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Advogado detalha auxílio-acidente por túnel do carpo

A síndrome do túnel do carpo pode gerar direito ao auxílio-acidente quando tem relação com o trabalho e deixa sequela permanente que reduz a capacidade laboral, conforme o artigo 86 da Lei nº 8.213/1991. O nexo com a atividade exercida, avaliado pela perícia do INSS, é decisivo. Advogado explica quem tem direito, quem não tem e como comprovar a sequela para garantir o benefício.

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Advogado detalha auxílio-acidente por túnel do carpo

A síndrome do túnel do carpo pode dar direito ao auxílio-acidente quando tem ligação com o trabalho e, depois da consolidação das lesões, deixa sequela permanente que reduz a capacidade para a atividade habitual. A base legal está no artigo 86 da Lei nº 8.213/1991, que prevê o benefício após a consolidação das lesões decorrentes de acidente de qualquer natureza, combinado com o artigo 20 da mesma lei, que equipara a doença profissional e a doença do trabalho ao acidente do trabalho. Assim, o caso não precisa envolver um acidente típico para entrar nessa análise.

"A síndrome do túnel do carpo costuma aparecer aos poucos, dentro da própria rotina da função. Quando ela tem relação com o trabalho e deixa uma limitação definitiva na mão, existe a possibilidade de discussão do auxílio-acidente", explica Robson Gonçalves, advogado previdenciário atuante em demandas de auxílio-acidente.

O que é o auxílio-acidente

O auxílio-acidente é um benefício de natureza indenizatória pago ao segurado que, depois da consolidação das lesões, fica com sequela permanente que reduz a capacidade para o trabalho que habitualmente exercia. A lei o trata como indenização, e não como substituição integral do salário, e o INSS informa que ele pode ser pago mesmo quando a pessoa continua trabalhando.

"O ponto central não é o diagnóstico em si, mas o que sobrou depois do tratamento. O auxílio-acidente existe para quem volta ao trabalho, só que volta com uma limitação permanente", afirma Gonçalves.

Quando a síndrome do túnel do carpo dá direito

A síndrome do túnel do carpo é causada pela compressão do nervo mediano na altura do punho e costuma ser associada a atividades com movimentos repetitivos, força com as mãos, vibração e posturas forçadas. No campo previdenciário, a análise se apoia em três pontos: a relação do quadro com o trabalho, a consolidação das lesões e a permanência da sequela.

O artigo 21-A da Lei nº 8.213/1991 prevê o nexo técnico epidemiológico, situação em que a perícia médica do INSS considera caracterizada a natureza acidentária quando identifica relação entre a atividade da empresa e a entidade mórbida listada na Classificação Internacional de Doenças. Esse é um dos caminhos usados para ligar o quadro à atividade exercida.

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Depois do tratamento conservador ou da cirurgia de descompressão, a perícia costuma avaliar a perda de força de preensão, alterações de sensibilidade e limitação para movimentos finos. Quando essas consequências são permanentes e dificultam a função habitual, o caso pode ser enquadrado no auxílio-acidente.

"Não basta o exame apontar a compressão do nervo. O que pesa é a sequela que ficou depois que o quadro se estabilizou e o efeito prático dela na função que a pessoa exerce", observa Robson Gonçalves.

Quem tem direito

A Lei nº 8.213/1991 prevê o auxílio-acidente para categorias específicas de segurados, e o INSS aponta, de forma prática, que podem ser analisados os casos de empregado urbano ou rural, empregado doméstico em acidentes ocorridos a partir de 1º de junho de 2015, trabalhador avulso e segurado especial, desde que exista qualidade de segurado na data do evento. Também não há carência para esse benefício.

Nos casos de túnel do carpo, o histórico profissional costuma ter peso relevante. Funções de caixa, costura, frigorífico, limpeza, digitação, cabeleireiro e linha de produção aparecem com frequência nesse tipo de discussão, justamente pela repetição de movimentos com punho e mãos.

"O que costuma decidir esses processos é a soma de três fatores: a condição de segurado, a prova de que a doença tem ligação com o trabalho e a demonstração de que a sequela passou a atrapalhar a atividade habitual", explica Gonçalves.

Quem não tem direito

O contribuinte individual e o segurado facultativo, em regra, não têm direito ao auxílio-acidente por falta de previsão legal. Também não há direito quando a perícia não reconhece sequela permanente, quando o quadro ainda está em fase de incapacidade temporária ou quando não se identifica qualquer relação entre a doença e o trabalho ou algum evento acidentário.

