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Procura por práticas integrativas cresce no SUS, e mulheres lideram atendimentos

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A busca por Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PICS) no Sistema Único de Saúde (SUS) tem crescido em todo o País, especialmente entre as mulheres. Dados do Sistema de Informação para a Atenção Primária à Saúde (Siaps) mostram que, em 2025, cerca de 80% dos atendimentos realizados com essas práticas foram destinados ao público feminino. 

“As mulheres constituem a maioria da população brasileira e são as principais usuárias do SUS, por isso não surpreende que também sejam maioria nos atendimentos em PICS”, explica a diretora do Departamento de Promoção da Saúde, Angela Leal.  “Portanto, representam um segmento social fundamental para as políticas de saúde, especialmente porque as condições socioeconômicas, ocupação profissional, questões de raça, gênero e sexo são determinantes na saúde das mulheres e devem ser consideradas ao desenvolver estratégias apropriadas para a promoção da saúde”, ressalta. 

Em 2024, foram registrados mais de 8,7 milhões de procedimentos relacionados às PICS no SUS. Já em 2025, esse número ultrapassou 10 milhões, representando um aumento de aproximadamente 14,6% e evidenciando a expansão do cuidado integral nos serviços de saúde. 

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Instituídas no SUS por meio da Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC), as PICS ampliam as possibilidades de cuidado, com foco na prevenção de agravos, na promoção e na recuperação da saúde. A abordagem considera o indivíduo de forma integral, valorizando o vínculo entre profissionais e usuários, a escuta qualificada e o protagonismo no cuidado. 

Quais são as práticas mais utilizadas pelas mulheres? 

Em 2025, algumas das PICS mais populares entre as mulheres na atenção primária do SUS foram: 

  • Auriculoterapia;
  • Acupuntura;
  • Aromaterapia;
  • Massoterapia;
  • Medicina tradicional chinesa;
  • Fitoterapia;
  • Yoga;
  • Meditação;
  • Musicoterapia. 

Essas práticas são ofertadas no SUS como parte de um cuidado ampliado, que busca atender às necessidades de saúde de forma mais integrada e humanizada. 

Como acessar as PICS no SUS? 

As Práticas Integrativas e Complementares em Saúde estão disponíveis na rede pública e podem ser acessadas por qualquer pessoa. Na maioria dos casos, o atendimento pode ser buscado diretamente nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), por demanda espontânea, manifestando interesse à equipe de saúde. Algumas práticas específicas, como acupuntura, podem exigir encaminhamento por um profissional da unidade. 

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A oferta varia de acordo com a organização dos serviços em cada município. Por isso, é importante verificar a disponibilidade junto à Secretaria Municipal ou Estadual de Saúde, na própria UBS de referência ou por meio do Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (Cnes)

Além das UBS, as práticas também podem ser encontradas em Centros de Práticas Integrativas, Centros de Convivência, Centros de Atenção Psicossocial e outros serviços da rede pública. 

Cuidado integral e promoção da saúde 

O fortalecimento das PICS no SUS também dialoga com estratégias mais amplas de promoção da saúde, como o Viva Mais Brasil, que incentiva a adoção de hábitos saudáveis e o cuidado contínuo ao longo da vida. 

Ao ampliar o acesso a práticas que estimulam o autocuidado, o bem-estar e a qualidade de vida, o SUS reforça seu compromisso com uma atenção integral, humanizada e centrada nas necessidades da população — especialmente das mulheres, que têm sido protagonistas na busca por essas formas de cuidado. 

Camila Rocha
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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SAÚDE

Ministério da Saúde abre inscrições para observatório de boas práticas de equidade no SUS

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Uma iniciativa dedicada à troca de experiências dos profissionais de saúde, com foco em fortalecer a equidade na atenção primária do Sistema Único de Saúde (SUS): esse é objetivo do Observatório de Boas Práticas de Equidade, lançado pelo Ministério da Saúde nesta sexta-feira (1º). As inscrições para a divulgação das iniciativas de já estão abertas e seguem até 20 de maio.

O observatório possibilitará a análise e a divulgação de projetos de gestão do cuidado já realizados em diferentes localidades. A ideia é que as trabalhadoras e os trabalhadores compartilhem seus conhecimentos produzidos na prática profissional do dia a dia e, assim, contribuam para a melhoria do atendimento e da organização dos serviços.

Para a secretária de Atenção Primária à Saúde, Ana Luiza Caldas, esse espaço valoriza as iniciativas dos profissionais e incentiva o compartilhamento de saberes. “O observatório vai revelar as inovações da atenção primária que acontecem no cotidiano dos serviços. O papel do Ministério da Saúde é justamente dar visibilidade a essas experiências e criar condições para que elas ganhem escala, contribuindo para um SUS mais resolutivo e equitativo”, detalha.

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As experiências selecionadas terão seus relatos disponibilizados no site “APS nos territórios”, além de compor uma publicação institucional do Ministério da Saúde.

Eixos temáticos

As iniciativas inscritas, além de apresentarem soluções relevantes para o SUS, deverão estar obrigatoriamente vinculadas a um dos três eixos temáticos seguintes: equidade e acesso; cuidado integral e saúde mental; e participação social.

O primeiro abarcará ações e estratégias para diminuir desigualdades em saúde e superar barreiras geográficas, institucionais e sociais no acesso da população ao cuidado. Já o segundo terá ações intersetoriais de cuidado e acolhimento e de atenção em saúde mental com ênfase para populações em situação de vulnerabilidade. O terceiro reunirá iniciativas de fortalecimento do vínculo entre os serviços de saúde e o território.

Quem pode se inscrever   

Todos os profissionais de saúde da atenção primária que trabalham em espaços de saúde cadastrados e ativos no Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (Cnes) poderão participar. As propostas, que devem ser inovadoras e originais, precisam estar adequadas às diretrizes do SUS.

Confira os profissionais que atuam em equipes e serviços da atenção primária à saúde que podem participar:

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*Nos casos de experiências realizadas nos CEO, LRPD e Sesb, as inscrições devem ser realizadas por pelo menos um dos profissionais que atuam nesses estabelecimentos. 

Acesse a página de inscrição do Observatório de Boas Práticas de Equidade na APS

Acesse também o passo a passo para a inscrição.

Acesse o cronograma completo, critérios de análise e outros detalhes nas orientações.

Agnez Pietsch
Ministério da Saúde 

Fonte: Ministério da Saúde

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