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Prova de resistência de 53 horas ganha projeção nacional

Na disputa, participantes passaram dias com uma das mãos apoiada em um carro; a vencedora levou o veículo para casa. A prova superou a duração do maior desafio do BBB

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Prova de resistência de 53 horas ganha projeção nacional

Pouco depois da meia-noite, eles ainda estavam lá. Quando amanheceu, continuavam no mesmo lugar. No dia seguinte também. Foram mais de 53 horas ininterruptas enfrentando chuva, frio, desgaste físico, mental e emocional até que o "Colados com a Bless", prova de resistência promovida por uma provedora de internet, finalmente chegasse ao fim em Maringá, no norte do Paraná.

A duração chamou atenção até de quem está acostumado a acompanhar provas de resistência pela televisão. No Big Brother Brasil (BBB) 18, uma das disputas mais lembradas da história do reality show terminou após 42 horas e 58 minutos, quando Ana Clara e Kaysar foram declarados empatados pela produção. A prova promovida pela empresa paranaense ultrapassou essa marca e manteve o público acompanhando cada novo capítulo da disputa.

O "Colados com a Bless" era simples na teoria, mas exigente na prática: manter uma das mãos apoiada em um carro o maior tempo possível. O último participante a permanecer na disputa levaria o veículo para casa. A competição entrou para a história da ação, consolidando-se como uma das mais longas e intensas edições do formato.

Ao todo, 16 pessoas participaram da prova. O grupo reuniu oito influenciadores convidados, três competidores selecionados em uma repescagem e outros cinco escolhidos a partir de ações de engajamento promovidas pela empresa na rede social Instagram.

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"Quando criamos o desafio, queríamos proporcionar uma experiência diferente para o público e para os participantes. Ver a prova superar 53 horas e mobilizar tantas pessoas dentro e fora de Maringá mostrou que conseguimos criar algo que foi muito além de uma ação promocional", afirma Adriano Pradella, diretor da Bless Internet.

A ideia surgiu a partir de conversas internas inspiradas pelo universo dos esportes de resistência, uma paixão do diretor. O objetivo era transformar valores como persistência, comprometimento e conexão em uma experiência real para clientes e moradores da região.

Além dos participantes, a competição também mobilizou familiares, amigos, influenciadores e espectadores que acompanharam cada etapa presencialmente e pelas redes sociais.

A prova iniciou antes da largada oficial

Para conquistar uma vaga na disputa, os candidatos precisaram produzir vídeos e mobilizar seguidores nas redes sociais. Na prática, a campanha já gerava audiência semanas antes do início da prova.

Os participantes compartilharam histórias, gravaram conteúdos e engajaram suas comunidades para garantir presença na competição. Com isso, a ação passou a reunir elementos de entretenimento, relacionamento e participação digital.

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À medida que as horas avançavam, o desafio se transformava em uma história acompanhada pelo público. Enquanto os participantes enfrentavam o desgaste físico e mental, a audiência acompanhava cada atualização em tempo real, mantendo a prova em evidência por mais de dois dias consecutivos e ampliando sua repercussão para além de Maringá.

Quando Débora Cason finalmente venceu a disputa e conquistou o carro, a Bless Internet já havia alcançado um resultado que ia além da competição. A empresa conseguiu transformar uma ação realizada no interior do Paraná em um tema comentado nas redes sociais e em veículos de comunicação, ampliando sua visibilidade de forma orgânica.

Ao longo da prova, a organização manteve uma série de cuidados com os participantes, incluindo hidratação, proteção contra o frio e acompanhamento de bombeiros 24 horas por dia para garantir a segurança de todos durante todo o desafio.

Mais do que uma competição, o "Colados com a Bless" mostrou como uma ideia simples — manter a mão sobre um carro e resistir mais do que os adversários — pode se transformar em uma poderosa ferramenta de comunicação de projeção nacional.

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Setor de eletroeletrônicos tem alta de 11%

O setor eletroeletrônico registrou crescimento de 11% entre janeiro e maio de 2026, segundo a Eletros. Dados da NielsenIQ mostram que o mercado brasileiro de tecnologia e bens duráveis movimentou R$ 51 bilhões no primeiro trimestre, com avanço em faturamento e volume de vendas. Os resultados foram apresentados na abertura da Eletrolar Show All Connected 2026, em São Paulo.

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Setor de eletroeletrônicos tem alta de 11%

O mercado brasileiro de bens de consumo duráveis mantém trajetória positiva em 2026, impulsionado pela renovação de equipamentos, pela busca por eficiência energética e pela demanda contínua dos consumidores por soluções tecnológicas. Os dados foram apresentados nesta segunda-feira (22), durante a coletiva de imprensa de abertura da Eletrolar Show All Connected 2026, realizada no Distrito Anhembi, em São Paulo.

