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O corpo muda, mas a dor continua: o que não te contam sobre cirurgias abdominais

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Respiração travada, postura curvada e abdômen que não responde são sinais de um pós-operatório mal orientado, afirma especialista

 

A cirurgia deu certo, o corte cicatrizou, a barriga ficou reta. Mas a dor nas costas permanece, a respiração está curta e o corpo parece desconectado. Cada vez mais, pacientes relatam incômodos que surgem, ou continuam, depois de cirurgias abdominais como abdominoplastia ou correção de hérnia. E a explicação, segundo a especialista em funcionalidade corporal, Patrícia Farago, vai além do bisturi. “O maior erro é tratar a consequência sem olhar para a causa. Quando falamos de hérnia ou de abaulamento abdominal (protuberância ou inchaço visível na região do abdômen), estamos nos referindo a um centro corporal desorganizado, com pressão interna mal distribuída. A cirurgia costura, mas o corpo precisa se sustentar”, explica Patrícia, que atende pacientes em pré e pós-operatório.

 

Segundo a especialista, a ausência de preparo antes da cirurgia e de reabilitação funcional depois é o que explica boa parte das dores, compensações posturais e frustrações relatadas semanas ou meses após o procedimento. Paty Farago defende que o acompanhamento deveria começar ainda antes da operação. Entre 30 e 45 dias antes do procedimento, o ideal é que o paciente passe por uma avaliação funcional completa, com foco em respiração, alinhamento postural, contenção e fortalecimento do core. “Isso já reduz a pressão interna e prepara o corpo para receber a cirurgia de forma mais equilibrada”, conclui Farago.

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No pós-operatório, o desafio vai além da cicatrização: é preciso reorganizar o centro do corpo, que já está fragilizado, sem gerar novas sobrecargas. A cinta compressiva, embora essencial nos 60 dias, pode dificultar a ativação da musculatura profunda, exatamente aquela responsável por sustentar o tronco, estabilizar a pelve e proteger a lombar. Sem esse controle interno, o corpo começa a compensar. “Vejo muitas mulheres caminhando curvadas, com dor no pescoço, tensão no quadril e até incontinência urinária”, alerta Paty. Por isso, após a liberação médica, geralmente por volta do 30º dia, o ideal é iniciar um trabalho funcional cuidadoso, com foco em respiração, ativação do core e realinhamento da postura.

Para Paty, um dos maiores mitos sobre a diástase é acreditar que a cirurgia sozinha resolve tudo: “A aproximação dos músculos feita pela abdominoplastia é apenas estética. O funcionamento real só volta com consciência e reabilitação. Quem sustenta é você”, pontua.

Apesar disso, cada vez mais vemos celebridades e influenciadoras falando sobre o assunto como se a cirurgia fosse a solução completa. A verdade é que o diferencial está em quem encara o processo com responsabilidade, muda hábitos e passa pela reabilitação funcional. “Operar é um passo. A recuperação de verdade começa de dentro para fora”, finaliza a especialista.

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Cinco sinais de que seu corpo pode estar mal orientado após a cirurgia abdominal:

  • A respiração está travada e você se cansa mais facilmente;

  • Caminha curvada, com dores nas costas ou no pescoço;

  • Sente a barriga “solta” ou sem controle, mesmo com cinta;

  • Percebe desequilíbrios na marcha, instabilidade ou tensão no quadril;

  • Está insegura para se movimentar, mesmo após liberação médica.

 

Sobre o Instituto Paty Farago

Fundado e conduzido pela renomada especialista Patrícia Farago, o Instituto Paty Farago, localizado em Brasília, é referência na promoção da transformação corporal, reabilitação abdominal, correção postural e restauração da funcionalidade física. Com sólida formação em Educação Física (0780-G/DF) e certificações internacionais como a Técnica Tupler (NYC), Gestação e Pós Parto, Albert Einstein, Women Athletic, Antonie Low (NYC) para o Tratamento da Diástase Abdominal. Paty Farago desenvolveu uma metodologia exclusiva que já beneficiou mais de sete mil mulheres por todo o Brasil.

O instituto se destaca por aliar ciência, experiência e acolhimento em um programa inovador de cuidados personalizados voltados à saúde e ao bem-estar feminino.

SERVIÇO:

Instituto Paty Farago

@patyfarago

Contato: (61- 99604-9552)

Site: www.patyfarago.com.br

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SAÚDE

Curso de educação popular em saúde para o cuidado da população em situação de rua recebe inscrições até 9 de agosto

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Estão abertas até domingo (9/8) as inscrições para o 3º Processo Seletivo do Curso de Aperfeiçoamento em Educação Popular em Saúde para o Cuidado à População em Situação de Rua (EdPopRUA). Nesta etapa, são oferecidas 2.700 vagas destinadas a educandos e educandas dos estados da Bahia, Goiás, Pará, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e São Paulo.

O curso é voltado, prioritariamente, para trabalhadores de nível médio, técnico ou superior que atuam no cuidado à população em situação de rua na Atenção Primária à Saúde (APS). Podem se candidatar profissionais vinculados às equipes de Consultório na Rua (eCR), de Saúde da Família (eSF), de Atenção Primária (eAP), de Saúde Bucal (eSB) e das equipes Multiprofissionais (eMulti), além de gestores da APS e lideranças dos movimentos da população em situação de rua.

Para participar da seleção, é necessário preencher o formulário eletrônico e anexar a documentação exigida no edital para comprovação dos requisitos. A iniciativa é uma parceria entre o Ministério da Saúde, o Instituto Aggeu Magalhães (IAM/Fiocruz Pernambuco) e movimentos sociais da população em situação de rua.

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Formação para fortalecer o cuidado nos territórios

O EdPopRUA tem como objetivo qualificar o processo de trabalho dos profissionais da atenção primária e das pessoas que atuam nos movimentos da população em situação de rua, fortalecendo práticas de cuidado territorial, comunicação, educação popular em saúde e promoção do direito à saúde.

A iniciativa integra uma estratégia da Política Nacional de Atenção Básica (PNAB), da Política Nacional de Educação Popular em Saúde (PNEPS-SUS) e da Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da População em Situação de Rua (PNAIS-Rua). 

Plano Ruas Visíveis

O EdPopRUA faz parte das ações do Plano Ruas Visíveis. No eixo Saúde, a iniciativa prevê a formação de 5 mil profissionais em diferentes municípios brasileiros, promovendo o trabalho interprofissional, a atuação em rede, a abordagem territorial, a comunicação e a educação popular em saúde, contribuindo para a ampliação do acesso e da qualidade do cuidado ofertado pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Inscreva-se e veja todas as informações no edital

Camila Rocha
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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