e produtos de primeira necessidade e, portanto, ter tratamento especial por parte do poder público. Por exemplo: a não cobrança de IPTU, não permitir por meio de leis que grandes varejistas que também vendem livros, apliquem descontos absurdos sobre os preços de capa dos livros sugeridos pelas editoras, concorrendo diretamente com as livrarias físicas e, fazendo com que muitas não consigam ser viáveis economicamente, e com isso não sobrevivam…

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Qual o diferencial dos serviços que a livraria Drummond oferece?

R: Nosso maior diferencial é ter o maior número de novos títulos e lançamentos possíveis. Nossa estratégia será uma ou duas sessões de autógrafos diariamente 7 dias por semana. Será a livraria dos lançamentos de todos os gêneros literários sem abrir mão de um acervo rico e variado. Hoje já temos a disposição do público leitor um acervo de mais de 40 mil exemplares de livros das diversas áreas do conhecimento humano.

Enquanto presidente da Câmara Brasileira do Livro, como o senhor, analise o atual cenário editorial no Brasil?

R: A nossa Bibliodiversidade é muita rica, se produz muito livros anualmente no Brasil, temos muitas editoras e é desafiador para todos que atuam nesse segmento ter acesso a todas essas publicações. Assim como outros, nossos setores, passaram momentos terríveis nos últimos anos: crise econômica das duas maiores redes de livrarias brasileiras que há 5 anos detinham aproximadamente 40% do varejo do livro no país. Ambas estão em recuperação judicial e são bem menores hoje, crise econômica, crise política e quando parecia que estávamos saindo dessa situação em 2020, surge a pandemia o que a rigor, gerou uma total incerteza para todos. Mas no final de 2021 percebemos uma boa recuperação durante a pandemia. Com o afastamento social o brasileiro passou a ler mais e comprar livros por e-commerce.
– Com a reabertura nas livrarias sentimos uma vontade enorme dos leitores em reencontrar os livros e principalmente voltar a ver seus autores preferidos. O setor se reinventou e foi de encontro com essa necessidade. 2022 está sendo um bom ano, um ano de recuperação e, principalmente, de novos projetos e novos lançamentos, mesmo com o aumento de preço do principal insumo que é o papel para a produção de livros estamos otimistas. Tudo indica que o ano de 2022 está sendo um ano melhor que 2021. Estamos percebendo a abertura de várias novas livrarias e a Bienal internacional do livro de São Paulo que ocorreu em julho foi um sucesso de público e de venda.

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A livraria Drummond tem sido palco para o lançamento de livros de diversos autores. Como isso tem se refletido em resultados para vocês e qual a finalidade dessa iniciativa?

R: Sim, a Drummond Livraria será palco de muitos lançamentos com a presença dos seus autores. Aproximar o autor do seu público leitor é uma rica experiência. Quando isso ocorre em uma livraria faz com que várias dessas pessoas que vão na livraria saudar e receber o autógrafo do seu autor preferido acabem conhecendo outros livros e outros autores e passam a frequentar livrarias. Na nossa visão ainda é a maneira mais econômica e saudável de divulgar uma livraria. Sem falar que isso ajuda muito no faturamento final da loja. Proporcionar esses encontros e lançamentos é um dos papeis da livraria. Afinal, tudo começa na livraria.

Como as pessoas podem fazer para terem acesso a livraria Drummond além do endereço físico? Site, Instagram…

R: Para ter acesso a Drummond livraria, a melhor experiência é visitar a própria Drummond Livraria que fica no conhecido Conjunto Nacional, na Av. Paulista, 2073 loja 153 – Bela Vista – São Paulo. Tenho certeza que será uma experiência única para você que adora livros e livrarias. Caso não possa ir pessoalmente na Drummond, você vai encontrar a Drummond Livraria na internet pelo site www.drummondlivraria.com.br ou no Instagram. Acesse aqui.