"O simples diagnóstico de túnel do carpo não garante o benefício. Muita gente confunde tratamento em andamento com sequela definitiva, e são coisas diferentes para o INSS", ressalta Robson.

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Qual é o valor do auxílio-acidente

O artigo 86, § 1º, da Lei nº 8.213/1991 estabelece que o auxílio-acidente corresponde, em regra, a 50% do salário de benefício e é devido até a véspera do início de qualquer aposentadoria ou até a data do óbito do segurado.

"Na prática, o auxílio-acidente funciona como uma compensação mensal contínua. A pessoa segue trabalhando, mas passa a receber um valor porque ficou com uma limitação permanente", afirma Robson Gonçalves.

A própria lei prevê que o recebimento de salário não impede a continuidade do auxílio-acidente, salvo nas hipóteses de aposentadoria, e o INSS afirma expressamente que o benefício não impede o segurado de continuar trabalhando. Por isso, ele pode ser recebido junto com a remuneração.

"O trabalhador não precisa deixar o emprego para discutir o auxílio-acidente. A lógica do benefício é reconhecer que ele continua na ativa, mas com mais dificuldade do que antes", explica Gonçalves.

Como pedir

O pedido é feito ao INSS, com início pela Central 135 e acompanhamento pelo Meu INSS. Durante a análise, o segurado pode ser chamado para perícia médica e deve apresentar documentos pessoais e médicos que demonstrem a redução permanente da capacidade laborativa. O serviço oficial do governo informa que a perícia é parte importante dessa avaliação.

Nos casos de túnel do carpo, costumam ser relevantes a eletroneuromiografia, relatórios do ortopedista ou do neurologista, relatório cirúrgico quando houve operação, além da Comunicação de Acidente de Trabalho e do Perfil Profissiográfico Previdenciário, quando aplicáveis, documentos que ajudam a demonstrar a ligação com a atividade exercida.

"Em doença ligada ao trabalho, a prova precisa mostrar três coisas: a lesão, o vínculo com a função e o impacto real da sequela no dia a dia profissional. Quando essa documentação chega organizada, a análise pericial tende a ficar mais consistente", conclui Robson Gonçalves, advogado previdenciário.

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Carta reformula operações de capital privado com plug-ins para o Claude

Empresas que administram bilhões em ativos estão reduzindo dias de trabalho manual com fundos e carteiras a um único comando — uma mudança agora disponível para todos os clientes da Carta por meio do diretório oficial de plug-ins da Anthropic.

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A Carta, uma plataforma conectada e um ecossistema nativo de inteligência artificial (IA) para capital privado, anuncia hoje a ampla disponibilidade de seu conjunto de plug-ins para o Claude, após o lançamento inicial em abril de 2026. Com mais de 1.500 empresas e organizações utilizando seus plug-ins, a Carta está transformando a forma como as equipes de capital privado, desde fundadores até diretores financeiros, operam. A plataforma integra a administração de fundos, o gerenciamento de tabelas de capitalização e a análise de fluxo de negócios diretamente às planilhas, apresentações e fluxos de trabalho utilizados diariamente.

“Na última década, as equipes que atuam no setor de capital privado foram prejudicadas por um custo oculto: a constante e manual transferência de dados entre sistemas desconectados”, afirmou Henry Ward, CEO da Carta. “A Carta está eliminando totalmente esse processo ineficiente ao incorporar inteligência diretamente nas ferramentas utilizadas pelas equipes. Não estamos esperando por um futuro de capital privado nativo em IA — ele já opera na Carta hoje.”

A Carta não se limitou a fornecer ao Claude um canal de acesso aos seus dados. Ela incorporou diretamente em seus plug-ins sua expertise em capital privado, ou seja, as habilidades que definem como cada tarefa é realizada, os arquivos de referência que ensinam ao Claude o vocabulário e as regras específicas de cada fundo, os scripts determinísticos que executam os cálculos dos relatórios e os mecanismos de proteção que sinalizam qualquer valor como uma estimativa do Claude, e não como um número proveniente dos livros contábeis da Carta. Todas as ações são executadas com as mesmas permissões de nível de usuário e a mesma trilha de auditoria de uma empresa na Carta.

Kyle Rogers, diretor de operações (COO) da Delta-v Capital — empresa de capital de risco sediada em Denver, que administra 28 fundos e US$ 1,6 bilhão em ativos sob gestão (AUM) —, utilizou os plug-ins da Carta para o Claude, reduzindo semanas de trabalho manual de conformidade a um fluxo de trabalho quase instantâneo. “Um único comando extrai todos os dados”, afirma Rogers. “Posso afirmar com certeza que isso vai nos poupar vários dias no ano que vem.”

