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Busca por IA muda disputa por fornecedores B2B

Com a expansão de respostas geradas por IA em mecanismos de busca, empresas B2B brasileiras passam a disputar não apenas posições orgânicas no Google, mas também presença em respostas, citações e comparações feitas por sistemas automatizados.

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Busca por IA muda disputa por fornecedores B2B

O anúncio feito pelo Google em 19 de maio de 2026, ao apresentar uma nova fase da busca baseada em inteligência artificial, reforçou uma mudança que já afeta a visibilidade de empresas na internet. Para negócios B2B, especialmente indústrias, distribuidoras e empresas de venda técnica, a disputa digital deixa de estar concentrada apenas na posição orgânica em buscadores e passa a incluir a presença em respostas geradas por IA, resumos automatizados e listas iniciais de fornecedores formadas antes do contato comercial.

A mudança ocorre em um contexto no qual a jornada de compra empresarial já era multicanal. Segundo a McKinsey, compradores B2B utilizam, em média, dez canais de interação ao longo da jornada de compra. Dados divulgados pelo Google indicam que 49% dos gastos B2B já ocorrem online e que 68% dos compradores pretendem ampliar o uso de canais digitais. A diferença, agora, é que parte da descoberta e da comparação de fornecedores pode ocorrer em ambientes nos quais a resposta é sintetizada por IA antes do clique no site da empresa.

Estudos recentes indicam que os critérios de exposição podem diferir dos resultados orgânicos tradicionais. Um preprint em revisão, baseado em 55.393 consultas feitas entre março e abril de 2026, apontou ativação de AI Overviews em 13,7% das buscas analisadas, chegando a 64,7% nas consultas em formato de pergunta. O mesmo estudo identificou que quase 30% dos domínios citados pelos AI Overviews não apareciam nos resultados orgânicos da primeira página da mesma busca, o que sugere um mecanismo de seleção de fontes diferente do ranqueamento tradicional.

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Outro estudo, aceito no ACM SIGIR 2026, analisou 11.500 consultas reais e identificou AI Overviews em 51,5% das buscas avaliadas. A diferença em relação ao percentual de 13,7% decorre da metodologia: enquanto um estudo trabalhou com consultas em tendência, o outro utilizou consultas representativas de usuários reais. O artigo aceito no SIGIR também apontou que sites que bloqueiam o crawler de IA do Google são significativamente menos recuperados pelos AI Overviews, mesmo quando o conteúdo está disponível por outros meios. Para empresas B2B, esse dado amplia a discussão sobre robots.txt, rastreabilidade técnica e governança de acesso por sistemas de busca e IA.

A discussão também se relaciona com a presença de empresas brasileiras em mercados externos. Dados do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos indicam que o comércio de bens entre Brasil e Estados Unidos chegou a US$ 94,3 bilhões em 2025. A conectividade reforça esse cenário: o relatório Digital 2026: Brazil, da DataReportal, aponta 185 milhões de usuários de internet no Brasil no fim de 2025, enquanto o relatório Digital 2026: United States of America indicava 324 milhões de usuários conectados nos Estados Unidos. Em mercados altamente conectados, compradores podem pesquisar fornecedores em buscadores, sites, redes profissionais e ferramentas de IA antes de qualquer reunião formal.

Para Willian Nunes, fundador e estrategista da Auma Digital, o ponto central não é substituir SEO por inteligência artificial, mas entender que a busca está se tornando mais interpretativa. "No B2B, a disputa não ocorre apenas pelo clique. A empresa precisa ser compreendida como opção confiável quando o comprador, ou uma ferramenta de IA usada por ele, compara fornecedores, interpreta capacidade técnica e organiza uma lista inicial de alternativas", afirma Nunes.

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Segundo Nunes, empresas técnicas enfrentam um desafio adicional porque muitas informações decisivas não estão bem estruturadas publicamente. "Muitas empresas industriais têm capacidade real de entrega, mas comunicam essa capacidade de forma fragmentada. Se o site, os conteúdos e as páginas institucionais não explicam mercados atendidos, aplicações, diferenciais técnicos, evidências de atuação e políticas de rastreabilidade, a empresa pode ficar fora da comparação antes mesmo de receber um pedido de orçamento", avalia.

