Notícias Corporativas
Infraestrutura pública impulsiona setor de máquinas
O Novo PAC destina R$ 1,8 trilhão em infraestrutura urbana, com R$ 123 bilhões para cidades sustentáveis, gerando demanda direta por equipamentos de construção e limpeza mecanizada de vias em municípios de todos os portes.
Publicado em
24 de junho de 2026por
DINO
O Novo PAC, programa de investimentos do Governo Federal em parceria com estados, municípios e setor privado, destinará R$ 1,8 trilhão em infraestrutura por todo o Brasil, sendo R$ 1,3 trilhão aplicado até 2026. Só no Ministério das Cidades, os recursos estão organizados em 10 modalidades que abrangem saneamento, mobilidade urbana, habitação e pavimentação. O volume de obras abertas simultaneamente em cidades de todos os portes amplia as frentes de canteiro e aquece a demanda por equipamentos de limpeza mecanizada de vias.
O programa destina mais de R$ 123 bilhões para infraestrutura urbana no eixo Cidades Sustentáveis e Resilientes, abrangendo frentes como urbanização de favelas, mobilidade urbana, gestão de resíduos sólidos, esgotamento sanitário e prevenção a desastres. Dentro desse escopo, R$ 23,6 bilhões estão voltados para empreendimentos de mobilidade urbana em grandes e médias cidades, com obras de BRTs, VLTs, trens urbanos, metrôs e corredores de ônibus, além de outros R$ 5,2 bilhões para a retomada de obras desse ramo que estão paralisadas. Para a prevenção de desastres, o programa aplica R$ 3,5 bilhões na retomada e conclusão de 86 obras de drenagem e contenção de encostas.
Desde o lançamento do programa, em 2023, já foram alcançados 126 municípios em 21 estados, com a retomada e conclusão de 125 obras que estavam paralisadas, em ritmo lento ou não haviam sido iniciadas. O volume mais expressivo, no entanto, ainda está em execução: outras 227 intervenções seguem em andamento ou em processo de licitação, distribuídas por 137 municípios de todas as regiões do país, totalizando R$ 45 bilhões em investimentos. Somente para a prevenção de desastres, o programa destina R$ 3,5 bilhões para a retomada e conclusão de obras de drenagem e contenção de encostas, além de mais R$ 15,1 bilhões em 482 novas obras selecionadas.
Não por acaso, o setor de máquinas e equipamentos encerrou 2025 com a receita de R$ 298,9 bilhões, representando um crescimento de 7,3%, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (ABIMAQ). O desempenho do setor foi sustentado principalmente pelo mercado doméstico. As indústrias de bens de consumo e extrativas puxaram os investimentos, junto com as obras de infraestrutura.
Matheus K. Leite, engenheiro mecânico da Bristol, indústria de implementos hidráulicos e agrícolas, explica que "o impacto de programas estruturantes como o Novo PAC sobre o mercado de equipamentos de construção é bastante direto e perceptível, principalmente em segmentos ligados a fundações, perfuração, pavimentação, saneamento e infraestrutura logística. Quando o investimento público ganha previsibilidade e volume, toda a cadeia passa a antecipar aumento de demanda".
Para as construtoras que executam essas obras, a gestão da limpeza dos canteiros é uma frente operacional constante. Leite explica que, na prática, cada etapa, como terraplenagem, pavimentação ou drenagem, deixa resíduos sobre as vias que precisam ser removidos com regularidade para garantir segurança e continuidade do serviço. Obras urbanas têm uma característica em comum: geram resíduos contínuos, tais quais areia solta, brita fina, entulho miúdo, que se acumulam sobre as vias e dentro dos próprios canteiros. Quanto maior o volume de frentes abertas, maior o passivo de limpeza que precisa ser gerenciado no dia a dia da obra.
Dentre as máquinas que traduzem essa relação entre infraestrutura pública e demanda por equipamentos, o engenheiro destaca a vassoura hidráulica, acessório usado na limpeza de canteiros de obras e vias públicas. "Em operações de infraestrutura, pavimentação, terraplenagem e manutenção urbana, o acúmulo de resíduos impacta a segurança. Com centenas de obras ocorrendo simultaneamente como consequência do Novo PAC, esse impacto se multiplica, e com ele, a demanda por soluções que permitam manter a segurança e a qualidade do ambiente urbano", afirma Leite.
No cenário das obras urbanas, Leite aponta que a vassoura hidráulica pode ser acoplada a tratores ou minicarregadores já utilizados no canteiro, o que elimina a necessidade de um equipamento exclusivo para essa função. "Ela otimiza o tempo de operação e reduz a necessidade de trabalho manual. Além disso, quando acoplado a máquinas hidráulicas já presentes na obra, esse implemento amplia a versatilidade do equipamento, permitindo que uma única máquina execute múltiplas funções no mesmo local de trabalho", acentua o engenheiro.
Com centenas de frentes de obras abertas simultaneamente em todo o país, o momento é de demanda aquecida, e os canteiros precisam de soluções práticas, como aponta o engenheiro. Nesse contexto, segundo o especialista, implementos que ampliam a capacidade dos equipamentos já em operação, sem exigir novos investimentos em maquinário, mostram-se uma alternativa prática para construtoras que precisam manter ritmo e padrão de segurança ao longo de todo o ciclo da obra.