Em sua 19ª edição, o evento ocorre em um momento favorável para a indústria e o varejo, ao reunir mais de mil fabricantes nacionais e internacionais, cerca de 5 mil marcas e compradores de toda a América Latina. A programação contempla espaços dedicados à inteligência artificial, robótica, automação residencial, mobilidade elétrica, climatização, design, decoração e componentes industriais, além de um amplo ciclo de conhecimento com palestras de especialistas e lideranças do mercado.

A coletiva contou ainda com a participação de Julia Uherek, vice-presidente de Feiras de Bens de Consumo da Messe Frankfurt, que destacou a evolução da Interior Lifestyle South America, edição brasileira da Ambiente, e sua relevância para os segmentos de casa, decoração, design e lifestyle na América Latina. A neuroarquiteta Cris Paola apresentou a Casa All Connected, espaço da Eletrolar Show All Connected dedicado à integração entre tecnologia, automação residencial, inteligência artificial e bem-estar.

Segundo levantamento da Eletros, associação que representa a indústria de eletroeletrônicos, o volume comercializado alcançou cerca de 53,6 milhões de unidades entre janeiro e maio, avanço de 11% na comparação com o mesmo período de 2025. O resultado foi impulsionado principalmente pela linha branca, que registrou alta de 16%, e pelos produtos portáteis, com expansão de 15%.

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Para o presidente-executivo da entidade, Jorge Nascimento, o consumo atingiu um novo patamar no país, mesmo em um cenário marcado por juros elevados e renda pressionada. "Quando olhamos a trajetória dos últimos anos, fica claro que o mercado não está mais preso a oscilações entre picos e vales, mas em um patamar diferente. O resultado de 2026 mostra que, mesmo com crédito mais caro e orçamento apertado, o brasileiro continua destinando uma parcela relevante da renda para conforto, eficiência e tecnologia dentro de casa", afirmou.

Os dados da NielsenIQ reforçam esse cenário ao mostrar que o avanço também se reflete no varejo. No primeiro trimestre de 2026, o mercado brasileiro de tecnologia e bens duráveis movimentou R$ 51 bilhões, com crescimento de 7,4% em faturamento e de 6,4% em volume de vendas na comparação com o mesmo período do ano anterior.

O desempenho coloca o Brasil em posição de destaque no cenário global de tecnologia e bens duráveis. Segundo a consultoria, enquanto diversos mercados internacionais avançam, principalmente em razão da valorização cambial e do aumento de preços, o resultado brasileiro reflete uma expansão efetiva da demanda.

"O mercado brasileiro de tecnologia e bens duráveis continua demonstrando desempenho superior ao observado na economia brasileira. O avanço simultâneo de faturamento e volume mostra que existe demanda real do consumidor, sustentada pela renovação de equipamentos e pela busca por produtos que entreguem mais eficiência, conectividade e conveniência", avaliou Mateus Baldo, líder de Tech & Durables da NielsenIQ Brasil.

A pesquisa também aponta mudanças importantes nos hábitos de consumo. Pela primeira vez, os canais online responderam pela maior parte do faturamento do setor, alcançando 53,1% das vendas totais. Os marketplaces ampliaram participação e já representam 21,4% da receita do mercado brasileiro de tecnologia e bens duráveis.

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Outro destaque está no comportamento do consumidor. Mais da metade das compras ocorre para substituir produtos com defeito, enquanto plataformas digitais e redes sociais ampliam sua influência ao longo da jornada de decisão.

No segmento de televisores, a Copa do Mundo produziu reflexos positivos nas vendas. Dados da NielsenIQ apontam crescimento de 7,5% em unidades e de 11,7% em faturamento nas semanas que antecederam o torneio, impulsionado principalmente pela procura por telas maiores e modelos de maior valor agregado. "A Copa do Mundo produziu reflexos positivos nas vendas de televisores. Observamos aumento da demanda por telas maiores e modelos de maior valor agregado, movimento que tende a ganhar intensidade à medida que o torneio avança", observou o executivo.

Para o presidente do Grupo Eletrolar, Carlos Clur, os resultados apresentados durante a coletiva refletem uma transformação que já alcança diferentes segmentos da economia e do consumo. "A tecnologia deixou de ser um diferencial para se tornar parte da rotina dos consumidores. Hoje ela está presente nos eletrodomésticos, nos sistemas de segurança, nos equipamentos de entretenimento e nas residências conectadas. O crescimento observado pela indústria e pelo varejo mostra que inovação, conectividade e eficiência já influenciam diretamente as decisões de compra e os investimentos das empresas", avalia.

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