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Ninfoplastia avança no Brasil e ajuda a romper tabus sobre saúde íntima feminina

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Foto: arquivo/Divulgação

 

Busca por mais conforto físico e autoconfiança impulsiona a procura pela ninfoplastia e especialista aponta ganhos em conforto, autoestima e qualidade de vida

A ninfoplastia tem ganhado visibilidade e ampliado o debate sobre saúde íntima feminina e autonomia das mulheres em relação ao próprio corpo. O procedimento, que consiste na redução dos pequenos lábios vaginais, pode ser realizado tanto por motivos estéticos quanto para aliviar desconfortos físicos, como dor durante atividades do dia a dia, prática de exercícios ou relações sexuais, além de reduzir constrangimentos relacionados à aparência da região íntima.

O interesse pela ninfoplastia também acompanha o ritmo crescente das cirurgias estéticas no Brasil. De acordo com a Pesquisa Global 2024 da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (ISAPS), o país realizou 29.237 ninfoplastias em 2024, consolidando o procedimento entre as cirurgias íntimas mais realizadas no mundo. No mesmo período, o Brasil manteve a liderança global em cirurgias plásticas estéticas, com mais de 2,35 milhões de procedimentos cirúrgicos realizados.

“O avanço das técnicas cirúrgicas também contribuiu para a popularização da cirurgia. Atualmente, ela é menos invasiva, pode ser realizada em ambiente ambulatorial, apresenta recuperação mais rápida e baixo índice de complicações. Além disso, não há evidências de prejuízo à sensibilidade da região quando o procedimento é realizado de forma adequada”, esclarece a médica ginecologista Roberta Brando, especialista em estética íntima e terapia hormonal feminina.

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Além do aumento na procura, estudos mostram que o desconforto com a região íntima é mais comum do que muitas mulheres imaginam. Um levantamento nacional realizado na Austrália com 1.030 mulheres entre 18 e 50 anos apontou que 23% das participantes de 18 a 24 anos se sentiam ansiosas, infelizes ou constrangidas com a aparência dos pequenos lábios. A pesquisa também identificou que uma em cada dez mulheres já considerou realizar uma ninfoplastia, indicando que a insatisfação com a região íntima é uma demanda relevante de saúde e bem-estar feminino.

“A maior exposição do tema tem ajudado a reduzir tabus e incentivado discussões sobre saúde íntima, bem-estar e qualidade de vida das mulheres. Elas estão se libertando de amarras sociais e entendido mais o próprio corpo. Isso é ótimo e muito necessário. E, mesmo que seja clichê dizer isso, não se trata de apenas estética. É sobre qualidade de vida, sobre saúde”, completa a médica.

Apesar dos avanços no debate sobre saúde íntima feminina, o tema ainda é cercado por tabus que podem comprometer o bem-estar e até o acesso aos cuidados médicos. Pesquisa do Ipec com mil mulheres das regiões Norte e Nordeste mostrou que 48% se consideram apenas parcialmente informadas sobre saúde íntima, enquanto 11% afirmam não conversar com ninguém sobre o assunto.

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O levantamento também revelou que 33% procuram o ginecologista apenas diante de alguma necessidade específica e que cerca de 10% das que não fazem acompanhamento regular evitam a consulta por vergonha. Os dados evidenciam que o constrangimento e a falta de informação ainda representam barreiras importantes para o cuidado com a saúde feminina.

“A ninfoplastia deve ser encarada, antes de tudo, como um procedimento voltado para o bem-estar da mulher. Muitas pacientes convivem por anos com desconforto físico, dor durante atividades cotidianas ou nas relações sexuais e até vergonha da própria anatomia sem saber que existe uma solução segura”, acrescenta a ginecologista.

Roberta ainda esclarece sobre a realização da ninfoplastia. “Quando há indicação adequada, avaliação individualizada e o procedimento é realizado por um ginecologista ou cirurgião plástico habilitado, o risco de complicações é baixo e a recuperação costuma ser rápida. O mais importante é que a decisão seja tomada de forma consciente, após uma conversa franca com o médico, para que a paciente compreenda os benefícios, os limites da cirurgia e tenha expectativas realistas sobre os resultados”, finaliza.

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SAÚDE

Tempo seco e baixa umidade em DF: especialista alerta para cuidados com a baixa umidade do ar

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Foto: Freepik

Condições climáticas intensificam problemas respiratórios e afetam especialmente crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas

 

O tempo seco segue em alerta em boa parte da região Centro-Norte do país. Dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) mostram que o Distrito Federal, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul estão entre os 17 estados brasileiros sob alerta de perigo potencial para baixa umidade do ar, condição típica do período de estiagem que favorece o ressecamento das vias respiratórias e aumenta o risco de problemas de saúde.

O aviso para o Distrito Federal é válido nesta terça-feira (28), entre 10h e 21h, período em que a umidade relativa do ar pode ficar entre 20% e 30%, índices muito abaixo do recomendado para o organismo. Apesar de o risco de incêndios florestais ser considerado baixo, especialistas alertam que a população deve redobrar os cuidados durante os horários mais quentes do dia.

“A baixa umidade do ar deixa o organismo mais vulnerável a doenças como rinite, sinusite, asma e até pneumonia. Manter os ambientes com umidade adequada, usar umidificadores, higienizar bem as mãos e evitar poluentes são medidas essenciais de prevenção”, explica Juliana Paiva Lins, coordenadora do curso de Enfermagem da Faculdade Anhanguera.

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A especialista ainda destaca que hidratar o corpo e proteger as vias respiratórias é fundamental. “Além da ingestão frequente de líquidos, é importante higienizar as narinas com soro fisiológico, proteger a pele com loções hidratantes e buscar atendimento médico ao menor sinal de mal-estar ou dificuldade para respirar”, orienta.

Abaixo, a coordenadora elencou algumas dicas de cuidados para aliviar os sintomas de problemas respiratórios em períodos secos e com temperaturas mais elevadas:

  • Beba mais líquidos: água, sucos naturais e água de coco ajudam na hidratação;
  • Prefira refeições leves com legumes, verduras e frutas;
  • Hidrate a pele e os lábios com produtos específicos;
  • Use soro fisiológico nasal para aliviar o ressecamento das vias respiratórias;
  • Evite banhos muito quentes, que ressecam a pele;
  • Aplique hidratante corporal com frequência;
  • Mantenha a casa limpa para reduzir poeira e alérgenos;
  • Evite fumar e minimize a exposição à poluição e fumaça;
  • Ventile os ambientes para renovar o ar, mesmo em dias secos;
  • Use óculos de proteção em dias de vento forte;
  • Acompanhe os boletins meteorológicos e redobre os cuidados quando a umidade estiver muito baixa.
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Sobre a Anhanguera – Com 32 anos de história, a Anhanguera oferece para jovens e adultos uma infraestrutura moderna, ensino de excelência e portfólio diversificado com mais de 63 cursos de graduação presenciais, 43 semipresenciais e 57 na modalidade a distância, além de pós-graduações, cursos livres, profissionalizantes, técnicos e EJA. Pertencente à Cogna Educação, a maior e mais completa empresa de soluções educacionais do país, a Anhanguera conta com 108 unidades e centenas de polos em todos os estados brasileiros. Atende milhares de alunos com um corpo docente formado por professores especialistas, mestres e doutores e, 94% da instituição possui conceito 4 ou 5 no Ministério da Educação, sendo 5 a nota máxima atribuída pelo orgão responsável. Para mais informações das soluções educacionais, acesse o site.

 

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