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Para a Tribe Capital Management, Inc., empresa de capital de risco sediada em São Francisco que administra quase 100 estruturas de fundos e mais de US$ 2 bilhões em ativos sob gestão (AUM), o impacto foi imediato. “Quando o plugin da Carta para o Claude começou a funcionar, minha reação inicial foi: ‘Uau, não acredito que isso finalmente chegou’. É tudo o que você sempre quis em termos de redução de fluxos de trabalho manuais e de tempos de resposta”, disse Stuart Johnson, controlador de fundos da empresa. “Conseguimos reduzir essa rede manual e complicada de reconciliação em quatro fundos e 100 SPVs (Veículos de Propósito Específico) — de uma semana de trabalho manual para um dia”, completou.

O plugin Carta Investors transforma o trabalho com fundos em uma conversa. Com ele, diretores financeiros e controladores de fundos podem extrair, em tempo real, dados reais de caixa da razão geral da Carta diretamente para o Excel, realizar reconciliações entre orçamento e real, gerar uma apresentação completa para a assembleia geral anual em minutos, ao extrair dinamicamente métricas de desempenho de vários fundos e dados de portfólio, ou executar simulações em cascata de ponta a ponta dentro de planilhas ativas, consultando os dados da Carta por meio da barra lateral do Claude. Tudo isso sem sair das ferramentas que já utilizam.

O plugin Carta CRM conecta a gestão de relacionamentos aos dados econômicos subjacentes do Carta. Com ele, líderes de RI e equipes de negócios podem consultar perfis de investidores e o histórico de interações para criar listas de contato direcionadas para futuras captações de recursos, gerar gráficos personalizados das tendências de originação de negócios por região ou setor e redigir e-mails de atualização personalizados para os LP, considerando o compromisso real de cada investidor e seu histórico de interações.

O plugin Carta Cap Table oferece o mesmo nível de detalhamento em relação à participação acionária e ao patrimônio líquido. Com ele, fundadores, líderes financeiros e administradores de participações acionárias podem obter, em tempo real, resumos da tabela de capitalização e registros 409A para elaborar apresentações no PowerPoint, gerar qualquer um dos 18 tipos de relatórios (desde opções em circulação até livros contábeis de títulos) para exportação para o Excel ou identificar proativamente sinais de alerta operacionais, como avaliações prestes a expirar, reservas de opções baixas ou SAFEs com vencimento iminente, antes de reuniões críticas do conselho.

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Os plug-ins estão disponíveis no diretório de plug-ins da Claude para empresas com contas ativas na Carta. Entre as primeiras a adotar a solução estão a Delta-v Capital, a Tribe Capital Management, Inc., a Vine Ventures, a Kapor Capital e a Liquid2 Ventures. O acesso é regido pelas mesmas permissões da Carta, sem a necessidade de credenciais separadas ou upload de dados fora da plataforma. Para saber mais, acesse carta.com/blog/carta-plugins-for-claude/.

Sobre a Carta

A Carta é a plataforma conectada e o ecossistema nativo de IA para o capital privado. Criada para substituir ferramentas fragmentadas por um único sistema de registro, ela reúne o software, os serviços e a infraestrutura jurídica utilizados por fundadores para gerenciar participações acionárias, por gestores de fundos para realizar tarefas administrativas e de relatórios, e por equipes jurídicas para fechar transações. Com a confiança de 55 mil empresas, 1,8 milhão de acionistas e 10 mil fundos e SPVs, que representam US$ 250 bilhões em ativos sob gestão, a Carta está transformando a forma como o capital privado opera. A empresa é reconhecida pelas revistas Fortune, Forbes, Fast Company, Inc. e Great Places to Work.

Para mais informações, acesse carta.com

Divulgação: a Carta é uma empresa do portfólio de determinados fundos privados geridos pela Tribe Capital Management, Inc., e nenhum pagamento foi feito por este depoimento.

O texto no idioma original deste anúncio é a versão oficial autorizada. As traduções são fornecidas apenas como uma facilidade e devem se referir ao texto no idioma original, que é a única versão do texto que tem efeito legal.

Contato:

Assessoria de Imprensa

Madeline Perry, Coordenadora de Comunicação

[email protected]

Fonte: BUSINESS WIRE

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