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Campanha do Ministério da Saúde orienta sobre riscos das apostas online e atendimento em saúde mental no SUS

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Em meio ao início do Brasileirão e à realização de grandes eventos esportivos, o Ministério da Saúde coloca no ar a Campanha Nacional de Prevenção aos Danos das Apostas Online. A iniciativa alerta a população sobre os riscos associados ao uso problemático das plataformas de apostas e divulga os serviços de saúde mental oferecidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para o acolhimento e o tratamento de apostadores e familiares afetados. A campanha será veiculada, a partir deste domingo (26), na TV, no rádio e nas redes sociais.

As apostas online, conhecidas como “bets”, estão cada vez mais presentes no cotidiano e podem ser acessadas por diferentes dispositivos, inclusive celulares. Disponíveis 24 horas por dia, as plataformas utilizam recursos como notificações, bônus, apostas em tempo real e recompensas variáveis, que podem estimular a permanência e a repetição das apostas. O uso problemático dessas plataformas pode levar a pessoa a apostar por mais tempo ou gastar mais do que havia planejado, com possíveis impactos na saúde mental, na situação financeira, na rotina e nas relações familiares e sociais.

O Transtorno do Jogo é reconhecido pela Classificação Internacional de Doenças (CID) e pelo Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM) como um transtorno de comportamento aditivo. Segundo estimativa da Organização Mundial da Saúde (OMS), a condição afeta cerca de 1,2% da população adulta mundial.

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SUS oferece atendimento presencial e teleatendimento especializado

Para ampliar o acesso ao cuidado, o SUS oferece teleatendimento em saúde mental para pessoas com problemas relacionados a jogos e apostas e seus familiares. O serviço é sigiloso e permite o acesso à assistência especializada a distância.

Apostar por mais tempo ou gastar mais do que o planejado, preocupar-se frequentemente com jogos e apostas e perceber alterações no sono, no humor, na rotina ou nas relações são sinais que merecem atenção. Familiares de pessoas afetadas também podem utilizar o teleatendimento para receber acolhimento, orientação e acompanhamento.

Confira como acessar:

  • Entre no Meu SUS Digital pelo aplicativo ou pela versão web.
  • Faça login com a conta gov.br.
  • Na página inicial, selecione “Miniapps”.
  • Clique em “Problemas com jogos de apostas?”.
  • Responda ao autoteste disponível na plataforma.

As perguntas ajudam a avaliar a relação com as apostas e a identificar o cuidado mais adequado. Quando o resultado indica risco moderado ou elevado, o encaminhamento para o teleatendimento é feito automaticamente. Nos demais casos, o aplicativo apresenta orientações sobre os serviços da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS).

O atendimento presencial pode começar em uma Unidade Básica de Saúde (UBS), onde apostadores e familiares recebem acolhimento, orientação e avaliação inicial. Quando houver necessidade de cuidado especializado em saúde mental, a equipe pode encaminhá-los a um Centro de Atenção Psicossocial (CAPS), que oferece acompanhamento multiprofissional.

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Plataforma permite bloquear o acesso às apostas

Outra ferramenta disponível para prevenção e cuidado é a Plataforma Centralizada de Autoexclusão, do Ministério da Fazenda. Por meio dela, o cidadão pode solicitar voluntariamente o bloqueio do acesso às plataformas de apostas autorizadas.

Para solicitar a autoexclusão, é necessário acessar a página da ferramenta e entrar com a conta gov.br.

A partir da solicitação, o sistema:

  • bloqueia, de uma só vez, as contas ativas nas plataformas autorizadas;
  • impede a abertura de novas contas com o CPF cadastrado; e
  • interrompe o envio de publicidade direcionada pelas empresas de apostas.

A plataforma também reúne conteúdos sobre jogo responsável, saúde mental e educação financeira, além de autotestes, cursos, materiais educativos e orientações sobre onde buscar atendimento no SUS.

Ao reunir recursos de proteção, informações e canais de atendimento, a plataforma ajuda a reconhecer situações de risco e facilita o acesso aos serviços públicos de saúde mental.

Julianna Valença
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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SAÚDE

Infertilidade masculina: O impacto silencioso do uso de anabolizantes na paternidade

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Créditos: Pixabay

O uso de esteroides anabolizantes tem crescido significativamente nos últimos anos, especialmente entre homens que buscam ganho de massa muscular e aprimoramento da aparência física. No entanto, o que muitos desconhecem é que essas substâncias podem comprometer severamente a fertilidade masculina.

Segundo o Dr. Alfonso Massaguer, especialista em Reprodução Humana da Clínica Mãe, o uso não prescrito de anabolizantes pode atuar como um verdadeiro “anticoncepcional masculino”, reduzindo drasticamente a produção de espermatozoides e podendo levar à azoospermia, condição caracterizada pela ausência de espermatozoides no sêmen.

“A busca pelo corpo ideal não deve comprometer o sonho da paternidade. Muitos homens chegam ao consultório surpresos ao descobrir que o uso de anabolizantes reduziu a zero a sua contagem de espermatozoides. É fundamental que haja conscientização sobre esses riscos antes de iniciar qualquer ciclo”, reforça o especialista.

Os anabolizantes são versões sintéticas da testosterona. Quando utilizados sem indicação médica, o organismo entende que há hormônio suficiente circulando e interrompe sua produção natural. Como consequência, os testículos diminuem ou até interrompem completamente a produção de espermatozoides. Dados científicos demonstram que o uso inadequado desses esteroides está fortemente associado à infertilidade masculina.

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Além do impacto na fertilidade, o uso contínuo dessas substâncias pode provocar atrofia testicular, disfunção erétil, alterações na libido e aumento do risco de doenças cardiovasculares e hepáticas.

“Recomendamos fortemente que homens em idade reprodutiva que precisem utilizar testosterona por indicação médica conversem previamente sobre a preservação da fertilidade. O congelamento de sêmen antes do início do tratamento é uma medida preventiva importante para garantir a possibilidade de ter filhos no futuro”, afirma o Dr. Alfonso Massaguer.

Apesar da gravidade do quadro, a fertilidade pode ser recuperada na maioria dos casos após a interrupção do uso dos anabolizantes. Entretanto, o processo de recuperação não é imediato. Estudos indicam que a retomada da espermatogênese pode levar de três a doze meses e, em casos de uso prolongado, ultrapassar um ano.

“Como o tempo de recuperação pode ser longo e angustiante para casais que desejam engravidar, a avaliação com um especialista e a interrupção imediata do uso dos anabolizantes são os primeiros passos para a recuperação da fertilidade”, explica o Dr. Massaguer.

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O acompanhamento com especialistas em reprodução humana permite avaliar o grau de comprometimento da fertilidade, estimular novamente a produção de espermatozoides quando possível e definir, se necessário, a indicação de técnicas de reprodução assistida.

“Para homens que já utilizaram ou ainda utilizam anabolizantes e desejam ter filhos, a orientação é procurar avaliação médica o quanto antes para planejar o desbloqueio hormonal e a recuperação da fertilidade. A preservação da fertilidade deve ser discutida de forma preventiva em consultas de rotina e antes do início de qualquer tratamento hormonal”, finaliza o especialista.

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