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João Costa

Torcer sentado por horas pode agravar sintomas do lipedema

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Vânia Silva alerta para hábitos comuns durante a Copa que favorecem inchaço, dor e sensação de peso nas pernas

A Copa do Mundo é um dos eventos que mais mobilizam os brasileiros. Durante o torneio, é comum reunir amigos e familiares para acompanhar os jogos, passar horas em frente à televisão e até alterar a rotina para não perder nenhuma partida importante. O que muitas pessoas não percebem é que alguns desses hábitos podem impactar diretamente a saúde, especialmente de mulheres que convivem com o lipedema.

Caracterizada pelo acúmulo anormal de gordura, principalmente nas pernas e braços, a doença é considerada crônica, progressiva e afeta milhões de mulheres em todo o mundo. Além do aumento de volume em determinadas regiões do corpo, o lipedema pode provocar dor, sensibilidade ao toque, hematomas frequentes, inchaço e sensação constante de peso nos membros.

Segundo a massoterapeuta Vânia Silva, períodos em que a movimentação corporal diminui costumam favorecer o agravamento dos sintomas. Durante a Copa, muitas pessoas permanecem sentadas por longos períodos, seja assistindo aos jogos, acompanhando programas esportivos ou participando de confraternizações.

“Ficar muito tempo na mesma posição pode prejudicar a circulação e favorecer o acúmulo de líquidos. Para quem tem lipedema, isso costuma aumentar o inchaço e a sensação de peso nas pernas, gerando mais desconforto ao longo do dia”, explica.

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Outro fator que merece atenção é a alimentação. Petiscos tradicionais das transmissões esportivas, como salgadinhos, embutidos, frituras e alimentos ultraprocessados, geralmente possuem altos níveis de sódio. O excesso deste mineral favorece a retenção de líquidos, agravando um dos sintomas mais comuns da doença.

O consumo de bebidas alcoólicas também pode contribuir para esse cenário. Além de favorecer processos inflamatórios no organismo, o álcool pode aumentar a desidratação e dificultar o funcionamento adequado da circulação, fatores que impactam diretamente pacientes que convivem com o lipedema.

Dados publicados em estudos internacionais indicam que o lipedema pode atingir cerca de 10% das mulheres. Apesar disso, a condição ainda é pouco conhecida e frequentemente confundida com obesidade ou simples retenção de líquidos. Como consequência, muitos pacientes passam anos sem receber um diagnóstico adequado.

Para minimizar os impactos durante o período da Copa, Vânia recomenda medidas simples que podem ser incorporadas à rotina. Levantar-se durante os intervalos das partidas, caminhar alguns minutos pela casa, manter uma boa ingestão de água e equilibrar a alimentação estão entre os principais cuidados.

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A drenagem linfática também pode ser uma aliada importante no controle dos sintomas. A técnica auxilia no estímulo da circulação linfática e pode contribuir para a redução do edema e da sensação de desconforto nas pernas.

“Dentro do tratamento multidisciplinar, a drenagem é uma ferramenta que ajuda muitos pacientes a terem mais qualidade de vida. O objetivo é proporcionar mais conforto e auxiliar no controle dos sintomas que fazem parte da doença”, destaca.

Vânia também vem desenvolvendo um protocolo próprio que associa drenagem e acupuntura voltado para pacientes com lipedema. A proposta busca ampliar os recursos disponíveis para auxiliar mulheres que enfrentam diariamente os desafios da condição.

Para a especialista, a conscientização continua sendo um dos passos mais importantes. “Quanto mais cedo a mulher identifica os sinais e busca orientação, maiores são as chances de controlar a progressão da doença e preservar sua qualidade de vida”, afirma.

Em meio à emoção dos jogos, aos encontros e às comemorações, o alerta é que aproveitar a Copa do Mundo não precisa significar abrir mão da saúde. Pequenas mudanças de hábito podem fazer diferença significativa para quem convive com o lipedema, tornando o período mais confortável e saudável.

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