Notícias Corporativas
Setor de eletroeletrônicos tem alta de 11%
O setor eletroeletrônico registrou crescimento de 11% entre janeiro e maio de 2026, segundo a Eletros. Dados da NielsenIQ mostram que o mercado brasileiro de tecnologia e bens duráveis movimentou R$ 51 bilhões no primeiro trimestre, com avanço em faturamento e volume de vendas. Os resultados foram apresentados na abertura da Eletrolar Show All Connected 2026, em São Paulo.
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6 minutos atráson
24 de junho de 2026By
DINO
O mercado brasileiro de bens de consumo duráveis mantém trajetória positiva em 2026, impulsionado pela renovação de equipamentos, pela busca por eficiência energética e pela demanda contínua dos consumidores por soluções tecnológicas. Os dados foram apresentados nesta segunda-feira (22), durante a coletiva de imprensa de abertura da Eletrolar Show All Connected 2026, realizada no Distrito Anhembi, em São Paulo.
Em sua 19ª edição, o evento ocorre em um momento favorável para a indústria e o varejo, ao reunir mais de mil fabricantes nacionais e internacionais, cerca de 5 mil marcas e compradores de toda a América Latina. A programação contempla espaços dedicados à inteligência artificial, robótica, automação residencial, mobilidade elétrica, climatização, design, decoração e componentes industriais, além de um amplo ciclo de conhecimento com palestras de especialistas e lideranças do mercado.
A coletiva contou ainda com a participação de Julia Uherek, vice-presidente de Feiras de Bens de Consumo da Messe Frankfurt, que destacou a evolução da Interior Lifestyle South America, edição brasileira da Ambiente, e sua relevância para os segmentos de casa, decoração, design e lifestyle na América Latina. A neuroarquiteta Cris Paola apresentou a Casa All Connected, espaço da Eletrolar Show All Connected dedicado à integração entre tecnologia, automação residencial, inteligência artificial e bem-estar.
Segundo levantamento da Eletros, associação que representa a indústria de eletroeletrônicos, o volume comercializado alcançou cerca de 53,6 milhões de unidades entre janeiro e maio, avanço de 11% na comparação com o mesmo período de 2025. O resultado foi impulsionado principalmente pela linha branca, que registrou alta de 16%, e pelos produtos portáteis, com expansão de 15%.
Para o presidente-executivo da entidade, Jorge Nascimento, o consumo atingiu um novo patamar no país, mesmo em um cenário marcado por juros elevados e renda pressionada. "Quando olhamos a trajetória dos últimos anos, fica claro que o mercado não está mais preso a oscilações entre picos e vales, mas em um patamar diferente. O resultado de 2026 mostra que, mesmo com crédito mais caro e orçamento apertado, o brasileiro continua destinando uma parcela relevante da renda para conforto, eficiência e tecnologia dentro de casa", afirmou.
Os dados da NielsenIQ reforçam esse cenário ao mostrar que o avanço também se reflete no varejo. No primeiro trimestre de 2026, o mercado brasileiro de tecnologia e bens duráveis movimentou R$ 51 bilhões, com crescimento de 7,4% em faturamento e de 6,4% em volume de vendas na comparação com o mesmo período do ano anterior.
O desempenho coloca o Brasil em posição de destaque no cenário global de tecnologia e bens duráveis. Segundo a consultoria, enquanto diversos mercados internacionais avançam, principalmente em razão da valorização cambial e do aumento de preços, o resultado brasileiro reflete uma expansão efetiva da demanda.
"O mercado brasileiro de tecnologia e bens duráveis continua demonstrando desempenho superior ao observado na economia brasileira. O avanço simultâneo de faturamento e volume mostra que existe demanda real do consumidor, sustentada pela renovação de equipamentos e pela busca por produtos que entreguem mais eficiência, conectividade e conveniência", avaliou Mateus Baldo, líder de Tech & Durables da NielsenIQ Brasil.
A pesquisa também aponta mudanças importantes nos hábitos de consumo. Pela primeira vez, os canais online responderam pela maior parte do faturamento do setor, alcançando 53,1% das vendas totais. Os marketplaces ampliaram participação e já representam 21,4% da receita do mercado brasileiro de tecnologia e bens duráveis.
Outro destaque está no comportamento do consumidor. Mais da metade das compras ocorre para substituir produtos com defeito, enquanto plataformas digitais e redes sociais ampliam sua influência ao longo da jornada de decisão.
No segmento de televisores, a Copa do Mundo produziu reflexos positivos nas vendas. Dados da NielsenIQ apontam crescimento de 7,5% em unidades e de 11,7% em faturamento nas semanas que antecederam o torneio, impulsionado principalmente pela procura por telas maiores e modelos de maior valor agregado. "A Copa do Mundo produziu reflexos positivos nas vendas de televisores. Observamos aumento da demanda por telas maiores e modelos de maior valor agregado, movimento que tende a ganhar intensidade à medida que o torneio avança", observou o executivo.
Para o presidente do Grupo Eletrolar, Carlos Clur, os resultados apresentados durante a coletiva refletem uma transformação que já alcança diferentes segmentos da economia e do consumo. "A tecnologia deixou de ser um diferencial para se tornar parte da rotina dos consumidores. Hoje ela está presente nos eletrodomésticos, nos sistemas de segurança, nos equipamentos de entretenimento e nas residências conectadas. O crescimento observado pela indústria e pelo varejo mostra que inovação, conectividade e eficiência já influenciam diretamente as decisões de compra e os investimentos das empresas", avalia.

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