A análise dos dados indica que a presença digital B2B tende a depender menos de publicações isoladas e mais de consistência informacional. Isso inclui site tecnicamente acessível, páginas de serviços claras, conteúdo com contexto de mercado, informações institucionais verificáveis, linguagem compatível com compradores técnicos e decisões conscientes sobre acesso de crawlers. Em um cenário de busca mediada por IA, essas informações podem influenciar tanto a decisão humana quanto a forma como sistemas automatizados interpretam a relevância de uma empresa.

Para empresas brasileiras que buscam mercados nacionais e internacionais, o desafio passa por idioma, cultura comercial, critérios de confiança, padrões de pesquisa e organização das informações públicas. A pressão não está apenas em aparecer online, mas em construir uma presença capaz de ser encontrada, compreendida, verificada e considerada em processos de compra cada vez mais mediados por dados, buscadores e inteligência artificial.

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AI/R ingressa no Claude Partner Network Services Track para criar a próxima geração de ecossistemas digitais inteligentes

Companhia passa a integrar o Claude Partner Network Services Track e projeta especializar mais de 1.000 engenheiros de software em tecnologias da Anthropic

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SÃO PAULO, July 31, 2026 (GLOBE NEWSWIRE) — A AI/R, empresa de tecnologia especialista em Agentic AI, anuncia sua entrada no Claude Partner Network Services Track, programa global de parceiros da Anthropic. O movimento reforça a capacidade da companhia de desenvolver soluções que integram inteligência artificial aos fluxos críticos das organizações, ampliando a eficiência operacional e otimizando a tomada de decisão em ambientes corporativos complexos.

A entrada no Claude Partner Network Services Track também expande o acesso da AI/R às tecnologias e aos programas de especialização da Anthropic, fortalecendo a colaboração entre as equipes das duas empresas em projetos voltados à modernização de aplicações, desenvolvimento de agentes de IA e automação de processos corporativos. A expectativa é que mais de 1.000 profissionais sejam certificados nos programas de especialização da Anthropic.

"A inteligência artificial já demonstrou seu potencial para transformar os negócios. O próximo passo é transformar esse potencial em impacto real, conectando IA aos processos, aos dados e às decisões que movem as empresas. Nossa entrada no Claude Partner Network Services Track reforça esse compromisso e amplia nossa capacidade de desenvolver agentes de IA capazes de executar processos complexos, apoiar decisões e acelerar a transformação operacional com governança, segurança e foco em resultado de negócios, apoiando nossos clientes na construção da próxima geração de operações inteligentes", afirma Fran Muratorio, SVP Global Partnerships da AI/R.

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O programa passa a integrar diretamente o modelo de atuação da AI/R, que combina engenharia de software, inteligência de mercado e um framework de implementação orientado à geração de valor. Como parte do roadmap, a companhia prevê a consolidação da parceria em um conjunto seleto de clientes estratégicos, com foco em qualidade e geração de impacto para o negócio, criando referências que permitam escalar as soluções de maneira sustentável nos anos seguintes.

Sobre a AI/R

A AI/R é uma empresa de tecnologia especializada em Agentic AI Engineering. Sua abordagem em IA agêntica impulsiona tanto o desenvolvimento de software quanto a transformação estratégica dos negócios, conectando capacidade técnica a resultados concretos e mensuráveis. Essa implementação é conduzida por seus AI Forward Deployed Engineers — especialistas com profundo conhecimento técnico e visão de negócio, capazes de converter complexidade em impacto sustentável. Com plataformas proprietárias de IA e uma rede de parceiros estratégicos, a AI/R amplia o potencial da inteligência humana, impulsiona organizações de todos os setores e estabelece novos padrões de inovação, eficiência e produtividade empresarial.

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Caroline Randow
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